Saúde
5 benefícios da fisioterapia para a recuperação pós-cirurgia de joelho
Fisioterapeuta Leticia Martins De Lima Becker destaca que esse tipo de lesão requer cuidados especiais, pois afeta não apenas a mobilidade, mas a qualidade de vida das pessoas
A fisioterapia é fundamental para a recuperação pós-cirurgia de joelho, pois acelera a restauração da mobilidade, fortalece musculatura e reduz dor e inchaço. Através de exercícios específicos, técnicas manuais e terapia física, o fisioterapeuta melhora a amplitude de movimento, previne rigidez e evita compensações que podem causar novas lesões.
De acordo com a especialista Leticia Martins De Lima Becker, coordenadora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, a partir da reabilitação orientada é possível que o paciente tenha um retorno mais rápido às atividades diárias e esportivas. “A fisioterapia nesse período melhora a funcionalidade e a qualidade de vida, além de diminuir o risco de complicações e recidivas”, destaca.
A fisioterapeuta explica, que uma ruptura do ligamento do joelho, por exemplo, é uma lesão afeta a mobilidade e a saúde geral do paciente.
“Os ligamentos do joelho desempenham um papel crucial na estabilização da articulação, e uma lesão nessa área pode exigir intervenção cirúrgica para reparo e uma recuperação cuidadosa. Os ligamentos mais frequentemente afetados no joelho são o ligamento cruzado anterior (LCA) e o ligamento colateral medial (LCM). Essas lesões podem variar em gravidade, mas quando um ligamento é completamente rompido, a cirurgia é muitas vezes necessária para restaurar a estabilidade da articulação”, explica.
Após a cirurgia de reparo do ligamento do joelho, a recuperação bem-sucedida exige um processo gradual de reabilitação, e é aí que a fisioterapia desempenha um papel fundamental. Letícia destaca algumas das maneiras pelas quais a fisioterapia é essencial na recuperação pós-cirurgia. Confira:
Restauração da Amplitude de Movimento: Após a cirurgia no ligamento do joelho, é comum que o joelho fique rígido, limitando a sua capacidade de se mover completamente. Para enfrentar esse desafio, as sessões de fisioterapia são projetadas de forma personalizada, incluindo exercícios específicos destinados a recuperar gradualmente a flexibilidade e a amplitude de movimento do joelho. Isso envolve uma série de movimentos, como flexão e extensão do joelho, com o objetivo de permitir ao paciente voltar à sua faixa completa de movimento natural.
Fortalecimento Muscular: Os músculos que circundam o joelho desempenham um papel crucial na estabilização da articulação, prevenção de lesões futuras e apoio à recuperação. Assim, a fisioterapia inclui exercícios direcionados e personalizados para fortalecer esses músculos. Isso pode envolver atividades como o fortalecimento dos quadríceps, isquiotibiais, músculos da panturrilha e músculos adutores. A resistência gradualmente aumenta para garantir que o paciente recupere a força muscular necessária para uma articulação estável;
Treinamento de Equilíbrio e Coordenação: A reabilitação do joelho requer a restauração da coordenação e do equilíbrio, aspectos fundamentais para a saúde da articulação. Na fisioterapia, são implementados exercícios específicos que visam melhorar o equilíbrio, como ficar em uma perna, e a coordenação, que pode incluir desafios de movimento precisos para recuperar o controle sobre a articulação;
Controle da Dor e Inchaço: Após a cirurgia do ligamento do joelho, é frequente a presença de dor e inchaço. A fisioterapia adota abordagens abrangentes, incluindo a eletrotermofototerapia, abordagem terapêutica que combina três componentes principais: eletroterapia, termoterapia e fototerapia. Cada um desses elementos tem objetivos específicos na gestão da dor, redução do inchaço e promoção da cicatrização;
Treinamento Funcional: À medida que o paciente avança em sua recuperação, os fisioterapeutas concentram-se em reintegrar movimentos funcionais no dia a dia. Isso envolve treinamento específico para atividades como caminhar, correr, saltar e outras ações relacionadas à funcionalidade do joelho, com um foco especial na segurança, estabilidade e coordenação durante esses movimentos.
Sobre a Anhanguera – Fundada em 1994, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e um portfólio diversificado com mais de 47 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 96 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos, EJA e preparatórios, com destaque para o Intensivo da OAB. Pertencente à Cogna Educação, o mais diversificado e maior grupo educacional do país, a marca está presente em mais de 106 unidades e 1.698 polos em todos os estados brasileiros, atendendo a milhares de alunos por meio de professores especialistas, mestres e doutores. Com o conceito lifelong centric, centrado na aprendizagem em todas as fases do aluno, 91% das instituições possuem notas 4 ou 5 no MEC. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.
Saúde
Dia do Amigo: vínculos afetivos reduzem o estresse e protegem a saúde mental
No Dia do Amigo, celebrado em 20 de julho, o debate sobre amizades ganha também uma dimensão de saúde pública. Além do valor afetivo, vínculos consistentes contribuem para reduzir o estresse, ampliar a sensação de segurança e fortalecer o bem-estar emocional ao longo da vida. Por outro lado, quando essas conexões enfraquecem, aumentam os riscos de isolamento, sintomas ansiosos, tristeza persistente e sensação de solidão.
De acordo com Ligia Kaori Matsumoto, psicóloga do Hospital Dia M’Boi Mirim I, unidade da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP) gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, a amizade é entendida como um fator de proteção importante para a saúde física e mental.
A seguir, a especialista responde às principais perguntas sobre o tema.
Do ponto de vista da saúde, o que acontece quando uma pessoa tem vínculos de amizade sólidos? E o que muda quando esses vínculos faltam?
A amizade funciona como um fator de proteção para a saúde física e mental. Um amigo é, literalmente, aquela pessoa com quem podemos contar. Ter boas amizades ajuda na percepção de segurança, confiança e na motivação para enfrentar os desafios do cotidiano.
Quando esses vínculos faltam, há maior risco de depressão, sintomas ansiosos e sensação de solidão. Isso não significa que a ausência de amizade cause, por si só, um adoecimento, mas ela amplia a vulnerabilidade emocional e dificulta o enfrentamento de situações difíceis.
Por que a amizade tem um peso tão grande na saúde e na longevidade?
Porque nós, seres humanos, somos seres sociais. A nossa formação começa no contato com o outro e se constrói ao longo da vida, na família, na escola, no trabalho e no convívio em sociedade.
A amizade exerce um papel importante nesse processo. Ela protege, transmite segurança, eleva a autoestima e fortalece o sentimento de pertencimento. Além disso, pode estar associada à liberação de neurotransmissores que favorecem a sensação de bem-estar. Por isso, não se trata apenas de uma relação afetiva, mas de um componente relevante da vida social e emocional.
Como as amizades funcionam como um “amortecedor” diante do estresse?
Diante de uma situação estressante, saber que existe alguém em quem se pode confiar é reconfortante e tranquilizador. Compartilhar dificuldades com um amigo não elimina o problema, mas muda a forma como ele é vivido.
Esse suporte traz a sensação de cuidado, de estar em um lugar seguro e de não estar sozinho. Com isso, a sobrecarga emocional tende a diminuir, e o corpo também sente menos os efeitos do estresse. Em períodos de maior pressão, ter uma rede de apoio faz diferença para atravessar os desafios com mais equilíbrio.
Qual a diferença entre estar sozinho e sentir-se solitário?
Estar sozinho é algo objetivo: não ter fisicamente uma companhia. Já sentir-se sozinho ou solitário é uma experiência subjetiva, emocional.
É possível estar sozinho e se sentir pleno. Ao mesmo tempo, estar rodeado de pessoas e, ainda assim, se perceber só. Por isso, a solidão não depende apenas da presença ou ausência de companhia, mas da qualidade dos vínculos e da forma como a pessoa se sente em relação a eles.
Por que é tão difícil fazer e manter amizades na vida adulta?
Na vida adulta, muitas mudanças acontecem ao mesmo tempo. Há rotina de trabalho, estudos, cuidado com a família e outras responsabilidades, o que reduz o tempo disponível para convivência e novas experiências sociais.
Além disso, muitas pessoas acreditam que, nessa fase, o círculo social já deveria estar consolidado. Isso gera insegurança ou vergonha para iniciar novos vínculos. Situações como divórcio, mudança de cidade ou transformações na vida social também exigem recomeços. Nesses casos, reconstruir amizades parece desafiador, mas faz parte dos ciclos da vida.
Como as redes sociais estão transformando as amizades?
A tecnologia trouxe benefícios importantes. Ela facilita manter contato com pessoas de diferentes lugares e aproximar indivíduos com interesses semelhantes. Esse recurso pode ser muito positivo, especialmente quando a distância física dificulta o convívio.
Por outro lado, também pode favorecer relações mais superficiais e uma falsa sensação de conexão. É fundamental observar se os vínculos ficaram restritos à rede social e se houve um afastamento dos contatos presenciais. A tecnologia auxilia, mas não substitui completamente a convivência real, o olhar direto e a presença concreta.
Como as necessidades de amizade mudam ao longo da vida?
Na infância, os amigos são importantes para brincar, aprender a compartilhar, esperar a vez e desenvolver a cooperação. Também ajudam a construir aspectos ligados à autoestima e ao pertencimento.
Na adolescência, as amizades ganham ainda mais centralidade. Os grupos têm papel essencial no desenvolvimento da independência e da autonomia. Já na fase adulta, se torna mais difícil manter vínculos, mas o número de amigos tende a diminuir enquanto a qualidade das relações aumentar.
No envelhecimento, a amizade continua tendo valor. Ela estimula habilidades cognitivas, protege do isolamento, da depressão e da perda de funcionalidade. Em todas as fases, portanto, a amizade acompanha necessidades diferentes, mas segue sendo relevante.
Quais sinais indicam que a rede de apoio está fragilizada e como reconstruí-la depois de se afastar dos amigos?
Os sinais costumam aparecer de forma gradual e silenciosa. Entre eles estão evitar atividades sociais que antes faziam parte da rotina, sentir que precisa fazer tudo sozinho , passar os períodos de descanso isolado e sentir vergonha de procurar ajuda.
Esses comportamentos merecem atenção porque indicam um enfraquecimento da rede de apoio. Quando isso acontece, a pessoa tende a ter menos recursos emocionais para lidar com frustrações, perdas e situações de estresse.
O afastamento acontece por diversos fatores, mas, apesar disso, não precisa ser definitivo. É importante entender que os vínculos mudam ao longo da vida e que pequenos gestos auxiliam a se reaproximar de pessoas.
Retomar o contato, enviar uma mensagem, aceitar um convite ou dar o primeiro passo para uma conversa faz a diferença. A rede social é uma aliada nesse processo, desde que usada de forma consciente. Recomeçar não significa apagar o passado, mas abrir espaço para novas possibilidades de relação.
Qual mensagem você deixaria para quem considera a amizade algo secundário?
Às vezes, só percebemos a importância de uma amizade quando ela falta. Amigos dividem os momentos felizes, mas também estão presentes nos períodos difíceis e nas fases de maior fragilidade.
Uma experiência ruim pode acontecer, e isso não deve levar à generalização de que toda amizade será assim. Uma decepção não define as relações que ainda serão construídas. Amizade significa apoio, presença e a lembrança de que ninguém precisa enfrentar tudo sozinho.
Em uma sociedade marcada por pressa, dispersão e mudanças constantes na forma de convivência, preservar vínculos segue sendo uma atitude simples, mas importante para a saúde mental. Cultivar amizades, retomar contatos e pedir ajuda quando necessário são gestos que fortalecem o cuidado com a vida e com o outro.
Sobre o CEJAM
O CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Osasco, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.
A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.
O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado novamente, em 2026, a certificação Great Place to Work. O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.
Neste ano, a organização lança a campanha CEJAM 2026: respeito à vida, respeito ao planeta. 365 dias cuidando do presente, transformando o futuro!
Siga o CEJAM nas redes sociais (@cejamoficial) e acompanhe os conteúdos divulgados no site da instituição.
Saúde
Novo medicamento dobra sobrevida em câncer de pâncreas e traz esperança aos pacientes
Aproximadamente 11.000 brasileiros são afetados por ano com o câncer de pâncreas, correspondendo a cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e 5% do total de mortes por neoplasias no país. Além disso, no Brasil, o câncer de pâncreas ocupa a 14ª posição entre os tipos de câncer mais frequentes. Por ser difícil de ser detectado e por ele avançar de forma rápida sem apresentar sinais, este tumor que atinge uma glândula localizada no abdome que é responsável pela produção de enzimas digestivas e produção de hormônios possui poucas opções de tratamento.
Mas os profissionais da área da saúde estão conseguindo mudar este cenário graças à descoberta de novos medicamentos e tratamentos. E essas descobertas só são possíveis através da pesquisa clínica, que é quando são realizados testes em humanos para saber a segurança e a eficácia de novas drogas e vacinas.
Recentemente, durante a sessão plenária da ASCO 2026, o principal congresso mundial de oncologia, milhares de especialistas aplaudiram de pé a apresentação dos resultados de uma nova droga experimental para pacientes com câncer de pâncreas em estágio avançado, que já não respondiam às terapias convencionais. A sobrevida dos pacientes que receberam o medicamento praticamente dobrou: foi de sete para 13 meses. Trata-se de um tratamento oral desenvolvido para bloquear a atividade da proteína RAS, que impede o crescimento do tumor. Apesar de o medicamento não ser a cura, ele traz esperança aos pacientes que achavam que já não tinha mais o que ser feito, e isso tudo só foi possível graças aos estudos clínicos.
“Nenhum novo tratamento chega aos pacientes sem pesquisa clínica. Cada nova terapia aprovada, cada ganho de sobrevida e cada avanço que transforma a prática médica são resultado de estudos cuidadosamente conduzidos, que geram as evidências necessárias para que a ciência se traduza em benefício real para a sociedade”, afirma Fernando de Rezende Francisco, diretor executivo da Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (ABRACRO).
Nos últimos anos, a pesquisa clínica tem ganhado destaque no Brasil graças a regulamentação da Lei da Pesquisa com Seres Humanos (Lei nº 14.874/2024). A expectativa é que nos próximos anos o Brasil se consagre como um dos países que mais investem em estudos clínicos. De acordo com a Anvisa, nos últimos cinco anos, mais de 1,4 mil estudos clínicos foram autorizados no Brasil, grande parte direcionada ao tratamento de tumores.
“Essa descoberta apresentada na ASCO 2026 é o resultado de anos de investigação científica, colaboração entre especialistas e participação voluntária de pacientes em estudos clínicos e mostra que nenhuma inovação chega aos pacientes sem pesquisa clínica. Quanto mais investirmos em estudos clínicos, maior a probabilidade de oferecermos qualidade de vida e esperança aos pacientes”, finaliza Francisco.
Sobre a ABRACRO
A Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica é responsável pela grande mudança na reputação dessa área tão importante para a saúde no Brasil. Desde 2005, ela representa as ORPCs (Organizações Representativas de Pesquisa Clínica) e contribui para a melhoria dos processos e atividades do setor. Hoje, são fonte para os órgãos reguladores do setor que, pela rigidez dos processos e questões éticas, muitas vezes a consulta antes da publicação de uma nova norma. A ABRACRO também realiza eventos e workshops para aproximar o paciente e o público leigo dos profissionais da área.
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