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Viradouro conquista título do Carnaval do Rio de Janeiro

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A Unidos da Viradouro é a escola campeã do Carnaval do Rio de Janeiro. Este é o segundo título da agremiação, que havia conquistado somente o de 1997. A apuração das notas ocorreu nesta tarde (26) na Marquês de Sapucaí.

O enredo “Viradouro de alma lavada” levou a avenida o grupo das Ganhadeiras de Itaupã, a quinta geração de mulheres que lavavam roupa na Lagoa do Abaeté e faziam outros serviços em Salvador.

O desfile foi o primeiro do casal de carnavalescos Marcus Ferreira e Tarcisio Zanon juntos na escola. A apresentação mostrou atividades que as Ganhadeiras exerciam, como lavar roupa, carregar e vender água, cozinhar e vender alimentos, costurar e vender bugigangas.

A escola campeã terminou com 269,6 pontos, seguida por Grande Rio, Mocidade, Beija-Flor, Salgueiro e Mangueira. Estácio e União da Ilha foram rebaixadas.

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BRASIL: Jovem de 23 anos morre por coronavírus

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O Rio Grande do Norte confirmou nesta terça-feira (31) a segunda morte por coronavírus no estado. A vítima é o gastrólogo Matheus Aciole, de 23 anos, o mais jovem a morrer da doença no país. O óbito ocorreu em Natal, capital do estado. As informações são do G1.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde Pública e a Secretaria Municipal de Saúde de Natal, o paciente, com quadro de obesidade, deu entrada em um hospital privado, no dia 24 de março. Ele foi examinado e liberado para voltar para casa para continuidade de medicações prescritas.

O gastrólogo ficou isolado por dois dias, não apresentou melhora e, por isso, procurou o serviço público de saúde no dia 27 de março. Ele realizou o teste para doença e o resultado do exame foi positivo para Covid-19.

Essa foi a segunda morte por coronavírus no Rio Grande do Norte. A primeira vítima, o professor universitário Luiz Di Souza, morreu no dia 28 de março após passar sete dias internado em Mossoró. Ele tinha 61 anos e era diabético.

Alegre, simpático, de muitos amigos, o jovem gostava de uma “farra”, como lembra o irmão. “Não perdia um festa, um show. Gostava de forró, de sertanejo… no Carnatal, pulava três blocos por dia e depois ainda ia para os camarotes”, lembra. Maxwell afirma que não consegue lembrar de qualquer pessoa que tivesse raiva do irmão.

Ele me disse que estava bem. Achava que ia sair da UTI
— Maxwell Aciole, irmão de Matheus

A última conversa entre os dois irmãos aconteceu no sábado (28). Segundo Maxwell, eles se falaram por telefone de manhã. O irmão mais velho também mandou uma mensagem, mas o celular de Matheus descarregou e ele só respondeu depois, à tarde, horas antes de ser levado à UTI.

De acordo com a família, Matheus não fez qualquer viagem ao exterior ou a outro estado e não tinha participado de nenhum evento, a não ser uma formatura de curso superior realizada no dia 14 em um hotel da capital.

12 dias

Segundo a família, Matheus apresentou os primeiros sintomas da Covid-19 no dia 19 de março – uma quinta-feira. A princípio, apenas uma tosse. Não havia muita suspeita, já que ele não tinha viajado a lugar algum. Tanto que no dia seguinte, sexta-feira (20), assistiu a uma missa de formatura na igreja da Paróquia de São Camilo de Léllis, em Lagoa Nova. Ao chegar em casa, começou a apresentar febre alta, de 39º.

Após passar três dias em casa, sem melhora nos sintomas, Matheus foi levado ao Hospital Antônio Prudente, no bairro Alecrim, na terça-feira (24). Na unidade, ele passou por exames, foi medicado e mandado de volta para casa. A médica recomendou isolamento.

Apesar do uso de medicamentos, os sintomas não passaram e na sexta-feira (27) ele foi levado ao Hospital Giselda Trigueiro. No local, perceberam que ele não estava com boa respiração e colocaram uma máscara de oxigênio. Ainda de acordo com a família, os profissionais recolheram uma amostra para fazer o teste para Covid-19.

Após ser transferido para o Hospital Antônio Prudente, que pertence ao plano de saúde contratado pela família, ele ficou isolado em uma sala. Segundo a família, os exames apontaram que apenas 50% dos pulmões funcionavam. No sábado (28), foi levado à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Segundo a família, Matheus faleceu por volta das 14h50 desta terça-feira (31). O sepultamento aconteceu nesta quarta (1º) no Cemitério do Bom Pastor e contou apenas com a presença dos pais, do irmão, da cunhada e de um primo com sua esposa, que eram muito próximos de Matheus. Pelo menos quatro amigos também compareceram, mas acompanharam de longe.

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‘Não voltem a trabalhar nesta semana‘, disse empresário com Covid-19

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Valnei Beltrame, 57 anos, foi diagnosticado com coronavírus há 10 dias

Vídeo de um empresário recomendando que comerciantes não abram as portas na próxima semana, em Santa Maria, Região Central do Rio Grande do Sul, circulou na internet durante todo o fim de semana. Diagnosticado há cerca de 10 dias com Covid-19, Valnei Beltrame, de 57 anos, faz o alerta ainda do quarto do hospital.

“Estou virando o jogo, mas peço a todos os amigos proprietários de lojas: não voltem a trabalhar nesta semana. Prorroguem para o dia 6, para não se arrependerem depois.”

Beltrame conta que, nos últimos três dias, apresenta uma melhora contínua. Embora ainda durma com auxílio do respirador, já está com 95% de oxigênio no sangue — sendo que a saturação do pulmão chegou a cair a 88% — e não apresenta os sintomas que o fizeram internar no hospital no domingo passado (22).

“Na quarta (18) passei muito mal. Febre acima de 40ºC, falta de ar, o pulmão não estava funcionando. Foi bem complicado”, falou, por telefone, com a reportagem do G1.

Ele desconfia que possa ter contraído o coronavírus no Grenal da Libertadores da América, no dia 12 de março, pois esteve com os dirigentes gremistas testados positivamente para coronavírus. O primeiro sintoma, entretanto, só foi aparecer na semana seguinte. Começou com uma febre de 38ºC a 39ºC, mas avançou com severidade, o que obrigou a internação.

“Virava na cama, e as pessoas colocavam pano gelado no corpo e no rosto. É um negócio que não tem cura. Não se sabe o que tomar, o que dar. Se não tiver resultado, não tem plano B. Ela é silenciosa”, pontua.

Até o diagnóstico positivo para Covid-19, ele afirma que não ficava doente há bastante tempo.

“Não tenho nada. Pedalo 40 a 50 quilômetros, jogo futebol nos fins de semana. Tenho 57 anos, tem que ter alguns cuidados. Tomo remédio para pressão. Mas não sinto nada. Não entrava no hospital há muitos anos”, afirma.

Dono de lojas de material de construção, Beltrame diz que entende a necessidade de empresários em retomar o trabalho. Porém, alerta que as consequências de uma reabertura precoce do comércio sejam ainda piores.

“Tenho lido, e meus três médicos falam há mais de 15 dias, que o pico [da Covid-19 no Brasil] será nesta semana que entra. O ponto-chave em que a gente pode diminuir o impacto do vírus na sociedade. E vejo uma reação contrária dos meus colegas. Entendo, todos têm contas para pagar, e não são poucas! Mas como ele vai apertar a mão do colaborador na segunda e, na quarta, internar no hospital?”, questiona.

Ele deixa uma sugestão: mais uma semana de isolamento social total e retomada gradual, com metade do grupo, na semana seguinte.

“Uma semana não vai deixar ninguém muito mais pobre. Dá um tempinho, espera um pouquinho. Muitos me ligaram e disseram que tenho razão. Um ou outro disse que irá abrir. Eu disse que ele vai pagar o preço. Tomara que não aconteça nada. Mas tudo que estão falando está se confirmando”, conclui Beltrame.

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