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ONS determina redução da vazão da UHE Porto Primavera para preservar reservatórios

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A CESP (Companhia Energética de São Paulo) iniciou, nesta segunda-feira (20), uma nova redução gradual da vazão da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta (Porto Primavera), localizada na divisa entre os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo. A medida atende à determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a vazão mínima defluente será reduzida, de forma gradual e controlada, dos 4.600 m³/s atuais para 3.900 m³/s, visando assegurar a manutenção dos níveis de armazenamento dos reservatórios da região.

A iniciativa faz parte da estratégia do ONS para preservação dos reservatórios de todo o país diante do cenário de instabilidade climática, com previsão de chuvas abaixo da média em algumas regiões do país. “A CESP atua em total alinhamento com as determinações do ONS, adotando todas as medidas operacionais necessárias para contribuir com a gestão integrada dos reservatórios. Esse planejamento é essencial para assegurar a disponibilidade dos recursos hídricos e a segurança do sistema elétrico nacional nos próximos meses, quando a estiagem pode se intensificar em algumas regiões do país”, explica Paulo Rodrigues Souza, gerente do Centro de Operações da companhia.

Monitoramento ambiental

A operação de redução de vazão contará com ações de monitoramento ambiental e proteção da fauna aquática, previstas no Plano de Trabalho para Conservação da Biodiversidade da companhia e aprovadas pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). As atividades incluem o acompanhamento da qualidade da água, da fauna aquática e do comportamento dos peixes por equipes especializadas, além do uso de drones para inspeções em áreas de difícil acesso e equipamentos destinados à coleta de informações em campo e, se necessário, ao resgate de fauna.

“O monitoramento ambiental é uma etapa essencial durante as alterações operacionais de uma usina hidrelétrica. As equipes da CESP permanecem em campo acompanhando a qualidade da água e o comportamento dos peixes para identificar possíveis mudanças nas condições do rio e orientar medidas preventivas para a proteção da biodiversidade”, destaca Odemberg Veronez, gerente de Sustentabilidade da companhia.

Canal de atendimento

A comunidade pode esclarecer dúvidas ou registrar ocorrências por meio do canal Diálogo Aberto, pelo WhatsApp (11) 93032-6699, disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h

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Camila Morgado será homenageada hoje no 33º Festival de Cinema de Vitória

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Crédito: Nana Moraes

A atriz Camila Morgado será homenageada nesta segunda-feira (20/07) na 33ª edição do Festival de Cinema de Vitória, que acontece até o dia 25 de julho no Espírito Santo. Camila receberá o Troféu Vitória, entregue pela atriz Vera Holtz, e o Caderno da Homenageada, publicação biográfica assinada pelos jornalistas Leonardo Vais e Paulo Gois Bastos. Com três décadas de uma trajetória que transita entre o teatro, o cinema e o streaming, a atriz define sua relação com o ofício: “Quando percebi que podia usar a manipulação, o artifício, o trabalho virou um grande playground. Eu vi que podia brincar, me colocar em vários lugares e adaptar essa manipulação para qualquer linguagem, seja no experimental, na tragédia, na comédia, no teatro ou em uma série. É aí que a magia acontece”.

A estreia de Camila Morgado em longas-metragens ocorreu em “Olga” (2004), drama biográfico dirigido por Jayme Monjardim e baseado no livro de Fernando Morais. O papel foi um dos principais marcos na carreira da atriz, que reflete sobre o impacto da obra: “Já se passaram mais de 20 anos e as pessoas ainda me param na rua para falar desse trabalho. Acredito que essa história continua muito viva porque dialoga com o que passamos hoje, com esses fantasmas de democracias ruindo. ‘Olga’ fala justamente sobre o espaço democrático, sobre a construção da sociedade, sobre nossos direitos e deveres, e sobre o peso de uma ditadura e de sua repressão”. O sucesso também trouxe desafios. “Logo depois que eu fiz ‘Olga’, só me chamavam para viver revolucionárias ou papéis dramáticos”, recorda.

Camila Morgado no filme “Olga” (2004), na minissérie “A Casa das Sete Mulheres” (2003), na peça “Palácio do Fim” (2012) e na série “Bom dia, Verônica” (2020)

Camila também se destacou na comédia, com diferentes papéis no cinema e na TV. Uma de suas personagens mais marcantes foi Noêmia em “Avenida Brasil” (2012). “O meu núcleo era divertidíssimo, repleto de atores maravilhosos e fez um sucesso estrondoso. Foi ali que senti que o público começou a me enxergar de outro jeito. As pessoas se surpreendiam e comentavam se era a mesma atriz que tinha feito a Olga. Foi uma virada de chave importante na minha carreira para quebrar estereótipos e mostrar que eu podia fazer coisas completamente diferentes”, lembra.

A trajetória da atriz nos cinemas soma mais de 10 produções, incluindo os blockbusters “Até que a Sorte nos Separe” 2 e 3, de Roberto Santucci, o documentário “Vinicius” (2005), de Miguel Faria Jr., o thriller “O Animal Cordial” (2018), de Gabriela Amaral Almeida, o drama experimental “Vergel” (2017), rodado na Argentina por Kris Niklison, além das comédias “Bem Casados” (2015), de Aluizio Abranches, “Divórcio” (2017), de Pedro Amorim, e o premiado “Domingo” (2018), de Clara Linhart e Fellipe Barbosa.

Para este ano, Camila se prepara para filmar em Caiena, na Guiana Francesa, o longa-metragem “O Passeio de Dendiara”, escrito e dirigido pela mineira Elza Cataldo, adaptação do livro homônimo de Ana Beltrame. Na história, baseada em fatos reais, Camila interpreta Isabel Valoni, cônsul-geral do Brasil na Guiana Francesa. Na história, que retrata o submundo do garimpo e da exploração sexual infantil, a diplomata se depara com o caso de uma menina de 11 anos, que está grávida e foi encontrada no Oiapoque, na fronteira entre Brasil e Guiana Francesa.

Camila também aguarda o lançamento de dois outros longas este ano: o thriller “Nova Éden”, de Aly Muritiba, que se passa na década de 1920 numa vila de imigrantes no sul do país, e “Sedução”, dirigido por Zelito Vianna e Marcos Palmeira, em que interpreta a atriz Sara Teixeira, companheira de Paulo, personagem de Marcos Palmeira.

Nas plataformas de streaming, a atriz teve destaque como Janete na primeira temporada de “Bom Dia, Verônica” (2020), original Netflix que lhe rendeu o Prêmio APCA de Melhor Atriz. “Tentei trabalhar na Janete a implosão de tudo que não se pode dizer. Tentei não fazê-la vítima, apesar de nós sabermos que ela era, porque senão já iríamos ter pena. Eu queria fazê-la uma mulher íntegra, com toda sua complexidade. Foquei na solidão, na carência e no silêncio”, explica. Outro papel marcante em séries foi a advogada criminalista Heloísa em “Sentença” (Prime Video).

Na TV, sua estreia foi como a heroína Manuela na minissérie “A Casa das Sete Mulheres” (2003). Seus trabalhos mais marcantes em novelas incluem “América” (2004), “A Lei do Amor” (2016) e dois remakes recentes de Benedito Ruy Barbosa adaptados por Bruno Luperi: “Pantanal” (2022), como Irma, e “Renascer” (2024), como Iolanda (Dona Patroa). Sobre a experiência na região centro-oeste em “Pantanal, Camila relembra a experiência: “Essa viagem me lembrou o quanto a minha profissão é generosa. Ela nos presenteia com experiências que não teríamos tão facilmente na vida real. De repente, eu me vi numa fazenda, ouvindo o Almir Sater tocar viola como se fosse um show para poucos. Sentir a força daquela região; eu não tinha noção de como era exuberante”. A novela seguinte, “Renascer”, teve um significado ainda mais profundo em sua vida pessoal, coincidindo com a perda de sua mãe. “Fui salva por esse trabalho, por esta personagem tão delicada e lúdica. Iolanda me trouxe alegria de viver num momento em que eu não tinha nenhuma. Às vezes, é o personagem que te acolhe e salva a vida da gente”.

A atriz também construiu uma base sólida no teatro. Camila estreou nos palcos no final da década de 1990 com o espetáculo “Graal” (1997), dirigido por Gerald Thomas, que marcou sua formatura na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), e integrou a Cia de Ópera Seca. Anos depois, foi dirigida por Marília Pêra na comédia “Doce Deleite” (2008) e atuou ao lado de Vera Holtz em “Palácio do Fim” (2012), sob a direção de José Wilker. Após um hiato de mais de 10 anos, retornou aos palcos em “A Falecida” (2023), texto de Nelson Rodrigues dirigido por Sérgio Modena, realizando um sonho antigo. Ao olhar para as últimas três décadas e para o caminho percorrido até aqui, ela reflete: “Tenho tido a sorte de construir uma carreira bem diversa. Já fiz de tudo: todos os gêneros, passei pelo público infantil e pelo adulto, fiz produções super populares e outras mais experimentais. Olho para onde cheguei hoje… sinto muita gratidão, porque vejo que estou conseguindo desenhar uma trajetória muito linda, da qual me orgulho demais”, finaliza.

Pelo segundo ano consecutivo, Camila assina a curadoria de longas-metragens de ficção e documentários do 54º Festival de Cinema de Gramado, junto com a atriz Ana Flavia Cavalcanti e o jornalista Marcos Santuario e também a curadoria da 30ª edição do Inffinito Brazilian Film Festival, que acontece em setembro em Miami.

O 33° Festival de Cinema de Vitória conta com patrocínio da Vale, através da Lei Rouanet, Ministério da Cultura, Governo Federal. Conta com o apoio da TV Gazeta, da Carla Buaiz Joias, do Canal Brasil, do Fórum dos Festivais, da TVE Espírito Santo e do Canal Like. Conta também com o apoio cultural da Vol Service e a parceria do Sesc Espírito Santo. A realização é da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e ArteIBCA.

ASSESSORIA DE IMPRENSA NACIONAL:

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Três Lagoas 111 Anos: Da terra dos pioneiros à potência industrial do Brasil

Neste 15 de junho de 2026, Três Lagoas celebra 111 anos de emancipação política. A cidade que nasceu às margens de três lagoas naturais tornou-se uma das maiores forças econômicas de Mato Grosso do Sul e referência mundial na produção de celulose.

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Há 111 anos, em 15 de junho de 1915, surgia oficialmente o município de Três Lagoas. O que começou como um pequeno núcleo de povoamento no leste sul-mato-grossense transformou-se em uma cidade moderna, pujante e estratégica para a economia brasileira.

Conhecida atualmente como a “Capital Mundial da Celulose”, Três Lagoas é resultado da coragem de seus pioneiros, da força do agronegócio, da chegada da ferrovia, do crescimento industrial e, principalmente, do trabalho de gerações que ajudaram a construir uma das cidades mais importantes do Centro-Oeste.


O início de tudo

Muito antes da fundação oficial, a região era habitada por povos indígenas e servia de passagem para exploradores e criadores de gado que buscavam novas fronteiras para a expansão econômica.

A história moderna da cidade começou a ser desenhada no final do século XIX, quando famílias vindas principalmente de Minas Gerais, São Paulo e outras regiões do país se estabeleceram na área.

O fundador Antônio Trajano dos Santos teve papel decisivo na organização do povoado que daria origem ao município. Seu trabalho foi fundamental para atrair moradores e consolidar a ocupação da região.


A importância da ferrovia

Um dos maiores marcos para o desenvolvimento local foi a chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.

A ferrovia ligava o interior brasileiro ao estado de São Paulo e permitiu o transporte de pessoas, mercadorias e riquezas, impulsionando o crescimento econômico e populacional.

A antiga estação ferroviária tornou-se símbolo da cidade e testemunha do período em que os trilhos foram os responsáveis por conectar Três Lagoas ao restante do país.

Pecuária, comércio e crescimento

Durante grande parte do século XX, a economia treslagoense esteve baseada na pecuária e no comércio.

A localização privilegiada, próxima ao estado de São Paulo e cortada por importantes rodovias, transformou a cidade em um polo regional de serviços e negócios.

Ao longo das décadas, Três Lagoas ampliou sua infraestrutura urbana, recebeu novos moradores e consolidou sua posição como uma das principais cidades do então sul de Mato Grosso, antes da criação de Mato Grosso do Sul em 1977.

A revolução industrial

O século XXI trouxe uma transformação sem precedentes.

Com investimentos bilionários, grandes indústrias passaram a enxergar em Três Lagoas um local estratégico para expansão de seus negócios.

A instalação da Suzano e da Eldorado Brasil colocou a cidade no mapa mundial da produção de celulose.

O município passou a atrair trabalhadores de diversas regiões do país, ampliando sua população e fortalecendo setores como construção civil, comércio, educação, saúde e serviços.

Hoje, Três Lagoas é reconhecida internacionalmente como um dos maiores polos industriais do setor florestal e de celulose do planeta.


A Lagoa Maior: cartão-postal da cidade

Nenhum símbolo representa tanto Três Lagoas quanto a Lagoa Maior.

Localizada na região central, ela é ponto de encontro de famílias, esportistas e turistas, além de ser cenário de importantes eventos culturais e esportivos.

O espaço se tornou um dos principais cartões-postais do município e reforça a ligação histórica da cidade com os recursos naturais que inspiraram seu nome.

Cultura, tradição e identidade

Ao longo dos seus 111 anos, Três Lagoas preservou tradições que ajudam a contar sua história.

Festas religiosas, eventos esportivos, festivais culturais, exposições agropecuárias e comemorações populares fazem parte da identidade da população treslagoense.

A diversidade cultural também é resultado da mistura de povos e famílias que chegaram à cidade ao longo de mais de um século.

O futuro já começou

Aos 111 anos, Três Lagoas continua crescendo.

Com novos investimentos, expansão industrial, fortalecimento do agronegócio e desenvolvimento urbano constante, a cidade segue entre as mais promissoras do Brasil.

Mais do que números e obras, a história de Três Lagoas é construída diariamente por seus moradores — trabalhadores, empresários, professores, estudantes, agricultores, comerciantes e famílias que acreditam no potencial da cidade.

Parabéns, Três Lagoas!

São 111 anos de história, desenvolvimento, trabalho e orgulho. Uma trajetória marcada pela força dos pioneiros, pela riqueza de suas águas, pela determinação de seu povo e pela capacidade de se reinventar sem perder suas raízes.

Três Lagoas chega aos 111 anos olhando para o futuro, mas sem esquecer aqueles que ajudaram a escrever cada capítulo de sua história.

15 de junho de 1915 – 15 de junho de 2026: 111 anos de Três Lagoas.

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