Mato Grosso do Sul
De Ribas para salvar uma vida: após anos no Redome, Renata doa medula para paciente compatível
Um cadastro feito na adolescência se transformou, anos depois, na chance real de salvar uma vida. Aos 31 anos, Renata Rodrigues foi chamada para doar medula óssea a um paciente compatível
A convocação foi feita pelo Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea). O transplante, destinado a um paciente brasileiro, foi realizado em 28 de outubro de 2025. O cadastro dela havia sido feito aos 18 anos, durante uma campanha em Ribas do Rio Pardo.
O convite para integrar o Redome surgiu quando ela ainda participava de campanhas de doação de sangue promovidas pelo Rotary, grupo de doadores voluntários no município. Assim que atingiu o peso mínimo exigido, começou a doar sangue.
“Eu tinha 17 anos quando consegui doar sangue pela primeira vez”, lembra.
O cadastro como doadora de medula veio pouco depois. Na época, ela hesitou.
“Perguntei se doía, me explicaram que ali era só o cadastro e que a chance de compatibilidade é rara, mas que, se acontecesse, entrariam em contato”.
Ela autorizou a inclusão dos dados e seguiu a vida normalmente. Nunca mudou de telefone nem de endereço.
O telefonema inesperado
No ano passado, recebeu uma mensagem perguntando se poderia ir a Campo Grande para realizar exames por suspeita de compatibilidade. Ainda não era garantia de doação.
Fez a coleta de sangue e aguardou. O prazo informado era de até 180 dias para a resposta final. Com cerca de 175 dias, veio a confirmação. Perguntaram se ela desejava continuar.
“Eu disse sim na hora”, afirma.
Mãe de Liz, de 7 anos, e Leonardo, de 1 ano e 7 meses na época, ela precisou organizar a rotina para permanecer vários dias fora de casa.
“Não hesitei, mas logo pensei: como vai funcionar? Tenho duas crianças pequenas”.
Como funciona a doação
Renata foi encaminhada para São Paulo para exames complementares e orientações médicas. Recebeu explicações sobre as duas formas possíveis de doação: punção na região da bacia ou coleta por aférese, método indicado para o caso dela.
Na doação por aférese, o doador utiliza medicação por alguns dias para aumentar o número de células-tronco na corrente sanguínea, após esse período, o sangue é coletado por uma máquina que separa as células necessárias e devolve o restante ao organismo
Todo o procedimento é realizado em centro especializado e custeado pelo Redome/INCA/Ministério da Saúde. Renata permaneceu cerca de seis horas ligada ao equipamento.
“Eles explicam tudo com muita clareza. Me senti segura o tempo todo”.
Desafios longe de casa
Ao todo, foram nove dias em São Paulo. O período longe da família foi o momento mais delicado.
“Ficar nove dias longe deles pesou muito. Meu filho ainda era muito pequeno. Eu já não amamentava, mas o apego é muito forte. Mas eu sabia que era por uma causa valiosa”.
Havia ainda a possibilidade de uma segunda coleta, caso a quantidade de células não fosse suficiente. Quando recebeu a confirmação de que a primeira havia atendido à necessidade, se emocionou.
“Quando a médica disse que tinha dado certo e que não precisaria repetir, eu desabei. Foi uma emoção muito grande”.
Anonimato e esperança
O doador não recebe informações detalhadas sobre o receptor. Renata sabe apenas que o paciente é brasileiro.
“A gente pensa na pessoa que está do outro lado, esperando. Eu espero que esteja bem, que tenha saúde. Que isso tenha sido um recomeço”.
Ao final do processo, recebeu uma camiseta simbólica de doadora de medula óssea.
“É uma experiência única. Vou lembrar para sempre com muito carinho”.
Compartilhar para incentivar
De volta à rotina na loja de roupas infantis, em Ribas do Rio Pardo, Renata decidiu contar a própria história e fazer um apelo direto:
“Doem sangue. Se cadastrem como doadores de medula óssea. É algo que pode mudar completamente a vida de alguém”.
Como se tornar doador de medula óssea
A medula óssea é responsável pela produção das células do sangue e o transplante é indicado para pacientes com doenças que afetam essas células.
Para se cadastrar como doador voluntário é preciso:
- Ter entre 18 e 35 anos e 9 meses
- Não ter doença infecciosa ou incapacitante
- Não apresentar doença neoplásica, hematológica ou do sistema imunológico
- Quando houver compatibilidade com um paciente, o Redome entra em contato com o doador, e todo o procedimento é custeado pelo Redome/INCA/Ministério da Saúde.
Em Mato Grosso do Sul, o cadastro pode ser feito nas unidades da rede Hemosul em Campo Grande e no interior do Estado.
Segundo a chefe do Setor de Captação do Hemosul, Lucéia Fernandes, o dado mais recente informado pelo Redome indica que, somente em 2024, sete pessoas de Mato Grosso do Sul efetivaram a doação de medula óssea. “Ao longo dos anos, podemos afirmar que mais de 100 doadores do nosso Estado já foram compatíveis com pacientes e realizaram a doação, tanto para pessoas no Brasil quanto no exterior”, destaca.
“Atualmente, o Estado soma 197.502 cadastros de doadores voluntários de medula óssea registrados entre 2001 e 2025. Cada novo cadastro representa uma possibilidade concreta de compatibilidade para quem aguarda um transplante. Por isso, é fundamental manter telefone e endereço sempre atualizados”, reforça.



André Lima, Comunicação SES
Fotos: Divulgação SES
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul fortalece política de turismo acessível e inclusivo com lançamento de material institucional
Mato Grosso do Sul avança na consolidação de uma política pública estruturada voltada ao turismo acessível e inclusivo, reafirmando o compromisso com a promoção de destinos mais preparados, seguros e acolhedores para todas as pessoas. Como parte desse processo, a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur MS) realizou o lançamento oficial do vídeo promocional do Programa Turismo Acessível e Inclusivo, durante agenda institucional realizada na WTM Latin America, em São Paulo.
O material apresenta vivências reais de pessoas com deficiência, pessoas idosas e pessoas com mobilidade reduzida em experiências turísticas no estado, evidenciando que a acessibilidade é uma prática possível, planejada e essencial para o desenvolvimento do setor. A iniciativa reforça o posicionamento de Mato Grosso do Sul como referência nacional na construção de destinos mais inclusivos.
A coordenadora do programa, Telma Nantes, destaca que a proposta está fundamentada em escuta ativa e responsabilidade social. “Trata-se de uma política pública construída a partir da vivência e das necessidades reais das pessoas. Nosso objetivo é garantir que o turismo seja acessível, com qualidade e respeito, promovendo inclusão de forma efetiva”, afirma.
O gerente de Estruturação e Inovação do Turismo da Fundtur MS, Édson Moroni, ressalta o caráter integrado da iniciativa. “Estamos estruturando um modelo que envolve poder público, iniciativa privada e sociedade, com foco na qualificação dos destinos e na ampliação do acesso ao turismo”, pontua.
Para o diretor-presidente da Fundtur MS, Bruno Wendling, o turismo acessível e inclusivo é estratégico para o desenvolvimento do estado. “A acessibilidade deixa de ser um diferencial e passa a ser um eixo estruturante do turismo. Mato Grosso do Sul avança ao alinhar inclusão social e desenvolvimento econômico, fortalecendo sua competitividade no cenário nacional”, destaca.
Além do lançamento do material, a agenda institucional incluiu reuniões técnicas, articulações com especialistas e representantes do setor, e a realização de experiências sensoriais como degustação às cegas, ampliando a discussão sobre inovação e inclusão na promoção do destino.
A iniciativa integra um conjunto de ações contínuas do estado voltadas à eliminação de barreiras e à construção de um turismo mais justo, acessível e alinhado às boas práticas nacionais e internacionais.
Débora Bordin, Comunicação Fundtur
Foto: @visitmsoficial
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Para fortalecer o atendimento aos pacientes oncológicos em MS, Governo e HCAA inauguram mais uma ala
Para fortalecer o atendimento aos pacientes oncológicos em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado e o HCAA (Hospital de Câncer Alfredo Abrão) inauguraram mais um pavimento da unidade, que oferece 32 leitos de internação de adultos. O governador Eduardo Riedel participou da entrega da nova ala – projetada para garantir conforto e qualidade assistencial aos pacientes e familiares –, realizada nesta segunda-feira (27).
“A gente tem a participação da sociedade nesses processos, da construção e da condução do hospital, que é o maior custo. A construção está sendo estruturada e eu acredito que até o fim do ano que vem esteja completamente finalizado os nove andares, desde o subsolo até o sétimo andar. Para o funcionamento, o Estado tem a condição de oferecer um equipamento de altíssima qualidade de tratamento para a pessoa que é beneficiária do SUS”, explicou Riedel.
A unidade III – Nelson Buainain é a expansão mais recente do HCAA. O anexo possui nove andares no total e está sendo inaugurado em etapas para ampliar o atendimento oncológico via SUS (Sistema Único de Saúde) no Estado.
A finalização da obra do 5° andar – denominado “Ala Famílias do Agro” – é resultado de uma mobilização conjunta entre o poder público, instituição hospitalar e o setor produtivo. No total, 25 famílias ligadas ao agronegócio sul-mato-grossense contribuíram para viabilizar a obra – cada uma destinou R$ 50 mil, somando R$ 1,25 milhão, valor aplicado integralmente na finalização do pavimento.
A iniciativa reforça o papel da solidariedade como vetor de transformação social. O gesto coletivo traduz o compromisso direto com a vida, ao viabilizar uma estrutura que impacta milhares de pacientes em tratamento.
“Novos leitos para o Sistema Único de Saúde são sempre uma boa notícia. Mas eu gostaria de ressaltar a importância da participação da sociedade civil organizada no financiamento de leitos hospitalares do SUS”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões.
Com a inauguração desta segunda-feira (27), cinco andares já estão em pleno funcionamento, oferecendo suporte de diagnóstico e de internação com setor de imagens (tomografia, raio x, mamografia, ultrassom), UTI (Unidade de Terapia Intensiva), ambulatório médico e leitos para internação. O 4° andar, entregue em setembro do ano passado, recebeu R$ 1,2 milhão em recursos do Estado.
Outros quatro andares ainda precisam ser concluídos – 1°, 2°, 6° e 7°. As obras do 2° andar – “Ala Sicredi” – já estão em andamento com recursos doados pela cooperativa de crédito e assim que finalizado o pavimento contará com 20 leitos de UTI.
O Governo do Estado disponibilizou R$ 35 milhões para custeio e atendimento na unidade III do hospital, desde janeiro de 2024, por meio de emendas parlamentares e convênios.
O HCAA, uma instituição privada filantrópica gerido pela Fundação Carmem Prudente de Mato Grosso do Sul (FCPMS), é o maior hospital exclusivamente oncológico de Mato Grosso do Sul. A unidade conta com uma equipe de 500 colaboradores especializados. No ano passado o hospital realizou mais de 230,4 mil procedimentos, uma média de 19 mil atendimentos/mês.
“Todo o funcionamento do hospital só é possível devido as parcerias, inclusive com o Estado”, afirmou a presidente do HCAA, Sueli Lopes Telles.
A inauguração também contou com a participação da primeira-dama Mônica Riedel e do secretário Rodrigo Perez (Segov).
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Álvaro Rezende/Secom-MS
Fonte: Governo MS
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