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Educação

Mário Grespan Neto é eleito conselheiro da UNDIME estadual

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O Secretário de Educação e Cultura de Três Lagoas, professor Mário Grespan Neto, foi eleito conselheiro da União dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) de Mato Grosso do Sul, tornando-se representante do Estado na UNDIME nacional. A eleição aconteceu no mês de março, em Campo Grande, durante o 12º Fórum Estadual da UNDIME MS, e discutiu “Gestão Municipal: formação e reflexão”.

O Fórum teve como objetivo promover a eleição do novo biênio e debater a importância da gestão pública para garantir o cumprimento do direito à educação de todos, e também qualificar o processo da gestão municipal. Para conduzir o processo eleitoral, foi formada uma Comissão de Dirigentes Municipais de Educação de cinco municípios: Japorã, Rio Brilhante, Amambai, Anaurilândia e Coronel Sapucaia.

Para Grespan a indicação do seu nome para o conselho é uma forma de reconhecimento do trabalho realizado na Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC). “É gratificante. Mas sempre ressalto que meu trabalho é uma união de forças. Sem o apoio de cada parceiro na SEMEC o meu trabalho não seria possível”.

O secretário falou também dos desafios e responsabilidades da educação. “Minha luta, não apenas como secretário, mas como educador, é a implantação do Fundo Municipal de Educação em todos os municípios do país. É meu objetivo de vida. Pois, particularmente, acredito que entre as responsabilidades do cidadão e educador é lutar pela educação melhor”, finalizou o secretário.

O professor Mário Grespan Neto também foi eleito por duas vezes consecutivas vice-presidente da UNDIME-MS e uma das vezes atuou como presidente. Agora ocupa lugar na diretoria como conselheiro, eleito por outros secretários de educação dos municípios sul-mato-grossenses.

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Educação

Dia Mundial da Educação: por que aprender na vida adulta parece tão difícil?

Vergonha de errar, medo do julgamento e excesso de estímulos digitais podem sabotar o aprendizado depois dos 30

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Aprender algo novo na fase da vida adulta, como um idioma, uma habilidade profissional ou até mesmo um novo hobby, pode ser mais desafiador do que na juventude. Por mais que muitos associem essa dificuldade com a idade, especialistas explicam que fatores emocionais e comportamentais podem ter uma parcela de “responsabilidade” nesse processo.

Aproveitando que em 28 de abril é Dia Mundial da Educação, a neurocientista Carol Garrafa dá ênfase aos desafios pouco discutidos que impactam diretamente na capacidade de aprendizado dos adultos, como o medo de errar, a vergonha do julgamento social e o excesso de multitarefa digital.

Segundo a especialista, o cérebro adulto possui a capacidade de aprender, mas algumas barreiras psicológicas acabam interferindo e atrasando esse processo.

“O cérebro mantém sua capacidade de adaptação ao longo da vida, um fenômeno conhecido como neuroplasticidade. O problema é que, na vida adulta, muitos fatores emocionais entram em cena. Vergonha de errar, medo de parecer incompetente ou receio de julgamento social acabam fazendo com que muitas pessoas evitem situações de aprendizado”, explica Carol.

Medo de errar trava o aprendizado

Na infância, ouvimos muito que errar faz parte do processo natural de aprender. Diferentemente do que se prega durante a vida adulta, na qual o erro passa a ser associado a incompetência ou fracasso, especialmente em ambientes profissionais. Esse receio excessivo leva muitas pessoas a evitarem desafios cognitivos, o que diminui as oportunidades de desenvolver novas habilidades.

“Aprender exige tentativa, erro e repetição. Quando o adulto passa a evitar o erro por vergonha ou medo de julgamento, ele interrompe um mecanismo fundamental do aprendizado. O cérebro precisa dessa experimentação para consolidar novas conexões neurais”, afirma a neurocientista.

Multitarefa digital prejudica a retenção de informações

Outro hábito que impacta diretamente o aprendizado é a prática comum na sociedade contemporânea de realizar várias tarefas ao mesmo tempo, principalmente com o uso constante de dispositivos digitais. Alternar entre e-mails, mensagens, redes sociais e outras atividades cria uma sobrecarga cognitiva que dificulta moldar e digerir o conhecimento.

“O cérebro tem dificuldade em realizar muitas tarefas complexas simultaneamente. Na verdade, ele alterna rapidamente entre elas. Cada mudança de foco exige um gasto de energia cognitiva e interrompe o processo de consolidação da informação, o que reduz a retenção do conteúdo aprendido”, explica Carol.

Essa dinâmica pode afetar especialmente adultos que tentam estudar enquanto lidam com múltiplas demandas profissionais e pessoais.

O cérebro adulto pode aprender

Mesmo com os desafios citados anteriormente, especialistas afirmam que o aprendizado ao longo da vida continua sendo possível e extremamente benéfico para a saúde cognitiva. Estimular o cérebro com novas habilidades, estudos ou atividades intelectuais fortalece conexões neurais, melhora a memória e até reduz o risco de declínio cognitivo.

Por isso, resgatar a curiosidade e encarar o erro como parte do processo é essencial. “Aprender algo novo exige foco, prática e disposição para sair da zona de conforto que, na verdade, deveria ser chamada de ‘zona de conformismo’, já que muitas pessoas não estão confortáveis, mas sim conformadas e estagnadas”, explica Carol. “Quando o adulto compreende isso, o cérebro responde positivamente e segue se adaptando e aprendendo”, completa.

Sobre Carol Garrafa

Engenheira de formação, com especialização em Neurociência e MBA em Finanças além de MBA na EM Lyon (França), Carol Garrafa é a idealizadora do Método Santé, iniciativa que já transformou equipes corporativas e impactou milhares de pessoas ao integrar propósito, produtividade e bem-estar.  É autora do livro People Skills: uma vida de propósito (Editora Dialética). Palestrante, mentora e conselheira de empresas, leva sua experiência em estratégia e People Skills como ferramenta de potencialização dos cérebros e resultados para o ecossistema corporativo. Antes de dedicar-se ao estudo profundo do comportamento humano, construiu uma carreira sólida no mercado financeiro, atuando em instituições como Itaú Unibanco e Coca-Cola, onde liderou áreas ligadas à estratégia e negócios digitais.

Sobre a Santé

A Santé é uma consultoria especializada em People Skills e neurociência aplicada à liderança, fundada por Carol Garrafa. Com metodologia própria, a empresa atua no desenvolvimento humano dentro das organizações, promovendo equilíbrio entre performance, propósito e bem-estar. Já impactou mais de um milhão de pessoas e mais de 150 empresas, entre elas TikTok, iFood, Azul, Itaú, Porsche Consulting e Bayer. A Santé acredita que “felicidade gera lucratividade”, e que o verdadeiro sucesso nasce quando líderes aprendem a equilibrar razão, emoção e propósito.

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Educação

Mato Grosso do Sul tem 4,9 mil pessoas formadas em novas tecnologias através de programa do Ministério das Comunicações

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Foto: Peter Neylon/MCom

Aprender a mexer no computador, consertar celular ou até dar os primeiros passos na programação já mudou a vida de 4,9 mil pessoas no Mato Grosso do Sul. Elas fazem parte de um grupo crescente de brasileiros que estão encontrando novas oportunidades de trabalho por meio do programa Computadores para Inclusão, do Ministério das Comunicações.

A iniciativa aposta na capacitação gratuita em tecnologia como ferramenta para gerar renda, inclusão social e acesso ao mercado de trabalho, especialmente para quem mais precisa. Só em abril, o programa atingiu a marca de 80 mil pessoas formadas em todo o país. Os cursos vão do básico ao avançado: desde introdução à informática até Excel, design, programação, manutenção de computadores e conserto de smartphones. Tudo pensado para preparar os alunos para a realidade do mercado.

“É uma iniciativa que abre portas para jovens em busca do primeiro emprego; permite que adultos se reinventem e aprimorem o currículo em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo; e ainda possibilita que pessoas da melhor idade estejam inseridas no ambiente digital com mais autonomia no dia a dia, sem depender da ajuda de familiares. O programa é inclusivo e não deixa ninguém de fora da era digital”, disse Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações.

É nos CRCs do Ministério das Comunicações, distribuídos em quase todas as capitais e cidades estratégicas, que está um dos diferenciais do programa: unir capacitação profissional à sustentabilidade. Nestes locais, alunos de baixa renda aprendem, na prática, em cursos como o de manutenção de computadores, a recuperar “lixo eletrônico” de órgãos públicos e instituições. Os equipamentos, que antes seriam descartados, ganham vida nova e são destinados a escolas públicas, associações e comunidades que não têm acesso à tecnologia, ampliando o impacto social da iniciativa.

O coordenador de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, Gustavo André Lima, destacou que, de Norte a Sul do Brasil, o programa reúne histórias de pessoas que nunca tinham utilizado um computador e que, por meio da iniciativa, enfrentaram o medo da tecnologia, se superaram e, em alguns casos, se tornaram instrutores dentro do próprio programa.

“Hoje, é muito importante que todos saibam usar aplicativos de celular, acessar arquivos e pastas no computador e utilizar a internet de forma geral. O Brasil ainda tem regiões carentes de letramento digital. O programa busca justamente combater esse abismo digital e democratizar o acesso às tecnologias em todas as regiões, desde as mais remotas até as capitais, onde, ainda assim, há relatos de pessoas que nunca utilizaram um mouse”, disse Gustavo.

Além de levar letramento digital e formar cidadãos de todas as idades em novas tecnologias, a meta do Ministério das Comunicações é ampliar ainda mais o alcance do programa, levando capacitação e acesso digital a um número cada vez maior de brasileiros.

Ascom MCom

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