Agronegócios
Distribuidor de insumos de alta capacidade e máxima eficiência será lançado durante a Agrishow
Quando o assunto é aplicação de insumos nas lavouras, ainda mais em um cenário de alta nos custos, duas exigências passam a guiar as decisões do produtor: reduzir desperdícios e maximizar a eficiência operacional. Atenta a esse desafio, a Piccin Equipamentos, de São Carlos (SP), apresenta durante a Agrishow 2026, que acontece de 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP), o Master Direct 8.0. O novo distribuidor de insumos chega ao mercado com a proposta de redefinir os padrões de capacidade, precisão e versatilidade nas operações no campo.
A empresa é reconhecida por possuir a maior linha de distribuidores do mercado, com modelos já consagrados e voltados desde pequenos até grandes produtores. “Estamos ampliando o portfólio com uma solução voltada especialmente para operações que demandam alta eficiência logística sem abrir mão do rigor agronômico”, explica Elton Junior Antonio, engenheiro agrônomo e Head de Engenharia de Produto.
O lançamento foi desenvolvido pela equipe de engenharia e produtos para preencher uma lacuna no setor: unir grande capacidade operacional com precisão na aplicação. Com capacidade de carga de 18 toneladas e volume de 8 m³, o equipamento se destaca pela tecnologia exclusiva Esteira Precisa, patenteada pela Piccin. “Isso garante distribuição uniforme de diferentes tipos de insumos, como calcário, gesso, fertilizantes granulados e orgânicos”, diz o especialista.
Segundo ele, o mercado carecia de uma solução que entregasse escala sem comprometer a qualidade da aplicação. “É justamente isso que esse equipamento entrega: oferecer alta capacidade com precisão cirúrgica, permitindo ao produtor maximizar sua eficiência operacional e sua rentabilidade por hectare”, afirma.
Outros diferenciais
Entre os diferenciais do novo distribuidor está o sistema de roda direcional livre com trava hidráulica, uma inovação rara na categoria. A tecnologia permite que o operador realize a transição entre os modos de transporte e trabalho sem sair do trator, aumentando a segurança e reduzindo o tempo de operação.
Outro destaque é o design inteligente, pensado para a realidade do campo: durante o trabalho, o equipamento atinge largura de 7.380 mm, cobrindo grandes áreas com rapidez. Já para transporte, ajusta-se para 3.200 mm, facilitando o deslocamento em estradas rurais e a passagem por porteiras.
Na prática, os ganhos são diretos. A alta capacidade reduz significativamente o tempo de parada para reabastecimento, enquanto a precisão na dosagem evita desperdícios de insumos. Além disso, a versatilidade elimina a necessidade de múltiplos equipamentos, simplificando o parque de máquinas e tornando a operação mais ágil. “A Esteira Precisa é um divisor de águas porque permite aplicar qualquer tipo de produto com o mesmo nível de precisão, sem ajustes complexos. Isso transforma o dia a dia no campo, trazendo mais agilidade e controle para o produtor”, complementa Elton Junior Antonio.
Com o lançamento, a Piccin reforça seu posicionamento como referência em inovação em máquinas para o preparo de solo. “Estamos entregando mais do que um implemento: é tecnologia aplicada para gerar produtividade, sustentabilidade e rentabilidade. Nossa expectativa é que a Master Direct 8.0 se torne um novo padrão de mercado”, reforça o profissional.
Linha Advanced
Durante a Agrishow, os visitantes também poderão conhecer de perto toda a linha de subsoladores Advanced, projetada para atender às demandas do produtor moderno que busca máxima eficiência no preparo do solo. Os modelos foram desenvolvidos para promover a descompactação em profundidade, atuando diretamente na melhoria da estrutura das áreas, favorecendo o desenvolvimento radicular das culturas e a infiltração de água.
“Com estrutura robusta, alta durabilidade e opções que se adaptam a diferentes tipos de solo e sistemas produtivos, os subsoladores da marca se destacam pela capacidade de otimizar o desempenho das lavouras, contribuindo para ganhos consistentes de produtividade e sustentabilidade no campo”, explica o head de produto da Piccin.
Outras empresas do grupo
O público presente no evento também terá acesso aos outros produtos e serviços das empresas do Grupo Piccin. A Mncal Mancais, por exemplo, apresentará componentes essenciais para o funcionamento eficiente de máquinas e implementos agrícolas. Seus mancais, desenvolvidos com foco em resistência, durabilidade e alto desempenho, são fundamentais para garantir a confiabilidade operacional em atividades intensivas no campo, como plantio, colheita e transporte.
“Em um setor em que o tempo é determinante e falhas mecânicas podem gerar prejuízos significativos, a qualidade dos produtos da empresa contribui diretamente para a redução de paradas, aumento da produtividade e otimização dos custos operacionais, reforçando a competitividade do produtor rural brasileiro”, destaca Marco Gobesso, engenheiro agrônomo e Head de Marketing.
Solo, terras e crédito rural
A Green X também marcará presença no estande da Piccin. A empresa, que é um verdadeiro hub de conectividade no campo, integrando dados e operações em uma única plataforma, torna a gestão agrícola mais eficiente, preditiva e sustentável. Combinando hardware e software, a solução atua desde o monitoramento climático até a análise de pragas, doenças e condições do solo, permitindo decisões mais assertivas ao longo de todo o ciclo produtivo. “Além disso, sua tecnologia de comunicação via rádio elimina a dependência de redes móveis, superando um dos principais gargalos da digitalização no meio rural e garantindo conectividade mesmo em áreas remotas”, diz o head de marketing.
Outro diferencial está na capacidade de transformar dados em valor direto para o produtor. Ao trabalhar com informações em tempo real e análises preditivas, o Green X contribui para a redução de custos operacionais, otimização do uso de insumos e aumento da produtividade, ao mesmo tempo em que fortalece práticas sustentáveis no campo.
Sobre o Grupo Piccin
Com mais de 60 anos de experiência no agro, uma história iniciada em 1964, o Grupo Piccin foi oficialmente criado em 2022 a partir da Piccin Equipamentos. Com sede em São Carlos-SP, o grupo tem como missão oferecer soluções que atendam diretamente aos desafios contemporâneos do agronegócio nacional e internacional, unindo tradição, inovação e tecnologia. Fazem parte desse ecossistema a Piccin Equipamentos, Mncal Mancais, Aliança Crucianelli Piccin, Easyland e Green X.
Agronegócios
Pressão de oferta reduz preços ao produtor em quase 10% e aperta margens no campo
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), registrou queda de 9,79% no Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/Cepea) no primeiro trimestre de 2026, na comparação com igual período do ano passado. O recuo foi disseminado entre os principais segmentos do agro e só não foi maior porque a arroba bovina subiu no período, amortecendo parte da perda. Ainda assim, o resultado mostra um começo de ano mais apertado para a renda do produtor em várias cadeias do país.
A queda não foi pontual nem restrita a uma região. O índice cedeu em Grãos (-9,85%), Cana e Café (-16,61%), Hortifrutícolas (-14%) e Pecuária (-5,73%), sinal de que a pressão atingiu desde culturas amplamente exportadas até atividades mais ligadas ao consumo doméstico. Nos grãos, pesaram as baixas de arroz, milho, algodão, trigo e soja; na pecuária, recuaram frango, suíno, leite e ovos; e, nos hortifrutícolas, a forte desvalorização da laranja e do tomate puxou o grupo para baixo.
No caso dos grãos, o tombo reflete sobretudo o avanço da oferta. A Companhia Nacional de Abastecimento projeta safra recorde de 356,3 milhões de toneladas em 2025/26, com 179,2 milhões de toneladas de soja e 139,6 milhões de toneladas de milho. Com produção robusta, a tendência é de mercado mais abastecido e maior dificuldade para sustentar preços, especialmente em regiões com forte concentração de grãos, como Centro-Oeste e Sul.
Há ainda um componente macroeconômico importante. O próprio Cepea observa que os preços domésticos caíram menos do que os internacionais, enquanto o real se valorizou 10,12% frente ao dólar no primeiro trimestre. Isso ajuda a baratear parte dos insumos importados e alivia custos, mas também reduz a competitividade em reais de várias commodities exportáveis, pressionando a receita do produtor. Ao mesmo tempo, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) registrou recorde de US$ 38,1 bilhões nas exportações do agro no primeiro trimestre, mas com queda do preço médio de parte relevante da pauta, como açúcar, algodão, milho e farelo de soja. Em outras palavras: o volume segue forte, mas o preço perdeu tração.
Regionalmente, a pressão aparece de forma diferente. No Centro-Oeste e no Sul, onde se concentram soja, milho e parte importante da produção de algodão, a safra cheia pesa mais sobre as cotações. No Centro-Sul, a combinação de cana e café ajuda a explicar parte da fraqueza do grupo Cana-Café, embora os dois produtos não caminhem exatamente no mesmo ritmo. No cinturão citrícola do Sudeste, a laranja teve forte influência negativa sobre o índice, enquanto na pecuária o quadro é mais heterogêneo: o boi gordo se valorizou, o leite começou a reagir no início do ano, mas suínos, frango e ovos seguiram pressionados.
Para o segundo trimestre, os sinais são de algum alívio, mas não de virada ampla. Em março, o IPPA/Cepea subiu 3,02% sobre fevereiro, com alta em todos os grupos, o que indica interrupção do movimento mais agudo de queda na margem. Na pecuária, avançaram boi gordo, leite e ovos; nos hortifrutícolas, houve alta de batata, banana e uva; e o café também deu suporte parcial. Ainda assim, frango vivo e suíno vivo continuaram em baixa, e a oferta elevada de grãos e de produtos da cana segue limitando uma recuperação mais firme.
A leitura para o restante de 2026, portanto, é de um ano menos favorável para preços ao produtor do que 2025 em boa parte das cadeias, embora com diferenças importantes entre setores. O problema é nacional, não localizado, mas tende a ser mais sentido onde a safra recorde se transforma rapidamente em pressão de oferta e onde o produtor depende mais do mercado spot. Se o câmbio permanecer valorizado, a colheita seguir grande e o mercado internacional não reagir com força, o cenário mais provável é de recuperação parcial no segundo trimestre, porém com média anual ainda enfraquecida para vários segmentos do agro.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Queda de 27,5% no suíno vivo aprofunda perdas do setor, diz Acrismat
A suinocultura brasileira enfrenta um início de 2026 marcado por forte compressão de margens, com queda nas cotações do animal vivo e custos ainda elevados. Em Mato Grosso, o movimento é mais intenso: o preço do quilo do suíno vivo recuou de R$ 8,00 em janeiro para R$ 5,80 nesta semana, retração de 27,5%, segundo levantamento da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). A queda atinge diretamente a receita do produtor e já coloca a atividade no vermelho no estado.
O Brasil mantém uma das maiores cadeias de suinocultura do mundo, com produção anual próxima de 5 milhões de toneladas de carne suína e exportações que superaram 1,2 milhão de toneladas em 2025, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O setor segue sustentado pelo mercado externo e por um consumo interno que absorve cerca de 75% da produção, mas enfrenta, em 2026, um ambiente de margens mais apertadas, pressionadas pela combinação de custos elevados e ajustes nos preços ao produtor.
Nem mesmo o bom desemprenho nas exportações, tem ajudado os produtores. Em março, mês com a maior média diária embarcada, o país exportou 152,2 mil toneladas entre in natura e processados (tabela 1), 32,8% acima do embarcado em março/25. O volume ficou 1,4% superior ao até então recorde mensal, que havia sido atingido em setembro/25.
Nos principais estados produtores, o início do ano foi marcado por recuo nas cotações do suíno vivo, movimento associado ao aumento da oferta e à desaceleração sazonal da demanda no primeiro trimestre. Em polos consolidados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, a forte integração com a agroindústria e a maior participação nas exportações ajudam a amortecer esse ciclo de baixa, ainda que também haja compressão de margens. Nesses estados, a capacidade de direcionar produção ao mercado externo funciona como válvula de equilíbrio, reduzindo a exposição direta às oscilações do consumo doméstico.
Nesse contexto, Mato Grosso apresenta um quadro mais sensível. Além da queda acentuada nas cotações, o estado opera com custos ainda elevados, especialmente com alimentação, o que compromete diretamente a rentabilidade da atividade. O recuo para R$ 5,80 por quilo representa o menor patamar desde abril de 2024.
O descompasso na cadeia agrava o cenário. Apesar da queda expressiva no preço do animal vivo e da carcaça, os valores da carne suína ao consumidor final seguem elevados no varejo, impedindo o repasse da redução e limitando o potencial de estímulo ao consumo. Com isso, o ajuste de mercado não se completa e a pressão permanece concentrada na base produtiva.
Frederico Tannure Filho
Atualmente, o prejuízo médio no estado é estimado em cerca de R$ 60 por animal abatido, segundo a Acrismat. Para o presidente da entidade, Frederico Tannure Filho, é necessário reequilibrar a cadeia. “Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A avaliação do setor é que, sem ajuste no varejo, a tendência é de continuidade da pressão sobre os produtores, especialmente em regiões menos integradas à exportação. Em um país que combina grande escala produtiva com forte dependência do mercado interno, o reequilíbrio entre preço ao produtor, custo de produção e preço ao consumidor será determinante para evitar a ampliação das perdas no campo ao longo de 2026.
Fonte: Pensar Agro
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