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Corumbá

Contar propõe incluir Festa de nossa Senhora do Carmo no Calendário Oficial de Eventos

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CRÉDITO FOTO: SITE PREFEITURA DE CORUMBÁ

O Deputado Estadual Capitão Contar, protocolou Projeto de Lei para incluir ao Calendário Oficial de Eventos do Mato Grosso do Sul, a “Festa de Nossa Senhora do Carmo”, realizada anualmente no dia 16 de julho, dia de Nossa Senhora do Carmo, no distrito de forte Coimbra, no Município de Corumbá (MS).

“O Estado de Mato Grosso do Sul retrata uma grande diversidade cultural. Sua identidade cultural está moldada pela miscigenação de costumes e tradições. A Festa de Nossa Senhora do Carmo demonstra esse entrelaçamento cultural. Nosso objetivo ao incluí-la no Calendário Oficial de Eventos é trazer maior divulgação e notoriedade para o evento, assegurando a valorização da cultura regional”, declara o autor do projeto, Capitão Contar.

A festa é organizada pela população local, com apoio do Exército Brasileiro e da Prefeitura do Município, através da Fundação da Cultura e Patrimônio Histórico. A programação inclui missa, tradicional novena, procissões, shows musicais e dança. No dia da festa, a imagem é carregada por um guarda real com vestimentas de gala da época do Império durante a procissão, que segue da capela para a vila militar e termina no Rio Paraguai.

Forte Coimbra

O Distrito de Forte Coimbra, é assim chamado em razão do forte colonial erguido pela Engenharia Militar Portuguesa no ano de 1775. Praticamente 200 anos após a sua construção, em 1974, o forte foi tombado pelo IPHAN como patrimônio cultural brasileiro.

No ano de 2016, o IPHAN apresentou à Unesco a candidatura do Forte de Coimbra ao título de Patrimônio Mundial, pela localidade ter testemunhado o histórico esforço para a ocupação, defesa e integração do território nacional. Construído para defender o território brasileiro contra invasões espanholas, o Forte Coimbra foi palco de importantes feitos heroicos dos militares brasileiros na Guerra do Paraguai quando, de acordo com relatos, o milagre de Nossa Senhora do Carmo evitou que o local fosse dominado por forças inimigas.

Credita-se a Nossa Senhora do Carmo, ainda, milagres ocorridos durante as batalhas contra espanhóis e paraguaios, em 1801 e 1864, respectivamente. Na primeira batalha, a Santa teria livrado a guarnição militar do Forte, que contava com 110 homens, cinco canoas e três canhões, de um massacre no dia 17 de setembro de 1801, quando o exército espanhol formado por 600 homens, navios e 30 canhões, tinha ordem de ocupar o lugar na disputa pelo território com Portugal. Após nove dias de batalha, os espanhóis venceram, mas, bateram em retirada ao verem a imagem da Santa na entrada do Forte.

A segunda manifestação ocorreu durante a Guerra do Paraguai. No dia 28 de dezembro de 1864, a tropa paraguaia com 3,2 mil homens, 41 canhões, 11 navios e farta munição cercou o forte. Os brasileiros, com 149 homens, resistiram até o segundo dia, quando um soldado exibiu a imagem da Santa na muralha do forte e os inimigos suspenderam o fogo, permitindo a fuga dos sobreviventes. Hoje, uma imagem em concreto da Santa se destaca na mesma muralha, de frente para quem sobe o Rio Paraguai.

Já tradicional na região, a festa de Nossa Senhora do Carmo, protetora do Forte e da Vila, é fortemente marcada pela presença da histórica imagem de Nossa Senhora do Carmo, ali colocada em 1798, pelo Coronel Ricardo Franco.

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Corumbá

Festival América do Sul 2026 transforma Corumbá em território de encontros, arte e travessia

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Há cidades que são feitas de ruas. Corumbá é feita de encontros

Nas margens do Pantanal, na linha viva onde países se tocam, Corumbá volta a pulsar como território de travessia com o Festival América do Sul 2026. Entre 14 e 17 de maio, a fronteira deixa de ser limite e se torna linguagem — um espaço onde culturas se reconhecem, se misturam e seguem adiante, reinventadas.

Realizado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura, Fundação de Cultura e apoio da Prefeitura Municipal, o Festival América do Sul vai muito além dos grandes palcos. Tendas, escolas, praças, associações e tablados ressaltam a pluralidade de produções e representatividades: o FAS abraça a arte negra e indígena, a infância e percorre bairros periféricos de uma cidade de múltiplas identidades.

Em suas ruas, praças e espaços culturais, a arte encontra morada. Seja na música que ecoa, no teatro que ocupa, na dança que atravessa corpos, na literatura que narra, no artesanato que guarda memórias, nas artes visuais que revelam olhares, no cinema que projeta outras realidades. Cada linguagem é um caminho — e todos levam ao encontro.

A programação musical acompanha esse movimento. Na quinta-feira (14), a cena regional inaugura o festival como quem chama pelo nome: são artistas do território que dão o tom de pertencimento, reafirmando que toda travessia começa pelo reconhecimento de onde se pisa.

Na sexta-feira (15) o DJ Dennis traz a pulsação das cidades, a batida que nasce nas periferias e ganha o país, transformando o espaço público em pista e celebração. Com uma carreira consolidada como produtor e hitmaker, Dennis é responsável por alguns dos maiores sucessos do funk brasileiro contemporâneo, conectando diferentes públicos e ampliando as fronteiras do gênero.

Seus shows carregam essa mesma energia: sets dinâmicos, que transitam entre o funk, o pop e a música eletrônica, criando uma experiência coletiva marcada pela dança e pela intensidade. Em Corumbá, sua presença reforça o diálogo do festival com as expressões urbanas e com as sonoridades que emergem das ruas para ocupar o centro da cena cultural brasileira.

No sábado (16), Marcelo D2 ocupa o palco como quem constrói pontes entre tempos. Em seu Manual Prático do Novo Samba Tradicional, o artista mergulha em um processo criativo que une a força ancestral do samba às possibilidades da música contemporânea, combinando batidas eletrônicas — como a clássica 808 — a instrumentos tradicionais como tantã, repique e cuíca, em um gesto de reinvenção e continuidade.

Sua apresentação se aproxima de um convite à partilha. D2 se coloca como um mediador entre tradição e público, abrindo caminhos para que o espectador compreenda a construção da obra e se reconheça nela. É o samba como organismo vivo, em transformação constante, que carrega memória, mas também aponta para o futuro.

Dilsinho encerra o festival no domingo (17) com a delicadeza dos afetos que se tornam canto coletivo. Dono de uma das vozes mais populares do pagode atual, o artista construiu uma trajetória marcada por sucessos que dialogam diretamente com o cotidiano, o amor e as relações humanas, conquistando milhões de ouvintes nas plataformas digitais.

A “Turnê Diferentão” conta com repertório que mistura grandes sucessos e novidades sonoras e promete emocionar e contagiar o público. Com sua voz marcante e carisma inconfundível, Dilsinho promete uma verdadeira celebração do pagode, proporcionando ao público uma viagem musical repleta de hits e novas canções.

Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, o festival é expressão de um compromisso maior: “O Festival América do Sul é um espaço onde a cultura cumpre seu papel mais essencial: aproximar. Em Corumbá, essa vocação se intensifica, porque a cidade já nasce encontro. O que fazemos é potencializar essa força, criando oportunidades para que diferentes povos e expressões se conectem por meio da arte”.

A programação completa estará disponível em breve no MS Cultural. Conheça nosso portal.

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Corumbá

Obras de captação no rio Paraguai recebem R$ 26,4 milhões e reforçam abastecimento em Corumbá

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Corumbá recebe um novo investimento estratégico para garantir a segurança no fornecimento de água. A Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) destina R$ 26,4 milhões para obras na estrutura de captação de água bruta no rio Paraguai, principal fonte que atende o município.

O extrato do contrato foi publicado no Diário Oficial do Estado e prevê a execução de melhorias estruturais importantes no sistema, incluindo a elaboração do projeto executivo, a construção de dispositivos de proteção contra impactos de embarcações e a revitalização de pilares e da ponte de captação.

A ordem de serviço para o início das obras foi assinada pelo diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, e pelo diretor de Engenharia e Meio Ambiente, Leopoldo Godoy do Espírito Santo.

O investimento tem como objetivo reforçar a segurança operacional da estrutura, especialmente diante do intenso tráfego fluvial na região, além de garantir a continuidade e a eficiência do abastecimento de água para a população.

Os recursos são próprios da Sanesul, e a execução das obras deve ocorrer ao longo de 15 meses, dentro de um prazo total de vigência de 18 meses. O investimento acompanha a estratégia do Governo do Estado de fortalecer a infraestrutura de saneamento em regiões consideradas prioritárias.

Em Corumbá, cidade com características geográficas específicas e forte atividade econômica ligada ao turismo, comércio e logística, a segurança hídrica é um fator essencial para o desenvolvimento sustentável.

Prevenção de riscos operacionais

Mesmo com o abastecimento de água já universalizado nos 68 municípios atendidos, a Sanesul mantém uma política contínua de investimentos para modernização e ampliação dos sistemas, priorizando a confiabilidade dos serviços e a prevenção de riscos operacionais.

No caso de Corumbá, a obra na captação do rio Paraguai é considerada fundamental para garantir maior proteção à estrutura e assegurar o fornecimento regular de água tratada, beneficiando diretamente a população e as atividades econômicas locais.

A ação integra o conjunto de investimentos que vêm sendo realizados por determinação do governador Eduardo Riedel, com foco na melhoria contínua dos serviços de saneamento em Mato Grosso do Sul.

O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, destaca a importância do investimento para garantir a segurança do sistema de abastecimento em Corumbá. “Estamos investindo mais de R$ 26 milhões para reforçar a segurança hídrica e a qualidade dos serviços prestados à população. Em Corumbá, esse recurso é fundamental para fortalecer a estrutura de captação no rio Paraguai e assegurar a continuidade do abastecimento com eficiência e confiabilidade”, afirma o dirigente.

Desta forma, a expectativa é reduzir riscos estruturais na captação e garantir maior estabilidade no sistema, especialmente em períodos de maior movimentação no rio Paraguai. A obra também reafirma o planejamento da Sanesul visando antecipar demandas e evitar interrupções no fornecimento, acompanhando o crescimento urbano e econômico de Corumbá.

Comunicação Sanesul

Fonte: Governo MS

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