Nota de Falecimento
Esporte Brasileiro de Luto, com a morte da Três-Lagoense Ruth Roberta de Souza
Mais uma triste notícia nesse início de semana, mais uma Três-lagoense perde para a vida para a Covid-19, dessa vez a ex-jogadora de basquete da Seleção Brasileira, Ruth Roberta de Souza, de 52 anos, faleceu na manhã desta terça-feira (13) após lutar contra a Covid-19.
Ruth, mais conhecida no meio esportivo como “Rutão”, estava internada desde o mês de março na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Auxiliadora em Três Lagoas-MS, mas não resistiu à doença.
Guerreira, Ruth Roberta de Souza buscava os mais difíceis rebotes para o Brasil. Foram anos e anos defendendo a seleção brasileira feminina com seu talento e garra. Nesta terça-feira, 13 de abril, às 6h30 da manhã, contudo, perdemos nossa ídola. Ela nos deixou aos 52 anos, por complicações da Covid-19. Ruth estava internada desde o início do mês, chegou a apresentar um quadro de melhora, mas suas funções vitais pioraram nos últimos dias.
Campeã pan-americana em 1991, Ruth também sofria com diabetes e apresentou agravamento renal. Ela estava com 100% de oxigênio. Diariamente o estado de saúde a ex-jogadora era publicado por familiares e amigos na rede social. Nesta terça-feira, inúmeras pessoas publicam homenagens e agradecimentos. A morte de Ruth é uma parte da história três-lagoense que vai embora e que deixará muita saudade.
Assista a entrevista do Site O Marvado com a atleta
História
Nascida no dia 3 de outubro de 1968, foi em Três Lagoas que a ex-pivô conheceu o basquete e começou jogar quando criança, ainda em sua cidade natal. Observada em um jogo pelo irmão da técnica Maria Helena Cardoso, a pivô teve a sua grande chance. Formada em Educação Física, Ruth vestiu a camisa da Seleção Brasileira entre 1985 e 1995.
Presente na conquista do Pan de Havana (91), seguiu na Seleção Brasileira na Olimpíada de Barcelona (92) e teve seu grande momento em 1994, na conquista do ouro no Mundial da Austrália. Ao deixar as quadras, Ruth fez o caminho de volta para Três Lagoas.

(Ruth também foi campeã dos Jogos Pan-Americanos de 1991. Na foto, recebe a medalha de ouro de Fidel Castro
Após encerrar a carreira no basquete, Ruth passou a ser técnica na sua cidade, em Três Lagoas, Mato Grosso o Sul, onde seguia encantando com o seu carisma. Recentemente, a ídola participou de uma reunião com todas as jogadoras campeãs mundiais de 1994, num evento no interior de São Paulo, antes da pandemia da Covid-19.
Em vida, Ruth recebeu diversas homenagens da Confederação Brasileira de Basketball nas últimas duas décadas, sempre em referência à sua garra em quadra, seu carisma, entrega e dedicação ao esporte. Ruth deixa um exemplo de como é possível ser firme, raçuda em quadra, defender as cores do Brasil, mas sem perder o Fair Play.
Por onde passou, Ruth fez amiga, colecionou títulos. Com Brasil, venceu o Pan de 1991, em Havana, disputou a Olimpíada de 1992, em Barcelona, e foi campeã mundial em 1994. Suas amigas, suas companheiras, de alguma forma, encontraram forças para uma última palavra de despedida. Juntas, elas mantêm um grupo de WhatsApp das campeãs mundiais de 1994, onde até hoje, quase 30 anos depois, conversam e se encontram sempre que possível, o que não ocorreu mais desde o início da pandemia.
Nota de pesar da Prefeitura de Três Lagoas-MS
Com muito pesar, a Prefeitura de Três Lagoas comunica o falecimento da três-lagoense campeã nacional de basquete, Ruth Roberta de Souza. A atleta positivou para o novo coronavírus, ficou internada no Hospital Auxiliadora desde o dia 28 de março, mas não resistiu as complicações causadas pelo vírus e faleceu na manhã desta terça-feira (13).
Atualmente, Ruth era servidora pública municipal, lotada na Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer (SEJUVEL) como professora de basquetebol desde 2005. Foi nesta modalidade que Ruth se destacou dentro e fora do Brasil.
Em 1994, ela integrou a Seleção Brasileira de Basquetebol e, juntamente com Hortência, Paula, Janete e companhia, consagrou-se campeã internacional pela conquista do Campeonato Mundial de Basquetebol, na Austrália.
O prefeito Angelo Guerreiro lamentou a perda. “É difícil aceitar que perdemos mais uma amiga e parceira nesta pandemia. Mulher simples, guerreira, que nunca esqueceu suas origens e sempre representou o esporte e sua terra. Ficam as boas lembranças da nossa Ruth e sua lição de vida. Meus sentimentos a todos os familiares e amigos. A cidade está em luto”, declarou
Muita querida por todos, Ruth deixa um legado de dedicação, persistência e incentivo ao esporte.
Relatos no Esporte
— Perdi uma amiga, com uma história de vida de muitos desafios, mas que jamais perdeu sua doçura e sempre com seu jeito humilde e eficiente na convivência em grupo. Dia muito triste para mim. Ruth fazia parte da minha família e era sempre recebida com carinho, como merecia. Que ela faça esta passagem com muita luz — disse Magic Paula, vice-presidente da Confederação Brasileira de Basketball (CBB). Em nota, a entidade lamentou a perda:
“Em vida, Ruth recebeu diversas homenagens da Confederação Brasileira de Basketball nas últimas duas décadas, sempre em referência à sua garra em quadra, seu carisma, entrega e dedicação ao esporte. Ruth deixa um exemplo de como é possível combater o bom combate, ser firme, raçuda em quadra, defender as cores do Brasil, mas sem perder o fair play. Ruth, nós nunca esqueceremos o seu sorriso!”
Dalila
“Nossa Ruth se foi, que triste. Um super astral, sempre fazendo piada, a gente sorrir. Que pena, perda inestimável. Guerreira, raçuda. Uma mulher de garra mesmo. Que pena. Mas, ela vai deixar muita saudade. Nos próximos encontros, nossa, com certeza vai fazer muita falta para a gente”.
Magic Paula
“Perdi uma amiga, com uma história de vida de muitos desafios, mais jamais perdeu sua doçura e sempre com seu jeito humilde e eficiente na convivência em grupo. Dia muito triste para mim. Ruth fazia parte da minha família e sempre recebida com carinho, como merecia. Que ela faça esta passagem com muita luz”
Alessandra
“Muito difícil falar da Ruth. Esse falecimento é um choque para mim. É mais que uma amiga, foi uma irmã. Lembrando nos primeiros treinamentos como foi mãezona comigo quando cheguei na Seleção. Me auxiliando, como tinha que fazer, o que estava certo, o que estava errado. As reuniões de pivôs no Mundial de 1994. Muitas alegrias, dedicação, treinamento juntos. Não se foi só uma companheira de quadra. Foi uma irmã. Tá sendo um dia muito triste para mim. Muito mesmo. Mas, lembrar dos momentos felizes que passei ao lado dela, dos ensinamentos que ela me passou. É triste. Somos quase da mesma idade. Perder uma companheira assim. Ruth vai fazer muita falta para mim”
Marta Sobral
“Notícia triste para o basketball brasileiro. Ela foi campeã mundial, Pan-Americana, defendeu muitas cidades. Infelizmente temos essa notícia triste. Que ela descanse em paz, fique em um lugar tranquilo. Que possa ajudar os familiares dela onde estiver. Notícia triste não só com a gente, do basquete, são todas as famílias do Brasil. Passando pela mesma situação. Temos que nos cuidar, tomar todos os cuidados possíveis. Jogamos juntas em várias cidades, companheira de garrafão. De quarto. Passamos muitas coisas juntas na Seleção. Quando Hortência machucou, a Rutão carregou as malas dela. Ela levava as cotoveladas lá embaixo, e nunca se ligava. Mas agora, que ela faleceu, fazem homenagens. Nosso país é assim. Perdi uma amiga da vida e do basquete. Ela era minha irmã. Da minha família. Que descanse em paz”.
Miguel Angelo da Luz
“Primeiro, a Ruth foi super importante, no aspecto técnico e tático. Fazia os bloqueios para os arremessos. Dominava a tábua. Estava sempre com sorriso no rosto. Pronta para colaborar, apaziguar tudo. Incentivando as mais novas, como Alessandra, Cíntia, Leila. Ela era uma alegria para a gente. Todo mundo queria ficar perto, abraçando ela. Uma grande perda para o nosso convívio. Na comemoração dos 25 anos, entre o grupo, era a mais celebrada. Todo mundo queria saber como ela estava. Está todo mundo triste e chateado por esse fato. Ela era uma alegria. O riso dela era uma constante. Não tinha tempo ruim. Lá em cima, vai alegrar muita gente. Disciplinada. Determinada”.
Hortência
“Infelizmente recebemos a notícia que nossa grande amiga e companheira, a Ruth, se foi, e uma atleta que nos ajudou muito a ser campeã do mundo. Acompanhamos por todo esse tempo a angústia, angustiadas mesmo com as notícias dos familiares no nosso grupo das campeãs mundiais no WhatsApp. Acompanhamos passo a passo tudo que aconteceu, torcendo de longe para que ela segurasse essa onda. Mas não foi possível. O que temos a fazer é agradecer o que ela fez pelo basquete feminino. E que Deus receba ela de braços abertos. O basquete está triste. E vamos rezar para que ela seja recebida com festa lá no céu”.
Janeth Arcain
“Recebo com tristeza essa notícia. Até mandei para as meninas, para lembrarmos dela sempre com aquele sorrisão, aquele jeitão que ela tinha, sempre amigona, sempre contando piadas, sorrindo, falando coisas bacanas, lembrando de coisas que passávamos anteriormente quando estava na Seleção Brasileira. Sempre fui uma amigona dela. Tenho lembranças muito boas. Tinha conversado com ela até um tempo antes dela se internar. E aí fiquei muito triste com a notícia da internação e agora com o falecimento dela. É isso. Lembrar da Ruth com aquele sorriso, aquela alegria dela. E o quanto ela gostava de fazer o bem para as pessoas”.
Helen Luz
“Dia muito triste. Temos os nossos grupos das campeãs do mundo. Estávamos em oração desde que ela foi internada. Para que saísse dessa. Mas, infelizmente a vontade de Deus é suprema. Perda lamentável. Ruth é uma querida. Muito. Todo mundo amava a Rutão. Espirituosa. Pessoa que contagiava positivamente o ambiente em que ela estava. Só posso deixar aqui as boas recordações que tenho da Ruth. E é com essa memória dela, sorriso lindo, inigualável, que queremos deixar agora registrado em nossa mente. Deixo todos os meus sentimentos à família. Não deve ter sido fácil vivenciar essa Covid, tentando sobreviver. Meus sentimentos a cada um deles. E que a Rutão esteja em nossos corações. Não presente, mas em alma. Só deixou boas lembranças”.
Adriana Santos
“Momento difícil de falar, estou muito triste, coração bem partido. A Ruth era uma menina muito generosa, é assim que eu vou lembrar dela. Quero falar da Ruth alegre, companheira, com sorriso no rosto. Farrista. Conheci ela em Piracicaba, quando eu tinha 16 anos, ela tinha 18. E na primeira noite ela já veio trazer uma pizza para comermos na república. Desde lá tenho uma afeto muito grande pela Ruth. Ela me apelidava de um monte de coisas e falava: como pode um francês gostar dessa magrela, essa bocuda, essa Olívia Palito. E eu falava, sou tudo isso e você me ama. Tínhamos um carinho muito grande uma pela outra. Só vou lembrar de coisas boas. Ajudou o Brasil a ser campeão mundial. Parecia ter cara de brava, mas era sensacional. Que Deus a receba de braços abertos. Apesar da simplicidade, ela também era muito inteligente. Sacadas boas. Sempre com muito humor. E estar perto de alguém assim é muito bom, te coloca para cima”.
O ArapuáNews lamenta profundamente o falecimento de Ruth Roberta de Souza e expressamos nossas condolências aos familiares e amigos.

Informações dos relatos e fotos históricas colhidos no site olimpiadatododia
Nota de Falecimento
Três Lagoas se despede do servidor público Marcos Ferreira de Carvalho
A Administração Municipal de Três Lagoas, em nome do prefeito Dr. Cassiano Maia, emite nota de pesar pelo falecimento do servidor público municipal, Marcos Ferreira de Carvalho.
Marcos, que era Agente de Combate a Endemias – ACE, tinha 71 anos e faleceu na manhã desta segunda-feira, 8 de junho, em decorrência das complicações causadas por uma fratura sofrida após um acidente de trânsito.
Neste momento de dor, expressamos nosso reconhecimento e os mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e colegas de trabalho. Que todos encontrem conforto e paz para enfrentar esse momento de dor e perda irreparável.
Fonte: Prefeitura Três Lagoas MS
Nota de Falecimento
Mato Grosso do Sul perde Dácio Corrêa, pioneiro do colunismo social
O jornalismo e a comunicação de Mato Grosso do Sul estão de luto. Morreu na manhã deste sábado (23), em Campo Grande, o colunista social Dácio Corrêa, aos 83 anos. De acordo com informações preliminares, ele faleceu enquanto dormia, em seu apartamento na Capital.
Reconhecido como um dos maiores nomes do colunismo social sul-mato-grossense, Dácio Corrêa construiu uma trajetória marcada pelo pioneirismo e pela dedicação à comunicação. Ao longo de décadas, tornou-se referência na cobertura dos eventos sociais, culturais e políticos de Campo Grande e de todo o Estado.
Nascido em Aquidauana, Dácio passou parte da infância em Corumbá, onde foi criado pelo avô paterno. Ainda jovem, viveu em diferentes cidades, incluindo Cuiabá, Campo Grande e Rio de Janeiro, onde permaneceu por 18 anos. Foi nesse período que ampliou sua experiência profissional e desenvolveu sua ligação com o universo da moda e do entretenimento.
Ao retornar ao então Mato Grosso, destacou-se na produção de moda e na realização de desfiles que se tornaram memoráveis na história de Campo Grande. Sua entrada no colunismo social ocorreu em 1983, quando começou a escrever para o jornal A Crítica.
O grande reconhecimento popular veio com o programa televisivo Gente Fina, que permaneceu no ar por 18 anos em diferentes emissoras. A atração passou pela antiga TV Manchete, TV Record e TV Guanandi, consolidando Dácio como um dos comunicadores mais conhecidos do Estado.
Com sua partida, Mato Grosso do Sul perde uma personalidade que ajudou a registrar a história social da região e influenciou gerações de profissionais da comunicação. Dácio Corrêa deixa um legado de elegância, profissionalismo e pioneirismo no colunismo social sul-mato-grossense.
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