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Mato Grosso do Sul

Pacote de obras de água e esgoto da Sanesul avança no sudeste de Mato Grosso do Sul

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A região Sudeste de Mato Grosso do Sul tem ganhado protagonismo no avanço das obras executadas pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) em 2026, se firmando como uma das frentes estratégicas para a ampliação da cobertura do saneamento, incluindo água e esgoto no Estado.

Os investimentos da empresa, vinculada a Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística), seguem direcionados para garantir eficiência operacional e acelerar o cumprimento das metas estabelecidas pelo novo marco legal do saneamento.

Na região, o município de Bataguassu aparece com obras voltadas ao sistema de abastecimento de água, reforçando a segurança hídrica e a capacidade de atendimento à população.

Já na área de esgotamento sanitário, os investimentos avançam em cidades como Nova Andradina, Anaurilândia, Ivinhema, Novo Horizonte do Sul e Taquarussu, ampliando a rede coletora e o tratamento de esgoto.

O destaque na região é o fortalecimento da infraestrutura de esgotamento sanitário, considerado um dos principais desafios históricos da maioria das cidades do interior do Brasil.

As obras em andamento visam ampliar a área de cobertura do esgoto e também garantir eficiência no tratamento, reduzindo impactos ambientais e promovendo ganhos diretos na saúde pública.

Com obras distribuídas em vários municípios, a estratégia da Sanesul busca criar um sistema mais integrado e eficiente, capaz de acompanhar o crescimento urbano e as demandas futuras.

Pacote de obras amplia alcance no Estado

As obras no Sudeste fazem parte de um pacote mais amplo em execução em 2026, que contempla 49 municípios com serviços em andamento nas áreas de esgotamento sanitário e abastecimento de água.

O volume de investimentos fortalece o saneamento como uma das bases do desenvolvimento e da saúde pública em Mato Grosso do Sul.

Ao todo, estão em execução 36 obras voltadas à ampliação da rede de esgoto e outras 13 frentes de trabalho no sistema de abastecimento de água tratada, ampliando a cobertura e modernizando a infraestrutura em diversas regiões.

Região estratégica no planejamento estadual

A atuação no Sudeste segue uma lógica de planejamento que prioriza regiões com potencial de expansão econômica e necessidade de reforço estrutural. A proximidade com importantes corredores logísticos e polos produtivos também influencia a destinação dos investimentos.

De acordo com o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, o avanço das obras demonstra o compromisso com uma gestão eficiente e com resultados concretos. “Estamos trabalhando para garantir que todos os municípios tenham acesso a serviços de qualidade, com planejamento e responsabilidade”, afirma o dirigente.

O plano de expansão foi estabelecido pelo Governo do Estado, cujo objetivo é antecipar a meta fixada pelo novo marco legal, que é 2033.

A Sanesul opera atualmente em 68 municípios e mantém um cronograma contínuo de obras, que inclui tanto a ampliação dos sistemas quanto a modernização das estruturas existentes.

Comunicação Sanesul

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Hospital Regional de Mato Grosso do Sul inova com tecnologia que transforma diagnósticos em horas

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Único hospital público do Centro-Oeste com MALDI-TOF, o hospital identifica bactérias e fungos em menos de 24 horas — revolucionando o tratamento de infecções graves

Com investimento contínuo no parque tecnológico, o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) deu mais um passo na qualidade do atendimento aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). O Laboratório de Análises Clínicas da unidade passou a contar com o MALDI-TOF — técnica avançada de espectrometria de massa que identifica microrganismos como bactérias e fungos com alta velocidade e precisão. O HRMS é o único hospital público do Centro-Oeste equipado com essa tecnologia.

Se antes a identificação de bactérias e fungos levava até cinco dias, agora o diagnóstico microbiano pode ser liberado em menos de 24 horas. Na prática, isso significa que o paciente inicia o tratamento adequado mais rápido e, com isso, pode até receber alta mais cedo.

Segundo a bióloga Eliane Borges de Almeida, gerente e responsável técnica do laboratório, a grande inovação está na velocidade. “Enquanto os métodos tradicionais de identificação de bactérias e fungos levam de 48 a 72 horas, o MALDI-TOF entrega o resultado em poucos minutos. Para um paciente em estado grave, como em casos de sepse, cada minuto conta para aumentar as chances de sobrevivência”, explica.

Ela destaca ainda o impacto no uso de medicamentos: com a identificação imediata do agente causador da infecção, a equipe médica pode prescrever o antibiótico exato logo no início do tratamento. Isso evita o uso de medicamentos de amplo espectro desnecessários, combatendo a resistência bacteriana.

Os benefícios vão além do paciente individual. A diretora técnica do HRMS, Patricia Rubini, ressalta o impacto no sistema como um todo. “Quando o paciente recebe o tratamento com o antibiótico específico desde o primeiro dia, sua recuperação é mais rápida e segura. Isso significa alta mais precoce, mais leitos disponíveis para quem precisa e um uso muito mais responsável dos recursos do SUS. O MALDI-TOF é, ao mesmo tempo, uma conquista clínica e uma ferramenta de gestão eficiente para o hospital”, destaca a médica.

Na prática, a redução no tempo de internação permite que mais pacientes sejam atendidos pela unidade, otimizando a fila do SUS.

Patrícia Belarmino, Comunicação HRMS
Fotos: Patrícia Belarmino

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Motor novo, horizonte aberto: como a Agraer mudou a vida de uma família na Serra do Amolar

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Na borda mais isolada do Pantanal sul-mato-grossense, a Serra do Amolar se ergue como um recorte de resistência. Ali, o acesso não se mede em quilômetros, mas em horas de navegação. Não há estrada e quem chega, chega pelas águas – ou pelo céu. Para a maioria, a rodovia é o rio.

Entre as pessoas que vivem ali está a família de Edilaine Nogales de Arruda, pescadora profissional e moradora da região. Até então, a burocracia era uma barreira concreta: a distância da cidade tornava quase impossível a emissão de documentos essenciais para acessar políticas públicas.

“Como nós somos ribeirinhos, temos o privilégio de sermos pescadores profissionais. Sou filiada a uma colônia, e por meio dela me orientaram sobre o CAF (Cadastro da Agricultura Familiar). Para termos a possibilidade de investimento, melhorar os equipamentos de pesca, motor e ter os benefícios’’, afirma.

O problema é que dificilmente a família se deslocava até Corumbá, município mais próximo. Foi então que ano passado a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) entrou na jogada por meio da 10ª Expedição Pantanal, organizada pela PMA (Polícia Militar Ambiental). Na ocasião, o extensionista Isaque Pécora de Andrade passou vários dias embarcado e voltou com 45 novos CAFs na bagagem.

Na vida de Edilaine, o serviço abriu a possibilidade do financiamento via Pronaf B de um motor para o barco da família. “Antes da melhoria, o pescado muitas vezes não passava da porta de casa. A venda dependia de quem chegasse. Agora conseguimos transportar o nosso produto. Só nos trouxe melhoria.”

Além disso, o equipamento também encurtou o tempo. E, no Pantanal, isso é expandir o mundo. Corumbá, que antes consumia um dia inteiro de deslocamento, passou a caber em menos horas. O que era exceção virou possibilidade.

‘’Melhorou muito a nossa logística. Agora em caso de uma emergência, consigo chegar mais rápido com minha família até a cidade’’, diz Edilaine.

Não se trata apenas de velocidade. Trata-se de autonomia. De poder escolher quando ir, para onde ir, a quem vender. De transformar o rio — antes obstáculo — em caminho de escoamento e renda.

A presença da Agraer na expedição não levou soluções prontas; levou acesso a direitos. Em territórios como o da Serra do Amolar, políticas públicas não chegam por inércia. Precisam ir — com planejamento, parceria e disposição para atravessar distâncias reais.

E no fim, a história de Edilaine não é sobre um motor. É sobre o que ele move: dignidade, renda e a possibilidade de ficar — por escolha, não por falta de opção. No coração do Pantanal, onde tudo parece longe, um documento aproximou o futuro.

A Agraer está presente em todos os municípios de Mato Grosso do Sul e segue ao lado de quem faz o campo acontecer. A instituição mantém o compromisso de fortalecer práticas sustentáveis, unindo conhecimento, tecnologia e tradição para que cada propriedade avance com equilíbrio e rentabilidade.

Produtores que desejam iniciar e aprimorar alguma atividade, ou agregar valor à produção, podem procurar um de nossos escritórios e conversar com nossos extensionistas.

Ricardo Campos Jr. e Brennon Quintino, Comunicação Agraer
Foto de capa: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo
Internas: Agraer

Fonte: Governo MS

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