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Educação

Estudantes do IFMS participam de feira científica nos Estados Unidos

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Até sexta-feira, 15, o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) participa da edição 2015 da Intel ISEF (Feira Internacional de Ciências e Engenharia), realizada em Pittsburgh (EUA). Seis estudantes e dois professores apresentam projetos de pesquisa na feira, considerada a maior competição científica de ensino médio do mundo.
Nos cinco dias do evento, são esperados cerca de 1.700 estudantes de nível médio de mais de 70 países. Os participantes concorrem a U$ 5 milhões em bolsas de estudos e prêmios em 14 categorias.
O IFMS levou ao evento os projetos “Termociclador de baixo custo para amplificação de DNA”, aparelho que pode reduzir custos e ampliar o acesso a exames clínicos associados ao DNA, desenvolvido pelo estudante Luiz Fernando Borges, do Câmpus Aquidauana; e o “AutoGuardian”, dispositivo para simulação de acidentes de trânsito que permite o embasamento da análise feita pela perícia, das estudantes Mariana Chermont e Bruna Rodrigues, do Câmpus Nova Andradina.
O terceiro projeto é a “Miniplataforma de coleta de dados agrometeorológicos: utilizando tecnologias computacionais livres”, criada pelos estudantes Eduardo Campos, Lucas Moraes e Pedro Rocha, do Câmpus Campo Grande, para auxiliar o processo de cultivo em propriedades rurais.
De acordo com o chefe da delegação do IFMS, professor Rodrigo Duran, no segundo dia do evento os estudantes já se mostram à vontade em solo norte-americano.
“Os alunos já se adaptaram ao país, estão falando inglês e aproveitando a oportunidade de conhecer um lugar tão diferente da realidade deles, além de pessoas de todo o mundo. As primeiras impressões são de assombro, pois o evento é muito grande, e também de muita responsabilidade em representar o Brasil”, relata Duran.
O professor Jiyan Yari, do Câmpus Campo Grande, também acompanha os estudantes. A delegação do IFMS compartilha a experiência em um blog. O endereço é diariodaciencia.edublogs.org/.
Preparação – Nos dias 11 e 25 de abril, a delegação participou de workshops de preparação para a Intel ISEF no Instituto de Química da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), na Capital, promovido pelo Grupo Arandú, da Feira de Tecnologias, Ciências e Engenharias de Mato Grosso do Sul (FETECMS).
Na ocasião, tiveram a oportunidade de apresentar os projetos de pesquisa e responder a perguntas em inglês, além de receber dicas de professores participantes.
Entre 6 e 8 de maio, em São Paulo, os estudantes do IFMS se reuniram com outros integrantes da delegação brasileira, durante o 6º Workshop Nacional Preparatório para a Intel ISEF, oferecido pelo Laboratório de Sistemas Integráveis da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
Intel – É organizada desde 1950 pela Society for Science & the Public, organização sem fins lucrativos que atua em prol da ciência. Por meio de edital de seleção, o IFMS ofertou auxílio financeiro para a viagem.
A classificação dos projetos do IFMS para a Intel ISEF foi conquistada durante a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada em março, em São Paulo, e na Mostra Brasileira e Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), promovida em Novo Hamburgo (RS), em outubro do ano passado.
No ano passado, três estudantes e uma docente do Instituto estiveram na Intel ISEF. Na ocasião, um dos projetos apresentados, do Câmpus Coxim, foi premiado.
Mais informações estão disponíveis na página do evento (em inglês), no endereço student.societyforscience.org/intel-isef.
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Educação

Dia Mundial da Educação: por que aprender na vida adulta parece tão difícil?

Vergonha de errar, medo do julgamento e excesso de estímulos digitais podem sabotar o aprendizado depois dos 30

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Aprender algo novo na fase da vida adulta, como um idioma, uma habilidade profissional ou até mesmo um novo hobby, pode ser mais desafiador do que na juventude. Por mais que muitos associem essa dificuldade com a idade, especialistas explicam que fatores emocionais e comportamentais podem ter uma parcela de “responsabilidade” nesse processo.

Aproveitando que em 28 de abril é Dia Mundial da Educação, a neurocientista Carol Garrafa dá ênfase aos desafios pouco discutidos que impactam diretamente na capacidade de aprendizado dos adultos, como o medo de errar, a vergonha do julgamento social e o excesso de multitarefa digital.

Segundo a especialista, o cérebro adulto possui a capacidade de aprender, mas algumas barreiras psicológicas acabam interferindo e atrasando esse processo.

“O cérebro mantém sua capacidade de adaptação ao longo da vida, um fenômeno conhecido como neuroplasticidade. O problema é que, na vida adulta, muitos fatores emocionais entram em cena. Vergonha de errar, medo de parecer incompetente ou receio de julgamento social acabam fazendo com que muitas pessoas evitem situações de aprendizado”, explica Carol.

Medo de errar trava o aprendizado

Na infância, ouvimos muito que errar faz parte do processo natural de aprender. Diferentemente do que se prega durante a vida adulta, na qual o erro passa a ser associado a incompetência ou fracasso, especialmente em ambientes profissionais. Esse receio excessivo leva muitas pessoas a evitarem desafios cognitivos, o que diminui as oportunidades de desenvolver novas habilidades.

“Aprender exige tentativa, erro e repetição. Quando o adulto passa a evitar o erro por vergonha ou medo de julgamento, ele interrompe um mecanismo fundamental do aprendizado. O cérebro precisa dessa experimentação para consolidar novas conexões neurais”, afirma a neurocientista.

Multitarefa digital prejudica a retenção de informações

Outro hábito que impacta diretamente o aprendizado é a prática comum na sociedade contemporânea de realizar várias tarefas ao mesmo tempo, principalmente com o uso constante de dispositivos digitais. Alternar entre e-mails, mensagens, redes sociais e outras atividades cria uma sobrecarga cognitiva que dificulta moldar e digerir o conhecimento.

“O cérebro tem dificuldade em realizar muitas tarefas complexas simultaneamente. Na verdade, ele alterna rapidamente entre elas. Cada mudança de foco exige um gasto de energia cognitiva e interrompe o processo de consolidação da informação, o que reduz a retenção do conteúdo aprendido”, explica Carol.

Essa dinâmica pode afetar especialmente adultos que tentam estudar enquanto lidam com múltiplas demandas profissionais e pessoais.

O cérebro adulto pode aprender

Mesmo com os desafios citados anteriormente, especialistas afirmam que o aprendizado ao longo da vida continua sendo possível e extremamente benéfico para a saúde cognitiva. Estimular o cérebro com novas habilidades, estudos ou atividades intelectuais fortalece conexões neurais, melhora a memória e até reduz o risco de declínio cognitivo.

Por isso, resgatar a curiosidade e encarar o erro como parte do processo é essencial. “Aprender algo novo exige foco, prática e disposição para sair da zona de conforto que, na verdade, deveria ser chamada de ‘zona de conformismo’, já que muitas pessoas não estão confortáveis, mas sim conformadas e estagnadas”, explica Carol. “Quando o adulto compreende isso, o cérebro responde positivamente e segue se adaptando e aprendendo”, completa.

Sobre Carol Garrafa

Engenheira de formação, com especialização em Neurociência e MBA em Finanças além de MBA na EM Lyon (França), Carol Garrafa é a idealizadora do Método Santé, iniciativa que já transformou equipes corporativas e impactou milhares de pessoas ao integrar propósito, produtividade e bem-estar.  É autora do livro People Skills: uma vida de propósito (Editora Dialética). Palestrante, mentora e conselheira de empresas, leva sua experiência em estratégia e People Skills como ferramenta de potencialização dos cérebros e resultados para o ecossistema corporativo. Antes de dedicar-se ao estudo profundo do comportamento humano, construiu uma carreira sólida no mercado financeiro, atuando em instituições como Itaú Unibanco e Coca-Cola, onde liderou áreas ligadas à estratégia e negócios digitais.

Sobre a Santé

A Santé é uma consultoria especializada em People Skills e neurociência aplicada à liderança, fundada por Carol Garrafa. Com metodologia própria, a empresa atua no desenvolvimento humano dentro das organizações, promovendo equilíbrio entre performance, propósito e bem-estar. Já impactou mais de um milhão de pessoas e mais de 150 empresas, entre elas TikTok, iFood, Azul, Itaú, Porsche Consulting e Bayer. A Santé acredita que “felicidade gera lucratividade”, e que o verdadeiro sucesso nasce quando líderes aprendem a equilibrar razão, emoção e propósito.

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Educação

Mato Grosso do Sul tem 4,9 mil pessoas formadas em novas tecnologias através de programa do Ministério das Comunicações

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Foto: Peter Neylon/MCom

Aprender a mexer no computador, consertar celular ou até dar os primeiros passos na programação já mudou a vida de 4,9 mil pessoas no Mato Grosso do Sul. Elas fazem parte de um grupo crescente de brasileiros que estão encontrando novas oportunidades de trabalho por meio do programa Computadores para Inclusão, do Ministério das Comunicações.

A iniciativa aposta na capacitação gratuita em tecnologia como ferramenta para gerar renda, inclusão social e acesso ao mercado de trabalho, especialmente para quem mais precisa. Só em abril, o programa atingiu a marca de 80 mil pessoas formadas em todo o país. Os cursos vão do básico ao avançado: desde introdução à informática até Excel, design, programação, manutenção de computadores e conserto de smartphones. Tudo pensado para preparar os alunos para a realidade do mercado.

“É uma iniciativa que abre portas para jovens em busca do primeiro emprego; permite que adultos se reinventem e aprimorem o currículo em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo; e ainda possibilita que pessoas da melhor idade estejam inseridas no ambiente digital com mais autonomia no dia a dia, sem depender da ajuda de familiares. O programa é inclusivo e não deixa ninguém de fora da era digital”, disse Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações.

É nos CRCs do Ministério das Comunicações, distribuídos em quase todas as capitais e cidades estratégicas, que está um dos diferenciais do programa: unir capacitação profissional à sustentabilidade. Nestes locais, alunos de baixa renda aprendem, na prática, em cursos como o de manutenção de computadores, a recuperar “lixo eletrônico” de órgãos públicos e instituições. Os equipamentos, que antes seriam descartados, ganham vida nova e são destinados a escolas públicas, associações e comunidades que não têm acesso à tecnologia, ampliando o impacto social da iniciativa.

O coordenador de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, Gustavo André Lima, destacou que, de Norte a Sul do Brasil, o programa reúne histórias de pessoas que nunca tinham utilizado um computador e que, por meio da iniciativa, enfrentaram o medo da tecnologia, se superaram e, em alguns casos, se tornaram instrutores dentro do próprio programa.

“Hoje, é muito importante que todos saibam usar aplicativos de celular, acessar arquivos e pastas no computador e utilizar a internet de forma geral. O Brasil ainda tem regiões carentes de letramento digital. O programa busca justamente combater esse abismo digital e democratizar o acesso às tecnologias em todas as regiões, desde as mais remotas até as capitais, onde, ainda assim, há relatos de pessoas que nunca utilizaram um mouse”, disse Gustavo.

Além de levar letramento digital e formar cidadãos de todas as idades em novas tecnologias, a meta do Ministério das Comunicações é ampliar ainda mais o alcance do programa, levando capacitação e acesso digital a um número cada vez maior de brasileiros.

Ascom MCom

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