Agronegócios
Curso de ILPF da Embrapa acontecerá em Dourados
Estão abertas as inscrições para a 6ª edição do Curso de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que será realizado de 28 a 30 de novembro de 2017, na Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS). As informações detalhadas podem ser obtidas no endereço eletrônico http://cloud.cnpgc.embrapa.br/ilpf2017/
São cem vagas destinadas a profissionais de ciências agrárias de empresas públicas e privadas de assistência técnica e extensão rural, estudantes de pós-graduação e de graduação (somente formandos) de ciências agrárias.
O pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Julio César Salton esclarece que o curso tem como objetivo apresentar conceitos, projetos, técnicas e resultados de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). “O curso vinha sendo oferecido há alguns anos em Campo Grande e houve um entendimento de realizar em Dourados, para facilitar a participação do público da região, explica Julio.
Ele esclarece ainda que entre os objetivos do curso estão: caracterização de sistemas de integração e seus componentes; identificação de condições necessárias para adoção de sistemas integrados; identificação das interações entre os componentes dos sistemas produtivos; identificação de técnicas de manejo e gestão adequadas para sistemas de integração; conhecimento de resultados bioeconômicos sobre sistemas de ILPF e de projetos de sistemas de ILPF implantados na região.
O curso é uma ação de um projeto de ILPF da Embrapa e da Rede de Fomento ILPF composta pela Cocamar, Dow AgroScience, John Deere, Parker, Syngenta e a Embrapa.
Serviço
Data: 28 a 30 de novembro de 2017
Local: Auditório da Embrapa Agropecuária Oeste
Endereço: Rodovia BR 163, Km 253,6, Dourados, MS
Valor: R$ 120,00 (profissionais) e R$ 70,00 (estudantes)
Mais informações: (67) 3416-6871 com Marciana Retore
Programação do curso
28 de novembro – Terça-feira – Manhã (8h às 12h)
– Abertura (CPAO) – Marco referencial em ILPF (Ademir Hugo Zimmer – Embrapa Gado de Corte)
TEMA: Fitossanidade em Sistemas Integrados
– Manejo de fitonematóides em sistemas integrados de produção agrícola (Guilherme Lafourcade Asmus – Embrapa Agropecuária Oeste)
– Plantas daninhas e herbicidas (José Fernando Jurca Grigolli – Fundação MS)
Tarde (13h às 17h)
TEMA: Solos em Sistemas Integrados
– Qualidade do solo (Júlio César Salton – Embrapa Agropecuária Oeste)
– Correção da acidez do solo (Carlos Hissao Kurihara – Embrapa Agropecuária Oeste)
TEMA: Lavouras em Sistemas Integrados
– Inserção de milho safrinha em Sistemas Integrados (André Luis Faleiros Lourenção – Fundação MS)
– Cultivares de soja e plantabilidade (Rodrigo Arroyo Garcia – Embrapa Agropecuária Oeste)
29 de novembro – Quarta-feira – Manhã (8h às 12h)
– Solos e distinção de ambientes (Alexandre Romeiro de Araújo – Embrapa Gado de Corte)
TEMA: Forrageiras para Sistemas Integrados
– Qualidade de sementes e semeadura (Ademir Hugo Zimmer – Embrapa Gado de Corte)
– Manejo e utilização da pastagem (Rodrigo Amorim Barbosa – Embrapa Gado de Corte)
TEMA: Componente Animal
– Bem estar animal (Fabiana Villa Alves – Embrapa Gado de Corte)
Tarde (13h às 17h)
– Manejo nutricional de bovinos (Sérgio Raposo de Medeiros – Embrapa Gado de Corte)
– Sanidade animal (Paulo Henrique Duarte Cançado – Embrapa Gado de Corte)
TEMA: Componente Florestal
– O componente florestal na ILPF (Valdemir A. Laura – Embrapa Gado de Corte)
30 de novembro – Quinta-feira – Manhã (8h às 12h)
Visita ao campo/vitrine Embrapa Agropecuária Oeste – ILP (Rodrigo Arroyo Garcia – Embrapa Agropecuária Oeste)
– ILPF (André D. Ferreira – Embrapa Gado de Corte)
– Espécies forrageiras (Rodrigo Amorim Barbosa – Embrapa Gado de Corte)
– DRES (Michely Tomazi – Embrapa Agropecuária Oeste)
– Serviços ambientais e Carne Carbono Neutro – CCN (Roberto Giolo de Almeida – Embrapa Gado de Corte)
Tarde (13h às 17h)
TEMA: Economia
– Viabilidade econômica de SILP (Alceu Richetti – Embrapa Agropecuária Oeste)
– Viabilidade econômica de SILPF (Mariana de Aragão Pereira – Embrapa Gado de Corte)
TEMA: Experiência do produtor
– Experiências na implantação e condução de sistemas integrados (ILPF) – Sidnei de Souza (Fazenda São Luiz – LMS Agro Ltda. Ivinhema, MS).
Agronegócios
Exportações de carne de peru crescem 23% e receita mais que dobra em 2026
As exportações brasileiras de carne de peru seguem em trajetória de recuperação e registraram forte crescimento nos primeiros quatro meses de 2026. Entre janeiro e abril, o país embarcou 22.328 toneladas da proteína, volume 23,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A receita alcançou aproximadamente R$ 454 milhões, avanço de 124,6% sobre os cerca de R$ 202 milhões obtidos nos quatro primeiros meses de 2025, segundo dados do Agrostat, sistema de estatísticas do Ministério da Agricultura, compilados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná.
O desempenho foi impulsionado tanto pelo aumento dos embarques quanto pela valorização da proteína no mercado internacional. O preço médio da carne de peru exportada pelo Brasil atingiu cerca de R$ 20,3 mil por tonelada no primeiro quadrimestre deste ano, alta de 77,6% em relação aos aproximadamente R$ 11,4 mil por tonelada registrados no mesmo período de 2025.
Os números ganham relevância em um setor que enfrenta retração do consumo doméstico há vários anos. Em 2025, a produção brasileira de carne de peru foi estimada em cerca de 138 mil toneladas, volume 7% inferior ao do ano anterior. Tradicionalmente associada às festas de fim de ano, a proteína tem perdido espaço no mercado interno para carnes de consumo mais frequente, como frango e suínos, levando a indústria a buscar novos mercados no exterior.
Atualmente, praticamente toda a carne de peru exportada pelo Brasil é comercializada na forma in natura. Das 22.328 toneladas embarcadas entre janeiro e abril, 22.112 toneladas pertencem a essa categoria, o equivalente a mais de 99% do total exportado.
A cadeia produtiva permanece altamente concentrada na região Sul, responsável por cerca de 97% da produção nacional. Santa Catarina lidera o setor, com aproximadamente 62% da oferta brasileira, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 23%, e pelo Paraná, com 15%.
O protagonismo dos estados do Sul também aparece nos números das exportações. Santa Catarina liderou os embarques no primeiro quadrimestre, com 8.906 toneladas e faturamento de aproximadamente R$ 196 milhões. O Rio Grande do Sul exportou 8.663 toneladas, gerando cerca de R$ 145 milhões em receita. Já o Paraná embarcou 4.739 toneladas, com faturamento próximo de R$ 113 milhões.
Na comparação com o mesmo período de 2025, Santa Catarina ampliou suas exportações em 38,4%, enquanto o Rio Grande do Sul registrou crescimento de 21,2% e o Paraná avançou 6,9%. Quando analisada a receita, os resultados foram ainda mais expressivos. O faturamento catarinense aumentou 171,1%, o paranaense cresceu 113,1% e o gaúcho avançou 69,9%.
O México se consolidou como o principal destino da carne de peru brasileira em 2026. O país importou 6.825 toneladas entre janeiro e abril, movimentando cerca de R$ 153,5 milhões. O volume embarcado para o mercado mexicano cresceu 319,7% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a receita avançou impressionantes 627,4%.
Na sequência aparecem Chile, com 3.323 toneladas e aproximadamente R$ 114,5 milhões em compras; África do Sul, com 3.027 toneladas e R$ 27,2 milhões; Países Baixos, com 1.611 toneladas e R$ 57,3 milhões; e Peru, com 1.071 toneladas e R$ 15,8 milhões.
Além dos principais compradores, a carne de peru brasileira também chegou a mercados como Guiné Equatorial, Gana, Benin, Gabão e Bahamas, reforçando a estratégia de diversificação das exportações.
Embora represente uma fatia pequena do mercado de proteínas animais do país, a cadeia do peru mostra sinais de fortalecimento no comércio exterior. A combinação de preços mais elevados, aumento da demanda em mercados estratégicos e expansão dos embarques tem permitido ao setor compensar parte das dificuldades enfrentadas no consumo doméstico e ampliar sua participação no mercado internacional.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Tempo seco no Centro-Oeste, frio no Sul e chuvas no Norte e Nordeste
Os próximos dias devem manter um cenário favorável para o avanço da colheita do milho safrinha em boa parte do Centro-Oeste, mas exigirão atenção dos produtores do Sul em razão da queda das temperaturas e do risco de formação de geadas localizadas nas áreas mais elevadas. Segundo prognósticos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a semana entre os dias 8 e 14 de junho será caracterizada por chuvas concentradas no Norte do país e no litoral do Nordeste, enquanto a região central do Brasil seguirá sob influência do período seco.
No Centro-Oeste, principal polo produtor de grãos do país, a tendência é de tempo firme, baixa umidade relativa do ar e ausência de precipitações significativas em Mato Grosso, Goiás e grande parte de Mato Grosso do Sul. As condições favorecem os trabalhos de campo e a maturação das lavouras de segunda safra, mas aumentam a preocupação com o déficit hídrico em áreas que ainda dependem de umidade para o enchimento de grãos.
Na Região Sul, uma massa de ar frio mantém as temperaturas abaixo da média para o período, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná. Produtores devem monitorar possíveis ocorrências de geadas fracas em áreas serranas e regiões de maior altitude, que podem afetar hortaliças, fruticultura e pastagens de inverno. Para as lavouras de trigo, o frio tende a favorecer o desenvolvimento inicial da cultura.
O Sudeste terá predomínio de tempo seco, com chuvas fracas e isoladas apenas em áreas litorâneas. Em Minas Gerais e São Paulo, o cenário favorece as operações de colheita e o manejo das culturas de inverno, embora a redução da umidade do solo mereça atenção em regiões produtoras de café e hortifrúti.
Já no Norte, os maiores acumulados de chuva continuam concentrados em Amazonas, Pará, Amapá e Roraima, com volumes elevados em algumas localidades. No Nordeste, as precipitações mais significativas devem ocorrer na faixa litorânea, especialmente entre Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia. No interior nordestino, predomina a estiagem típica desta época do ano.
Para o agronegócio, a principal mensagem da semana é a continuidade do padrão climático típico do início do inverno: avanço da seca no Brasil Central, temperaturas mais baixas no Sul e manutenção das chuvas sobre a faixa norte do país. O cenário favorece a colheita e o escoamento da produção, mas reforça a necessidade de monitoramento das condições de umidade do solo nas regiões produtoras de milho safrinha e das áreas suscetíveis a geadas.
Fonte: Pensar Agro
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