Celulose em Destaque
Suzano registra recorde de venda de celulose no quarto trimestre
Redução no nível dos estoques e captura de sinergias resultaram em Ebitda Ajustado de R$ 2,5 bilhões e geração de caixa operacional de R$ 1,5 bilhão no período
A Suzano divulga os resultados do quarto trimestre (4T19) e do acumulado de 2019, ano marcado pela fusão que uniu duas das maiores indústrias mundiais do setor de papel e celulose. O recorde trimestral nas vendas de celulose e o maior impacto da captura de sinergias contribuíram para que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingisse R$ 2,5 bilhões e a geração de caixa operacional somasse R$ 1,5 bilhão entre outubro e dezembro. No acumulado do ano, os resultados somaram R$ 10,7 bilhões e R$ 7,1 bilhões, respectivamente.
As vendas de celulose no quarto trimestre alcançaram o patamar inédito de 2,9 milhões de toneladas, volume 15% superior ao comercializado no terceiro trimestre de 2019 e 40% maior do que o acumulado no quarto trimestre de 2018.
“O recorde de vendas, associado ao ritmo de produção no período, resultou em uma redução de aproximadamente 650 mil toneladas no nível de estoques ao final do trimestre. Um número ainda mais expressivo do que aquele registrado no terceiro trimestre, de 450 mil toneladas”, afirma o presidente da Suzano, da Walter Schalka.
Com a diminuição acumulada de 1,1 milhão de toneladas no segundo semestre, o nível dos estoques da Suzano encerrou o ano de 2019 em patamar inferior ao acumulado no final de 2018, anterior, portanto, à fusão das duas companhias. “Tal desempenho evidencia a eficácia de nossa estratégia comercial e a capacidade da empresa de reduzir significativamente seus estoques mesmo em um cenário adverso de mercado”, completa Schalka.
Além do maior volume de vendas, os resultados do trimestre e do ano também refletem os ganhos obtidos a partir da captura de sinergias resultantes da fusão. As sinergias operacionais capturadas em 2019 totalizaram R$ 763 milhões. Quando excluído o impacto negativo nos resultados oriundos da menor produção no ano, o indicador somou R$ 311 milhões.
Diante da capacidade de alcançar resultados ainda mais expressivos do que o previsto preliminarmente, a Suzano elevou a previsão de sinergias operacionais anuais de R$ 800 milhões a R$ 900 milhões para R$ 1,1 bilhão a R$ 1,2 bilhão.
O custo caixa de produção de celulose, sem considerar o efeito de paradas programadas das fábricas, ficou em R$ 631 por tonelada no quarto trimestre, o que representa nova queda em relação ao trimestre anterior (-4%), evidenciando ganhos advindos de sinergias. Outro destaque do período foi o maior volume de vendas de papel, em um total de 369 mil toneladas, 18% acima do terceiro trimestre de 2019.
No ano, a Suzano comercializou 9,4 milhões de celulose e 1,3 milhão de papéis, em um total de 10,7 milhões de toneladas de produtos vendidos, com receita líquida acumulada de R$ 26 bilhões. O resultado líquido ficou negativo em R$ 2,8 bilhões.
Os investimentos realizados pela Suzano em seu primeiro ano de operação somaram R$ 5,8 bilhões e foram direcionados para atividades de manutenção das operações, expansão e modernização, aquisição de terras e florestas e terminais portuários. O valor de mercado da Suzano era de R$ 54,4 bilhões ao final de dezembro de 2019.
Celulose em Destaque
Arauco adota controle biológico de pragas de eucalipto
Comprometida com processos produtivos sustentáveis e com os menores impactos ambientais de suas atividades, a Arauco iniciou a produção própria de biocontroladores e a liberação em campo de microvespas parasitoides para o manejo de pragas do eucalipto. Bastante difundida no setor florestal e também na agricultura, a técnica, conhecida por controle biológico, “diminui o uso de químicos no manejo florestal e é altamente eficaz e sustentável para conter a presença de lagartas desfolhadoras do eucalipto”, destaca a doutora Mariane Aparecida Nickele, pesquisadora e coordenadora de Fitossanidade da Arauco.
Segundo ela, estão sendo liberadas duas espécies de microvespas nos plantios, Tricholpilus diatraeae e Tetrastichus howardi, que começaram a ser produzidas pela Arauco a partir de fevereiro deste ano nas instalações do Instituto Senai de Inovação em Biomassa, em Três Lagoas (MS), parceiro da Companhia nas pesquisas. “O ciclo de desenvolvimento dos parasitoides no laboratório dura de 16 a 20 dias e os adultos liberados em campo vivem em torno de 8 dias”, explica a coordenadora.
“As lagartas desfolhadoras compreendem várias espécies da ordem Lepidoptera que, na fase larval, se alimentam de folhas, e na fase adulta são mariposas. As lagartas desfolhadoras são consideradas pragas de grande risco em plantios de eucalipto porque podem causar perdas de até 30% de produtividade, se não forem manejadas”, ressalta Mariane. As espécies mais frequentes na região são a Thyrinteina arnobia, popularmente conhecida como lagarta-parda-do-eucalipto, e a Iridopsis planopla, ou lagarta-medideira.
De acordo com a coordenadora, o que as microvespas fazem é “depositar os seus ovos no interior das pupas (fase de casulo no ciclo de vida das lagartas), impedindo o desenvolvimento da praga. Das pupas parasitadas irão emergir novas microvespas, em vez de mariposas, interrompendo a proliferação destas pragas”, explica a pesquisadora. “De uma única pupa hospedeira pode emergir, em média, 250 vespinhas parasitoides que, por sua vez, irão parasitar novas pupas da praga”, complementa.
Estratégia sustentável
Mariane ressalta que a meta da Arauco é reduzir ao mínimo o uso de defensivos químicos no combate de pragas do eucalipto. “No manejo de lagartas desfolhadoras, o controle químico é pontual, sendo realizado nas situações em que há sobreposição de gerações da praga. A maioria das aplicações em campo já se utiliza do controle biológico através de pulverizações de inseticidas biológicos à base da bactéria Bacillus thuringiensis. A liberação de parasitoides nos plantios, vem para contribuir com o manejo integrado de pragas, evitando que a população de lagartas alcance o nível de controle, reduzindo assim as pulverizações em campo”, afirma.
O primeiro passo foi dado com a primeira liberação de parasitoides produzidos pela própria Arauco, na Fazenda Garça Real, em Inocência (MS), em março. “Sinto muito orgulho desse projeto ter se tornado realidade, pois é uma estratégia econômica e sustentável que traz impactos positivos ao setor florestal, à sociedade e ao meio ambiente. Desde então, já foram liberados mais de 6 milhões de parasitoides em campo”, diz Mariane. “Isso só foi possível graças à parceria da Arauco com o Instituto Senai de Inovação em Biomassa e ao intenso trabalho da nossa equipe de P&D em Fitossanidade, além da interação com instituições de pesquisa, como a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)”, acrescenta.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.
Sobre a Arauco Brasil
No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.
As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).
Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.
Celulose em Destaque
Caminhos da Celulose inicia construção de 13 bases de atendimento ao usuário nas rodovias concedidas em MS
As unidades do Serviço de Atendimento ao Usuário serão distribuídas ao longo das BR-262, BR-267, MS-040 e MS-338, contribuindo para elevar o padrão de segurança e atendimento das rodovias
A Caminhos da Celulose iniciou a construção de 13 Serviços de Atendimento ao Usuário (SAUs) ao longo das rodovias sob sua concessão em Mato Grosso do Sul. As unidades funcionarão 24 horas por dia, sete dias por semana, como bases operacionais e pontos de apoio aos motoristas, oferecendo estrutura de atendimento, áreas de descanso e suporte às equipes responsáveis pela operação e conservação das rodovias.
As estruturas serão distribuídas estrategicamente ao longo da malha concedida, com cinco unidades na BR-262, quatro na BR-267, três na MS-040 e uma na MS-338. A localização dos SAUs foi definida para garantir maior agilidade no atendimento aos usuários e ampliar a cobertura operacional em toda a extensão da concessão.
“Os Serviços de Atendimento ao Usuário representam uma das principais estruturas de apoio da concessão. Além de oferecer conforto aos motoristas, serão fundamentais para garantir agilidade no atendimento às ocorrências e elevar o padrão de segurança e eficiência das rodovias sob nossa administração”, ressalta o diretor-presidente da Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno.
Cada unidade contará com sanitários masculino e feminino, fraldário, área de descanso, água potável, estacionamento, totens de atendimento e dois pontos de recarga para veículos elétricos, proporcionando mais conforto e comodidade aos motoristas durante as viagens.
Espaço terá ambulância e guincho
Além de servir como pontos de apoio aos usuários, os SAUs serão a base das equipes operacionais da concessionária. As unidades abrigarão ambulâncias, guinchos leves e pesados, caminhões-pipa, caminhões boiadeiros, viaturas de inspeção de tráfego e demais equipamentos utilizados no atendimento às ocorrências. Essa estrutura permitirá reduzir o tempo de resposta em casos de acidentes, panes mecânicas, animais na pista, obstruções e outras situações que possam comprometer a segurança e a fluidez do tráfego.
As bases estão integradas ao Centro de Controle Operacional (CCO) da Caminhos da Celulose, responsável pelo monitoramento permanente das rodovias e pela coordenação dos atendimentos. O sistema também permitirá comunicação direta com os órgãos de segurança pública e serviços de emergência, garantindo uma atuação rápida e coordenada sempre que necessário.
As obras avançam em diferentes frentes de trabalho, incluindo serviços de terraplenagem, compactação de solo e preparação das áreas que receberão as estruturas. Entre os locais em execução estão os SAUs da MS-040, em Santa Rita do Pardo, e da MS-338, onde as equipes realizam a implantação das bases operacionais.
A concessionária prevê concluir a construção das 13 unidades até o fim de 2027. A operação dos serviços aos usuários terá início em outubro deste ano, com a disponibilização de atendimento pré-hospitalar, inspeção de tráfego, remoção de veículos, atendimento mecânico e demais serviços previstos no contrato de concessão.
Sobre a Caminhos da Celulose
A Caminhos da Celulose é a concessionária responsável pela administração da Rota da Celulose, que abrange aproximadamente 870 quilômetros de rodovias nas regiões central e leste de Mato Grosso do Sul, incluindo trechos das MS-040, MS-338, MS-395 e das federais BR-262 e BR-267. A companhia atua com foco em segurança viária, eficiência operacional e modernização da infraestrutura, promovendo melhorias contínuas para usuários e para a logística regional.
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