Celulose em Destaque
Com apoio da Suzano, apicultores iniciam produção de mel em Santa Rita do Pardo/MS
Por meio do Programa Colmeias, produtores passaram a receber capacitações e consultoria técnica para o fortalecimento da atividade apícola
Produtores rurais de Santa Rita do Pardo (MS) começaram o ano de 2020 diversificando a base produtiva e abrindo espaço para a apicultura na região. A iniciativa é fruto da parceria entre o Programa Colmeias, da Suzano, e a APPRAST (Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Assentamento São Thomé), firmada em dezembro do ano passado, que garantirá aos novos apicultores da região – boa parte formada por iniciantes – apoio técnico, por meio de consultoria especializada, e estrutural para a implementação da nova cultura. No mês de janeiro, a Suzano já realizou a entrega de 400 caixas de colmeias para o início das atividades práticas.
“O Programa Colmeias tem por objetivo investir no fortalecimento das associações em produção, gestão e comercialização, promovendo, assim, o desenvolvimento local e o fomento da atividade apícola. Hoje, são vários grupos apoiados pela Suzano no município, que contemplam desde a pecuária leiteira à agricultura, e ingressamos agora na apicultura. O nosso objetivo é que, com a disponibilidade dessa nova atividade, possamos incentivar maior diversificação da produção e, com isso, trazer o fortalecimento e independência financeira a essas comunidades, gerando emprego e renda a essas famílias”, destacou Evânia Lopes, consultora de Desenvolvimento Social da Suzano em Mato Grosso do Sul.
Além da entrega das caixas, o grupo participou de um curso de capacitação de três dias sobre o manejo inicial das abelhas, que contemplou desde o preparo das caixas à captura dos enxames. Outros cursos e oficinas devem se estender pelos próximos meses, seguindo o planejamento anual de capacitações em manejo apícola.
Ademir Bispo dos Santos, presidente da APPRAST, está animado com os resultados que esse trabalho pode trazer para a região. “Antes, a gente até tentava produzir mel, mas era do nosso jeito, sem conhecimento técnico. Essa parceria foi coisa de pai para filho. As caixas que eles nos trouxeram não são baratas, variam de R$ 170 a R$ 200 para quem compra de pouco. A gente nunca teria condições de fazer esse investimento. O mesmo acontece com os cursos. Nós não tínhamos conhecimento do que era necessário para uma boa produção”, explicou.
Atualmente, Ademir dos Santos trabalha com a produção de leite e sabe bem como é depender de uma única cultura. Há alguns anos, recordou, toda a compra de leite no Estado foi temporariamente suspensa por conta de suspeitas de febre aftosa. “Quase passamos fome. Por isso é bom ter duas culturas, quando uma dá problema, você pode contar com a outra”, destacou.
A expectativa é que o processo de captura dos enxames seja feito nos próximos dias. Com a parceria, produtores poderão fixar as caixas de colmeias dentro das áreas de plantio de eucalipto da Suzano. Feito esse processo, a primeira colheita, de quatro ao ano, é prevista para 60 ou 90 dias. A estimativa é produzir a média anual de 8,4 mil quilos de mel.
Parte dessa produção deverá ser comercializada em entrepostos do Estado, feira local e por meio de políticas públicas. “Estamos com toda a documentação preparada para participar do edital para fornecer nas escolas municipais. A merenda escolar prevê a compra do mel”, completou o presidente da associação.
Casa do Mel
O grupo de apicultores também pretende ativar a Casa do Mel no município. “Temos todos os equipamentos necessários para instalar a Casa do Mel parados há pelo menos sete anos. A muito tempo atrás, recebemos esse maquinário da Agraer [Agência Estadual de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural]. Foram investidos R$ 96 mil na época em equipamentos, que agora nos serão muito úteis. Também temos a o imóvel para instalar a unidade, falta só reformar e fazer as adequações necessárias”, explicou Vanildo Alves Rodrigues, coordenador do Grupo da Apicultura em Santa Rita do Pardo.
Rodrigues é um dos que já tentava trabalhar com a produção de mel na região. “Estou começando, mas antes era por minha conta e sem apoio, o que dificulta muito. A parceria com a Suzano foi um estímulo grande para gente. Agora, viramos apicultores, somos produtores de mel”, destacou.
Sobre a Suzano
A Suzano, empresa resultante da fusão entre a Suzano Papel e Celulose e a Fibria, tem o compromisso de ser referência global no uso sustentável de recursos naturais. Líder mundial na fabricação de celulose de eucalipto e uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina, a companhia exporta para mais de 80 países e, a partir de seus produtos, está presente na vida de mais de 2 bilhões de pessoas. Com operações de dez fábricas, além da joint operation Veracel, possui capacidade instalada de 10,9 milhões de toneladas de celulose de mercado e 1,4 milhão de toneladas de papéis por ano. A Suzano tem mais de 35 mil colaboradores diretos e indiretos e investe há mais de 90 anos em soluções inovadoras a partir do plantio de eucalipto, as quais permitam a substituição de matérias-primas de origem fóssil por fontes de origem renovável. A companhia possui os mais elevados níveis de Governança Corporativa da B3, no Brasil, e da New York Stock Exchange (NYSE), nos Estados Unidos, mercados onde suas ações são negociadas.
Celulose em Destaque
Arauco adota controle biológico de pragas de eucalipto
Comprometida com processos produtivos sustentáveis e com os menores impactos ambientais de suas atividades, a Arauco iniciou a produção própria de biocontroladores e a liberação em campo de microvespas parasitoides para o manejo de pragas do eucalipto. Bastante difundida no setor florestal e também na agricultura, a técnica, conhecida por controle biológico, “diminui o uso de químicos no manejo florestal e é altamente eficaz e sustentável para conter a presença de lagartas desfolhadoras do eucalipto”, destaca a doutora Mariane Aparecida Nickele, pesquisadora e coordenadora de Fitossanidade da Arauco.
Segundo ela, estão sendo liberadas duas espécies de microvespas nos plantios, Tricholpilus diatraeae e Tetrastichus howardi, que começaram a ser produzidas pela Arauco a partir de fevereiro deste ano nas instalações do Instituto Senai de Inovação em Biomassa, em Três Lagoas (MS), parceiro da Companhia nas pesquisas. “O ciclo de desenvolvimento dos parasitoides no laboratório dura de 16 a 20 dias e os adultos liberados em campo vivem em torno de 8 dias”, explica a coordenadora.
“As lagartas desfolhadoras compreendem várias espécies da ordem Lepidoptera que, na fase larval, se alimentam de folhas, e na fase adulta são mariposas. As lagartas desfolhadoras são consideradas pragas de grande risco em plantios de eucalipto porque podem causar perdas de até 30% de produtividade, se não forem manejadas”, ressalta Mariane. As espécies mais frequentes na região são a Thyrinteina arnobia, popularmente conhecida como lagarta-parda-do-eucalipto, e a Iridopsis planopla, ou lagarta-medideira.
De acordo com a coordenadora, o que as microvespas fazem é “depositar os seus ovos no interior das pupas (fase de casulo no ciclo de vida das lagartas), impedindo o desenvolvimento da praga. Das pupas parasitadas irão emergir novas microvespas, em vez de mariposas, interrompendo a proliferação destas pragas”, explica a pesquisadora. “De uma única pupa hospedeira pode emergir, em média, 250 vespinhas parasitoides que, por sua vez, irão parasitar novas pupas da praga”, complementa.
Estratégia sustentável
Mariane ressalta que a meta da Arauco é reduzir ao mínimo o uso de defensivos químicos no combate de pragas do eucalipto. “No manejo de lagartas desfolhadoras, o controle químico é pontual, sendo realizado nas situações em que há sobreposição de gerações da praga. A maioria das aplicações em campo já se utiliza do controle biológico através de pulverizações de inseticidas biológicos à base da bactéria Bacillus thuringiensis. A liberação de parasitoides nos plantios, vem para contribuir com o manejo integrado de pragas, evitando que a população de lagartas alcance o nível de controle, reduzindo assim as pulverizações em campo”, afirma.
O primeiro passo foi dado com a primeira liberação de parasitoides produzidos pela própria Arauco, na Fazenda Garça Real, em Inocência (MS), em março. “Sinto muito orgulho desse projeto ter se tornado realidade, pois é uma estratégia econômica e sustentável que traz impactos positivos ao setor florestal, à sociedade e ao meio ambiente. Desde então, já foram liberados mais de 6 milhões de parasitoides em campo”, diz Mariane. “Isso só foi possível graças à parceria da Arauco com o Instituto Senai de Inovação em Biomassa e ao intenso trabalho da nossa equipe de P&D em Fitossanidade, além da interação com instituições de pesquisa, como a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)”, acrescenta.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.
Sobre a Arauco Brasil
No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.
As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).
Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.
Celulose em Destaque
Caminhos da Celulose inicia construção de 13 bases de atendimento ao usuário nas rodovias concedidas em MS
As unidades do Serviço de Atendimento ao Usuário serão distribuídas ao longo das BR-262, BR-267, MS-040 e MS-338, contribuindo para elevar o padrão de segurança e atendimento das rodovias
A Caminhos da Celulose iniciou a construção de 13 Serviços de Atendimento ao Usuário (SAUs) ao longo das rodovias sob sua concessão em Mato Grosso do Sul. As unidades funcionarão 24 horas por dia, sete dias por semana, como bases operacionais e pontos de apoio aos motoristas, oferecendo estrutura de atendimento, áreas de descanso e suporte às equipes responsáveis pela operação e conservação das rodovias.
As estruturas serão distribuídas estrategicamente ao longo da malha concedida, com cinco unidades na BR-262, quatro na BR-267, três na MS-040 e uma na MS-338. A localização dos SAUs foi definida para garantir maior agilidade no atendimento aos usuários e ampliar a cobertura operacional em toda a extensão da concessão.
“Os Serviços de Atendimento ao Usuário representam uma das principais estruturas de apoio da concessão. Além de oferecer conforto aos motoristas, serão fundamentais para garantir agilidade no atendimento às ocorrências e elevar o padrão de segurança e eficiência das rodovias sob nossa administração”, ressalta o diretor-presidente da Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno.
Cada unidade contará com sanitários masculino e feminino, fraldário, área de descanso, água potável, estacionamento, totens de atendimento e dois pontos de recarga para veículos elétricos, proporcionando mais conforto e comodidade aos motoristas durante as viagens.
Espaço terá ambulância e guincho
Além de servir como pontos de apoio aos usuários, os SAUs serão a base das equipes operacionais da concessionária. As unidades abrigarão ambulâncias, guinchos leves e pesados, caminhões-pipa, caminhões boiadeiros, viaturas de inspeção de tráfego e demais equipamentos utilizados no atendimento às ocorrências. Essa estrutura permitirá reduzir o tempo de resposta em casos de acidentes, panes mecânicas, animais na pista, obstruções e outras situações que possam comprometer a segurança e a fluidez do tráfego.
As bases estão integradas ao Centro de Controle Operacional (CCO) da Caminhos da Celulose, responsável pelo monitoramento permanente das rodovias e pela coordenação dos atendimentos. O sistema também permitirá comunicação direta com os órgãos de segurança pública e serviços de emergência, garantindo uma atuação rápida e coordenada sempre que necessário.
As obras avançam em diferentes frentes de trabalho, incluindo serviços de terraplenagem, compactação de solo e preparação das áreas que receberão as estruturas. Entre os locais em execução estão os SAUs da MS-040, em Santa Rita do Pardo, e da MS-338, onde as equipes realizam a implantação das bases operacionais.
A concessionária prevê concluir a construção das 13 unidades até o fim de 2027. A operação dos serviços aos usuários terá início em outubro deste ano, com a disponibilização de atendimento pré-hospitalar, inspeção de tráfego, remoção de veículos, atendimento mecânico e demais serviços previstos no contrato de concessão.
Sobre a Caminhos da Celulose
A Caminhos da Celulose é a concessionária responsável pela administração da Rota da Celulose, que abrange aproximadamente 870 quilômetros de rodovias nas regiões central e leste de Mato Grosso do Sul, incluindo trechos das MS-040, MS-338, MS-395 e das federais BR-262 e BR-267. A companhia atua com foco em segurança viária, eficiência operacional e modernização da infraestrutura, promovendo melhorias contínuas para usuários e para a logística regional.
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