Celulose em Destaque
Megafábrica da Arauco avança e coloca região de Três Lagoas em novo patamar industrial
Mato Grosso do Sul está prestes a ganhar mais um empreendimento de proporções gigantescas. O Projeto Sucuriú, da Arauco, avança em Inocência-MS e chama atenção não apenas pelo investimento bilionário e pelo tamanho da futura fábrica, mas também pela estrutura logística planejada para sustentar a operação.
Com investimento estimado em aproximadamente R$ 25 bilhões, o empreendimento é considerado o maior investimento da história da companhia e reforça a transformação econômica do leste de Mato Grosso do Sul, região que já tem Três Lagoas como um dos principais polos mundiais da indústria de celulose.
A futura unidade terá capacidade projetada para produzir cerca de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano.
Potência industrial terá estrutura ferroviária própria
Um dos pontos que demonstram a dimensão do empreendimento é a logística. O projeto prevê infraestrutura ferroviária própria para conectar a fábrica à Malha Norte, criando uma ligação estratégica para o escoamento da gigantesca produção.
A partir dessa conexão, a celulose poderá seguir pela malha ferroviária em direção ao Porto de Santos (SP), uma das principais portas brasileiras para o mercado internacional.
Em um empreendimento capaz de produzir milhões de toneladas anualmente, depender exclusivamente de caminhões representaria uma operação rodoviária gigantesca. A ferrovia amplia a capacidade logística, melhora a eficiência do transporte em grandes volumes e fortalece a competitividade da unidade.
Uma fábrica do tamanho da nova realidade de MS
Os números ajudam a dimensionar a potência do Projeto Sucuriú: são aproximadamente R$ 25 bilhões em investimentos e capacidade anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose, além de toda uma cadeia envolvendo florestas plantadas, fornecedores, transporte, serviços, tecnologia e mão de obra.
A previsão é de que a operação industrial seja iniciada no fim de 2027
O empreendimento também evidencia como o eixo formado por Três Lagoas, Inocência e municípios vizinhos vem ganhando importância no mapa industrial brasileiro, principalmente no setor de árvores cultivadas, celulose e logística.
Com a chegada de investimentos dessa magnitude, os impactos ultrapassam os limites de Inocência. Três Lagoas, por sua localização e estrutura regional, também tende a sentir reflexos na prestação de serviços, comércio, qualificação profissional, transporte e cadeia de fornecedores.
O Projeto Sucuriú não representa apenas a construção de mais uma fábrica. Uma indústria de R$ 25 bilhões, capaz de produzir milhões de toneladas e contar com conexão ferroviária dedicada ao escoamento de sua produção, mostra a escala da transformação econômica em curso nesta região de Mato Grosso do Sul.
Fonte: Marco Campos / TL Notícias
Celulose em Destaque
Obras definitivas nas pontes da MS-040 começam no dia 12 de outubro
Intervenções nos quilômetros 205 e 223 seguem em sistema de Siga e Pare, com restrição temporária para veículos pesados e desvio pela BR-267
A Caminhos da Celulose inicia, em 12 de outubro, as obras definitivas de reforço estrutural nas pontes interditadas na MS-040. A intervenção busca recuperar as condições de segurança das estruturas e permitir a normalização do tráfego.
A situação exigiu atenção extrema após a identificação de comprometimentos que vão além de uma necessidade rotineira de manutenção. Após a análise inicial feita pela concessionária, foi necessário realizar uma inspeção especial nas duas estruturas, que apontou um cenário mais grave do que o inicialmente observado, com risco de colapso nas duas pontes.
Para preservar as pontes e garantir a segurança dos usuários, a concessionária implantou restrições à circulação de veículos pesados, reforçou a sinalização, adotou o controle de velocidade e implantou a operação de Siga e Pare até a conclusão das obras.
“Identificamos o risco antecipadamente e agimos de imediato, adotando as medidas de segurança necessárias para evitar a interrupção completa da rodovia. Já iniciamos o processo de recuperação, com foco na segurança das pessoas e na agilidade dos serviços, para restabelecer as condições de tráfego no local o quanto antes”, afirma Luiz Fernando De Donno, presidente da Caminhos da Celulose.
A solução foi definida após levantamentos topográficos, sondagens, ensaios e análises técnicas realizadas por equipes especializadas. Os serviços preparatórios já foram iniciados, como a abertura dos acessos necessários à execução das obras.
A equipe de engenharia da AGEMS (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul) também analisou as informações apresentadas pela concessionária, incluindo dados técnicos, registros fotográficos e avaliações das estruturas. A análise regulatória confirmou a necessidade de rever as condições estruturais das pontes e adotar medidas de reforço com urgência.
“Quando uma inspeção aponta risco de uma ponte cair, a segurança precisa estar acima de qualquer outra consideração, até porque, quanto vale uma vida? Ela não tem preço. A AGEMS está acompanhando os dados técnicos e as medidas adotadas junto à concessionária para que o problema seja enfrentado com a urgência necessária. Nosso compromisso é com uma solução responsável, que preserve vidas e garanta condições seguras para o tráfego no futuro”, ressalta o diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis.
Durante o período de restrição, caminhões e outros tipos de veículos pesados devem utilizar a BR-267 como rota alternativa. O tráfego de veículos leves permanece liberado nos quilômetros 205 e 223 da MS-040. A Caminhos da Celulose orienta os motoristas a respeitarem a sinalização instalada e seguiram as instruções das equipes que atuam na rodovia.
Fase final e recuperação da estrutura
No quilômetro 205, os trabalhos antecipam serviços estruturais previstos para uma etapa posterior. Já no quilômetro 223, a intervenção também precisou ser incorporada à solução, embora essa ponte não estivesse originalmente prevista no escopo contratual de obras da Caminhos da Celulose, em razão do planejamento de um contorno rodoviário em Santa Rita do Pardo.
O contorno está previsto para uma etapa posterior da concessão. A ponte, por sua vez, deverá passar à responsabilidade da prefeitura após a conclusão da estrutura viária prevista. Como essa solução não será implantada de imediato, tornou-se necessário atuar também na ponte existente, evitando que a situação permaneça sem resposta até a execução do contorno.
As obras serão realizadas simultaneamente nas duas pontes, com serviços de fundação e implantação de estruturas metálicas de reforço. A etapa inicial busca recuperar as condições necessárias para uma futura liberação do tráfego de cargas pesadas, enquanto os estudos de engenharia continuam para definir e executar as próximas fases de recuperação.
A proposta é avançar para uma solução estrutural duradoura, que pode envolver reforço ou reconstrução, conforme os resultados dos estudos técnicos. Nesse primeiro momento, o projeto contempla o alargamento das pontes, com a implantação de espaço adicional para acostamento, ampliando a estrutura disponível e contribuindo para a circulação de veículos. A concessionária já está mobilizada para executar as obras em menos tempo. A previsão é concluir essa etapa até 30 de novembro. A retomada do tráfego pesado ocorrerá assim que as obras de reforço forem concluídas.
Sobre a Caminhos da Celulose
A Caminhos da Celulose é responsável pela administração de aproximadamente 870 quilômetros de rodovias nas regiões central e leste de Mato Grosso do Sul, abrangendo trechos das MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267. A concessionária desenvolve ações voltadas à manutenção, conservação e modernização da infraestrutura rodoviária, com foco na segurança dos usuários, na melhoria das condições de tráfego e no fortalecimento da logística regional.
Celulose em Destaque
Arauco destaca avanços e soluções do Projeto Sucuriú no Congresso ABTCP
Companhia apresenta experiência imersiva da futura fábrica em Inocência (MS), destaca soluções desenvolvidas no Projeto Sucuriú e recebe dois reconhecimentos do setor
Ainda em construção, o Projeto Sucuriú, da Arauco, poderá ser visitado virtualmente por quem passar pelo estande durante o 58º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel, de 6 a 8 de outubro, em São Paulo. A experiência imersiva permite conhecer diferentes áreas da futura fábrica de celulose e é uma das formas pelas quais a Companhia apresenta ao setor um projeto que já reúne soluções, tecnologias e conhecimentos desenvolvidos ao longo de sua implantação.
O visitante poderá conhecer diferentes frentes da Companhia, com destaque para a área florestal, a futura operação industrial e logística. Na frente florestal, o estande reúne iniciativas de proteção e controle de incêndios, silvicultura, equipamentos e tecnologias voltadas a um manejo mais inteligente, preciso e sustentável, incluindo o uso de biocontroladores. Já no segmento industrial, os visitantes poderão conhecer algumas das tecnologias inovadoras previstas para a futura fábrica de celulose em Inocência (MS), concebida dentro dos conceitos da Indústria 4.0 e com uma visão de Indústria 5.0 em sua essência. E por fim, na logística, serão apresentadas as soluções que integrarão toda a cadeia do Projeto Sucuriú, conectando a produção florestal, a fábrica de celulose e a exportação.
O conteúdo também alcança a dimensão social do Projeto Sucuriú. A implantação do empreendimento tem impulsionado ações de educação, qualificação e capacitação profissional em Inocência e em outros municípios da região, ampliando oportunidades para a população local. Tudo isso se soma à experiência imersiva da futura fábrica, à linha do tempo e aos demais destaques apresentados no espaço da Companhia.
“Não estamos levando ao Congresso apenas a visão de uma fábrica que será inaugurada em 2027. O Projeto Sucuriú já é uma realidade, com a obra em estágio avançado, equipes produzindo conhecimento, soluções sendo aplicadas e experiências que já começam a ser reconhecidas pelo setor. Nossa participação mostra justamente essa dimensão: um projeto que está sendo construído agora e que já tem muito a compartilhar com a indústria”, afirma Carlos Altimiras.
A participação da Companhia também se estende para além do estande. Ao longo dos três dias de programação, profissionais de diferentes áreas da Arauco apresentarão trabalhos relacionados a sustentabilidade, gestão de recursos naturais, confiabilidade industrial e tecnologias que estão sendo aplicadas na preparação da futura operação.
No dia 6 de outubro, Theófilo Militão, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Arauco, participa de um painel sobre sustentabilidade. Na mesma data, Luís Paulo Targa Junior, coordenador de implantação das plantas de Águas e Efluentes, apresenta o trabalho “Implantações de projetos em celulose construindo um futuro sustentável através da economia no consumo de águas e reaproveitamento de efluentes”.
Também no dia 6, Leandro Toshiyaki Maekawa Yamamoto, gerente de Engenharia de Confiabilidade da Arauco, apresenta “Confiabilidade 5.0: controle inicial e risco com integração OEM”, que aborda a preparação da confiabilidade industrial ainda nas etapas que antecedem o início da operação.
No dia 7, a programação reúne outros dois trabalhos. Gilberto Camargo, consultor de Recuperação Química, apresenta “Arquitetura de medição redundante de sólidos em licor negro via refratômetros: caminho para operação confiável sem divert”. Já Marcela Ferreira Gomes, especialista em Meio Ambiente, leva ao congresso o trabalho “Gestão circular do lodo do tratamento de águas e efluentes da indústria de celulose”.
“Uma operação dessa dimensão é construída a partir da integração de muitas competências. Quando levamos ao Congresso discussões sobre água, sustentabilidade, confiabilidade, tecnologia e eficiência, estamos compartilhando experiências que já fazem parte da implantação do Projeto Sucuriú. É uma oportunidade de trocar conhecimento com o setor”, afirma Theófilo Militão.
Inovação reconhecida pelo setor
A presença da Arauco no Congresso também será marcada por dois reconhecimentos no Prêmio Destaques do Setor ABTCP 2026, que selecionou iniciativas desenvolvidas durante a implantação do Projeto Sucuriú.
Na categoria Recursos Naturais e Bioeconomia, a Arauco venceu com o case “Uso de drones termais para monitoramento de primatas no Projeto Sucuriú”. A tecnologia amplia a eficiência dos estudos de fauna e contribui para a definição de estratégias de conservação de espécies ameaçadas. A iniciativa integra o monitoramento contínuo da biodiversidade realizado nas diferentes fases do empreendimento, que inclui a identificação de espécies de flora e fauna e o mapeamento de áreas prioritárias para conservação.
Na categoria Tecnologia e Transformação Digital, foi premiado o case “Reliability Nexus”, desenvolvido para estruturar, ainda durante a implantação, a estratégia de confiabilidade e manutenção da futura fábrica.
A entrega dos prêmios acontece no dia 6 de outubro, durante cerimônia especial do congresso.
58º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel
6 a 8 de outubro de 2026
Transamerica Expo Center – Pavilhões D e E
Av. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro, São Paulo (SP)
Estande Arauco: Rua 03 com Rua B
Horário: das 13h às 20h
Programação completa: https://abtcp2026.org.br/quadro-resumo
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases de desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.
Sobre a Arauco Brasil
No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega 3.500 colaboradores e conta com cinco unidades industriais brasileiras.
As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR); e, em 2027, a companhia prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose branqueada em Inocência (MS).
Todas as florestas de eucalipto plantadas pela Arauco no Brasil são certificadas pelo FSC® (Forest Stewardship Council®), que reconhece o manejo florestal ambientalmente adequado, socialmente benéfico e economicamente viável. A companhia também conta com certificações FSC relacionadas à Cadeia de Custódia, Madeira Controlada, operação Multisite e uso da marca, que abrangem a rastreabilidade da madeira utilizada na produção de painéis, inclusive a adquirida de terceiros.
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