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Agronegócios

Compensação de carbono por meio do plantio de árvores nativas será destaque no Showtec 2018

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Próxima edição do evento aborda o apoio da agricultura e pecuária na conservação do meio ambiente

A Fundação MS lançou na manhã desta terça-feira (31), mais uma edição do Showtec. Durante a solenidade, foram apresentadas as novidades da futura edição da feira, considerada uma das maiores do segmento da agricultura e pecuária do Brasil e que será realizada entre os dias 17 e 19 de janeiro do ano que vem, em Maracaju, na sede da entidade. Desta vez, a feira traz o tema Carbono Zero como destaque.

Em sua próxima edição, a feira contará com a certificação de compensação de carbono por meio do plantio de árvores nativas. Na prática, as emissões de carbono geradas pela organização e realização do evento serão anuladas com plantio de árvores nativas na Serra da Bodoquena. “O produtor rural também vem fazendo este trabalho quando utiliza o sistema de plantio direto e integração lavoura-pecuária-floresta, onde os sistemas integrados realizam a fixação do carbono”, explica o diretor executivo da instituição, Alex Melotto.

O produtor que utiliza técnicas modernas de plantio direto e pratica uma agricultura eficiente trabalha também na preservação do meio ambiente. Com uma pegada mais ecológica, o Showtec continua com sua missão de difundir tecnologias para apoiar o expressivo crescimento da área cultivada em Mato Grosso do Sul. Em sua última edição, a feira recebeu mais de 16 mil pessoas, que puderam visitar cerca de 120 expositores, com mostras de soluções para os sistemas produtivos.

De acordo com o presidente da Fundação MS, Luciano Mendes, o evento é essencial para que os produtores rurais e demais profissionais ligados ao setor tenham acesso às últimas novidades do mercado agrícola e das tecnologias disponíveis. Ele ressalta que a contribuição do agronegócio para a economia brasileira é feita graças à evolução do setor, por meio das constantes pesquisas realizadas.

“Vamos focar em um evento onde o produtor pode, em um só lugar, obter informações importantes para o planejamento de sua safra, principalmente das tecnologias de produção conservacionistas e integração de sistemas que permitem o sequestro de carbono da atmosfera e transformando em matéria orgânica, aumentando a produtividade com uma pegada neutra de carbono”, reitera Mendes

O presidente do Sistema Famasul, Maurício Saito, elogia o trabalho que as instituições de pesquisas desenvolvem para a sociedade brasileira. Ele ressalta que a adoção de novas tecnologias pelo produtor rural resultou em expansão de áreas, o que possibilitou resultados positivos. “Temos 40 anos de Federação e 40 anos de Mato Grosso do Sul. Em 1977, tínhamos 650 mil toneladas de produção de soja e milho. Hoje, vemos um crescimento graças a eficiência das novas tecnologias e conseguimos ultrapassar 8,5 milhões de toneladas de soja e 9,5 milhões de toneladas de milho. Isso se deve a ciência e, sem dúvida alguma, ao produtor que adere a essas tecnologias”, destaca.

Durante a cerimônia, o governador do Estado, Reinaldo Azambuja, enfatizou os resultados positivos em relação ao uso das tecnologias no campo em Mato Grosso do Sul, atribuindo ao trabalho realizado em conjunto com diversas instituições de pesquisa. Ele ressalta, também, que o tema abordado na próxima edição da feira é bastante oportuno. “As emissões de gases, em nível mundial, aumentaram, então nada mais atual do que trabalhar com essa mitigação, que já tem sido uma tônica no setor produtivo”.

Programação

A feira de tecnologias abordará, de forma especial, sobre a gestão e inovação no Agro, por meio de um painel específico com palestras e debates sobre sistemas de gestão aplicados ao agronegócio, e também sobre gestão e riscos dentro do setor. Os desafios dos sistemas produtivos também serão discutidos, com abordagens sobre o impacto fitossanitário dos cultivos sucessivos e riscos agronômicos na agropecuária.

A programação do Showtec também prevê palestras sobre estoque de carbono do solo e produtividade agrícola e estruturação física e química do solo por meio da integração de sistemas. Também estarão em pauta os principais desafios para a cultura de soja e milho safrinha, cana de açúcar, pequenos negócios rurais, conservação e manejo de solos, entre outros temas voltados para a agricultura, bem como mostras de implementos agrícolas e maquinários. Haverá também espaço para pecuária, com exposições de produtos e palestras sobre o segmento.

Sobre o Showtec

O Showtec é uma feira anual onde são apresentados produtos e serviços ligados ao setor agropecuário, lançamentos, inovações tecnológicas, sistemas de produção, palestras técnicas e resultados de pesquisas que contribuem para a sustentabilidade do segmento. A feira é destinada aos produtores e empreendedores rurais, técnicos agrícolas, acadêmicos, entre outros, e leva informações de forma direta e aplicável.

O evento é realizado pela Fundação MS e promovido pelo Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), Sistema OCB/MS (Organização das Cooperativas Brasileiras) e Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), contando com patrocínio do Senar/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). O Showtec conta, ainda, com o apoio do Sicredi, Agrisus e Prefeitura Municipal de Macaraju.

Serviço

Showtec 2018

Data: 17, 18 e 19 de janeiro de 2018

Local: Sede da Fundação MS

Endereço: Estrada da Usina Velha, Km 02, Zona Rural – Maracaju MS

Mais informações podem ser obtidas por meio do endereço eletrônico: .

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Agronegócios

Risco de geada no Sul agrava escassez e faz preço do feijão bater recordes

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O feijão voltou ao centro das preocupações do mercado agrícola brasileiro. Com oferta curta, dificuldade para encontrar produto de qualidade e ameaça de geadas sobre áreas produtoras do Sul do país, os preços dispararam nas últimas semanas e já atingem patamares históricos em algumas regiões.

O movimento é puxado principalmente pelo feijão carioca, variedade mais consumida pelos brasileiros. Em importantes polos produtores de São Paulo e Minas Gerais, lotes considerados “extra” já superam R$ 430 por saca no mercado físico. Em negociações destinadas ao abastecimento da capital paulista, negócios pontuais chegaram perto de R$ 470 por saca — um dos maiores níveis já registrados para a cultura.

A escalada dos preços acontece em um momento delicado para o abastecimento. O mercado enfrenta escassez justamente dos grãos de melhor qualidade, enquanto produtores seguram parte da oferta apostando em novas altas. Empacotadoras e atacadistas relatam dificuldade para montar lotes homogêneos, o que elevou a disputa pelos feijões classificados como nota alta.

Ao mesmo tempo, problemas climáticos aumentam a tensão sobre a segunda safra 2025/26. Paraná e Minas Gerais tiveram atrasos no plantio, excesso de chuvas e ritmo lento de colheita nas últimas semanas. Agora, a chegada do frio intenso ao Sul do Brasil adiciona um novo fator de preocupação.

As geadas passaram a entrar no radar do setor justamente em uma fase importante para parte das lavouras. Técnicos alertam que o frio pode comprometer enchimento dos grãos, peneira e qualidade final da produção, reduzindo ainda mais a disponibilidade de feijão premium no mercado.

A pressão já começa a contaminar também o mercado do feijão preto. Tradicionalmente mais barato, ele passou a ganhar competitividade diante da disparada do carioca e vem registrando forte valorização nas últimas semanas. Em algumas regiões do Paraná, as cotações saltaram de cerca de R$ 160 para perto de R$ 200 por saca em poucos dias.

O avanço do feijão preto reflete uma migração parcial do consumo. Com o carioca cada vez mais caro, parte do varejo e dos consumidores começou a buscar alternativas para reduzir custos, aumentando a demanda pela variedade preta.

O cenário preocupa porque o feijão é um dos produtos mais sensíveis ao abastecimento interno. Diferentemente da soja ou do milho, grande parte da produção é destinada ao consumo doméstico e trabalha com estoques historicamente apertados. Quando há quebra de qualidade ou retenção de oferta, o impacto nos preços costuma ser rápido.

Hoje, o Brasil produz entre 2,8 milhões e 3 milhões de toneladas de feijão por ano, somando as três safras cultivadas em diferentes regiões do país. Paraná, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Mato Grosso estão entre os principais produtores nacionais.

Com a combinação entre oferta restrita, clima adverso e estoques reduzidos, analistas avaliam que o mercado deve continuar pressionado nas próximas semanas, mantendo os preços em níveis elevados tanto para o produtor quanto para o consumidor final.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócios

Estado aposta em inteligência artificial para proteger citricultura

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O avanço do greening, doença que ameaça a citricultura mundial e já provoca perdas bilionárias em São Paulo, levou Minas Gerais a acelerar uma ofensiva tecnológica para tentar impedir que o problema comprometa a expansão dos pomares no estado. Nesta quinta-feira (14.05), o Governo de Minas Gerais anunciou um investimento de R$ 3 milhões em um projeto que usará inteligência artificial, drones e sensores de alta precisão no monitoramento da doença.

Batizado de “Citros Guard 4.0”, o programa reúne o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV) em uma tentativa de evitar que Minas repita o cenário enfrentado por produtores paulistas, onde o greening já alterou a geografia da produção e elevou os custos de controle nos pomares.

A preocupação não é pequena. O greening já foi identificado em 92 municípios mineiros e é considerado hoje a doença mais destrutiva da citricultura. Transmitida por um inseto conhecido como psilídeo, a praga reduz drasticamente a produtividade, compromete a qualidade dos frutos e pode inviabilizar plantações inteiras. Em casos sem controle adequado, as perdas podem chegar a 80%.

O movimento acontece justamente em um momento de expansão da citricultura mineira. Minas Gerais vem atraindo investimentos de empresas do setor que buscam áreas menos pressionadas pela doença e condições climáticas mais favoráveis. Hoje, o estado já ocupa a segunda posição nacional na produção de citros e produziu mais de 1,2 milhão de toneladas de laranja, limão e tangerina em 2024.

A estratégia do governo mineiro é transformar regiões ainda livres do greening em nova fronteira de expansão da citricultura brasileira. Norte de Minas, Noroeste, Vale do Jequitinhonha e Vale do Rio Doce aparecem entre as áreas consideradas prioritárias para contenção sanitária.

O projeto aposta em drones equipados com câmeras térmicas e sensores multiespectrais capazes de identificar plantas infectadas antes mesmo dos sintomas aparecerem visualmente. As imagens serão processadas por sistemas de inteligência artificial para mapear focos da doença e acelerar as ações de contenção.

A corrida contra o greening ganhou força porque o problema já afeta diretamente a produção brasileira de laranja. A safra nacional enfrenta redução provocada pela combinação entre clima adverso e avanço da doença, cenário que elevou preços da fruta e do suco de laranja no mercado internacional nos últimos meses.

Com a ofensiva tecnológica, Minas tenta evitar que a praga comprometa justamente um dos setores que mais avançam no agronegócio estadual. Além da expansão da produção, o estado busca consolidar espaço na exportação de frutas e no abastecimento da indústria de suco, mercado historicamente dominado por São Paulo.

Fonte: Pensar Agro

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