Rural
Embrapa Agropecuária Oeste e Prefeitura de Dourados ampliam parceria para a Tecnofam 2020
“Desde a primeira edição da Tecnofam, evento de Tecnologias e Conhecimentos para a Agricultura Familiar, a Prefeitura Municipal de Dourados nos auxilia na logística. Já é tradicional, desde 2014. Agora a ideia é avançarmos nessa parceria, com demonstração de trabalhos desenvolvidos pela prefeitura, que também é uma das realizadoras do evento”, afirma Auro Akio Otsubo, Chefe-Adjunto de Transferência de Tecnologia, da Embrapa Agropecuária Oeste, Centro de Pesquisa promotora e realizadora da Feira.
O Secretário de Agricultura Familiar do município, Junior Bittencourt diz que “quem ganha com a ampliação dessa parceria é o público-alvo da Tecnofam, que é o que mais precisa de conhecimentos e ações de transferência de tecnologia e o que mais precisa do poder público que está na ponta do sistema”, diz Bittencourt, lembrando que o público urbano também está inserido na programação. “É importante que todos entendam e saibam como os alimentos chegam na mesa do consumidor.”
Entre as ações propostas pela Prefeitura, estão a distribuição de mudas nativas da região; ambiente de atendimento na área de saúde; demonstração da história de Dourados por meio de fotos; adequação da programação do roteiro de tecnologias para alunos das escolas municipais, de forma didática e lúdica, com a participação da Embrapa e secretarias do meio ambiente, da agricultura familiar, da educação e da cultura.
Para Márcio Akira Ito, supervisor do Setor de Implementação da Programação de Transferência de Tecnologias (SIPT) da Embrapa Agropecuária Oeste, “o evento é uma oportunidade da Prefeitura Municipal de Dourados mostrar à população urbana e rural o que tem feito, trazendo várias secretarias para a Feira”, comenta.
Segundo Otsubo, o objetivo da Tecnofam é dar oportunidade aos agricultores familiares de ter contato com soluções tecnológicas, com enfoque na sustentabilidade da produção agropecuária. Há estações a campo, mostra de tecnologias, oficinas, mostra de máquinas e implementos, feira de produtos da agricultura familiar, espaço institucional e mostra de tecnologias adaptadas.
Agronegócios
Consumo aquecido no mês de dezembro, melhora preço do leite e variação registra 3,7%
C
onsiderando a oferta e demanda de lácteos no período da safra para a bovinocultura de leite em Mato Grosso do Sul, a tendência é que o preço do leite registre queda. Não foi o que aconteceu em dezembro de 2020, quando o preço chegou a R$ 1,81, variação de 3,7% comparado ao mesmo período de 2019. O motivo desta valorização é tema do #MercadoAgropecuário desta segunda-feira (25).
Os dados são da Cepea/Esalq, e foram analisados pelo Departamento Técnico do Sistema Famasul.
Para o zootecnista Juliano Barros, o que motivou esse comportamento foi a melhora do consumo de lácteos. “Impactado negativamente no primeiro semestre, com as medidas de combate à pandemia, esse consumo teve recuperação no segundo semestre, com o pagamento do auxílio emergencial; aquecimento confirmado quando se observa o resultado da balança comercial”, explica o analista técnico.
Apesar da valorização no campo, por outro lado, o produtor sentiu o expressivo aumento do preço de alguns insumos. “Em 2020, para aquisição de um saco da mistura de milho e farelo de soja, foram necessários o equivalente a 42,8 litros de leite, variação de 21% a mais que em 2019”, esclarece.
No balanço do ano para o estado, a média de preço do litro do leite foi de R$1,54, aumento de 29,3%. O bom desempenho da demanda também é confirmado quando se observa o resultado da balança comercial brasileira de lácteos.
Quer saber mais? A análise geral dos dados divulgados pela Cepea/Esalq, você confere na nova edição do BOLETIM BOVINOCULTURA DE LEITE, que será divulgada ainda nesta segunda-feira.
Fonte: Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Ellen Albuquerque
Rural
Vírus que matou milhões de animais na China avança pelo mundo
Não bastasse a covid-19, outro vírus bastante agressivo, que ataca os suínos, teve uma explosão de casos na China e já atinge outros países da Ásia e da Europa. O vírus, da família Asfarviridae, infecta apenas porcos e javalis. Ele não é parente do coronavírus e não atinge os humanos.
Os suínos não têm salvação e morrem em uma semana. A doença, altamente contagiosa, chegou à China há dois anos, depois de passar pela Europa, onde não chegou a fazer muitos estragos na ocasião. “Na China, a peste provocou um surto sem precedentes, em boa parte porque a produção de porcos é feita em pequenas propriedades, mais difíceis de serem fiscalizadas”, diz Wagner Yanaguizawa, analista do Rabobank do Brasil, banco de origem holandesa especializado no setor de alimentos e agronegócio.
A doença já causou a morte de 440 milhões de porcos na China, a metade do rebanho do país. No mundo todo, atingiu 25% do total de suínos. Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal, a doença já se espalhou por 50 países, afetando 75% da produção global de porcos. Ainda não há tratamento ou vacina para o vírus.
A peste suína africana, que tem esse nome por ter sido identificada pela primeira vez na África há quase cem anos, é transmitida por carrapatos. A doença provoca febre alta e uma hemorragia mortal nos porcos. O vírus, bastante agressivo, pode ficar ativo por tempo indeterminado em alimentos contaminados, roupas, sapatos, veículos usados no transporte dos animais e até debaixo da terra, em carcaças de porcos acometidos pela doença.
A doença está se espalhando pelo mundo. Ela já chegou à Índia, onde matou mais de 14.000 porcos. O vírus também ataca a Europa. Desde o início do ano, nove países europeus confirmaram casos da doença, entre eles a Bulgária, Romênia e Bélgica. Segundo a European Food Safety Authority (EFSA), autoridade de segurança alimentar europeia, a disseminação tem sido rápida.
Novos focos da doença foram detectados na Polônia e na Grécia nas últimas semanas. Preocupado, o governo alemão mandou erguer uma cerca eletrificada na fronteira com a Polônia. “A Alemanha e a Espanha estão entre os maiores exportadores de carne suína, por isso precisam tomar um cuidado redobrado para não serem contaminados”, diz Yanaguizawa.
Apesar de estar em declínio na China, a doença ainda não está controlada. Em abril, o governo chinês reportou novos casos na província de Gansu. Para o Brasil, a boa notícia é que o vírus não chegou aqui – e as exportações de carne para a China, com o estoque de suínos em baixa, estão aumentado.
Segundo o Rabobank, nos primeiros quatro meses do ano o embarque de carne de porco para a China aumentou 29% em volume e 54% em faturamento. “O Brasil tomou medidas de precaução para evitar com que a doença chegue aqui e está sabendo aproveitar a oportunidade de negócios com a China”, afirma Yanaguizawa. Para os criadores de porcos na China e outros países, resta a esperança de ter uma vacina para o vírus. “Estudos vêm sendo feitos há dois anos e em algum momento terão sucesso”, diz Yanaguizawa.
Fonte: Carla Aranha / Exame
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