Agronegócios
Em Castilho/SP, Curso ensina técnicas para cultivar amora gigante
Quando a gente ouve a palavra amora – logo se lembra da infância. Quem nunca se sujou ou manchou alguma roupa ao brincar com estas deliciosas frutinhas? De fato, não há fruta que traga mais lembranças do que ela.
Doce e saborosa, a amora é apreciada por muitas pessoas. É utilizada como matéria-prima para a elaboração de geleia, calda, polpa para sorvete, suco, licor e corante natural.
Pensando justamente nessa riqueza de variedades que a amora proporciona é que a prefeitura disponibilizou na última sexta-feira – dia 20 – o Dia de Campo de Fruticultura: Técnicas de Cultivo da Amora Gigante.
O curso foi dividido em duas etapas. Na parte da manhã houve aulas teóricas ministradas no anfiteatro do CIEC. Já na parte da tarde, os alunos foram diretamente para o campo aprender, na prática, as técnicas do cultivo.
“Fizemos a visita técnica ao sítio São José, em Andradina, onde há uma plantação da amora gigante” – disse o secretário de Agricultura, Carlinhos Algodoeira. Segundo ele, o curso foi bastante produtivo e animou os participantes a desenvolverem as práticas em suas terras de cultivo.
Novo Curso
Na próxima sexta-feira – dia 27 – a prefeitura de Castilho oferecerá um novo curso.
Dessa vez, o dia de campo será para o aprendizado das boas práticas na condução do Maracujá Azedo, da Goiaba e técnicas de cultivo do Noni.
A capacitação será na sede do Assentamento Cafeeira e terá uma carga horária de 10h. Inicia por volta das 8h da manhã e finaliza às 18 horas.
No local será servida alimentação, como o café da manhã e almoço, sem custo algum para os participantes.
Os interessados devem se inscrever na Secretaria de Agricultura. Outras informações podem ser obtidas pelo número (18)3741-1662. De acordo com o secretário, as vagas são limitadas.
Esse curso também é viabilizado pelo SENAR e Sindicato Rural de Andradina que mantém parceria com a prefeita Fátima Nascimento.
Sobre a Amora Gigante
A amoreira preta é uma frutífera exótica nativa da China e Japão. É muito difundida e cultivada nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Sua folhas são usadas, principalmente, para a criação do bicho da seda. É uma árvore caducifólia e geralmente dióica, que atinge entre sete e 12 metros de altura.
Seus frutos são drupas compostas cilíndricas, ou seja, são infrutescências, de textura suculenta e de sabor acidulado e muito agradável, que amadurecem na primavera.
Dicas de cultivo
Pode ser conduzida com podas e, desta forma, pode até ser plantada em vaso grande e em pequenos espaços em jardim. Aceita muito bem as podas ornamentais, de limpeza e de eliminação dos ramos que produziram durante o ano. Faça o desponte das hastes no limite que deseje o tamanho da copa para forçar as novas brotações – ramos de produção da próxima safra. Eliminar os ramos secundários e indesejados.
Uso Medicinal
Depurativo do sangue, antisséptico, vermífugo, digestivo, calmante, diurético, laxativo, refrescante, adstringente, etc.
Agronegócios
Risco de geada no Sul agrava escassez e faz preço do feijão bater recordes
O feijão voltou ao centro das preocupações do mercado agrícola brasileiro. Com oferta curta, dificuldade para encontrar produto de qualidade e ameaça de geadas sobre áreas produtoras do Sul do país, os preços dispararam nas últimas semanas e já atingem patamares históricos em algumas regiões.
O movimento é puxado principalmente pelo feijão carioca, variedade mais consumida pelos brasileiros. Em importantes polos produtores de São Paulo e Minas Gerais, lotes considerados “extra” já superam R$ 430 por saca no mercado físico. Em negociações destinadas ao abastecimento da capital paulista, negócios pontuais chegaram perto de R$ 470 por saca — um dos maiores níveis já registrados para a cultura.
A escalada dos preços acontece em um momento delicado para o abastecimento. O mercado enfrenta escassez justamente dos grãos de melhor qualidade, enquanto produtores seguram parte da oferta apostando em novas altas. Empacotadoras e atacadistas relatam dificuldade para montar lotes homogêneos, o que elevou a disputa pelos feijões classificados como nota alta.
Ao mesmo tempo, problemas climáticos aumentam a tensão sobre a segunda safra 2025/26. Paraná e Minas Gerais tiveram atrasos no plantio, excesso de chuvas e ritmo lento de colheita nas últimas semanas. Agora, a chegada do frio intenso ao Sul do Brasil adiciona um novo fator de preocupação.
As geadas passaram a entrar no radar do setor justamente em uma fase importante para parte das lavouras. Técnicos alertam que o frio pode comprometer enchimento dos grãos, peneira e qualidade final da produção, reduzindo ainda mais a disponibilidade de feijão premium no mercado.
A pressão já começa a contaminar também o mercado do feijão preto. Tradicionalmente mais barato, ele passou a ganhar competitividade diante da disparada do carioca e vem registrando forte valorização nas últimas semanas. Em algumas regiões do Paraná, as cotações saltaram de cerca de R$ 160 para perto de R$ 200 por saca em poucos dias.
O avanço do feijão preto reflete uma migração parcial do consumo. Com o carioca cada vez mais caro, parte do varejo e dos consumidores começou a buscar alternativas para reduzir custos, aumentando a demanda pela variedade preta.
O cenário preocupa porque o feijão é um dos produtos mais sensíveis ao abastecimento interno. Diferentemente da soja ou do milho, grande parte da produção é destinada ao consumo doméstico e trabalha com estoques historicamente apertados. Quando há quebra de qualidade ou retenção de oferta, o impacto nos preços costuma ser rápido.
Hoje, o Brasil produz entre 2,8 milhões e 3 milhões de toneladas de feijão por ano, somando as três safras cultivadas em diferentes regiões do país. Paraná, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Mato Grosso estão entre os principais produtores nacionais.
Com a combinação entre oferta restrita, clima adverso e estoques reduzidos, analistas avaliam que o mercado deve continuar pressionado nas próximas semanas, mantendo os preços em níveis elevados tanto para o produtor quanto para o consumidor final.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Estado aposta em inteligência artificial para proteger citricultura
O avanço do greening, doença que ameaça a citricultura mundial e já provoca perdas bilionárias em São Paulo, levou Minas Gerais a acelerar uma ofensiva tecnológica para tentar impedir que o problema comprometa a expansão dos pomares no estado. Nesta quinta-feira (14.05), o Governo de Minas Gerais anunciou um investimento de R$ 3 milhões em um projeto que usará inteligência artificial, drones e sensores de alta precisão no monitoramento da doença.
Batizado de “Citros Guard 4.0”, o programa reúne o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV) em uma tentativa de evitar que Minas repita o cenário enfrentado por produtores paulistas, onde o greening já alterou a geografia da produção e elevou os custos de controle nos pomares.
A preocupação não é pequena. O greening já foi identificado em 92 municípios mineiros e é considerado hoje a doença mais destrutiva da citricultura. Transmitida por um inseto conhecido como psilídeo, a praga reduz drasticamente a produtividade, compromete a qualidade dos frutos e pode inviabilizar plantações inteiras. Em casos sem controle adequado, as perdas podem chegar a 80%.
O movimento acontece justamente em um momento de expansão da citricultura mineira. Minas Gerais vem atraindo investimentos de empresas do setor que buscam áreas menos pressionadas pela doença e condições climáticas mais favoráveis. Hoje, o estado já ocupa a segunda posição nacional na produção de citros e produziu mais de 1,2 milhão de toneladas de laranja, limão e tangerina em 2024.
A estratégia do governo mineiro é transformar regiões ainda livres do greening em nova fronteira de expansão da citricultura brasileira. Norte de Minas, Noroeste, Vale do Jequitinhonha e Vale do Rio Doce aparecem entre as áreas consideradas prioritárias para contenção sanitária.
O projeto aposta em drones equipados com câmeras térmicas e sensores multiespectrais capazes de identificar plantas infectadas antes mesmo dos sintomas aparecerem visualmente. As imagens serão processadas por sistemas de inteligência artificial para mapear focos da doença e acelerar as ações de contenção.
A corrida contra o greening ganhou força porque o problema já afeta diretamente a produção brasileira de laranja. A safra nacional enfrenta redução provocada pela combinação entre clima adverso e avanço da doença, cenário que elevou preços da fruta e do suco de laranja no mercado internacional nos últimos meses.
Com a ofensiva tecnológica, Minas tenta evitar que a praga comprometa justamente um dos setores que mais avançam no agronegócio estadual. Além da expansão da produção, o estado busca consolidar espaço na exportação de frutas e no abastecimento da indústria de suco, mercado historicamente dominado por São Paulo.
Fonte: Pensar Agro
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