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Lançamento de cultivares da Embrapa atrai público do Showtec

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A chuva, no primeiro dia do Showtec 2020, 22 de janeiro, não afastou o público. Após participarem da abertura do evento, uma comitiva de autoridades, produtores e técnicos rurais seguiram para o estande da Embrapa para o lançamento de três cultivares: BRS 391, BRS 467 RR e BRS 544 RR.

José Renato Bouças Farias, Chefe-Geral da Embrapa Soja, em Londrina, apresentou as cultivares, livres de pagamento de taxas tecnológicas. As RR (transgênicas) possuem ampla adaptabilidade, alta estabilidade de produção e de produtividade. São boas para entrar cedo no sistema; são materiais rústicos, adaptados às regiões de todo Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

Farias também reforçou o papel social da Embrapa e afirmou que a Empresa continuará com o desenvolvimento de cultivares convencionais. “É um pedido dos produtores rurais que sempre nos perguntam se continuamos a produzir esses materiais”. A recém lançada BRS 391 é um material que incorpora a tecnologia Block, possui maior tolerância ao percevejo, importante praga no Estado de Mato Grosso do Sul. “A convencional pode ter um ganho maior de mercado, com altíssimo teor de proteína, bem acima da média nacional. A gente espera que isso atenda a demanda do mercado, do produtor rural e do consumidor final”, disse.

Ele convidou a todos a conhecerem o banco ativo de germoplasma na Embrapa Soja (Londrina, PR), coleção com mais de 65 mil tipos da oleaginosa. “É uma responsabilidade da Embrapa com o Brasil. Em termos de genética de soja, a gente tem independência total do mundo. Ela é base de várias cadeias e é estratégica para isso”.

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, destacou a importância do trabalho da Embrapa, que “nos dá opções a partir dos trabalhos da pesquisa realizada, com a disponibilidade de variedades ao setor produtivo brasileiro. Com relação à convencional, essa dupla aptidão dá competitividade a esse nicho de mercado que ainda é existente e que está em crescimento no Brasil”.

O Chefe-Geral da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), Guilherme Asmus, fez referência a um documento lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com diretrizes baseadas nas questões de propriedade, inclusão e produção sustentável. “Os mercados hoje exigem que a produção esteja alinhada à sustentabilidade. É nesse sentido que a Embrapa tem trabalhado”, disse ao citar como exemplo as cultivares de soja lançados no Showtec. “São materiais que vão ao encontro da sustentabilidade: econômica, ambiental e com alto impacto sobre a sociedade”.

O presidente da Fundação Meridional, Josef Pfann Filho, convidou os presentes para conhecerem as tecnologias das cultivares de soja da Embrapa na vitrine tecnológica no Showtec. “As sementes básicas das cultivares lançadas já estão no campo e nos foram ofertadas e na safra deste ano o produtor já poderá ter acesso”, garantiu Pfan.

Luciano Mendes, presidente da Fundação MS, agradeceu a confiança da Embrapa e da Fundação Meridional por estarem em todas as edições do Showtec. “Eu digo e lanço o desafio: eu não conheço e provavelmente a gente não vai conhecer nenhuma fazenda no Brasil que não tenha pelo menos uma tecnologia da Embrapa implantada no seu sistema de produção de soja”.

Luís Alberto Novaes, presidente da Comissão de Grãos da CNA disse que a parceria entre a Fundação MS e a Embrapa “traz um ambiente institucional muito positivo para avançarem no desenvolvimento da pesquisa de Mato Grosso do Sul”. Ao citar as variedades lançadas, Novaes falou sobre a importância dos materiais convencionais. “A gente acredita nesses materiais para todo o ambiente de longevidade das tecnologias, de alternância de princípios ativos. Isso é muito importante, porque tem havido deficiência de materiais convencionais, e a Embrapa assume esse papel lançando cultivares de soja convencionais”.

Tecnofam 2020

O evento “Tecnologias e Conhecimentos para a Agricultura Familiar (Tecnofam)” foi apresentado ao governador de MS pela equipe da Embrapa Agropecuária Oeste. A Tecnofam, que é realizada a cada dois anos, terá sua quarta edição neste ano e acontece de 7 a 9 de abril. Várias parcerias são realizadas para o sucesso do evento. A previsão é que em 2020 cerca de 3500 pessoas participem.

Tecnologias no Estande da Embrapa

Além das cultivares de soja lançadas, também são demonstrados outros materiais, como as que possuem tecnologia Shield (tolerante à ferrugem-asiática), assim como seu posicionamento no sistema de produção para que a tecnologia seja bem explorada. Há também o espaço “ILPF realidade virtual”. O público entende como o sistema funciona usando óculos de realidade aumentada e entram em um labirinto e veem desde à fase anterior da implantação da integração até o sistema implantado.

Pesquisadores e analistas da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS), Embrapa Soja (Londrina, PR), Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS) e Embrapa Cerrados (Planaltina, DF) estão no Estande à disposição para atender o público e conversar sobre forrageiras para produção de carne e de leite, controle biológico, sistemas agroflorestais biodiversos, consórcio de milho com braquiária, cultivares de mandioca de mesa e para indústria; sanidade animal; previsão de geada; manejo de pragas e doenças; bioanálise do solo; manejo de carrapatos em bovinos; e discussões sobre a formação central das cooperativas de agricultores familiares de Mato Grosso do Sul.

Showtec – A realização do evento é da Fundação MS, com promoção do Sistema Famasul, Sistema OCB/MS e Aprosoja/MS. Patrocínio do Senar/MS, Sistema Fiems/Senai e Sicredi. Conta com o apoio da Febrapdp, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abstecimento, Embrapa, Fundems, Prefeitura Municipal de Maracaju, Governo do Estado de Mato Grosso do Sul – Semagro, Fundação Agrisus e Sanesul.

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Rural

Vírus que matou milhões de animais na China avança pelo mundo

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Não bastasse a covid-19, outro vírus bastante agressivo, que ataca os suínos, teve uma explosão de casos na China e já atinge outros países da Ásia e da Europa. O vírus, da família Asfarviridae, infecta apenas porcos e javalis. Ele não é parente do coronavírus e não atinge os humanos.

Os suínos não têm salvação e morrem em uma semana. A doença, altamente contagiosa, chegou à China há dois anos, depois de passar pela Europa, onde não chegou a fazer muitos estragos na ocasião. “Na China, a peste provocou um surto sem precedentes, em boa parte porque a produção de porcos é feita em pequenas propriedades, mais difíceis de serem fiscalizadas”, diz Wagner Yanaguizawa, analista do Rabobank do Brasil, banco de origem holandesa especializado no setor de alimentos e agronegócio.

A doença já causou a morte de 440 milhões de porcos na China, a metade do rebanho do país. No mundo todo, atingiu 25% do total de suínos. Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal, a doença já se espalhou por 50 países, afetando 75% da produção global de porcos. Ainda não há tratamento ou vacina para o vírus.

A peste suína africana, que tem esse nome por ter sido identificada pela primeira vez na África há quase cem anos, é transmitida por carrapatos. A doença provoca febre alta e uma hemorragia mortal nos porcos. O vírus, bastante agressivo, pode ficar ativo por tempo indeterminado em alimentos contaminados, roupas, sapatos, veículos usados no transporte dos animais e até debaixo da terra, em carcaças de porcos acometidos pela doença.

A doença está se espalhando pelo mundo. Ela já chegou à Índia, onde matou mais de 14.000 porcos. O vírus também ataca a Europa. Desde o início do ano, nove países europeus confirmaram casos da doença, entre eles a Bulgária, Romênia e Bélgica. Segundo a European Food Safety Authority (EFSA), autoridade de segurança alimentar europeia, a disseminação tem sido rápida.

Novos focos da doença foram detectados na Polônia e na Grécia nas últimas semanas. Preocupado, o governo alemão mandou erguer uma cerca eletrificada na fronteira com a Polônia. “A Alemanha e a Espanha estão entre os maiores exportadores de carne suína, por isso precisam tomar um cuidado redobrado para não serem contaminados”, diz Yanaguizawa.

Apesar de estar em declínio na China, a doença ainda não está controlada. Em abril, o governo chinês reportou novos casos na província de Gansu. Para o Brasil, a boa notícia é que o vírus não chegou aqui – e as exportações de carne para a China, com o estoque de suínos em baixa, estão aumentado.

Segundo o Rabobank, nos primeiros quatro meses do ano o embarque de carne de porco para a China aumentou 29% em volume e 54% em faturamento. “O Brasil tomou medidas de precaução para evitar com que a doença chegue aqui e está sabendo aproveitar a oportunidade de negócios com a China”, afirma Yanaguizawa. Para os criadores de porcos na China e outros países, resta a esperança de ter uma vacina para o vírus. “Estudos vêm sendo feitos há dois anos e em algum momento terão sucesso”, diz Yanaguizawa.

Fonte: Carla Aranha / Exame

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Rural

A moderna agricultura brasileira: mudanças e novas oportunidades

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Os conhecimentos gerados pela pesquisa agropecuária, a capacidade empreendedora dos agricultores e a rede de assistência técnica, tem levado a significativas mudanças na agricultura brasileira. Para os consumidores pode se destacar como maiores mudanças nesse cenário: maior oferta de alimentos, fibra e energia; maior regularidade da oferta e melhoria da qualidade dos produtos oriundos da agricultura. Para os agricultores, as mudanças em curso estão proporcionando diversificação da produção, enquanto antes se cultivava apenas soja, hoje o cultivo ocorre associado ao cultivo de outras culturas tais como milho, algodão e pastagens. Ou seja, está havendo modificações nos modelos de produção e novas oportunidades de geração de renda.

E as modificações dos modelos exigiram a utilização de máquinas e implementos mais modernos. A mecanização da agricultura talvez tenha sido uma das maiores transformações e seus efeitos estão sendo espetaculares. Com as modernas máquinas tornou-se possível semear num menor intervalo de tempo uma área significativamente maior, e o que é mais importante, a qualidade dos trabalhos melhoraram muito, tendo como resultados ganhos de produtividade e melhoria de qualidade de vida.

A moderna agricultura exige um grau de profissionalismo muito grande por parte do agricultor. Algumas habilidades são fundamentais, dentre as quais podem ser destacadas: capacidade de planejar e de tomar decisões. O agricultor precisa estar muito bem informado sobre mercado para que possa decidir com segurança o que e quanto plantar; conhecer muito bem sobre as tecnologias disponíveis para que possa obter boas produtividades com custos compatíveis com o mercado. Para isso, é indispensável que o agricultor seja muito bem assessorado por profissional que possa lhe prestar as informações necessárias para a sustentabilidade do seu negócio.

Quando se cultivava apenas soja, as pragas se restringiam a essa cultura. Com a diversificação do cultivo (soja, milho, algodão, feijão, girassol, etc), há uma série de pragas e doenças que ocorrem em vários cultivos, ou seja, não são mais específicas de determinada cultura.  O cultivo de mais de uma espécie e sua integração com a pecuária, por exemplo, é uma das estratégias mais adequadas para ter a sustentabilidade assegurada. Desta forma, o agricultor precisa combinar os cultivos de tal forma a se obter os efeitos positivos desta combinação. Em muitas das situações, a integração lavoura-pecuária é uma alternativa viável para assegurar a lucratividade do sistema de produção. Assim, intensificar e integrar passou a ser uma exigência para que o negócio seja efetivamente sustentável (duradouro). Em síntese, não é mais possível pensar apenas no cultivo de uma determinada espécie, a visão de sistema passa ser imperiosa sob todos os aspectos.

Dentro do contexto de modernização da agricultura há de se pensar também na agricultura irrigada. Em algumas regiões brasileiras, esse modelo vem proporcionando grandes avanços, especialmente sobre o ponto de vista quantitativo. Em muitas situações, sem desconsiderar outros fatores de produção, a irrigação, é a alternativa mais viável para melhorar o desempenho da agricultura, possibilitando o cultivo de várias espécies durante o ano e para eliminação ou redução da sazonalidade de oferta de determinados produtos.

Muitas vezes uma determinada decisão é tomada sem a devida fundamentação. Isto não é mais possível. A agricultura digital já é uma realidade e, com certeza, trará grandes benefícios tanto em termos de ganhos de produtividade como em redução de custos. No entanto, é preciso um bom entendimento sobre o que é agricultura digital, pois, talvez até mais importante do que um sensor para coletar os dados é a interpretação dos dados, Uma vez adequadamente interpretados os dados se constituem em informações que subsidiarão as tomadas de decisão. Dada a gama de oportunidades para melhoria da produtividade da agricultura, não dá para pensar numa agricultura sustentável, sem o uso da agricultura digital. No entanto, é preciso planejar muito bem o uso desta nova ferramenta. Em resumo, a modernização é algo irreversível, e, mais do que isso, uma necessidade. Utilizando-se os conhecimentos disponíveis, é possível melhorar a oferta de alimentos, fibra e energia, assim como a sustentabilidade da agricultura brasileira.

Fernando Mendes Lamas
[email protected]
Pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste

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