Mato Grosso do Sul
Boletim Epidemiológico: MS registra 3.490 casos confirmados de chikungunya
Mato Grosso do Sul já registrou 7.599 casos prováveis de chikungunya, sendo 3.490 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), em 2026. Estes dados foram apresentados no boletim referente à 15ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta quinta-feira (23).
Conforme o documento, 13 óbitos pela doença foram confirmados nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim e Fátima do Sul. Entre as vítimas, oito possuíam algum tipo de comorbidade. O boletim também aponta 52 casos confirmados de chikungunya em gestantes. Dois óbitos estão em investigação.
Dengue
Já em relação à dengue, o Estado contabiliza 4.187 casos prováveis, sendo 597 confirmados. Não há nenhum óbito registrado nem em fase de investigação.
Nos últimos 14 dias, Corumbá, Pedro Gomes, Santa Rita do Pardo, Inocência, Batayporã, Ladário, Bonito, Jardim, Nioaque, Camapuã, Rio Brilhante, Aquidauana, Três Lagoas e Dourados registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.
Vacinação
Ainda conforme o boletim, 223.322 doses do imunizante contra a dengue já foram aplicadas na população-alvo. Ao todo, Mato Grosso do Sul recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde do município.
Confira os boletins:
Boletim Epidemiológico Chikungunya SE 15 – 2026
Boletim Epidemiológico Dengue SE15 – 2026
Kamilla Ratier, Comunicação SES
Foto: Divulgação SES
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Procon 40 anos: sustentabilidade na defesa do consumidor de Mato Grosso do Sul
Evoluir exige compromisso com as futuras gerações. Dessa forma, o Procon Mato Grosso do Sul, que celebra 40 anos de sua criação nesta sexta-feira (24), reafirma seu compromisso com o meio ambiente na defesa das consumidoras e dos consumidores de Mato Grosso do Sul.
Vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), desde 2022 a instituição digitalizou mais de 2,3 milhões de páginas de processos físicos arquivados e ativos. Ao empilhar as folhas, isso representaria aproximadamente 230 metros de altura ou um prédio de 70 andares.
Tal esforço termina na reciclagem, após o prazo de guarda de cinco anos previsto em lei. Só no último ano, foram encaminhadas mais de 8,4 toneladas de papéis para descarte de processos e eliminação de documentos, assegurando a destinação adequada dos resíduos e o cumprimento das normativas presentes na LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).
“Em nossas ações, buscamos assegurar um tratamento ético, respeitoso, inclusivo e que atua de forma sustentável”, pontua o secretário-executivo do Procon Mato Grosso do Sul, Antonio José Angelo Motti. “Investimos na digitalização dos serviços e seguimos adotando soluções de consumo responsável”.
Lixo Zero
Com a adesão ao Projeto Sead Lixo Zero, outras iniciativas passaram a ser incorporadas no prédio sede do Procon Mato Grosso do Sul. Pontos para a coleta seletiva e de resíduos para compostagem, além de formação continuada, estimulam os cidadãos e servidores na adoção de práticas sustentáveis. O trabalho de sensibilização é coordenado na instituição pela servidora Ana Oyadomari.
Copos de plástico descartáveis deram espaço aos de papel reciclado, que podem ser compostados. Os resíduos orgânicos, inclusive, coletados entre agosto de 2025 e março de 2026, já se transformaram em mais de 226,5 quilos de adubo, distribuídos aos servidores.


A servidora Lia Teodoro Barbosa conta que a separação de materiais recicláveis mudou em casa depois das ações adotadas no Procon e das palestras promovidas por meio da Escola do Consumidor. “A minha hortinha está toda linda porque faço a compostagem e essa iniciativa ampliou meus conhecimentos”, comenta Lia.
Célia Sampaio, coordenadora do Projeto Sead Lixo Zero, lembra que a gestão sustentável de resíduos sólidos hoje opera como uma política institucional que não se restringe ao ambiente de trabalho, mas certamente tem um efeito replicador na vida das pessoas impactadas pelas ações e suas famílias.

Palestras de formação reforçam esse compromisso. Responsável pela manutenção, coleta de resíduos sólidos e pelo Programa Lixo Zero no Hospital São Julião, Bruno Maddalena trouxe o exemplo de uma unidade hospitalar para reafirmar que é possível adotar boas práticas, como as que estão sendo implementadas também no Procon Mato Grosso do Sul. Em sua avaliação, essa atitude e mobilização podem se converter em referência para outras instituições.
Kleber Clajus, Comunicação Procon/MS
Fotos: Kleber Clajus/ProconMS e Divulgação
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Policiamento restaurativo: 430 agentes são capacitados em iniciativa inédita com foco em povos indígenas
Como parte das ações estratégicas do Governo de Mato Grosso do Sul para fortalecer a relação de confiança entre as forças de segurança e os povos originários, teve início nesta quinta-feira (23) em Dourados o ciclo de formação em Justiça e Policiamento Restaurativo – Diálogo entre as Forças de Segurança e os Povos Indígenas. Até o dia 7 de maio, a equipe percorrerá cinco municípios e capacitará 430 agentes de segurança pública — policiais militares e civis, bombeiros militares e peritos oficiais.
Em Dourados, participam 110 profissionais. Já nos municípios de Naviraí, Ponta Porã, Aquidauana e Corumbá, serão 80 agentes em cada localidade. Essa iniciativa inédita integra uma série de ações transversais do Governo do Estado, realizadas pelas secretarias de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e da Cidadania (SEC).
Durante dois dias de imersão, os participantes terão contato com conceitos de Justiça Restaurativa, Policiamento Restaurativo e Policiamento Indígena, além de experiências nacionais e internacionais desenvolvidas no Canadá e nos Estados Unidos, adaptadas à realidade brasileira.
Na abertura hoje (23), em Dourados, o secretário de Estado da Cidadania, José Francisco Sarmento Nogueira, destacou que a formação representa o reconhecimento das diferenças, um olhar humano e sensível para os povos originários e a compreensão de que seus saberes são essenciais para a construção da sociedade e do Estado.
“Esse é um movimento que não se encerra aqui. Ele segue avançando para outros territórios, ampliando seu alcance e consolidando uma rede baseada na cultura de paz. O que estamos construindo é um caminho sólido, que reconhece a diversidade e aposta no diálogo como ferramenta central para uma sociedade mais justa, equilibrada e respeitosa para todos.”
O modelo apresentado aos servidores da segurança pública propõe uma atuação baseada no diálogo, na escuta ativa e na reparação de danos, priorizando a construção de soluções conjuntas e a promoção da cultura de paz, em substituição a práticas exclusivamente punitivas, conforme destaca a juíza federal Raquel Domingues do Amaral, coordenadora do Centro de Justiça Restaurativa (CEJURE-MS).
“O conceito de policiamento restaurativo vem da justiça restaurativa, porque a polícia está inserida no sistema de justiça. A justiça restaurativa é uma forma diferente, uma abordagem distinta de transformar os conflitos sociais. Enquanto a justiça retributiva, que é a que nós praticamos, se preocupa com a violação de normas e com a aplicação de penalidades, a justiça restaurativa se preocupa mais com os danos causados às pessoas, com as relações e com a reparação desses danos”, pontuou.
Com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (FESP), a formação é voltada exclusivamente a agentes de segurança pública estaduais. A primeira edição foi realizada em Campo Grande, em fevereiro deste ano, quando 35 profissionais foram capacitados. O sucesso da iniciativa levou a Sejusp a ampliar o projeto para cinco municípios com grande densidade de população indígena em Mato Grosso do Sul: Dourados, Naviraí, Ponta Porã, Aquidauana e Corumbá.
O superintendente de Segurança Pública da Sejusp, Tiago Macedo dos Santos, destaca que a iniciativa representa um avanço na forma de atuação das forças de segurança.
“A proposta é fortalecer uma atuação mais próxima das comunidades, baseada no diálogo e no respeito às especificidades culturais. Ao investir na formação dos nossos profissionais, ampliamos a capacidade de prevenir conflitos e promover soluções mais eficazes e duradouras, especialmente em contextos que exigem sensibilidade e integração com os povos indígenas.”
Nesta nova etapa, considerada inédita no mundo, além da qualificação dos profissionais, a iniciativa amplia o intercâmbio internacional e o diálogo transfronteiriço.
Em Corumbá, o convite será estendido a policiais da Bolívia. Já em Ponta Porã, a capacitação contará com a participação de profissionais do Paraguai. O curso também reúne palestrantes nacionais e internacionais, com representantes do Canadá, Reino Unido e Estados Unidos, além da participação de indígenas como agentes metodológicos.
Próximas edições:
Naviraí
Data: 27 e 28 de abril de 2026
Local: UEMS
Ponta Porã
Data: 29 e 30 de abril de 2026
Local: Faculdade Anhanguera
Aquidauana
Data: 4 e 5 de maio de 2026
Local: UEMS
Corumbá
Data: 6 e 7 de maio de 2026
Local: Hotel Nacional
Joilson Francelino, Comunicação Sejusp
Foto de capa: Matheus Carvalho/Cidadania
Galerias 1 e 2: Matheus Carvalho/Cidadania
Galeria 3: Victor Arguelho/Vice-governadoria
Fonte: Governo MS
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