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Festival América do Sul 2026 transforma Corumbá em território de encontros, arte e travessia

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Há cidades que são feitas de ruas. Corumbá é feita de encontros

Nas margens do Pantanal, na linha viva onde países se tocam, Corumbá volta a pulsar como território de travessia com o Festival América do Sul 2026. Entre 14 e 17 de maio, a fronteira deixa de ser limite e se torna linguagem — um espaço onde culturas se reconhecem, se misturam e seguem adiante, reinventadas.

Realizado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura, Fundação de Cultura e apoio da Prefeitura Municipal, o Festival América do Sul vai muito além dos grandes palcos. Tendas, escolas, praças, associações e tablados ressaltam a pluralidade de produções e representatividades: o FAS abraça a arte negra e indígena, a infância e percorre bairros periféricos de uma cidade de múltiplas identidades.

Em suas ruas, praças e espaços culturais, a arte encontra morada. Seja na música que ecoa, no teatro que ocupa, na dança que atravessa corpos, na literatura que narra, no artesanato que guarda memórias, nas artes visuais que revelam olhares, no cinema que projeta outras realidades. Cada linguagem é um caminho — e todos levam ao encontro.

A programação musical acompanha esse movimento. Na quinta-feira (14), a cena regional inaugura o festival como quem chama pelo nome: são artistas do território que dão o tom de pertencimento, reafirmando que toda travessia começa pelo reconhecimento de onde se pisa.

Na sexta-feira (15) o DJ Dennis traz a pulsação das cidades, a batida que nasce nas periferias e ganha o país, transformando o espaço público em pista e celebração. Com uma carreira consolidada como produtor e hitmaker, Dennis é responsável por alguns dos maiores sucessos do funk brasileiro contemporâneo, conectando diferentes públicos e ampliando as fronteiras do gênero.

Seus shows carregam essa mesma energia: sets dinâmicos, que transitam entre o funk, o pop e a música eletrônica, criando uma experiência coletiva marcada pela dança e pela intensidade. Em Corumbá, sua presença reforça o diálogo do festival com as expressões urbanas e com as sonoridades que emergem das ruas para ocupar o centro da cena cultural brasileira.

No sábado (16), Marcelo D2 ocupa o palco como quem constrói pontes entre tempos. Em seu Manual Prático do Novo Samba Tradicional, o artista mergulha em um processo criativo que une a força ancestral do samba às possibilidades da música contemporânea, combinando batidas eletrônicas — como a clássica 808 — a instrumentos tradicionais como tantã, repique e cuíca, em um gesto de reinvenção e continuidade.

Sua apresentação se aproxima de um convite à partilha. D2 se coloca como um mediador entre tradição e público, abrindo caminhos para que o espectador compreenda a construção da obra e se reconheça nela. É o samba como organismo vivo, em transformação constante, que carrega memória, mas também aponta para o futuro.

Dilsinho encerra o festival no domingo (17) com a delicadeza dos afetos que se tornam canto coletivo. Dono de uma das vozes mais populares do pagode atual, o artista construiu uma trajetória marcada por sucessos que dialogam diretamente com o cotidiano, o amor e as relações humanas, conquistando milhões de ouvintes nas plataformas digitais.

A “Turnê Diferentão” conta com repertório que mistura grandes sucessos e novidades sonoras e promete emocionar e contagiar o público. Com sua voz marcante e carisma inconfundível, Dilsinho promete uma verdadeira celebração do pagode, proporcionando ao público uma viagem musical repleta de hits e novas canções.

Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, o festival é expressão de um compromisso maior: “O Festival América do Sul é um espaço onde a cultura cumpre seu papel mais essencial: aproximar. Em Corumbá, essa vocação se intensifica, porque a cidade já nasce encontro. O que fazemos é potencializar essa força, criando oportunidades para que diferentes povos e expressões se conectem por meio da arte”.

A programação completa estará disponível em breve no MS Cultural. Conheça nosso portal.

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Corumbá

Comissão de Valorização da Cultura Pantaneira avança na criação de Centros de Tradição e define próximos passos

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Fortalecer a cultura pantaneira, avançar na implantação dos Centros de Tradição Pantaneira (CTPs) e definir os próximos passos de valorização dos saberes e tradições do Pantanal foram os principais objetivos da reunião da Comissão de Valorização da Cultura Pantaneira, realizada na sexta-feira (4), na sede do Sebrae/MS, em Campo Grande (MS).

O encontro reuniu cerca de 20 participantes, entre agentes que atuam na cultura pantaneira, gestores públicos, empresários e representantes de instituições do Sistema S que integram a Comissão. Formada por mais de 40 instituições públicas e privadas, a iniciativa busca unir diferentes setores em torno de estratégias para preservar e valorizar a identidade cultural do Pantanal, ao mesmo tempo em que fortalece o empreendedorismo e contribui para a geração de renda nos municípios pantaneiros.

Entre os principais encaminhamentos está o avanço da estruturação dos Centros de Tradição Pantaneira (CTPs), espaços que deverão contribuir para preservar, difundir e fortalecer os saberes, costumes e manifestações que fazem parte da identidade da região.

Para o vice-presidente regional do Sistema Fiems e conselheiro do Sebrae/MS, Luiz Cláudio Sabedotti Fornari, o trabalho da Comissão representa um momento importante de união de diferentes segmentos em torno da construção e valorização da identidade cultural do estado.

“O que estamos vivendo agora é um movimento muito importante para reconhecer e valorizar a nossa identidade, fazendo com que as pessoas tenham orgulho do lugar onde nasceram ou escolheram viver. Nos últimos dois anos, esse movimento avançou muito e, agora, temos uma grande oportunidade de reunir todas essas forças — artistas, o trade, instituições e os diferentes segmentos da sociedade — em torno de um objetivo comum: valorizar essa cultura fantástica que é a cultura sul-mato-grossense.”

Segundo a analista técnica e gestora das ações de Economia Criativa do Sebrae/MS, Daniele Muniz, a atuação da Comissão busca transformar a cultura pantaneira em um vetor de desenvolvimento, tendo o território e as pessoas como protagonistas. Entre os avanços de 2026, ela destaca a estruturação dos CTPs.

“Hoje, temos cinco Centros de Tradição Pantaneira, os CTPs, em processo de formalização, implantação ou já implantados. Três já foram formalizados e os demais estão avançando nesse processo. Ao todo, são 12 municípios da borda pantaneira envolvidos nesse trabalho em Mato Grosso do Sul. Agora, estamos avançando também nos municípios que ainda não possuem um CTP, porque queremos que esses centros sejam uma base de sustentação para todo o trabalho que vem sendo desenvolvido, sempre com o território e as pessoas como protagonistas da estratégia.”

Centros de Tradição Pantaneira

A criação dos CTPs é uma das três frentes prioritárias de atuação da Comissão. Durante o encontro, foram avaliados os avanços já realizados e definidos encaminhamentos para dar continuidade ao processo de implantação dos espaços.

A proposta é que os Centros funcionem como referências para a valorização da cultura pantaneira, aproximando tradição, conhecimento, turismo, empreendedorismo e desenvolvimento local. Outra frente de trabalho envolve a organização e formalização de uma entidade representativa da cultura pantaneira, iniciativa que deverá contribuir para dar maior estrutura e representatividade ao movimento.

A Comissão também trabalha na definição e consolidação do conceito de cultura pantaneira, com apoio de uma consultoria especializada. O estudo busca estabelecer uma base conceitual que possa orientar as ações desenvolvidas pelas instituições e fortalecer uma visão comum sobre os elementos que compõem essa identidade.

Valorização que gera oportunidades

Entre as atividades previstas para este ano está ainda a realização do Evento de Cultura Pantaneira 2026, que deverá contribuir para dar visibilidade às manifestações culturais e ampliar as conexões entre os diferentes segmentos envolvidos.

Para a presidente da Comissão Municipal da Cultura Pantaneira de Rio Verde e representante da Inspiraê por Selma Brito, Ana Miriam Cardeal Martos Brito, os avanços de 2026 mostram a força da atuação conjunta em torno da valorização da cultura pantaneira.

“Em 2026, tivemos avanços importantes, como a estruturação da federação e a chegada de novos participantes ao movimento. A união entre associações, Sistema S, instituições, empresas e municípios é fundamental, porque ninguém faz nada sozinho e, juntos, conseguimos fortalecer a cultura pantaneira em todo o Estado. Também avançamos na catalogação dos ícones da nossa cultura e no resgate das tradições.”

Para a chefe da Divisão de Patrimônio Material e Imaterial e integrante da Comissão da Cultura Pantaneira do Departamento de Cultura de Anastácio, Jacqueline Medeiros, a valorização da cultura pantaneira precisa reconhecer, principalmente, as pessoas que vivem e mantêm essas tradições.

“A cultura pantaneira é um pertencimento de todos e o Pantanal não pode ser visto apenas como um cenário turístico. Precisamos valorizar o homem pantaneiro, suas tradições e sua história. Nesse sentido, a atuação do Sebrae e a implantação dos Centros de Tradição Pantaneira nos municípios são muito importantes, porque esses espaços podem promover oficinas, palestras, ações educativas e o resgate das tradições, fortalecendo a identidade pantaneira e as comunidades locais.”

Para o presidente do Centro de Tradição do Homem Pantaneiro (CTHP) de Corumbá, Luiz Carlos Alves de Arruda, a criação da entidade representa um importante passo para ampliar o apoio às iniciativas de valorização da cultura pantaneira.

“Estamos ainda no começo desse processo, mas a criação da federação representa um suporte importante para as comunidades e pode facilitar a execução de ações que já desenvolvemos há muitos anos. O principal desafio hoje é garantir recursos e ampliar a participação das pessoas, mas acreditamos que, com a união dos Centros de Tradição Pantaneira e da federação, será possível fortalecer esse trabalho e dar mais continuidade às iniciativas de preservação e valorização da cultura pantaneira.”

Com os encaminhamentos definidos, a Comissão segue com uma agenda de trabalho voltada à consolidação dos Centros de Tradição Pantaneira, à estruturação de uma entidade representativa e ao aprofundamento do conceito de cultura pantaneira. A iniciativa busca transformar a união entre instituições públicas e privadas em ações concretas de preservação cultural, fortalecimento do empreendedorismo e geração de novas oportunidades para as comunidades do Pantanal.

Mais informações sobre as ações do Sebrae podem ser obtidas por meio do site sebrae.com.br/ms ou pela Central de Relacionamento por meio do número 0800 570 0800.

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Corumbá

Carro com placa da Bolívia capota e deixa três feridos, incluindo criança de 6 anos

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Três pessoas ficaram feridas após um carro com placa da Bolívia capotar na manhã desta sexta-feira (4), na estrada de acesso ao Assentamento Taquaral, em Corumbá, a 425 quilômetros de Campo Grande.

Entre as vítimas está uma criança de 6 anos.O acidente aconteceu por volta das 9h10, a aproximadamente dois quilômetros do aterro sanitário.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar atendimento aos ocupantes do veículo.Segundo informações do Diário Corumbaense, inicialmente havia a suspeita de que quatro pessoas estivessem no carro.

No entanto, os socorristas encontraram três vítimas, todas de nacionalidade boliviana.Uma mulher de 30 anos estava consciente, orientada e conseguia caminhar.

Ela sofreu uma luxação no ombro direito e foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).A criança de 6 anos apresentava escoriações na região da cintura pélvica.

Também consciente e orientada, foi levada para a UPA por uma equipe do Corpo de Bombeiros, acompanhada por uma médica.A terceira vítima, uma mulher de 25 anos, foi encontrada caída no chão, mas permanecia consciente e orientada.

Ela recebeu os primeiros socorros no local e foi encaminhada ao pronto-socorro por uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).Duas equipes da Agência Municipal de Trânsito e Transporte de Corumbá (Agetrat) também estiveram no local para atender a ocorrência.

Após o socorro às vítimas, a área ficou sob responsabilidade dos agentes de trânsito.

As circunstâncias que provocaram o capotamento ainda serão apuradas.

Tatiane Linhares Vicente, com informações de Top Mídia News

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