Agronegócios
Medição de produção de carne, com foco em índices e resultados, é conteúdo de curso gratuito do Senar/MS
Medir a produção de carne com o animal na propriedade é possível. A relação entre tempo e peso é a equação que rege a evolução do rebanho e pode ser decisiva no melhor aproveitamento do capital produtivo – um dos pontos abordados no curso de Formação Profissional Rural do Senar/MS em Bovinocultura de Corte. Este é o tema da editoria #EducaçãonoCampo desta quarta-feira (20).
Já ouviu a expressão ‘se eu não posso medir, não posso administrar’? A frase reforça a importância da tecnologia e da gestão como ferramentas eficientes na pecuária. “O produtor rural precisa ter a consciência de quanto ele está produzindo e se perguntar: Quanto meus animais estão rendendo; quanto a produção está sendo eficiente? Isso é gestão da produção”, explica o administrador e instrutor do Senar/MS, Fábio Cerqueira.
A eficiência está diretamente ligada ao tempo do ganho de peso em menor área possível por animal. “A pecuária moderna é baseada em tecnologia por causa do fator tempo. Quanto menor, mais eficiente. A tecnologia embarcada no pasto, na genética animal, na conversão alimentar e até mesmo na gestão, é coringa quando se busca resposta e retorno na bovinocultura”, destaca.
Seguindo a metodologia aplicada nas capacitações da área de bovinocultura de corte, a propriedade estará com o foco na sustentabilidade, critério dos mercados consumidores mais exigentes do mundo. “É preciso ter uma visão global do negócio, considerar os índices financeiros, indicadores da atividade humana, clima organizacional, estratégias de comercialização, além de respeitar o meio ambiente, legislações. São pontos que fazem diferença no resultado”, acrescenta.
O curso ‘Pecuária de Corte: Medindo Produção de Carne – Índices e Resultados’ é oferecido gratuitamente pelo Senar/MS. No site senarms.org.br você encontra esta e outras capacitações voltadas para gestão, manejo e produção na bovinocultura de corte. Procure pelo sindicato rural do seu município.
Fique por dentro do #MercadoAgropecuário acessando a matéria publicada na segunda-feira (18).
Fonte: Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Ellen Albuquerque / Foto: CNA
Agronegócios
Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro
Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.
Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.
A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.
Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.
O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Agro atinge PIB recorde de R$ 279 bilhões e 24% da economia estadual
O agronegócio de Minas Gerais consolidou em 2025 o seu maior Produto Interno Bruto (PIB) desde o início da série histórica, em 2010. Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), realizado em parceria com o Sistema Faemg e a Fundação João Pinheiro (FJP), o valor do setor atingiu R$ 279 bilhões. O montante representa um avanço nominal de R$ 42 bilhões em relação ao ano anterior.
Com esse desempenho, o agronegócio mineiro passa a representar 24% de toda a economia do Estado. A performance é atribuída à resiliência da cadeia produtiva frente a desafios climáticos e à capacidade de diversificação da matriz agrícola e pecuária.
Dados técnicos apontam que o resultado foi impulsionado tanto pelo ganho de escala na produção de grãos, como soja e milho, quanto pela manutenção da liderança estadual na cafeicultura e na pecuária leiteira e de corte. O setor agropecuário mineiro demonstra, segundo os institutos, um efeito multiplicador que movimenta desde a indústria de insumos e máquinas até o setor de serviços e logística regional.
O recorde reflete o fortalecimento da posição de Minas Gerais como protagonista no cenário nacional. A representatividade de quase um quarto do PIB estadual sublinha a importância da competitividade do campo para o desenvolvimento econômico local, garantindo não apenas a balança comercial, mas a geração de emprego e renda em centenas de municípios mineiros que têm na atividade rural o seu principal motor de crescimento.
Fonte: Pensar Agro
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