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Economia

Produção de aço bruto do Brasil cresce 24% no primeiro semestre

Publicado

A produção brasileira de aço bruto cresceu 24% no primeiro semestre deste ano, em comparação a igual período do ano passado, atingindo 18,1 milhões de toneladas. As vendas internas (12,09 milhões de toneladas) subiram 43,9% e o consumo aparente (14,03 milhões de toneladas), 48,9%. Os dados foram divulgados hoje (22) pelo presidente executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes.

O balanço revela, porém, que as exportações tiveram retração em quantidade (-13,7%), com total de 5,2 milhões de toneladas, e aumento de 28,3% em valor (US$ 3,8 bilhões) em relação ao mesmo período de 2020. Lopes disse que o consumo de aço e o desenvolvimento econômico “andam juntos e são indissociáveis” e que o produto é um indicador antecedente e deve influenciar no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

As importações evoluíram 140,6% no acumulado janeiro/junho em quantum, somando 2,5 milhões de toneladas, e 105,6% em valor, com US$ 2,3 bilhões no período analisado. Lopes destacou que, no primeiro semestre, em relação às médias anuais de 2018, 2019 e 2020, as vendas internas cresceram 28,9%, 28,7% e 24,4%, respectivamente, enquanto as exportações caíram, na mesma comparação, 61%, 54,4% e 33,7%. Segundo Lopes, isso comprova que não corresponde à realidade a argumentação de que o setor aumentou exponencialmente a exportação.

Para ele, a alíquota do Imposto de Importação não deve ser reduzida diante das ameaças ao Brasil no setor siderúrgico, “por conta do brutal excedente da capacidade instalada no mundo, que atingiu, no ano passado, 562 milhões de toneladas”. A seu ver, isso abre oportunidade para “práticas predatórias, escaladas protecionistas e preços aviltados”.

Lopes ressaltou que, em todo o mundo, os países vêm adotando salvaguardas para se proteger dessas práticas. Segundo ele, a América do Sul e o Brasil, em especial, aparecem sem nenhum mecanismo excepcional de defesa. O Brasil pode, com isso, transformar-se em um “depositário de desvios de comércio”, acrescentou.

Commodities

O presidente do IABr negou que o preço do aço impeça o crescimento do setor da construção, uma vez que os lançamentos imobiliários cresceram 167,5% nos cinco primeiros meses deste ano, com alta de 160,1% nos financiamentos e de 53,2% nas vendas.

Ele afirmou que o boom (explosão) dos preços das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado externo) não ocorreu somente no setor siderúrgico — o minério de ferro, por exemplo, subiu 172,7% de janeiro de 2020 a junho de 2021. A sucata do Brasil para o mercado doméstico e o ferro-gusa para exportação evoluíram 157,7% e 146,2%, respectivamente. Houve aumentos também para carvão mineral dos Estados Unidos (83,3%) resina (157,9%), coque com alto teor de enxofre (281,5% até maio), soja (85,5%) e algodão (80,5%).

Segundo Lopes, o preço das commodities está em fase de normalização. “Esse fenômeno está estabilizando. A perspectiva que se tem é de manutenção dos níveis de preços.”

Previsões

O Instituto Aço Brasil reviu as previsões para este ano. A projeção feita neste mês é de aumento de 14% na produção de aço bruto, que deve fechar o ano com 35,8 milhões de toneladas, superando as estimativas anteriores de 6,7% e 11,3%, feitas, respectivamente, em novembro de 2020 e em maio de 2021. Caso a previsão se confirme, será o maior patamar da história da indústria siderúrgica no Brasil. Para as vendas internas, o Comitê de Economia do IABr prevê expansão de 18,5% este ano, com 23,05 milhões de toneladas, contra 5,3% em novembro d2 2020 e de 12,9% em maio deste ano. Se confirmada, tal expansão será a maior desde 2013, diz a assessoria de imprensa do IABr.

As exportações devem continuar em queda, encerrando o ano com retração de 8,7%, somando 9,6 milhões de toneladas. As importações têm previsão de incremento de 119% no ano. O consumo aparente deverá aumentar 24,1% em 2021, atingindo 26,6 milhões de toneladas. Quanto ao consumo per capita, isto é, por habitante, a projeção é alcançar 123,6 quilos, contra 100,9 quilos em 2020, mostrando alta de 32% em comparação com o ano 2000. Apesar do aumento, o Brasil ainda está bem distante da China, cujo consumo per capita foi de 691,3 quilos, no ano passado.

Com 31 milhões de toneladas de aço produzidas em 2020, o Brasil aparece na nona posição no ranking mundial, liderado pela China, com cerca de 1,06 bilhão de toneladas.

O setor siderúrgico nacional prevê investir US$ 8 bilhões entre 2021 e 2025. Esse valor se somará aos US$ 28,2 bilhões investidos entre 2008 e 2020, informou Mello Lopes.

Por Agência Brasil

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Economia

Como o aumento na conta de luz afeta os negócios

Publicado

Entenda como o aumento das bandeiras tarifárias pode ser um grande obstáculo para a atividade econômica e o que fazer para economizar dentro desse cenário 

A pandemia prejudicou diversos setores do mundo todo e isso impactou direta e negativamente os pequenos e grandes negócios. Por isso, estima-se que a crise hídrica fez a energia ficar 13% mais cara em boa parte do país.

Essa é considerada a maior crise hídrica em mais de 90 anos, e isso acaba pesando bastante no bolso do consumidor. O reajuste foi de 52% no valor da bandeira tarifária vermelha. Ou seja, a cada 100 kWh consumidos, será cobrado R$ 9,49, sendo que a taxa antiga era de R$ 6,24.

Mas como economizar nesse momento tão delicado? Quais meios de produção dependem fortemente de energia para manter os negócios? Saiba mais sobre os prejuízos causados pelo aumento na conta de luz lendo a seguir.

O que são bandeiras tarifárias

O sistema das bandeiras tarifárias foi criado para tornar as informações sobre o preço da energia do Brasil mais transparentes e acessíveis. Seu funcionamento é como se fosse uma espécie de semáforo. Utilizando essa comparação podemos entender melhor.

Para que haja energia, é necessário ter disponibilidade de insumos para a produção, portanto, quando há uma crise hídrica, por exemplo, esse valor aumenta significativamente.

Como a eletricidade no Brasil vem de diversas fontes de energias, como a hidrelétrica, durante períodos em que há risco de elas não conseguirem gerar a energia necessária, é preciso acionar as usinas térmicas. Entretanto, esse tipo de energia é mais cara.

As bandeiras tarifárias têm o intuito de incentivar a economia de energia, pois o Brasil tem um sistema de aumento de cobrança que é alterado de acordo com a condição dos reservatórios. Essas divisões são as bandeiras tarifárias que, no caso, são divididas entre quatro cores.

Os quatro níveis são divididos da seguinte maneira:

  • Bandeira verde: não gera cobrança extra no consumo de energia;
  • Bandeira amarela: gera tarifa extra de R$1,343 para cada 100 kWh consumidos no mês;
  • Bandeira vermelha, patamar 1: a cobrança extra é de R$ 4,169 a cada 100 kWh;
  • Bandeira vermelha, patamar 2: adicional sobe para R$ 6,243 na conta para cada 100 kWh.

Quando a bandeira tarifária passa a ser vermelha, é sinal de que o consumidor deve economizar energia o máximo que puder.

Setores que mais consomem energia

É importante entendermos que alguns setores consomem muito mais energia do que outros e consequentemente acabam sendo os maiores prejudicados em um momento desses. Alguns desse setores são:

Indústria Automobilística

Algumas pessoas não fazem ideia de que um dos setores que mais consome energia é o automobilístico. De forma geral, esse é o que mais consome energia elétrica no Brasil, e isso pode ser comprovado.

Segundo levantamento da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), o ramo industrial foi responsável por cerca de 36% da energia consumida em todo o país em 2018.

Isso significa que a energia que consumimos em casa não é a maior responsável pelo aumento na conta de luz.

Portanto, o motivo pelo qual a indústria automobilística está em primeiro lugar, é porque os tipos de máquinas usadas para a produção de veículos exigem muita energia elétrica.

Além disso, qualquer pausa no processo pode custar muito caro para toda a linha de produção, pois a indústria trabalha com produtos de alto valor no mercado.

Hospitais

É compreensível e um pouco mais fácil de descobrir o motivo pelo qual os hospitais utilizam muita energia elétrica. O setor de saúde as unidades hospitalares necessitam de máquinas sofisticadas que chegam a operar 24 horas por dia em prol da saúde das pessoas.

Há ainda o custo com a iluminação, ventilação, geradores de qualidade e tratamento de vários pacientes que dependem da energia elétrica para que os equipamentos funcionem corretamente, salvando milhares de vidas todos os dias.

Shoppings Centers

Centros e pontos comerciais também são grandes consumidores de energia, pois funcionam regularmente e acabam influenciando na economia do país, além de ser uma forma de entretenimento com muitas opções.

O gasto é consideravelmente alto com a iluminação, manutenção do sistema de ar condicionado, necessidade de energia elétrica para os que os cinemas funcionem corretamente, entre outros.

Setores de impressão

O setor de impressão não é necessariamente um dos que mais consome energia elétrica, entretanto, é um setor que precisa significamente dela para que tudo corra bem e corretamente.

A impressão de revistas, jornais, livros, materiais pedagógicos e documentos, por exemplo, são essenciais para o país e para a educação.

Isso faz com que as máquinas de impressão, copiadoras e etc sejam muito necessárias para o dia a dia de muitas empresas e consumidores.

Mas o que fazer para economizar energia?

Algumas dicas simples podem ajudar a fazer com que sua empresa ou sua casa gastem menos energia, isso, pensando mensalmente.

  • Não deixe as luzes ligadas se não estiver no cômodo;
  • Substitua as lâmpadas antigas pelas de LED;
  • Atualize aparelhos antigos;
  • Desligue os aparelhos que não estiver usando durante o dia ou pela noite;
  • Procure entender o que mais consome energia na sua casa e na empresa.

Por fim, precisamos lembrar como esse aumento na conta de luz tem afetado os negócios, a economia e praticamente todos os setores do país.

Manter uma situação financeira estável tem sido cada vez mais difícil no Brasil, principalmente com o crescimento da inflação.

Além dos gastos com aparelhos, equipamentos, água, gás, entre outras necessidades tanto para empresas quanto para residências, o aumento da conta de luz prejudica muito os brasileiros e empresários em seu funcionamento mais básico.

Os prejuízos podem ser grandes, como o fechamento ou perda de negócios, interrupção de demandas ou até mesmo redução da qualidade do produto final.

Se formos mensurar o impacto desse aumento, temos o aumento de vários preços na economia: alimentos e indústria.

Além das dicas citadas acima, há outras alternativas que podem ajudar a controlar o custo final em alguns setores.

Uma dica simples para o setor de impressões, por exemplo, é adotar equipamentos que consomem menos energia, como as impressoras que utilizam o toner para imprimir.

De forma geral, em um mundo cada vez mais dependente de recursos eletrônicos e digitais, a energia se torna o bem mais precioso e, naturalmente, supervalorizado. E assim, conforme o tempo passa, mais será necessária a noção de consumo e valores na conta de luz.

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Economia

Dólar sobe para R$ 5,21 após dois dias de queda

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Após dois dias seguidos de queda, o dólar fechou em alta, motivado principalmente pelo mercado externo. A bolsa de valores iniciou o dia em baixa, mas inverteu o movimento durante a tarde e teve pequenos ganhos.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (22) vendido a R$ 5,213, com alta de R$ 0,021 (+0,41%). A cotação começou o dia em queda, mas passou a subir ainda durante a manhã, após a abertura dos negócios nos Estados Unidos. Na máxima da sessão, por volta das 12h40, chegou a R$ 5,22.

A divisa acumula alta de 4,83% em julho. Em 2021, a valorização chega a 0,46%.

No mercado de ações, o dia também foi influenciado pelo cenário internacional. O índice Ibovespa fechou o dia aos 126.147 pontos, com leve alta de 0,17%. O indicador chegou a cair 0,41% por volta as 12h45, mas passou a recuperar-se durante a tarde, motivado principalmente pela alta no preço do petróleo.

O dólar subiu após a decisão do Banco Central Europeu de manter os estímulos monetários e não mexer nos juros da zona do euro. A decisão fez o euro perder força. Aqui no Brasil, a moeda subiu apenas 0,16%, fechando a R$ 6,136 na cotação comercial. No entanto, deu impulso ao dólar, que se valorizou perante o euro e a moedas de vários países emergentes.

Paralelamente, a divulgação de que os pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos subiram na semana passada fez o mercado norte-americano temer os efeitos da variante delta do novo coronavírus. A cotação internacional do petróleo, no entanto, continuou a subir, dando impulso à bolsa em países produtores, como o Brasil.

* Com informações da Reuters

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