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Festival da Juventude 2026 reúne milhares de pessoas e consolida protagonismo jovem na cultura sul-mato-grossense

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Fotos: Vaca Azul

Durante três dias, o Festival da Juventude 2026 reuniu 27.505 pessoas, entre público presencial e virtual, consolidando-se como um dos principais eventos culturais voltados à juventude no estado. Entre os dias 26 e 28 de março, o campus da UFMS em Campo Grande/MS a foi atravessado por múltiplas linguagens — literatura, teatro, dança, cinema, música, circo, tecnologia e cultura urbana — em uma programação gratuita que colocou a juventude no centro da criação artística.

Mais do que números, o festival revelou a potência de uma geração que escreve, performa, filma, debate e ocupa espaços com suas próprias narrativas.

A programação reuniu artistas e nomes de destaque nacional e regional, como Ney Matogrosso, que recebeu o título de Doutor Honoris Causa durante a abertura oficial e participou de uma palestra-show histórica; Chico Chico, que encerrou o festival com o show “Let It Burn – Deixa Arder”; Maria Homem e Geni Nuñez, que trouxeram reflexões sobre juventude, subjetividade e contemporaneidade; além de artistas como Karla Coronel, MC Anarandá, MC Miliano, Serena MC, Orquestra Indígena, Samba do Caramelo, Grupo Sobrevento, Teatro Imaginário Maracangalha, Circo do Mato, Jackeline Mourão, Cia Pisando Alto e outros.

Juventude em movimento, criação e escuta

O festival também se afirmou como espaço de formação e pensamento crítico, com oficinas conduzidas por nomes como Shirley Cruz, Joel Pizzini, Monique Malcher e Vinicius Barbosa, além de mesas de debate, rodas de conversa e o Fórum da Juventude, que reuniu jovens para contribuir na construção de políticas públicas.

Proposto pela Subsecretaria de Políticas Públicas para Juventude dentro da programação do festival, o Fórum se consolidou como um espaço de escuta ampliada e participação ativa, reunindo diferentes juventudes em um mesmo território de diálogo.

Para o subsecretário de Políticas Públicas para Juventude de MS, Jessé Fragoso da Cruz, realizar o Fórum dentro do Festival da Juventude potencializou o encontro e a participação.

“A importância é justamente reunir essas juventudes em um grande evento. Tínhamos representatividades indígenas, quilombolas, periféricas, entre outras, em um mesmo espaço. Não só para o fórum, mas também para celebrar o que estava acontecendo no festival. Isso cria um ambiente de pertencimento, onde os jovens se sentem à vontade para falar, problematizar e participar”.

Segundo ele, as discussões revelaram a diversidade de realidades que compõem a juventude sul-mato-grossense, trazendo demandas que vão desde questões estruturais até temas emergentes.

“Assim como existem vários Brasis dentro do Brasil, existem várias juventudes dentro da juventude sul-mato-grossense. Surgiram propostas importantes sobre empregabilidade, educação e qualificação profissional, mas também com muita força temas como saúde mental, que é um desafio atual, além de meio ambiente, sustentabilidade, cultura e participação social”.

Jessé também destaca que o Fórum tem impacto direto na construção de políticas públicas no estado. “Essas contribuições impactam de forma crucial a atualização do Plano Estadual da Juventude. É a partir dessas escutas, realizadas nas diferentes regiões e culminando no festival, que conseguimos construir um plano que não nasce do gabinete, mas daquilo que os jovens realmente apontam como prioridade. É um impacto direto na formação e execução das políticas públicas”.

Alcance ampliado e presença digital

Além do público presente nos espaços da UFMS, o Festival da Juventude também alcançou milhares de pessoas por meio das transmissões online. Somente a cerimônia do título de Doutor Honoris Causa e a apresentação de Ney Matogrosso reuniu cerca de 4 mil espectadores ao vivo no canal da TV UFMS no YouTube.

Ao considerar o público total por atividade, incluindo concursos, espetáculos, oficinas, debates, transmissões e votações, o festival chegou a 27.505 pessoas, demonstrando sua capacidade de mobilização tanto presencial quanto digital.

Um território que permanece

Mais do que um evento pontual, o Festival da Juventude 2026 deixa como legado um território simbólico onde a juventude é autora, protagonista e agente de transformação. Ao ocupar a universidade com arte, pensamento e criação, o festival reafirma que a cultura é também um espaço de formação, de pertencimento e de construção coletiva de futuro.

O Festival da Juventude foi uma realização do Instituto Curumins em parceria com a UFMS e com o Ministério da Cultura, que efetiva convênio por meio de emenda destacada pelo deputado federal Vander Loubet, além do apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura Lei Rouanet, Fundo Nacional de Cultura e Governo do Brasil. Tem o apoio da Secretaria de Estado da Cidadania, Subsecretaria da Juventude, Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Secretaria de Estado da Educação, Fundação de Cultura, Educativa MS, Governo de MS, senadora Soraya Thronicke, deputada federal Camila Jara e Águas Guariroba.

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Campo Grande

Corrida no bairro Santa Inês vira encontro de superação para quem não se deixa vencer pela idade

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Completar 83 anos correndo. Foi assim que Zulmira Yamaha celebrou o aniversário neste domingo (27), durante a etapa do Circuito Sesc de Corridas no bairro Santa Inês, em Campo Grande. A prova teve largada em frente ao Parque Villaggio Santa Inês e reuniu pessoas de diferentes idades para percursos de 5 km de corrida e 3 km de caminhada.

Zulmira começou a correr aos 60 anos. Em casa, cuida de dois netos e do marido, que tem demência. A rotina de cuidados dificulta os treinos, mas ela faz questão de participar das provas. “Para mim é muito importante. Cuido de dois netos, do meu marido, fico muito em casa e não treino. Eu vim na loucura correr”, conta. “Eu não treino, mas venho. Falo para o meu filho: ‘Pelo amor de Deus, marca a minha corrida’. Corrida é saúde e alegria. Te dá forças pra viver’”.

Para Zulmira, participar das provas também é uma maneira de sair da rotina e aliviar o estresse. “Eu esqueço um pouco do estresse, sabe?”, disse. Ao falar da própria trajetória, destaca que não pretende parar: “Comecei com 60. Agora estou com 83 e não vou parar”. Ela aproveitou para incentivar outras mulheres a praticar o esporte: “A mulherada tem que correr”.

A disposição da aniversariante inspira a amiga Iraci Sousa, de 65 anos. Professora aposentada e participante frequente das etapas do Sesc, Iraci guarda uma lembrança especial do Santa Inês: conquistou no bairro seu primeiro troféu em uma corrida de cinco quilômetros há 4 anos. “A minha primeira corrida foi aqui. E meu primeiro troféu também. Era esse percurso mesmo, cinco quilômetros. É incrível poder voltar, relembrar”, recorda. Sobre Zulmira, teceu elogios: “Ela é minha inspiração. Eu quero ser igual à Zulmira. Ela começou a correr na minha idade”.

Zulmira e a amiga, Iraci, durante a corrida neste fim de semana (Foto: Divulgação)

Ao voltar ao Santa Inês, Iraci percebeu as mudanças na região desde sua primeira participação. “Gostei muito. Na primeira corrida que fiz aqui ainda estava tudo sem construção, só tinha o condomínio. Agora está muito bom”.

O percurso no Villaggio Santa Inês também recebeu elogios de João Aires, de 61 anos. Corredor desde 1982 e morador da Mata do Jacinto, ele participou pela primeira vez de uma etapa no bairro. “Gostei demais do percurso. O percurso é excelente, o bairro é muito bom, bastante segurança. Já conhecia, já vim treinar aqui. É um ótimo lugar. Se tiver mais eventos aqui, venho participar com o maior prazer”, ressalta.

João afirma que a corrida o ajudou a emagrecer nove quilos e a melhorar seu tempo nas provas. Ele também participa de um grupo de treinamento funcional e vê nos eventos uma oportunidade de reencontrar outros atletas. “Para mim foi excelente. Melhorei muito o meu tempo, graças a Deus. A corrida é um esporte em que você está contra você mesmo. E é ótimo rever os amigos antigos. O pessoal está firme e forte, e o nosso objetivo é correr. Um lugar desses dá ânimo para todo mundo continuar”.

João corre há mais de 40 anos (Foto: Divulgação)

Resultados dos 5 km

Na classificação geral feminina, Andreia Rocha conquistou o primeiro lugar, seguida por Jessica de Oliveira do Prado, em segundo, e Cristiane Carretoni, em terceiro. Fernanda Paiva Bastos Pereira ficou na quarta posição, e Érika Carvalho completou as cinco primeiras colocadas.

Na classificação geral masculina, Cristhian Anderson venceu a prova. Wesley Batista Rolon terminou em segundo lugar, Marcos de Souza Pinheiro em terceiro, Gustavo Bueno Carreira em quarto e Adriel Lincoln em quinto.

Entre as comerciárias, Prícila Romero de Oliveira ficou em primeiro lugar. Josiane Queiroz conquistou a segunda posição, Rafaela Lobato a terceira, Daniela Ota a quarta e Clarice da Silva Tavares a quinta.

Na categoria comerciários, Marcos Vinicius Sena Correa venceu, seguido por Gabriel Lima Lacerda, em segundo lugar, Fabio Alberto, em terceiro, Edson Macena, em quarto, e Samuel da Silva Santos, em quinto.

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Campo Grande

Com parceria do Senai, Energisa abre 33 vagas para oportunidade de primeiro emprego em Campo Grande

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A Energisa, em parceria com o Senai, está com 33 vagas abertas para jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho e se qualificar profissionalmente. O programa oferece duas trilhas de formação técnica: Técnico em Eletrotécnica e Técnico em Logística. Ao longo do processo seletivo, os candidatos poderão indicar a trilha que mais combina com seus interesses e disponibilidade.

As inscrições seguem abertas até 30 de setembro e podem ser feitas pelo link https://grupoenergisa.gupy.io/jobs/12469460.

O programa oferece benefícios como vale-transporte e vale-alimentação, além de remuneração compatível com o mercado de trabalho. As aulas têm início previsto para novembro.

Para participar do processo seletivo, é necessário ter ensino médio completo, ter entre 18 e 24 anos e disponibilidade para atuar de segunda a sexta-feira, em horário comercial. Durante o programa, os jovens atuam na empresa no período da manhã, colocando em prática os conhecimentos adquiridos, e participam das aulas teóricas no Senai à tarde.

Segundo Evelyn Thomas, analista de Recursos Humanos da Energisa MS, o programa é um passo importante na formação de novos talentos.

“É uma excelente oportunidade para adquirir experiência prática, participar de capacitações e conhecer de perto o funcionamento de uma empresa de grande porte. Muitos profissionais da Energisa começaram como aprendizes e seguiram carreira conosco”, destaca.

A presença feminina está cada vez mais presente no setor elétrico. A técnica em eletrotécnica da Energisa Mato Grosso do Sul, Cibele Mendes, é uma das profissionais que iniciaram sua trajetória na empresa como jovem aprendiz.

“Foi minha primeira experiência de trabalho. Durante o curso, fui amadurecendo e crescendo. No final, me formei e surgiu uma vaga. O curso foi uma porta de entrada para outras oportunidades, como a vaga efetiva. E é bom ver mulheres em novos espaços”, afirma Cibele.

Inscrições

Os interessados podem se inscrever até 30 de setembro pelo link: https://grupoenergisa.gupy.io/jobs/12469460

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