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Política

Verruck acredita que processo de licitação da Malha Oeste deve ficar para 2027

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Considerada estratégica para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, a Malha Oeste teve o processo de licitação interrompido. É que o Tribunal de Contas da União (TCU) pediu novas atualizações de dados e quando receber as informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) terá 75 dias para analisar.  “Isso praticamente elimina a possibilidade de que a licitação ocorra ainda em 2026”, analisa o economista e doutor em Desenvolvimento Jaime Verruck.

Ele reforça que a Malha Oeste — ferrovia que liga Corumbá a Mairinque  (SP) — é histórica para Mato Grosso do Sul e fundamental para a logística e o desenvolvimento. “Nós sabemos o quanto hoje temos a necessidade da retomada da Malha Oeste, sobretudo do ponto de vista da  logística e dos investimentos”, pontua Verruck.

Contexto — Para Mato Grosso do Sul, a retomada pode representar o fortalecimento da competitividade do estado.  “Para Mato Grosso do Sul, essa discussão se trata de uma oportunidade estratégica para fortalecer a competitividade e consolidar sua posição como um dos principais corredores de exportação do país”, ressalta Verruck, que atualmente é pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.

Ele lembra que a nova concessão prevê cerca de 1.625 km de ferrovia entre Corumbá (MS) e Mairinque (SP), além da possibilidade futura de recuperação do ramal entre Campo Grande e Ponta Porã. Também estão previstos aporte federal de  R$3,6 bilhões para recuperação dos trechos mais degradados.

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Caráter, honra e dedicação’ reconhece Jair Bolsonaro sobre Marcos Pollon

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“Pelo seu caráter, honra e dedicação enquanto deputado federal”, escreveu Bolsonaro em carta escrita de próprio punho elogiando a atuação parlamentar de Pollon, que foi o único deputado a receber uma carta do presidente Bolsonaro.

Pollon destaca que a carta de Bolsonaro é um reconhecimento de honestidade, honra e atestado de que realizou um bom mandato. “Você ver que o presidente Bolsonaro acompanha de perto o seu trabalho, sabe de sua dedicação. É um atestado de que você fez um bom mandato. Fez um bom trabalho. Sua honestidade e honra é reconhecida”, destacou. A carta, amplamente divulgada, foi emoldurada e está em exibição no gabinete de Pollon.

Marcos Pollon teve seu mandato marcado pelo espírito combativo e pela produção legislativa, ganhando projeção nacional por seu trabalho na Câmara dos Deputados.

Pollon figurou entre os deputados mais produtivos do Congresso Nacional. O parlamentar apresentou 1.830 proposições legislativas ao longo do mandato.

 O deputado destinou emendas parlamentares individuais para todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, ultrapassando R$ 115 milhões em recursos federais.

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Política

Gleycielli Guató propõe Fundo Nacional de Proteção do Pantanal com recursos permanentes para prevenção e recuperação ambiental

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A criação de um Fundo Nacional de Proteção do Pantanal é uma das propostas apresentadas pela candidata a deputada federal Gleycielli Nonato Guató (PSOL) para ampliar as políticas de preservação do bioma. A iniciativa prevê recursos permanentes para prevenção e combate a incêndios, formação e contratação de brigadistas, aquisição de equipamentos, monitoramento, pesquisa científica, recuperação de áreas atingidas e apoio às comunidades pantaneiras.

A proposta parte da necessidade de ampliar as ações antes, durante e depois dos períodos de incêndios. Para Gleycielli, a proteção do Pantanal precisa deixar de depender apenas de respostas emergenciais. “O Pantanal não pode continuar sendo lembrado pelo Brasil apenas quando está em chamas. Precisamos sair da lógica de agir somente depois da tragédia. O Pantanal precisa de recursos permanentes para prevenção, formação e contratação de brigadistas, equipamentos, monitoramento, pesquisa científica, recuperação das áreas atingidas e apoio às comunidades que vivem no território”.

A proposta também prevê a participação permanente das comunidades locais na proteção do território. Segundo Gleycielli, povos indígenas, ribeirinhos, pescadores, pequenos produtores e outros trabalhadores que vivem no Pantanal possuem conhecimentos fundamentais para as estratégias de prevenção e combate aos incêndios.

“Quem vive no Pantanal conhece o território de uma maneira que nenhum mapa consegue explicar completamente. Conhece os caminhos, as águas, a vegetação, os períodos de seca e os sinais da natureza. E os povos indígenas carregam conhecimentos ancestrais que precisam ser respeitados e incorporados às políticas públicas”.

Nesse modelo, as brigadas comunitárias seriam estruturadas com formação, equipamentos, remuneração, segurança e comunicação, em articulação com órgãos públicos e instituições de pesquisa. “Comunidade não é mão de obra barata para combater incêndio. É conhecimento, é trabalho e é protagonismo territorial”.

Proteção do Pantanal a partir do interior

A proposta também estabelece que a estrutura de prevenção e resposta deve chegar aos municípios e comunidades que estão diretamente no território. Entre as regiões citadas estão Coxim, Corumbá, Aquidauana, Miranda, Bonito e Porto Murtinho, considerando as características de cada localidade.

Gleycielli defende que a proteção do bioma esteja relacionada também à preservação da água, da biodiversidade, do trabalho, da cultura, do turismo e das atividades econômicas que dependem do Pantanal. “Proteger o Pantanal é proteger a vida. É proteger a água, a biodiversidade, o trabalho de quem vive do território, a cultura dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, o turismo, a pesca, a agricultura e tantas outras atividades que dependem desse bioma”.

Conforme a candidata, a preservação precisa ser tratada como uma política permanente, com planejamento, recursos e participação das populações que vivem no território. “Eu venho de um povo indígena do Pantanal. Para nós, o Pantanal não é simplesmente um lugar no mapa. É território, memória, ancestralidade e vida”.

A proposta busca, portanto, estruturar uma política que atue não apenas diante dos incêndios, mas também na prevenção, na recuperação ambiental e na valorização dos conhecimentos de quem vive no bioma.

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