Agronegócios
Em 2020, Mato Grosso do Sul exportou 4,8 milhões de toneladas de soja em grãos
O aumento no volume foi de 46%. No período, U$ 1,6 bilhão foi comercializado a outros países.
C
om 4,8 milhões de toneladas, Mato Grosso do Sul teve alta de 46% no volume de soja em grãos exportada em 2020, em comparação com 2019. Balanço positivo também no faturamento com a oleaginosa, que chegou a U$ 1,6 bilhão, alta de 40% na receita. Esse é o assunto do Mercado Agropecuário desta semana.
De acordo com o último levantamento do Departamento Técnico do Sistema Famasul, o farelo de soja de Mato Grosso do Sul apresentou resultados recordes nas exportações em 2020. Foram 948 mil toneladas, uma alta de 119,11% do volume em relação a 2019.
No ranking nacional, o estado permanece como o 5º maior produtor e 6º maior exportador de soja em grãos, correspondendo a 9% e 5% de participação, respectivamente.
A China, principal destino das exportações do produto, respondeu por US$ 1,3 bilhão, ou seja 81,9% do total. O volume total de exportações para o país asiático somou 3,9 milhões de toneladas. O segundo lugar no ranking de compradores dos grãos sul-mato-grossenses é a Argentina com 7,7% da receita total.
Segundo o levantamento, o montante de volume e receita das exportações só fica atrás do recorde registrado em 2018, quando foram exportadas 5,1 milhões de toneladas.
“O ano de 2020 foi balizado por inúmeros fatores que contribuíram para esse cenário positivo, como o impasse entre a China e os Estados Unidos que tem favorecido a demanda pela soja brasileira. Tudo isso em conjunto com a valorização do dólar em relação ao real e a supersafra, que aumentaram a competitividade do Brasil em meio à demanda internacional da oleaginosa”, avalia a analista técnica do Sistema Famasul, a economista Bruna Dias.
Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Leandro Abreu
Agronegócios
Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro
Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.
Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.
A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.
Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.
O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Agro atinge PIB recorde de R$ 279 bilhões e 24% da economia estadual
O agronegócio de Minas Gerais consolidou em 2025 o seu maior Produto Interno Bruto (PIB) desde o início da série histórica, em 2010. Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), realizado em parceria com o Sistema Faemg e a Fundação João Pinheiro (FJP), o valor do setor atingiu R$ 279 bilhões. O montante representa um avanço nominal de R$ 42 bilhões em relação ao ano anterior.
Com esse desempenho, o agronegócio mineiro passa a representar 24% de toda a economia do Estado. A performance é atribuída à resiliência da cadeia produtiva frente a desafios climáticos e à capacidade de diversificação da matriz agrícola e pecuária.
Dados técnicos apontam que o resultado foi impulsionado tanto pelo ganho de escala na produção de grãos, como soja e milho, quanto pela manutenção da liderança estadual na cafeicultura e na pecuária leiteira e de corte. O setor agropecuário mineiro demonstra, segundo os institutos, um efeito multiplicador que movimenta desde a indústria de insumos e máquinas até o setor de serviços e logística regional.
O recorde reflete o fortalecimento da posição de Minas Gerais como protagonista no cenário nacional. A representatividade de quase um quarto do PIB estadual sublinha a importância da competitividade do campo para o desenvolvimento econômico local, garantindo não apenas a balança comercial, mas a geração de emprego e renda em centenas de municípios mineiros que têm na atividade rural o seu principal motor de crescimento.
Fonte: Pensar Agro
-
Política7 dias atrás“Não estou voltando, porque nunca fui embora”: Angelo Guerreiro confirma pré-candidatura a deputado estadual em vídeo nas redes sociais
-
Celulose em Destaque7 dias atrásArauco inicia obras sociais de R$ 9,2 milhões em Inocência (MS) e amplia legado para a comunidade
-
Três Lagoas7 dias atrás“Esse país vai construir sua soberania sendo independente de importação de fertilizantes”, diz Lula na retomada da UFN-III
-
Água Clara7 dias atrásJovem de 21 anos morre após espancamento em Água Clara; três suspeitos são presos