Inocência
Em Inocência| Trio é detido com drogas escondidas em carro durante abordagem na MS 112
Três homens foram presos por tráfico de drogas após uma abordagem realizada por policiais do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) na rodovia MS 112, em Inocência, na última sexta-feira, 13.
A equipe realizava fiscalização de rotina quando interceptou um Chevrolet Onix azul, utilizado como transporte por aplicativo. No veículo estavam uma motorista e três passageiros, que seguiam viagem com destino ao município.
Durante a inspeção no porta-malas e nas bagagens, os policiais encontraram uma sacola com porções de entorpecentes. Um dos ocupantes assumiu ser o responsável pela mala onde parte do material estava guardado.
Na sequência, os militares intensificaram a revista no interior do carro e localizaram mais drogas escondidas entre roupas e também no assoalho do veículo.
No total, foram apreendidos dois tabletes de maconha, somando cerca de 400 gramas, além de 46 porções fracionadas da mesma substância, que totalizaram aproximadamente 250 gramas. Também foram recolhidos 166 papelotes de cocaína, com peso estimado em 150 gramas.
Os três suspeitos foram presos em flagrante e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas, onde permanecem à disposição da Justiça. Segundo a polícia, o prejuízo estimado ao tráfico com a apreensão é de aproximadamente R$ 13 mil.
Com informações de Rádio Caçula
Celulose em Destaque
Aos 67 anos, Inocência vive novo ciclo de desenvolvimento com presença da Arauco
Abril de 2026 – Ao completar 67 anos de emancipação política neste 4 de abril, o município de Inocência (MS) vive um novo ciclo de desenvolvimento. Especialmente a partir de 2025, os setores de comércio e serviços começaram a ganhar fôlego, surgiram novas oportunidades de fonte e renda. A cidade cresceu, enquanto a infraestrutura urbana vem sendo ampliada e modernizada, por exemplo, com iniciativas como o Plano Estratégico Socioambiental (PES) do Projeto Sucuriú, da Arauco. E os reflexos desta transformação já são percebidos no dia a dia pela população.

Leandro Rodrigues – LL Hotel
O crescimento deixou de ser expectativa para se tornar realidade nas ruas, nos negócios e na vida das pessoas, como o empresário Leandro Rodrigues dos Santos, do setor de hotelaria. Nascido em Inocência, Leandro, proprietário do LL Hotel, é de uma geração que precisou deixar a cidade ainda jovem por falta de perspectivas. “Eu, minha irmã e meu irmão tivemos que ir embora para buscar crescimento profissional, estudar, trabalhar. Isso acontecia muito aqui”, conta. Nesse período, trabalhando como técnico de segurança do trabalho, ele passou por São Paulo e Minas Gerais, sonhando com a possibilidade de retornar à cidade-natal.
Esse retorno começou a se desenhar quando a região passou a viver um novo movimento econômico, ainda ligado à atividade florestal. Mesmo antes da confirmação da decisão de instalação da fábrica da Arauco, a demanda por serviços já dava sinais de mudança. Leandro soube ler os sinais e acreditou neles. “A gente começou a construir um hotel pensando nessa movimentação. No meio da obra, veio a confirmação da fábrica. Foi melhor do que a gente imaginava”, relembra. O hotel, previsto inicialmente para ter 14 apartamentos, precisou ser ampliado para acompanhar o ritmo da cidade. Hoje, são 28 quartos com alta ocupação constante. “Se tivéssemos 40 ou 50, estariam cheios”, afirma O crescimento do negócio ajuda na geração de renda. Atualmente, sete moradores de Inocência trabalham no hotel. Para Leandro, a principal mudança não está nos números, mas na forma como a cidade passou a reorganizar suas próprias histórias. “Antes, as famílias eram separadas. As pessoas iam embora. Agora, está acontecendo o contrário: as pessoas estão voltando. As famílias estão se reunindo de novo”, comemora, observando que há um movimento crescente de novos empreendimentos, com moradores que antes tinham poucas perspectivas, mas que, agora, também enxergam oportunidades reais de crescimento.
Essa transformação é visível no cotidiano do comércio local. João Pedro Luiz Azambuja, do CH Food Park, acompanha o aumento no fluxo de pessoas e a mudança no ritmo da cidade, que impulsionou seu negócio. Natural de Inocência, João Pedro concretizou um sonho que começou de forma simples, dentro de casa, com lanches artesanais por delivery e ganhou um espaço próprio, bem no centro da cidade. Para ele, a chegada da Arauco impulsionoudiretamente o negócio. “Nossa realidade financeira melhorou bastante. Isso nos deu a possibilidade de ampliar o espaço e proporcionar mais qualidade de vida para nossa família”, afirma. O que começou com três pessoas, hoje, já reúne mais de 10 colaboradores. “Foi um passo de fé, cheio de esperança. Nada disso seria possível sem o apoio fundamental da minha esposa, Thalita, da minha sogra, Erika, e do meu cunhado, Eduardo. Somos uma empresa familiar que não abre mão da qualidade”, conta.
A força feminina no empreendedorismo local também é um marco desse novo ciclo. Lina Luíza Campos, produtora rural e empresária no setor de combustíveis, relata que o centro de Inocência pulsa em um novo ritmo para atender à demanda: estabelecimentos que antes fechavam cedo, agora, estendem o horário até as 20h e abrem aos domingos e feriados. “É nítido o movimento de profissionalização. Muitos buscam qualificações e já integram tecnologias como a inteligência artificial em seus processos, enquanto outros ainda amadurecem suas estratégias para encontrar diferenciais neste novo momento”, pontua Lina, que também é presidente da Associação Comercial e acompanha de perto a abertura de quase duas novas empresas por semana na cidade.
Para Lina, o maior legado é a valorização humana e a transformação social que a parceria entre indústria e comunidade proporciona. “Aumentamos nosso efetivo e a renda dos nossos colaboradores para acompanhar o mercado. Fazer parte desta história e ver a evolução da cidade onde escolhi criar meus filhos nos traz muito orgulho; Inocência nunca mais será a mesma”, informa a empresária, que também atua em conselhos municipais de desenvolvimento e educação.
Plano Estratégico Socioambiental
Nesse movimento de mudança, o Projeto Sucuriú se entrelaça com a história da cidade, passando a fazer parte do seu dia a dia. “Inocência está de parabéns pelos seus 67 anos e por esse momento de desenvolvimento. A Arauco tem o compromisso de contribuir para esse crescimento de forma planejada, respeitando a história do município e gerando oportunidades para a população”, diz Theófilo Militão, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da empresa.
Segundo ele, o investimento de US$ 4,6 bilhões no Projeto Sucuriú, a primeira fábrica de celulose da Companhia no Brasil, demonstra a confiança da Arauco no município e na região. “Mas este empreendimento não vem sozinho; ele traz consigo iniciativas estruturantes que contribuem para evolução de Inocência, como é o caso do Plano Estratégico Socioambiental (PES), que reúne empresa, poder público e comunidade em um modelo de governança compartilhada”, ressalta o executivo, acrescentando que R$ 85 milhões estão sendo aplicados em áreas como saúde, educação, infraestrutura e geração de renda, com ações pensadas para acompanhar a expansão do município.
Os efeitos no cotidiano são visíveis. A cidade ampliou vagas na educação infantil, melhorou o transporte escolar, reforçou a estrutura de saúde e avançou na organização do sistema público. Também houve investimentos em infraestrutura, com obras de pavimentação e drenagem, implantação de rede de fibra óptica e contribuição para o processo de homologação de uma pista de pouso, fortalecendo a mobilidade e a logística.
Esse avanço também se reflete em áreas essenciais para a população. Na educação, Inocência se destaca pelo desempenho no Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos), com índice de aprovação de 63%, bem acima da média nacional, que foi de 12,5%. O resultado está ligado à oferta de curso preparatório gratuito, realizado em parceria com a Prefeitura, e acompanha a elevação da escolaridade num cenário em que a qualificação passa a ser decisiva para o acesso às novas oportunidades.
A certificação escolar tem funcionado como porta de entrada para outras iniciativas, como o programa Abrace este Projeto, desenvolvido em parceria com o Senai, que oferece 560 vagas em cursos técnicos gratuitos voltados à indústria de celulose, com bolsa-auxílio para os participantes.
Na saúde, os investimentos também alcançam a rede regional. Em Três Lagoas, referência para atendimentos de média e alta complexidade, a Arauco destinou R$ 2,3 milhões para fortalecer hospitais e ampliar a oferta de exames e consultas especializadas, beneficiando pacientes de toda a região, incluindo Inocência.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.
Sobre a Arauco Brasil
No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.
As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).
Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.
Celulose em Destaque
Arauco redefine Inocência, implantando a maior fábrica de celulose do mundo no MS
Em 6 de fevereiro, um evento marcou a obra do Projeto Sucuriú da Arauco, em Inocência/MS. O lançamento da Pedra Fundamental da Ferrovia um marco histórico para o setor e para a infraestrutura logística do país, executivos da companhia, reunindo autoridades: o prefeito de Inocência, Antonio Ângelo Garcia dos Santos, o Toninho da Cofap, Paulo Hartung, presidente executivo da IBÁ, Guilherme Theo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Senadora Tereza Cristina, Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, Ministro dos Transportes, Renan Filho, além de parceiros como AFRY, Castilho, Comexport, Construcap, EPYA, GBMX, Randon, Rumo e Wabtec.
Ao percorrer a área do empreendimento, observamos a dimensão da planta industrial, o volume de máquinas, a quantidade de trabalhadores e a infraestrutura já em pleno funcionamento, torna‑se impossível dissociar o projeto da transformação acelerada vivida pelo município e por toda a região leste de Mato Grosso do Sul.
Um marco industrial, logístico e humano
O Projeto Arauco Inocência MS não é apenas mais uma fábrica de celulose. Ele nasce como um marco industrial, logístico e humano. Concebido para operar em escala global, implantado em etapa única, já se consolida como o maior projeto de celulose do mundo em construção simultânea.
Mais do que números, o empreendimento redefine a relação entre indústria, território, poder público e comunidade local, produzindo impactos que ultrapassam a economia formal e alcançam a organização urbana, os serviços públicos e a dinâmica social.
O canteiro de obras
Logo na chegada, o primeiro impacto foi logístico. Uma estrutura provisória, mas altamente organizada, foi montada exclusivamente para receber jornalistas e convidados.
O cenário deixava claro que não se tratava de um ato simbólico, mas da apresentação de um empreendimento em plena execução, com cronogramas definidos e efeitos concretos já visíveis no território.
A extensão da área ocupada, as vias internas, o número de frentes de trabalho simultâneas e a presença constante de equipamentos pesados criam uma percepção inequívoca: trata‑se de um complexo industrial que opera como uma cidade em funcionamento.
Estruturas metálicas em montagem, fundações em diferentes estágios, áreas de apoio, circulação contínua de caminhões e equipes trabalhando em turnos organizados reforçam a ideia que sintetiza a visita: a obra da Arauco é maior do que a cidade de Inocência, em fluxo diário de pessoas, consumo de serviços e impacto sobre a infraestrutura pública.
Projeto Sucuriú
O nome Projeto Sucuriú remete diretamente ao território e simboliza a conexão entre natureza, indústria e desenvolvimento sustentável. Desde a concepção, o projeto foi pensado de forma integrada, unindo planta industrial, base florestal e logística própria.
Diferentemente de empreendimentos em que a logística surge como complemento posterior, em Inocência a ferrovia nasce junto com a fábrica. Ela foi planejada como parte estrutural do processo industrial, garantindo eficiência, segurança e competitividade.
A ferrovia como eixo estruturante
Com mais de 45 quilômetros de extensão, a ferrovia do Projeto Sucuriú foi projetada para transportar 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, com trens de até 100 vagões, totalizando 721 vagões e 26 locomotivas em plena operação.
A opção pelo modal ferroviário retira cerca de 190 caminhões por dia das rodovias da região, reduzindo acidentes, desgaste da malha viária e emissões. A sustentabilidade, nesse caso, se materializa em decisões técnicas e operacionais.
A ferrovia da Arauco é a primeira short‑line autorizada no Brasil dentro do novo marco regulatório ferroviário. O modelo permite que a própria empresa construa e opere a linha voltada à sua carga, assumindo custos e riscos, com possibilidade de integração futura à malha nacional.
Durante a coletiva, autoridades destacaram que o projeto se insere em uma estratégia mais ampla de retomada do protagonismo ferroviário do Mato Grosso do Sul, especialmente com a prevista revitalização da Malha Oeste, conectando o estado aos principais corredores logísticos do país.
Peso político e institucional
A cerimônia oficial reuniu ministros, governador, parlamentares, prefeitos e executivos da empresa, evidenciando o peso político do empreendimento. O discurso convergiu para um ponto central: projetos dessa magnitude só avançam quando há diálogo e convergência entre iniciativa privada e poder público.
Impactos sociais
Mesmo antes da operação, os impactos sociais já são perceptíveis. A Arauco apresentou um Plano Estratégico Socioambiental (PES), com investimentos de R$ 85 milhões em áreas como saúde, educação, assistência social, segurança pública, habitação, saneamento, trabalho e renda.
Programas de qualificação profissional, apoio a fornecedores locais e investimentos em infraestrutura urbana fazem parte das ações anunciadas, articuladas com políticas públicas municipais e estaduais.
Inocência em transformação acelerada
Com pouco mais de 9 mil habitantes, Inocência vive uma transformação sem precedentes. No pico das obras, o número de trabalhadores superou a população local, pressionando serviços públicos e infraestrutura urbana.
Autoridades reconheceram as chamadas dores do crescimento, especialmente em áreas como habitação, saúde, educação e segurança. Ao mesmo tempo, reforçaram que o planejamento de longo prazo busca preparar a cidade para o período pós‑obra, quando a operação industrial estiver consolidada.
Logística, rodovias e integração de modais
Embora a ferrovia seja o eixo central, as rodovias continuam estratégicas. Atualmente, cerca de 200 caminhões circulam diariamente pelos acessos à obra. Por isso, investimentos em viadutos, terceiras faixas e duplicações já estão em andamento, incluindo aportes na MS‑377 e MS‑240.
A lógica apresentada é de integração de modais, e não substituição: ferrovia, rodovia e, futuramente, outras rotas logísticas formam um sistema único.
Um projeto que ultrapassa governos
Outro ponto destacado foi o caráter estruturante do Projeto Arauco Inocência MS, que ultrapassa ciclos eleitorais. Autoridades relataram que a concretização desse conjunto de obras é resultado de décadas de debates e tentativas frustradas, viabilizadas agora por uma convergência institucional rara.
Quando a obra vira cidade
Ao final da visita, a percepção é clara: o canteiro de obras funciona como uma cidade provisória, com regras próprias, fluxos internos, logística e serviços. Em paralelo, Inocência precisa se reorganizar para absorver os efeitos permanentes da operação.
O desafio central é garantir que, ao final do processo, não apenas a obra seja maior, mas que a cidade também se torne maior em qualidade de vida, oportunidades e desenvolvimento humano.
O Projeto Arauco Inocência MS já é um marco para o município, para o Mato Grosso do Sul e para o Brasil. Ele reposiciona uma pequena cidade no mapa da economia global, redefine fluxos logísticos e acelera decisões públicas e privadas.
A obra avança. A cidade se adapta. O futuro começa a ser construído agora — trilho por trilho, decisão por decisão.
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