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Saúde: 6 dicas para evitar a dor ciática
Mas, o que nem todo mundo sabe é que a dor ciática não é uma doença, mas um sintoma de alguma outra condição médica. Segundo o neurocirurgião e especialista em Medicina da Coluna, Dr. Iuri Weinmann, em 90% dos casos a dor ciática está relacionada à hérnia de disco com compressão do nervo
“A dor ciática ocorre quando há modificações anatômicas degenerativas ou traumáticas na coluna vertebral, que podem levar à compressão nervosa causando a dor na perna que, muitas vezes o paciente identifica como dor no nervo ciático”, explica o médico.
Não há uma incidência nem uma prevalência exata da dor ciática, mas estima-se que de 5% a 10% das queixas relacionadas à dor nas costas têm origem no nervo ciático, o mais longo e espesso nervo do corpo humano. Ele se estende do quadril até o dedão do pé e controla as articulações do quadril, joelho, tornozelo, assim como dos músculos posteriores das coxas e da perna.
Dor ciática atinge apenas um lado do corpo
Frequentemente, a dor ciática atinge apenas um lado do corpo e se irradia, ou seja, se espalha causando dor nos quadris, nádegas ou pernas. A dor tende a piorar ao sentar-se e pode vir acompanhada de dormência, formigamento e sensação de ardência. “A dor ciática pode também gerar fraqueza e dificuldade para movimentar as pernas ou os pés. Quando a dor é aguda, pode dificultar o ato de levantar-se ou ainda de andar. Os sintomas e sua intensidade dependem da localização da compressão do nervo”, explica Dr. Iuri.
O que causa a dor ciática?
De acordo com o especialista, em pessoas jovens a causa mais comum é a rotura discal parcial ou das fibras externas dos discos intervertebrais. Os discos intervertebrais são como amortecedores naturais entre as vértebras (ossos da coluna). São compostos pela camada interna, chamada de núcleo pulposo, e da externa, chamada de anel fibroso.
“O anel fibroso é a parte mais rígida do disco e é repleto de inervações, sendo responsável por manter o núcleo pulposo simétrico para distribuir de maneira uniforme a pressão. Quando o anel fibroso sofre alguma lesão ou se degenera, podem ocorrer as roturas discais. A hérnia de disco se desenvolve quando há rotura completa do núcleo pulposo. Essas modificações anatômicas comprimem a raiz nervosa das articulações levando aos quadros dolorosos”, comenta Dr. Iuri.
“Em pessoas com mais idade, a dor ciática está relacionada à degeneração progressiva da coluna associada à própria idade. Esses dois fatores levam ao aumento das articulações, à mudança da posição dos discos e à redução do espaço entre os nervos na saída da coluna vertebral, ou ainda na simples passagem pelo canal vertebral. Esta condição é chamada de canal vertebral estreito”, afirma Dr. Iuri.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico é feito levando-se em conta os sinais e sintomas apresentados, exames de imagem como radiografia, ressonância magnética e, ocasionalmente, exames neurofisiológicos como eletroneuromiografia dos membros inferiores que pode identificar e localizar o conflito nervoso.
O tratamento inicia-se com a tentativa de redução dos sintomas com o uso de medicações, repouso relativo e medidas físicas, como compressas mornas. Normalmente os sintomas têm duração de três a seis semanas podendo exigir outras medidas para melhora, tais como bloqueios nervosos e procedimentos cirúrgicos.
Quando é preciso operar?
Quando a compressão do nervo não melhora com os tratamentos conservadores, é possível que o paciente precise passar por uma cirurgia. “A discectomia visa à descompressão das partes afetadas. Pode ser tradicional (aberta) ou minimamente invasiva, tanto pela técnica tubular quanto pela cirurgia endoscópica. Outras técnicas utilizadas são as terapias intradiscais quando ainda não há herniação e, em outros casos, pode ser necessária a artrodese (fixação cirúrgica do segmento vertebral) com implantes metálicos, como os parafusos transpediculares e dispositivos interssomáticos”, explica Dr. Iuri.
É possível prevenir?
A maioria dos fatores de risco é evitável, portanto é possível prevenir. Veja quais são eles:
• Idade: A dor ciática é mais comum em pessoas entre 45 e 64 anos.Este é o único fator de risco não evitável.
• Peso: Manter o peso adequado é fundamental para a saúde da coluna. O excesso de peso está ligado ao desgaste e às lesões dos discos intervertebrais.
• Tabagismo: Fumar aumenta o risco de dor lombar e dor no nervo ciático. Portanto, largue o cigarro agora.
• Estresse: Procure maneiras de gerenciar o estresse adotando bons hábitos, como se alimentar de forma saudável, praticar atividades físicas, fazer atividades de lazer, etc.
• Riscos ocupacionais: Há certas profissões que exigem maior esforço da coluna. Siga as recomendações de segurança do trabalho, faça os exames periódicos e procure manter posturas corretas de acordo com o tipo de função ocupada.
• Esportes: Levantamento de peso, ciclismo e outros esportes são importantes fatores de risco para a dor ciática e desgaste dos discos. O alongamento e o fortalecimento dos músculos podem ajudar a prevenir lesões.
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Verruck acredita que processo de licitação da Malha Oeste deve ficar para 2027
Considerada estratégica para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, a Malha Oeste teve o processo de licitação interrompido. É que o Tribunal de Contas da União (TCU) pediu novas atualizações de dados e quando receber as informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) terá 75 dias para analisar. “Isso praticamente elimina a possibilidade de que a licitação ocorra ainda em 2026”, analisa o economista e doutor em Desenvolvimento Jaime Verruck.
Ele reforça que a Malha Oeste — ferrovia que liga Corumbá a Mairinque (SP) — é histórica para Mato Grosso do Sul e fundamental para a logística e o desenvolvimento. “Nós sabemos o quanto hoje temos a necessidade da retomada da Malha Oeste, sobretudo do ponto de vista da logística e dos investimentos”, pontua Verruck.
Contexto — Para Mato Grosso do Sul, a retomada pode representar o fortalecimento da competitividade do estado. “Para Mato Grosso do Sul, essa discussão se trata de uma oportunidade estratégica para fortalecer a competitividade e consolidar sua posição como um dos principais corredores de exportação do país”, ressalta Verruck, que atualmente é pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.
Ele lembra que a nova concessão prevê cerca de 1.625 km de ferrovia entre Corumbá (MS) e Mairinque (SP), além da possibilidade futura de recuperação do ramal entre Campo Grande e Ponta Porã. Também estão previstos aporte federal de R$3,6 bilhões para recuperação dos trechos mais degradados.
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ONS determina redução da vazão da UHE Porto Primavera para preservar reservatórios
A CESP (Companhia Energética de São Paulo) iniciou, nesta segunda-feira (20), uma nova redução gradual da vazão da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta (Porto Primavera), localizada na divisa entre os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo. A medida atende à determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a vazão mínima defluente será reduzida, de forma gradual e controlada, dos 4.600 m³/s atuais para 3.900 m³/s, visando assegurar a manutenção dos níveis de armazenamento dos reservatórios da região.
A iniciativa faz parte da estratégia do ONS para preservação dos reservatórios de todo o país diante do cenário de instabilidade climática, com previsão de chuvas abaixo da média em algumas regiões do país. “A CESP atua em total alinhamento com as determinações do ONS, adotando todas as medidas operacionais necessárias para contribuir com a gestão integrada dos reservatórios. Esse planejamento é essencial para assegurar a disponibilidade dos recursos hídricos e a segurança do sistema elétrico nacional nos próximos meses, quando a estiagem pode se intensificar em algumas regiões do país”, explica Paulo Rodrigues Souza, gerente do Centro de Operações da companhia.
Monitoramento ambiental
A operação de redução de vazão contará com ações de monitoramento ambiental e proteção da fauna aquática, previstas no Plano de Trabalho para Conservação da Biodiversidade da companhia e aprovadas pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). As atividades incluem o acompanhamento da qualidade da água, da fauna aquática e do comportamento dos peixes por equipes especializadas, além do uso de drones para inspeções em áreas de difícil acesso e equipamentos destinados à coleta de informações em campo e, se necessário, ao resgate de fauna.
“O monitoramento ambiental é uma etapa essencial durante as alterações operacionais de uma usina hidrelétrica. As equipes da CESP permanecem em campo acompanhando a qualidade da água e o comportamento dos peixes para identificar possíveis mudanças nas condições do rio e orientar medidas preventivas para a proteção da biodiversidade”, destaca Odemberg Veronez, gerente de Sustentabilidade da companhia.
Canal de atendimento
A comunidade pode esclarecer dúvidas ou registrar ocorrências por meio do canal Diálogo Aberto, pelo WhatsApp (11) 93032-6699, disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
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