Assembléia Legislativa MS
Senadores manifestam solidariedade a parlamentares hostilizados na Venezuela
Logo depois de o presidente do Senado, Renan Calheiros, ler uma nota condenando as hostilidades enfrentadas por uma comitiva de senadores na Venezuela, vários parlamentares manifestaram solidariedade aos colegas. Parte deles cobrou uma posição mais equilibrada dos senadores brasileiros.
De Caracas, um dos oito senadores que integraram a comitiva, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), relatou à Rádio Senado qual foi o clima encontrado pelos parlamentares assim que chegaram na Venezuela.
– Nós não conseguimos sair do aeroporto. Tinha um conjunto de 100, 150 manifestantes contratados, que cercaram nosso ônibus, jogando pedras e algumas coisas mais no nosso ônibus. É um ambiente muito tenso. A nossa missão é uma missão de paz, é uma missão pacífica, é uma missão para que nós possamos conversar com as organizações que trabalham com direitos humanos, com a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa – disse Ferraço.
A comitiva pretendia visitar opositores ao governo venezuelano que se encontram presos na capital daquele país. Após horas aguardando uma solução diplomática, que lhes permitiria levar a missão até o fim, o grupo decidiu retornar a Brasília.
Constrangimento
No Plenário do Senado, parlamentares de diversos partidos repudiaram o tratamento dado aos senadores brasileiros.
Ana Amélia (PP-RS) ressaltou que o incidente, além de ter colocado em risco a integridade física dos parlamentares, é extremamente grave sob o aspecto institucional.
— O que está acontecendo em Caracas neste momento revela absoluto desrespeito a regras mínimas de convivência. Acredito que mesmo os defensores do regime venezuelano atual nesta Casa se sentem constrangidos — disse Ana Amélia, cobrando uma conversa da presidente Dilma Rousseff com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou que, como presidente da Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana (EuroLat), já tratou da questão com o governo venezuelano. Ele comparou a intolerância verificada no episódio desta quinta-feira (18) a fatos recentes ocorridos no Brasil.
— Eles estão vivendo na Venezuela o que a nossa presidente da República já viveu aqui no Brasil, com “indignados”, com “cansamos”, inclusive em exposições, tendo o seu trânsito interrompido. É simplesmente terrível o que aconteceu lá, como tem sido terrível o que tem acontecido aqui, com uma incompreensível alegria de setores da oposição — disse.
Conciliação
O líder do governo, Delcídio do Amaral (PT-MS), relatou ter transmitido sua preocupação ao Palácio do Planalto e aos ministros da Defesa, Jaques Wagner, e da Justiça, José Eduardo Cardozo. Ele garantiu que o governo tomará as devidas providências depois que se verificar exatamente o que houve em Caracas.
Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) ressaltou que, embora tenha posicionamento político distinto da comitiva que foi à Venezuela, considera inaceitável a intolerância verificada em Caracas.
— Não podemos aceitar qualquer tipo de intolerância, principalmente contra representantes do Parlamento brasileiro, que se deslocaram em uma missão pacífica — resumiu o senador.
Também lamentando o ocorrido, Lindbergh disse que o governo brasileiro tem participado com equilíbrio do processo de negociação na Venezuela, conversando com o governo de Maduro e também com setores da oposição:
— O que queremos é a garantia do processo legal, a existência de eleições parlamentares este ano e no próximo ano tem o instrumento da própria Venezuela, que é o referendo revogatório [que permite a destituição do presidente].
Ao mesmo tempo em que manifestou solidariedade aos colegas, Lindbergh pediu aos parlamentares brasileiros que se disponham a conversar com os dois lados, de modo a facilitar uma saída conciliatória.
— É papel dos parlamentares também, ao exercerem a diplomacia parlamentar, ter uma postura mais equilibrada, de discussão com os dois lados, de buscar caminhos pacíficos para vencer essa crise.
“Ouvir os dois lados” é o propósito de uma nova comitiva criada pelo Senado. Integrada pelos senadores Randolfe, Lindbergh, Requião, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Lídice da Mata (PSB-BA), ela vai verificar in loco a situação política, social e econômica da Venezuela.
Agência Senado
Assembléia Legislativa MS
Hashioka pede estudo técnico para melhorar tráfego na BR-158, em Três Lagoas
Durante a sessão plenária desta terça-feira, 26, da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos) apresentou indicação solicitando, em regime de urgência, à Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS), a realização de estudo de viabilidade técnica para implantação de uma terceira faixa na BR-158, no trecho que liga o município de Três Lagoas à fábrica da Eldorado Brasil Celulose, nas proximidades do km 231 da rodovia.
Na justificativa apresentada, Hashioka defendeu que a obra trará impactos positivos para toda a cadeia produtiva da região, fortalecendo a competitividade econômica de Três Lagoas e oferecendo melhores condições de circulação aos usuários da BR-158. O expediente foi encaminhado ao diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis, e tem como objetivo melhorar as condições de trafegabilidade e segurança em um dos corredores logísticos mais movimentados da região leste do Estado.
Segundo o parlamentar, o trecho apresenta intenso movimento diário de caminhões de grande porte, ônibus de transporte de trabalhadores e veículos leves, cenário que exige intervenções estruturais para garantir maior segurança viária. “A ampliação da capacidade operacional da rodovia é necessária para reduzir os riscos de acidentes, especialmente em ultrapassagens, além de melhorar a fluidez do trânsito e proporcionar mais segurança aos motoristas e trabalhadores que utilizam a via diariamente”, argumentou.
Hashioka ressaltou ainda que a implantação de terceiras faixas é uma solução amplamente adotada em trechos rodoviários de pista simples com elevado volume de tráfego, sobretudo em regiões com forte presença logística e industrial. Ademais, o crescimento econômico de Três Lagoas tem provocado aumento contínuo da circulação de cargas, principalmente de madeira, insumos industriais e celulose, tornando necessária a modernização da infraestrutura viária para acompanhar a demanda regional.
Além da segurança, a proposta busca melhorar o tempo de deslocamento, reduzir congestionamentos e ampliar a eficiência logística, beneficiando diretamente trabalhadores, empresas transportadoras, moradores e o setor produtivo. “Investir em infraestrutura rodoviária é investir na preservação de vidas, na mobilidade e no desenvolvimento regional. Precisamos planejar e adequar nossas rodovias à realidade do crescimento econômico que Mato Grosso do Sul vive atualmente”, afirmou.
Agência ALEMS: https://al.ms.gov.br/Noticias/145257
Assembléia Legislativa MS
Hashioka prestigia lançamento do Portfólio de Projetos da Fundação Bombeiros do Pantanal
O deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos) participou, na noite de quarta-feira, 27, do evento em comemoração ao primeiro aniversário da Fundação Bombeiros do Pantanal e do lançamento oficial do Portfólio de Projetos 2026. A solenidade foi realizada na Associação dos Oficiais Militares Estaduais de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, a convite do diretor-presidente da Fundação, coronel QOBM José Antônio Pereira dos Santos.
A Fundação Bombeiros do Pantanal foi criada em 2025 com o objetivo de fortalecer, estruturar e ampliar a capacidade operacional do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS), atuando na captação de recursos e na viabilização de projetos estratégicos voltados à segurança pública, preservação ambiental e ações sociais.
Durante o evento, foi apresentado o Portfólio de Projetos 2026, um catálogo estruturado de iniciativas elaboradas para atrair investimentos públicos e privados destinados à modernização da corporação. Entre as frentes estratégicas estão projetos voltados à prevenção e combate aos incêndios florestais, proteção do bioma pantaneiro, aquisição de equipamentos, ampliação da estrutura operacional e desenvolvimento de ações educativas e sociais.
Ao prestigiar o lançamento, Hashioka ressaltou a importância de iniciativas que proporcionem maior agilidade na execução de investimentos e fortaleçam o atendimento prestado à população sul-mato-grossense. Engenheiro por formação e defensor de políticas públicas voltadas à infraestrutura e à segurança, o parlamentar destacou que o fortalecimento institucional do Corpo de Bombeiros representa um investimento direto na proteção da vida, do patrimônio e do meio ambiente.
O parlamentar destacou, ainda, a Proposta de Emenda Constitucional 18/2024, conhecida como PEC do Pantanal, sugerida por ele e apresentada pela senadora por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina (PP), que altera texto da Constituição e classifica o Pantanal de Mato Grosso do Sul como patrimônio nacional. “Mato Grosso do Sul abriga a maior parte do Pantanal, com cerca de 65% de seu território aqui. O texto está tramitando no Congresso e será uma reparação histórica para nós”, afirmou.
A Fundação Bombeiros do Pantanal atua justamente para reduzir entraves burocráticos e acelerar a implementação de projetos considerados essenciais para a corporação. Por meio de parcerias com empresas privadas e do apoio de investidores institucionais, a entidade busca viabilizar aquisição de viaturas, equipamentos especializados, tecnologias operacionais e programas preventivos, especialmente em regiões sensíveis como o Pantanal.
Hashioka reforçou o compromisso do mandato com o fortalecimento da corporação. “Ampliar a capacidade de resposta do Corpo de Bombeiros é investir na segurança da população e na proteção do meio ambiente, ainda mais diante dos desafios ambientais enfrentados por Mato Grosso do Sul, principalmente no Pantanal, região frequentemente afetada por queimadas e eventos climáticos extremos”, afirmou.
Agência ALEMS: https://al.ms.gov.br/Noticias/145289
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