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Saúde

Setembro Verde: Neste dia 27 de setembro é celebrado o Dia Mundial da Doação de Órgãos

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Nesta terça-feira, 27 de setembro, lembramos do Dia Mundial de Doação de Órgãos, uma data importante que trata sobre a conscientização e disseminação sobre o tema.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Em números absolutos, o Brasil é o 2° maior transplantador do mundo, atrás apenas dos EUA. A rede pública de saúde fornece aos pacientes assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante.

A equipe da CIHDOTT (Comissão Intra-Hospitalar Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante) do Hospital Auxiliadora, com apoio de um time multiprofissional como: médicos, enfermeiros psicólogos e assistente social, que tem a finalidade de organizar, no âmbito da instituição, rotinas e protocolos que possibilitem o processo de doação de órgãos e tecidos para transplantes.

O processo para a doação só pode acontecer após um processo rigoroso e a confirmação da morte cerebral, através do médico e com exames. Após a constatação da morte encefálica é avisado a família a intenção da doação e logo é comunicado a central nacional de transplantes. A decisão final é da família, mas deixando bem claro aos familiares o desejo do doador de órgão.

Para o enfermeiro coordenador do Pronto Socorro e membro da CIHDOTT, Carlos Barbosa Júnior, a doação de órgãos é um ato nobre e que pode salvar vidas. Muitas vezes, o transplante de órgãos pode ser a única esperança de vida ou a única oportunidade de um recomeço para as pessoas que precisam. “É fundamental que a população se conscientize da importância do ato de doar um órgão. Doar órgãos é doar vida, para o receptor e uma nova oportunidade de Vida para a família doadora e um ato de generosidade e a sensação dever cumprido” disse.

O prazo entre a retirada do órgão do doador e o seu implante no receptor varia de cada órgão. O tempo limite da retirada de um Coração é de 4 horas, Fígado 12 horas, Pâncreas 12 horas, Pulmão 4 horas e o Rim 48 horas.

A equipe do Hospital Auxiliadora de Três lagoas é composta por dois enfermeiros, Daiane Alves coordenadora UTI / CIHDOTT e Carlos Júnior Coordenador Pronto Socorro, um Médico Neuro Cirurgião, Daniel Rodrigues e dois Assistente Social, Claudilene dos Santos e Raul. Além do município a equipe é composta pela OPO – Organização de Procura de Órgão – Campo Grande (MS), CET – Central Estadual de Transplante e o CNT – Central Nacional de Transplante.

O Hospital Auxiliadora já realizou sete extrações, sendo a última, em dezembro do ano passado. Os órgãos foram captados e implantados, obedeceu a fila de espera de âmbito nacional.

Como ser doador

A decisão final é dos familiares: são eles que definirão se é quais órgãos e tecidos serão doados. Por isso, é fundamental que os doadores deixem seu desejo claro para os parentes.

Seja um doador de órgãos e avise sua família, sua ajuda pode salvar vidas. A doação de órgão não é contrária às leis da natureza, porque beneficia a vida.

Assessoria de Comunicação – Hospital Auxiliadora

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Saúde

Veganismo pode aumentar o risco de anemia?

Especialista explica por que dietas restritivas exigem atenção redobrada ao consumo de ferro e acompanhamento nutricional adequado

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A decisão de seguir uma alimentação vegana ou vegetariana tem se tornado cada vez mais comum, seja por questões de saúde, sustentabilidade ou escolhas pessoais. Recentemente, o tema voltou ao debate após declarações da modelo Gisele Bündchen sobre mudanças em sua alimentação e os impactos percebidos em sua saúde, reacendendo discussões sobre os desafios nutricionais de dietas restritivas.

Embora padrões alimentares baseados em vegetais possam trazer benefícios e ser perfeitamente saudáveis, a restrição de alimentos de origem animal exige atenção especial ao consumo de nutrientes essenciais, entre eles o ferro, mineral fundamental para o transporte de oxigênio no organismo e prevenção da anemia.

De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, dietas veganas e vegetarianas podem ser saudáveis e equilibradas, desde que bem planejadas. O principal ponto de atenção está na ingestão e absorção de ferro, já que a principal fonte de ferro de alta biodisponibilidade é encontrada em alimentos de origem animal.

“O ferro presente em vegetais existe, mas sua absorção costuma ser menor quando comparada ao ferro heme, encontrado em carnes e vísceras. Isso significa que pessoas vegetarianas e veganas precisam ter um olhar ainda mais atento para a composição da dieta e para possíveis sinais de deficiência”, explica.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a anemia afeta cerca de 1,62 bilhão de pessoas no mundo, sendo a deficiência de ferro sua principal causa. Mulheres em idade fértil, gestantes, crianças e pessoas com dietas restritivas estão entre os grupos de maior risco.

Dados publicados pelo periódico científico Nutrients apontam que vegetarianos e veganos podem apresentar estoques de ferro mais baixos quando comparados à população onívora, especialmente mulheres, devido à combinação entre maior necessidade fisiológica e menor biodisponibilidade do mineral na dieta.

Entre os alimentos vegetais ricos em ferro estão feijões, lentilha, grão-de-bico, tofu, vegetais verde-escuros, sementes e oleaginosas. Ainda assim, especialistas reforçam que a absorção pode ser prejudicada por compostos presentes em alguns alimentos, como fitatos e polifenóis, encontrados em cereais integrais, café e chás.

Uma estratégia recomendada é associar fontes vegetais de ferro ao consumo de vitamina C, presente em frutas cítricas, acerola, morango e kiwi, que melhora a absorção do nutriente.

Os sinais de deficiência de ferro incluem cansaço excessivo, falta de concentração, queda de cabelo, palidez, unhas frágeis e baixa imunidade. Quando identificados, devem ser avaliados por um profissional de saúde.

“O mais importante não é demonizar nenhum padrão alimentar, mas entender que cada escolha nutricional exige responsabilidade e acompanhamento. Em alguns casos, a suplementação pode ser necessária para garantir níveis adequados de ferro e prevenir complicações”, reforça Dr. Carlos.

Com o crescimento do número de adeptos às dietas baseadas em vegetais, o debate sobre nutrição individualizada ganha ainda mais relevância. A orientação profissional continua sendo essencial para garantir saúde, equilíbrio e prevenção de deficiências nutricionais.

Sobre a Carnot Laboratórios

A Carnot® Laboratórios é uma empresa focada na pesquisa e desenvolvimento de produtos inovadores para a saúde. Fundada no México há mais de 80 anos, em 1941, a Carnot® é uma empresa empreendedora capaz de gerar medicamentos e tratamentos inovadores, em nichos especializados baseados em pesquisa e tecnologia próprias. O Grupo oferece uma grande variedade de medicamentos especializados em saúde da mulher, dermatologia, pediatria, gastroenterologia, sistema respiratório, sistema nervoso central, entre outros.

 

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Saúde

Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão: condição silenciosa atinge cerca de 28% dos brasileiros 

Especialista reforça a importância do acompanhamento médico e de hábitos saudáveis para diminuir riscos e complicações da doença

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Silenciosa e muitas vezes assintomática, a hipertensão arterial atinge cerca de 28% da população brasileira adulta, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. A condição é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de abril, reforça a importância do diagnóstico e do acompanhamento contínuo dos pacientes.

Doença silenciosa

Caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, geralmente igual ou superior a 140/90 mmHg, a hipertensão pode evoluir sem apresentar manifestações claras. Quando surgem, sinais como dor de cabeça frequente, tontura, falta de ar e alterações visuais podem indicar a necessidade de avaliação médica.

De acordo com Leonardo Abreu, médico de família e comunidade e coordenador técnico da Amparo Saúde, empresa de Atenção Primária à Saúde do Grupo Sabin, a hipertensão costuma evoluir de forma silenciosa, mas a ausência de sintomas não significa ausência de risco, uma vez que seus impactos são acumulativos e potencialmente graves. “Quando não tratada, pode comprometer órgãos vitais como coração, cérebro e rins”, explica.

Diagnóstico e acompanhamento

O especialista destaca que o diagnóstico deve ser feito com medições repetidas e acompanhamento ao longo do tempo. “Vale lembrar que uma única aferição acima do normal não fecha diagnóstico, mas serve como alerta. O mais importante é acompanhar esse paciente de forma contínua, para agir precocemente e reduzir riscos”, explica.

“Com um monitoramento regular e ajustes progressivos no tratamento é possível manter níveis de pressão arterial mais estáveis e reduzir significativamente o risco de eventos graves ao longo do tempo”, completa.

Nesse contexto, modelos de cuidado baseados na Medicina de Família e Comunidade (MFC) têm ganhado destaque por priorizar a prevenção, o vínculo entre médico e paciente e monitoramento regular. Iniciativas como a Amparo Saúde oferecem linhas de cuidado especializadas para grupos populacionais em, por exemplo, empresas e operadoras de saúde, que vão de pacientes com condições crônicas, como hipertensão, até pessoas saudáveis, para prevenção e cuidado integral.

Segundo o médico, a especialidade tem um papel no manejo da hipertensão por sua atuação proativa e integral, diferente de modelos reativos, que esperam o paciente chegar doente ao consultório. “Esse cuidado antecipatório é fundamental diante de uma condição silenciosa, permitindo identificar precocemente alterações e intervir antes do surgimento de complicações”, destaca Leonardo.

Além de fatores genéticos, a hipertensão está associada ao estilo de vida. Consumo excessivo de sal, sedentarismo, tabagismo, álcool e estresse estão entre os principais fatores de risco. “Pequenas mudanças na rotina já fazem diferença, mas precisam ser sustentáveis. Quando o cuidado é construído junto ao paciente, os resultados tendem a ser mais consistentes”, completa.

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