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Mato Grosso do Sul

Eduardo Riedel: “crescer sem deixar ninguém para trás é incluir as pessoas na oportunidade de emprego”

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“A base de uma boa governança é a transparência, a comunicação, para que você tenha esse diálogo permanente com a sociedade”. A frase é do governador Eduardo Riedel, que completa 58 dias de mandato. Em entrevista ao Portal de Notícias do Governo do Estado, ele fala sobre a montagem da equipe, os desafios e temas relacionados ao desenvolvimento e à mobilidade social.

Em relação aos programas sociais, Riedel defendeu um crescimento inclusivo, mantendo a transferência de renda, mas atuando principalmente na geração de empregos, com qualificação profissional. “Transferência de renda pode ser feita por diversas modalidades. O Energia Social é uma delas. Agora, o real crescimento sem deixar ninguém para trás é a inclusão das pessoas na oportunidade de emprego, renda, de uma alternativa para que ela atue dentro do sistema produtivo todo”, afirmou.

O governador defendeu ainda as PPPs (Parcerias Público-Privadas) para atrair investimentos, falou que a regionalização da saúde não termina com a entrega do Hospital Regional de Dourados, defendeu uma reforma tributária em âmbito nacional e ressaltou que a relação com o Governo Federal será institucional, pautada pela maturidade e voltada para defender os interesses da população de Mato Grosso do Sul.

Confira a entrevista na íntegra:

A entrevista em vídeo pode ser conferida em: https://we.tl/t-tCoai7H180

Governador, o senhor concluiu a escalação da sua equipe de governo. É o time que o senhor idealizou para dar início a sua gestão? 

“Buscamos compor o governo com líderes que tenham condição técnica e política de conduzir as propostas que estão no plano de governo”

Buscamos desde o início compor o governo com líderes que tenham condição técnica e política de conduzir as propostas que estão no plano de governo para cada área. Então, são lideranças que vão reunir, cada um, os seus times para que isso possa ser levado adiante. Sem dúvida são pessoas que têm muita experiência. Cada um tem a sua história, cada um construiu ao longo da sua vida ações que já deixam uma marca e isso é muito importante: que a gente tenha um time comprometido com Mato Grosso do Sul. São poucos os secretários, mas além dos secretários você tem lideranças também para projetos específicos. A gente sempre falou muito de transversalidade e todos assumem as responsabilidades muito cientes de que não é só a caixa dele, que ele vai liderar seja a área da política pública, que ele está a frente, mas poder levar também as outras áreas de governo que fazem a total diferença para o resultado na sociedade. Então, é um time que considero de primeira linha e que vai ajudar muito Mato Grosso do Sul a gerar resultado para a sociedade.

Pesquisa recente mostra que a população de Mato Grosso do Sul está otimista com o governo. Qual é a sua expectativa com a própria gestão?

Acho que só aumenta a responsabilidade. Quando a gente recebe esse tipo de informação coloca nos ombros de todos a responsabilidade de fazer aquilo que a gente tem buscado e vai buscar de maneira muito determinada, com técnica, liderança, articulação para que a gente leve a diante esse Mato Grosso do Sul que nós estamos propondo e é muito bom ver que a sociedade está apoiando, com uma expectativa e é por isso que é muito importante conversar sempre com a sociedade. A transparência é fundamental nesse processo. Eu sempre falei muito disso. A base de uma boa governança é a transparência, a comunicação para que você tenha esse diálogo permanente com a sociedade. A gente recebe a informação só aumentando a nossa responsabilidade.

Como o senhor acredita que vai ser a relação com o Governo Federal?

“Temos que virar a página do processo político”, diz Eduardo Riedel sobre relação com o Governo Federal

Precisa de muita maturidade. As eleições passam. O resultado delas é apresentado. Agora, institucionalmente você tem que se relacionar com todas as áreas de atuação do Governo Federal. Nós, do Governo estadual, precisamos nos relacionar com os municípios. Então, tem que virar a página do processo político, partidário, eleitoral e entrar numa discussão madura de resultado no relacionamento com as instituições que se fazem presentes na vida do sul-mato-grossense. Em relação ao Governo Federal, nós vamos ter uma relação muito direta, objetiva, pautada em cima dos assuntos que interessam a Mato Grosso do Sul. Sempre falei que nós iríamos defender Mato Grosso do Sul em todas as suas linhas de atuação. Então, o diálogo é extremamente aberto. Nós temos agentes políticos aqui do Estado que assumiram responsabilidades altas no Governo Federal. Estamos conversando muito. Assim como de outros estados, nós temos conhecimento também. E, nesse sentido, o Governo Federal, eu não tenho dúvida, não vai se furtar a ser um grande parceiro de Mato Grosso do Sul e é esse diálogo e a construção permanente de uma relação próxima para o resultado para a sociedade é que nós vamos buscar. 

É possível fazer as entregas que a população precisa sem as reformas tributária e administrativa?

Em relação às reformas, seja tributária, administrativa, previdenciária, Mato Grosso do Sul fez a sua parte. A construção de um estado mais enxuto, de um estado com maior responsabilidade fiscal já é fruto de uma boa evolução dessas reformas. Agora, nós precisamos dessas reformas no plano federal. Estamos vendo os agentes do Governo Federal falarem da reforma tributária. É muito importante que ela ocorra. É muito importante para o País que essa agenda avance e a gente tem muita crença de que isso possa ocorrer. É claro que, se ela não ocorrer, no meu ponto de vista atrasa um pouco o desenvolvimento do País. A gente precisa ver esses movimentos andarem no Congresso Nacional e só o Governo Federal pode liderar esse processo para que a que gente tenha resultados expressivos em relação ao desenvolvimento do Brasil.

A regionalização da saúde está sendo concluída. Como está a construção do Hospital Regional de Dourados? Qual o cronograma? Ele está para ser entregue nos próximos dias? Quando a população vai poder, de fato, usufruir de mais esse equipamento?

Riedel explica que regionalização não termina com entrega do Hospital Regional de Dourados

A regionalização é um processo em andamento. Ele não se encerra na entrega e na operação de um equipamento como o Hospital Regional de Dourados. Já teve o de Três Lagoas, de Ponta Porã. Mas é um processo também de apoio aos equipamentos municipais, sejam filantrópicos, sejam mantidos pelas prefeituras, repasses de recursos, novos projetos que nós vamos fazer com a atenção básica junto aos municípios. Então, a regionalização é um conceito. O uso da rede privada – nós temos um exemplo do Opera MS e Examina MS, que ativa a rede privada para ajudar a conter as filas que tem na saúde – está tendo um resultado fantástico. É um conjunto de ações com várias áreas de atuação que nós vamos regionalizar e colocar em prática aquilo que a sociedade espera que é o atendimento para a saúde no seu local mais próximo de referência.

Hoje a Rede Estadual de Ensino tem 40% das escolas com ensino em tempo integral. A intenção é universalizar isso? Vai ter opção para os alunos que queiram estudar em apenas um período?

A gente considera a universalização do ensino em tempo integral a possibilidade de acesso de todos os alunos da rede estadual atingirem uma escola com esse perfil, mas vai existir aquele aluno que, por algum motivo, não possa ou não queira participar de uma escola que não seja de tempo integral e ele vai ter essa possibilidade. Então, é um desafio ainda maior, mas nós temos que respeitar essa situação posta para realidades sociais distintas, que é necessário e a gente não pode prejudicar aquela família. O Estado está orientado a buscar o máximo de alunos possível nas escolas de tempo integral e terá essa capacidade de oferecer a todos os alunos da rede essa modalidade, esse tipo de ensino, mas aqueles que não conseguirem ou não puderem vão ter a opção de estudar em uma escola que não seja de tempo integral.

Nos últimos 8 anos, o Governo viabilizou R$ 10,9 bilhões de investimentos privados por meio das Parcerias-Público Privadas e concessões e atraiu R$ 60 bilhões de investimentos na agroindustrialização, gerando empregos e movimentação econômica. Como o senhor avalia a importância do capital privado na economia de MS para os próximos anos? O senhor tem ressalvas com relação a concessões e PPPs em alguma área?

Dentro das PPPs existem diferentes formas de atração do capital privado para a área específica de atuação da política pública. É um grande instrumento de alavancar áreas específicas. A única ressalva que eu tenho é em relação a projetos mal feitos porque esses dão problemas na atração desse capital. Se você tem uma boa modelagem para qualquer área de atuação, ele vai dar resultado porque você vai estar injetando recursos de uma fonte externa de governo para atender a população. Se a modelagem é bem desenhada e o projeto é bem feito, o resultado virá. Tanto é que Mato Grosso do Sul é um exemplo nacional, de quase R$ 11 bilhões atraídos ao privado para atender política para o cidadão que sente a melhora dos serviços porque os modelos foram bem construídos e os projetos construídos. Então, a ressalva que eu tenho é projeto mal feito e aí dá problema como a gente já viu e tem exemplo aqui no Estado.

Falando em entregas, o governo prorrogou o Energia Social por 14 meses, já fez o primeiro pagamento do Mais Social e o senhor tem o compromisso de, nesses quatro anos, elevar o valor de R$ 300 para R$ 450. Esse é o mote do crescer sem deixar ninguém para trás, do estado inclusivo?

Essa é uma das fases para que a gente possa ter um crescimento inclusivo, uma das fases para que a gente não deixe nenhum sul-mato-grossense para trás. Transferência de renda pode ser feita por diversas modalidades. O Energia Social é uma delas. Agora, o real crescimento sem deixar ninguém para trás é a inclusão das pessoas na oportunidade de emprego, renda, de uma alternativa para que ela atue dentro do sistema produtivo todo. Aí é muito importante, além de criar um ambiente de desenvolvimento e crescimento, criar oportunidade das pessoas em se qualificar, estudar e poder abraçar essa oportunidade gerada. A transferência de renda é para aquele grupo social que não tem essa condição e nós vamos estar atentos a isso para não deixar ninguém para trás.

Para concluir, o senhor está iniciando a gestão. Qual é o Mato Grosso do Sul que o senhor imagina daqui a quatro anos, em dezembro de 2026, quando o senhor concluir o mandato?

Muitas pessoas perguntam qual o legado do Riedel governador. Eu, talvez pela minha formação em enxergar diferentes áreas da política pública, a gente tem que ter muito claro o que a gente tem hoje e o que nós poderemos ter daqui a quatro anos. Se nós evoluirmos expressivamente em áreas que podem parecer básicas e simples, mas que para as pessoas faz muita diferença, eu vou me dar por muito satisfeito. Nós estamos falando de saneamento básico, da rua na frente da sua casa asfaltada, da sua casa, de uma habitação para quem não tem, do acesso a uma escola de qualidade para o filho daquela pessoa que não consegue uma oportunidade hoje tenha um futuro diferente da dela, é uma grande conquista, e uma saúde que atenda a totalidade da população com qualidade, sem horas de fila. Eu acho que é o essencial da política pública. Só que se isso chegar à totalidade da população em níveis muito acima do que temos hoje, nós vamos dar um salto para o futuro.

“A transferência de renda é para aquele grupo social que não tem essa condição e nós vamos estar atentos a isso para não deixar ninguém para trás”

 

 

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

No Dia do Cinema Brasileiro, audiovisual de Mato Grosso do Sul celebra expansão e projeta novos desafios

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No Dia do Cinema Brasileiro, celebrado nesta sexta-feira (19), o audiovisual de Mato Grosso do Sul tem motivos para comemorar. Impulsionado por políticas públicas de incentivo e pelo amadurecimento de sua cadeia produtiva, o setor vive um dos momentos mais promissores de sua história recente, com crescimento da produção local, ampliação da circulação de obras e fortalecimento da formação profissional.

Nos últimos cinco anos, o Estado recebeu um volume expressivo de investimentos destinados ao audiovisual. Somente por meio da Lei Paulo Gustavo (LPG), foram destinados mais de R$ 20 milhões para projetos do setor em Mato Grosso do Sul. A esse montante somam-se recursos estaduais do Fundo de Investimentos Culturais (FIC) e, mais recentemente, da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), que passou a garantir uma fonte contínua de financiamento para a cultura brasileira.

Em 2026, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) lançou três editais específicos para o audiovisual, totalizando R$ 1 milhão em investimentos por meio da PNAB. As chamadas públicas contemplam diferentes etapas da cadeia produtiva, desde a produção de obras até sua circulação e exibição.

Um dos editais prevê R$ 100 mil para o licenciamento de 30 obras audiovisuais finalizadas a partir de 2023. Os trabalhos selecionados serão exibidos em ações como o Rota Cine, mostras promovidas pelo Museu da Imagem e do Som (MIS) e na programação da TV Educativa. Outra iniciativa destina R$ 500 mil à produção de cinco curtas-metragens de animação inéditos, com até R$ 100 mil por projeto. Já o terceiro edital disponibiliza R$ 400 mil para apoiar a participação de produções sul-mato-grossenses em festivais e mostras nacionais e internacionais.

Os editais seguem em andamento e devem ser concluídos até agosto.

Para o cineasta Roberto Leite, que atua há mais de duas décadas no setor, o momento atual representa um marco histórico para o audiovisual sul-mato-grossense.

“Posso dizer que vivemos um dos períodos mais importantes da história do setor no estado. Nos últimos anos, especialmente com a chegada da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc, houve um fortalecimento significativo da produção audiovisual. Esses recursos permitiram que produtores, diretores, roteiristas, técnicos e artistas tivessem condições de desenvolver projetos com mais qualidade e alcançar novos espaços de exibição e reconhecimento”, afirma.

Segundo ele, entretanto, o cenário atual é resultado de uma construção iniciada muito antes da chegada das políticas federais.

“Diversos profissionais já vinham construindo o audiovisual sul-mato-grossense por meio dos editais estaduais, como o FIC, além de iniciativas da iniciativa privada. Foi esse trabalho contínuo que preparou o terreno para o momento que vivemos atualmente”, destaca.

Leite ressalta ainda que o desafio passa pela continuidade dos investimentos e pela garantia da execução dos recursos dentro dos prazos previstos.

“O audiovisual movimenta profissionais, empresas e serviços. Quando há atrasos nos pagamentos ou insegurança sobre a execução dos recursos, toda a cadeia produtiva é impactada”, observa.

O crescimento da produção também pode ser percebido nos festivais locais. Para o cineasta e produtor cultural Dannon Lacerda, os números recentes demonstram uma mudança significativa no cenário estadual.

“O Festival Curta Campo Grande recebeu, em sua última edição, 32 inscrições de curtas-metragens produzidos em 2024 e 2025, número muito superior ao registrado antes da pandemia, quando dificilmente ultrapassávamos cinco produções por ano”, explica.

Para ele, o próximo passo consiste em transformar esse aumento quantitativo em desenvolvimento sustentável e qualificado.

“É fundamental investir na formação continuada dos profissionais do setor. Além de seu papel na cultura, na educação e no entretenimento, o audiovisual exerce um impacto econômico significativo, movimentando turismo, comércio, tecnologia, serviços e economia criativa”, avalia.

Além dos investimentos, os profissionais do audiovisual do Estado destacam a criação da Film Commission de Mato Grosso do Sul como iniciativa estratégica capaz de ampliar a visibilidade do estado, atrair produções externas e gerar novas oportunidades para profissionais locais. “É uma ferramenta que tende a fortalecer ainda mais o setor nos próximos anos, avalia Roberto Leite.

A formação profissional também foi apontada por agentes do setor como um dos fatores responsáveis pelo amadurecimento da produção local. A criação do curso de Audiovisual da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) ampliou o acesso à qualificação técnica e contribuiu para a renovação de realizadores e profissionais da área.

Para o cineasta Thiago Rotta, o audiovisual já ultrapassa o campo exclusivamente cultural e deve ser compreendido como um setor estratégico para o desenvolvimento do Estado.

“O audiovisual movimenta cadeias produtivas, fortalece o turismo, projeta a identidade dos territórios e conecta o Mato Grosso do Sul a mercados e públicos muito além de suas fronteiras. Hoje ele está presente na cultura, na educação, na indústria, no agronegócio, na comunicação institucional e na construção de marcas”, afirma.

Segundo Thiago, o fortalecimento do setor também depende da profissionalização das empresas, da articulação coletiva e da construção de uma visão de longo prazo.

“Mato Grosso do Sul possui uma riqueza cultural extraordinária e, aos poucos, essa diversidade começa a aparecer também nas telas. O grande desafio dos próximos anos será transformar essa potência criativa em desenvolvimento contínuo”, acrescenta.

A expansão da produção local também é percebida por Andréa Freire, gestora cultural e coordenadora do Bonito CineSur – Festival de Cinema Sul-Americano. Ela observa o crescimento do número de obras realizadas no Estado e a diversidade de linguagens e temáticas abordadas pelos realizadores.

“As produções estão cada vez mais interessantes, ecléticas e com diversas linguagens, novos realizadores e temas que falam de nós e nos espelham no mundo”, destaca.

Ao mesmo tempo, Andréa aponta a necessidade de fortalecer toda a cadeia produtiva do audiovisual.

“O financiamento público tem contribuído para impulsionar a produção, mas ainda é insuficiente para a demanda atual. Tanto quanto produzir filmes, é fundamental distribuí-los para que cheguem ao público”, observa.

Entre os próximos passos para o setor, os entrevistados apontam a consolidação de políticas permanentes de investimento, o fortalecimento da recém-criada Film Commission de Mato Grosso do Sul, a ampliação dos mecanismos de distribuição e circulação das obras e a continuidade dos editais públicos.

“O audiovisual é uma das áreas mais dinâmicas da economia criativa contemporânea. Quando investimos no setor, estamos investindo em cultura, mas também em inovação, qualificação profissional, empreendedorismo e desenvolvimento regional. Mato Grosso do Sul vive um momento muito especial, com o fortalecimento dos realizadores locais, a ampliação dos mecanismos de fomento e iniciativas estratégicas como a Film Commission, que ampliam nossa capacidade de atrair investimentos e gerar oportunidades.

De acordo com o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, é importante celebrar resultados já alcançados. Mas, também, manter o foco no futuro do cinema que estamos construindo.

“O Dia do Cinema Brasileiro revela um momento de transformação para o audiovisual sul-mato-grossense. Um cenário construído por décadas de trabalho de realizadores, produtores e instituições culturais, que agora encontra nas políticas públicas uma oportunidade de ampliar sua presença dentro e fora do Estado, projetando novas histórias, novos olhares e novas possibilidades para o cinema produzido em Mato Grosso do Sul. Queremos que cada vez mais histórias sul-mato-grossenses sejam produzidas, exibidas e reconhecidas dentro e fora do país, consolidando o audiovisual como um setor estratégico para o desenvolvimento cultural e econômico do Estado”.

Comunicação Setesc

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Naviraí ganha novas obras de infraestrutura e saneamento para atender anseios da população

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Melhorar a qualidade de vida das pessoas. Com esta missão o governador Eduardo Riedel lançou novas obras de infraestrutura urbana e saneamento em Naviraí e também entregou novos investimentos na área da saúde. A agenda no município ocorreu nesta sexta-feira (19), em solenidade com a participação dos moradores e autoridades locais.

“Estamos aqui para trazer investimentos importantes para Naviraí, em uma série de agendas na cidades. Também ouvimos com cuidado o que era prioridade, das próprias lideranças. Não tenham dúvida da minha parceria com o município, pois meu foco é trabalhar pelas pessoas”, afirmou o governador.

Entre as obras está a autorização para a abertura de licitação na pavimentação da Avenida João Rigonato, via de acesso ao novo cemitério municipal, que fica localizado nos fundos da Vila Nova (início da MS-145, na saída para o Assentamento Juncal). Investimento por meio do programa MS Ativo.

Mais uma obra que será licitada é a restauração asfáltica das avenidas principais da cidade, que recebem maior fluxo e trânsito pesado, especialmente as vias que interligam a saída para Ivinhema e a BR-163. São investimentos de R$ 12,2 milhões.

“A revitalização das avenidas é um pedido da população, porque elas ajudam a ligar a cidade com as rodovias. Também temos no saneamento que vai ampliar a cobertura na cidade. Ano que vem seremos o primeiro estado a universalizar o serviço no Brasil”, completou o governador.

Saneamento

Uma das prioridades da gestão estadual, o saneamento também faz parte do pacote de investimentos de Naviraí. Aumentar a cobertura da cidade para levar qualidade de vida as pessoas.

Foram anunciados mais R$ 10,6 milhões, sendo R$ 10,3 milhões destinados a ampliar e melhorar a capacidade do sistema de abastecimento de água do município, com a construção de dois reservatórios e recuperação de outros já existentes, assim como a autorização para licitação da obra de construção de dois reservatórios de 600m³.

Também foi anunciada a da obra de recuperação de reservatórios, um elevados e dois apoiados, assim como recursos para ampliar o Sistema de Esgotamento Sanitário da cidade, com a autorização para licitação da obra de execução de 1.383 metros de rede coletora de esgoto e 68 ligações domiciliares de esgoto no Loteamento Interlagos II.

Saúde e projeto de cidadania

Para contribuir com a saúde de Naviraí, foi entregue um arco cirúrgico para atender o Hospital Municipal. O equipamento de imagem permite maior precisão, segurança e rapidez em procedimentos cirúrgicos. “Estas obras e investimentos do Estado vão mudar à qualidade de vida da população, o que mostra sua gestão municipalista, governador, de parceria com Naviraí. Obras que fazem a diferença na vida das pessoas. União e diálogo”, destacou o prefeito Rodrigo Sacuno.

O governador aproveitou a agenda pública em Navirai para visitar o projeto que promove inclusão e amplia o apoio as pessoas com deficiência. O Governo de MS lançou em abril de 2025 o projeto “Laços de Cidadania: Equoterapia e Inclusão”, o qual estabeleceu a implantação de três polos estratégicos — Campo Grande, Naviraí e Paranaíba — para beneficiar o público com deficiência e idosos com mobilidade reduzida.

Naviraí é o primeiro polo a entrar em funcionamento. A iniciativa é conduzida pela SEC (Secretaria Estadual de Cidadania), em convênio com a Acrissul e prefeituras, e visa ampliar o acesso a serviços terapêuticos especializados. O modelo de terapia com cavalos é indicado para auxiliar no desenvolvimento físico, emocional e social de pessoas com paralisia cerebral, Transtorno do Espectro Autista (TEA), síndrome de Down, TDAH, além de dificuldades de equilíbrio, postura ou coordenação motora.

“Os resultados são fantásticos, pois ajudam muitas famílias com a equoterapia, que otimiza o tratamento destas pessoas. São benefícios comprovados que esta terapias produzem”, afirmou a subsecretária de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, Malu Fernandes.

Unidade industrial

O governador também esteve na unidade industrial da Copasul, que tem investimento de mais de R$ 1 bilhão, construindo uma nova planta de soja no município, com previsão de operação em 2027. As obras tiveram início em abril de 2025. A indústria de processamento de soja está sendo construída ao lado da fecularia da Copasul.

Ocupando área de 115 hectares e com capacidade para processar 3 mil toneladas de soja por dia, totalizando 1 milhão de toneladas por ano, a produção dali será destinada à fabricação de biodiesel, ração animal e refino de óleo, além de exportações. Em operação, o empreendimento vai gerar 150 empregos diretos e pelo menos 1.900 indiretos.

“Este crescimento que estamos vendo aqui tem que estar presente e gerar oportunidades para as pessoas nas cidades. Estive aqui no lançamento da pedra fundamental como secretário [estadual]. Importante empreendimento que teve ajuda e apoio do Estado para gerar empregos e renda a nossa gente”, avalia Riedel.

Leonardo Rocha, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS

Fonte: Governo MS

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