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Shopping Campo Grande terá 150 novas lojas, mega lojas, restaurante e hotel

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Na última quinta-feira, 5 de setembro, autoridades, empresários e convidados se reuniram para o anúncio de um projeto ambicioso: a expansão do Shopping Campo Grande, o primeiro centro de compras de Mato Grosso do Sul, inaugurado há 35 anos. O evento, realizado no próprio shopping, contou com a presença do governador do estado, Eduardo Riedel, e do diretor-presidente da ALLOS, Rafael Sales. A promessa é clara: a modernização do shopping vai transformar a rotina dos moradores da capital, com novas lojas, restaurantes e um hotel, tornando-o ainda mais relevante para a economia local.

Mas o que parecia uma simples expansão de tijolos e argamassa é também um exercício de memória afetiva. O Shopping Campo Grande, que nasceu em 1989, já faz parte da paisagem e da vida de muitos sul-mato-grossenses. A jornalista Marisa Machado, mestre de cerimônias do evento, é um exemplo vivo dessa conexão. Em um momento de nostalgia, ela relembrou como seu pai usava os corredores do shopping para suas caminhadas diárias por recomendação médica, e aproveitava o ambiente para encontros com os netos. “É mais que um shopping, é parte da nossa história”, disse ela, emocionada.

Campo Grande ganhará expansão de shopping com 150 novas lojas e até hotel
Campo Grande ganhará expansão de shopping com 150 novas lojas e até hotel

Mais que um shopping, um símbolo – Eduardo Riedel, o governador, também tocou na importância simbólica do shopping. Para ele, o empreendimento é uma marca de crescimento e orgulho para o estado. “Há 35 anos, quando o Shopping Campo Grande foi inaugurado, foi um marco para nós. Agora, com essa expansão, vejo uma nova oportunidade de crescimento para Mato Grosso do Sul”, afirmou Riedel, sem economizar nos elogios. Ele destacou o papel do shopping como uma espécie de termômetro do poder de consumo local, um símbolo de desenvolvimento, além da importância do projeto na geração de empregos e atração de novas marcas para o estado.

Autoridades como o governador Eduardo Riedel participaram do anúncio, destacando a importância econômica da ampliação.
Eduardo Riedel, governador de MS, e Rafael Sales, diretor- presidente da ALLOS, no anuncio do projeto de expansão do Shopping Campo Grande.

De olho no futuro: mais lojas e um hotel – Para quem vê o Shopping Campo Grande apenas como um lugar para tomar um sorvete ou comprar um presente de última hora, o que vem pela frente é uma transformação considerável. O plano de expansão prevê um aumento substancial no número de lojas, passando de 149 para 300. Além disso, haverá quatro novos restaurantes, duas megalojas e uma semi-âncora – aquelas lojas que, sem serem as gigantes do varejo, têm um peso importante na estrutura do shopping.

A expansão do Shopping Campo Grande inclui 150 novas lojas, quatro restaurantes e um hotel.
A expansão do Shopping Campo Grande inclui 150 novas lojas, quatro restaurantes e um hotel.

E as novidades não param por aí. Um hotel será construído dentro do complexo, em uma jogada ousada que pretende transformar o shopping em uma plataforma de serviços e entretenimento de conveniência, conectando ainda mais pessoas ao local. A ideia, segundo Rafael Sales, é criar um espaço multifuncional, onde o consumidor possa resolver quase tudo sem precisar sair do perímetro. A ampliação, segundo ele, é uma forma de retribuir à cidade o que o shopping recebeu nas últimas décadas. “Esse projeto de expansão tem um apelo emocional muito forte. Ele devolve a Campo Grande o que o Shopping recebeu ao longo de sua história, gerando empregos, oportunidades e desenvolvimento”, disse Sales, em tom conciliador.

A memória como motor do crescimento – O Shopping Campo Grande é mais que um conjunto de lojas; ao longo dos anos, ele foi palco de eventos culturais que ajudaram a criar a identidade do local. Em seu início, era um centro de compras tímido, mas foi rapidamente absorvido pelo imaginário da cidade. Ao longo das décadas, o shopping se tornou o cenário de exposições, desfiles, shows e feiras de artistas regionais e nacionais. Chitãozinho & Xororó e Erasmo Carlos passaram por ali, mas talvez o exemplo mais tocante da relação entre o shopping e a cultura local seja o do cantor Gabriel Sater. Na cerimônia de expansão, Gabriel revelou que, em 1997, quando ainda não era profissional, seu primeiro show foi no Shopping Campo Grande. “É algo que guardo no coração. Estou muito feliz em fazer parte dessa nova fase”, disse o cantor, que é filho do famoso Almir Sater.

 Shopping Campo Grande
O Shopping Campo Grande foi inaugurado há 35 anos e tem uma conexão afetiva forte com a cidade.

Expansão e sustentabilidade – Se o shopping vai crescer, o impacto econômico será imediato. Hoje, o centro de compras já gera cerca de 2.500 postos de trabalho diretos e indiretos, e a expectativa é que esse número aumente substancialmente com a inauguração das novas lojas e operações. Além disso, Rafael Sales garantiu que a expansão está alinhada às diretrizes de sustentabilidade. O projeto segue os princípios da Agenda 2030 da ONU e se encaixa nas diretrizes de ESG (Environmental, Social and Governance), prometendo que o crescimento do shopping não será apenas numérico, mas também responsável.

A obra vai acrescentar 22.461 metros quadrados de área construída, dos quais 12.200 metros quadrados serão destinados às novas lojas. E, claro, haverá estacionamento ampliado. O novo deck parking vai oferecer 1.047 vagas, das quais 693 serão cobertas. O shopping, que já tinha passado por duas expansões anteriores, agora se consolida como o principal destino de compras e entretenimento do estado, mirando não só no público local, mas também em turistas e investidores de fora.

Shopping Campo Grande
O shopping já gera 2.500 empregos diretos e indiretos, número que deve aumentar consideravelmente com a expansão.

O que está em jogo? Por trás dos discursos otimistas, há também uma questão prática: o Shopping Campo Grande se adapta às mudanças no comportamento do consumidor. Nos últimos anos, o setor de shopping centers tem enfrentado desafios, principalmente com o crescimento do e-commerce. A expansão é, de certo modo, uma resposta a essa realidade. O projeto não se limita a construir mais lojas, mas a criar uma nova experiência de consumo, conectada com as tendências atuais, como a busca por conveniência e a valorização da experiência presencial, algo que o varejo online ainda não consegue oferecer por completo.

Rafael Sales, diretor-presidente do grupo ALLOS, responsável pela gestão do Shopping Campo Grande, foi o principal porta-voz do projeto de expansão.
Rafael Sales, diretor-presidente do grupo ALLOS, responsável pela gestão do Shopping Campo Grande, foi o principal porta-voz do projeto de expansão.

Rafael Sales afirmou que o novo conceito do shopping visa conectar pessoas, negócios e a sociedade diariamente. Em um mundo cada vez mais digital, onde tudo parece estar a um clique de distância, o Shopping Campo Grande quer reafirmar o valor do contato humano, das experiências físicas, do encontro no corredor ou na praça de alimentação.

No fim das contas, o que está sendo vendido aqui não é apenas uma nova ala de lojas ou um hotel: é uma experiência, um resgate da memória e a promessa de um futuro mais conectado – com a cidade, com as pessoas e com a história.

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Campo Grande

Casa Amarela celebra os 126 anos de Lídia Baís com exposição inédita de catálogo histórico

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Entre memória, arte e experiência sensível, a Casa Amarela realiza, na quarta-feira (22), em Campo Grande, a abertura do projeto “Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos”. A iniciativa marca os 126 anos de nascimento de Lídia Baís e integra a programação nacional que, neste ano, propõe o tema “Museus unindo um mundo dividido”.

A exposição segue aberta até o dia 23 de maio, com uma programação ampliada que transforma a Semana Nacional dos Museus em um verdadeiro mês de atividades na Casa Amarela, que fica situada na Rua dos Ferroviários, 118 – região central da Capital.

O grande destaque é a apresentação pública na quarta-feira (22), às 18h, do catálogo original da única exposição realizada por Lídia Baís em vida — um documento raro, sem data precisa, mas que se estima ter sido produzido entre as décadas de 1930 e 1935. “Trata-se de uma peça histórica, que nunca havia sido exibida dessa forma. Ela revela não apenas a produção artística da pintora, mas também registros da cena cultural e das relações que atravessavam aquele período”, destaca a idealizadora do projeto, Tatiana De Conto.

“O público encontra não apenas estética de Lídia, encontra a história viva de Campo Grande em espelho — um espaço de reconhecimento interno e de conexão com aquilo que ainda busca nome”, complementa Tatiana, que é também arteterapeuta e uma das gestoras da Casa Amarela, ao lado do artista Guido Drummond.

Lídia Baís: uma artista à frente de seu tempo

A programação que inicia na quarta-feira, 22 de abril, marca o nascimento de Lídia Baís, que completaria 126 anos. A abertura às 18h, com a exposição do catálogo histórico e o sarau “Unindo Mundos”, também celebra o Dia do Arteterapeuta. Esse último conta com  a parceria da Associação de Arteterapia do Estado de Mato Grosso do Sul (AATEMS).

“Nosso intuito é seguir por um mês com atividades que aprofundam o contato com o universo de Lídia. Tivemos a proposta ousada de estender a Semana dos Museus para um mês inteiro de programação, porque entendemos que uma semana seria muito pouco para trabalhar a vida da artista”, afirma Guido Drummond.

Ao longo de maio, nos dias 6,13 e 22, a programação inclui oficinas de arteterapia ministradas por Tatiana De Conto, baseadas em seu livro “Lídia Baís, uma mulher à frente de seu tempo”, lançado em 2023.

“A arteterapia utiliza processos criativos como forma de escuta e elaboração emocional. Nas oficinas, trabalhamos a partir da vida e da obra de Lídia para acessar questões internas, memória e identidade. São experiências que convidam à criação e ao encontro consigo e com o outro”, explica Tatiana.

As oficinas propõem experiências de criação a partir da escrita, da costura e da assemblagem — técnica artística que reúne diferentes materiais e objetos recicláveis— como caminhos de expressão e elaboração simbólica.
Toda a programação dialoga com a Semana Nacional dos Museus, realizada oficialmente em todo o Brasil entre os dias 18 e 24 de maio, mas que, na Casa Amarela, ganha uma dimensão ampliada.

“Antecipamos o início das atividades para abril e estendemos a Semana dos Museus – de 22 de abril a 23 de maio – porque entendemos que uma semana seria pouco para trabalhar a potência da obra de Lídia e a importância dessa data”, justifica Guido.

A iniciativa reforça ainda o papel da Casa Amarela como museu de território e arte urbana — um espaço que vai além da estrutura física e se conecta com as memórias e vivências da comunidade. Desde 2017, o local se tornou Museu de Arte Urbana (MUAU) e atua na valorização da arte e das narrativas que constroem a identidade cultural da Capital. A programação da Semana dos Museus está disponível pelo Instagram @casa.amarela.muau e as inscrições das oficinas pelo telefone (67) 9 9189-7034 – Whatsapp.

Serviço


Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos


Casa Amarela – Rua dos Ferroviários, 118 – região central de Campo Grande (MS)

22 de abril (quarta-feira)
* Abertura da exposição – Catálogo de obras de Lídia Baís (18h)
* Sarau “Unindo Mundos” – Dia do Arteterapeuta

6, 13 e 20 de maio (quartas-feiras)
* Oficina arteterapêutica “Tempos do feminino – pontes em Lídia Baís”

23 de maio (sábado)
* Exibição de documentários – Projeto Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário

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Campo Grande

Festival da Juventude 2026 reúne milhares de pessoas e consolida protagonismo jovem na cultura sul-mato-grossense

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Fotos: Vaca Azul

Durante três dias, o Festival da Juventude 2026 reuniu 27.505 pessoas, entre público presencial e virtual, consolidando-se como um dos principais eventos culturais voltados à juventude no estado. Entre os dias 26 e 28 de março, o campus da UFMS em Campo Grande/MS a foi atravessado por múltiplas linguagens — literatura, teatro, dança, cinema, música, circo, tecnologia e cultura urbana — em uma programação gratuita que colocou a juventude no centro da criação artística.

Mais do que números, o festival revelou a potência de uma geração que escreve, performa, filma, debate e ocupa espaços com suas próprias narrativas.

A programação reuniu artistas e nomes de destaque nacional e regional, como Ney Matogrosso, que recebeu o título de Doutor Honoris Causa durante a abertura oficial e participou de uma palestra-show histórica; Chico Chico, que encerrou o festival com o show “Let It Burn – Deixa Arder”; Maria Homem e Geni Nuñez, que trouxeram reflexões sobre juventude, subjetividade e contemporaneidade; além de artistas como Karla Coronel, MC Anarandá, MC Miliano, Serena MC, Orquestra Indígena, Samba do Caramelo, Grupo Sobrevento, Teatro Imaginário Maracangalha, Circo do Mato, Jackeline Mourão, Cia Pisando Alto e outros.

Juventude em movimento, criação e escuta

O festival também se afirmou como espaço de formação e pensamento crítico, com oficinas conduzidas por nomes como Shirley Cruz, Joel Pizzini, Monique Malcher e Vinicius Barbosa, além de mesas de debate, rodas de conversa e o Fórum da Juventude, que reuniu jovens para contribuir na construção de políticas públicas.

Proposto pela Subsecretaria de Políticas Públicas para Juventude dentro da programação do festival, o Fórum se consolidou como um espaço de escuta ampliada e participação ativa, reunindo diferentes juventudes em um mesmo território de diálogo.

Para o subsecretário de Políticas Públicas para Juventude de MS, Jessé Fragoso da Cruz, realizar o Fórum dentro do Festival da Juventude potencializou o encontro e a participação.

“A importância é justamente reunir essas juventudes em um grande evento. Tínhamos representatividades indígenas, quilombolas, periféricas, entre outras, em um mesmo espaço. Não só para o fórum, mas também para celebrar o que estava acontecendo no festival. Isso cria um ambiente de pertencimento, onde os jovens se sentem à vontade para falar, problematizar e participar”.

Segundo ele, as discussões revelaram a diversidade de realidades que compõem a juventude sul-mato-grossense, trazendo demandas que vão desde questões estruturais até temas emergentes.

“Assim como existem vários Brasis dentro do Brasil, existem várias juventudes dentro da juventude sul-mato-grossense. Surgiram propostas importantes sobre empregabilidade, educação e qualificação profissional, mas também com muita força temas como saúde mental, que é um desafio atual, além de meio ambiente, sustentabilidade, cultura e participação social”.

Jessé também destaca que o Fórum tem impacto direto na construção de políticas públicas no estado. “Essas contribuições impactam de forma crucial a atualização do Plano Estadual da Juventude. É a partir dessas escutas, realizadas nas diferentes regiões e culminando no festival, que conseguimos construir um plano que não nasce do gabinete, mas daquilo que os jovens realmente apontam como prioridade. É um impacto direto na formação e execução das políticas públicas”.

Alcance ampliado e presença digital

Além do público presente nos espaços da UFMS, o Festival da Juventude também alcançou milhares de pessoas por meio das transmissões online. Somente a cerimônia do título de Doutor Honoris Causa e a apresentação de Ney Matogrosso reuniu cerca de 4 mil espectadores ao vivo no canal da TV UFMS no YouTube.

Ao considerar o público total por atividade, incluindo concursos, espetáculos, oficinas, debates, transmissões e votações, o festival chegou a 27.505 pessoas, demonstrando sua capacidade de mobilização tanto presencial quanto digital.

Um território que permanece

Mais do que um evento pontual, o Festival da Juventude 2026 deixa como legado um território simbólico onde a juventude é autora, protagonista e agente de transformação. Ao ocupar a universidade com arte, pensamento e criação, o festival reafirma que a cultura é também um espaço de formação, de pertencimento e de construção coletiva de futuro.

O Festival da Juventude foi uma realização do Instituto Curumins em parceria com a UFMS e com o Ministério da Cultura, que efetiva convênio por meio de emenda destacada pelo deputado federal Vander Loubet, além do apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura Lei Rouanet, Fundo Nacional de Cultura e Governo do Brasil. Tem o apoio da Secretaria de Estado da Cidadania, Subsecretaria da Juventude, Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Secretaria de Estado da Educação, Fundação de Cultura, Educativa MS, Governo de MS, senadora Soraya Thronicke, deputada federal Camila Jara e Águas Guariroba.

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