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“Não houve Evangelho na Sapucaí, houve sincretismo, sensualidade e blasfêmia”, diz pastor

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O pastor Thiago Oliveira fez uma análise sobre o falso evangelho apresentado na Sapucaí pela Mangueira, que retratou Jesus Cristo no corpo de uma mulher, pobre e vítima da polícia em seu desfile no domingo (23).

“Não, o Evangelho não estava na Sapucaí e o que a Mangueira mostrou não é o Cristo das Escrituras”, diz o pastor e professor de Teologia em texto publicado pelo site Voltemos ao Evangelho na terça-feira (25).

“O fato de Cristo ser mostrado entre os pobres não faz disto um retrato do que temos nos Evangelhos canônicos. De fato, Jesus se fez carne e se fez pobre. Ele pregou para ‘periféricos’ e escolheu 12 homens comuns para dar continuidade ao seu ministério. Mas… Não podemos santificar a pobreza e confundir as ideologias sociais com o Evangelho”.

O pastor observou que Cristo foi rejeitado pelos considerados “periféricos” de Nazaré, foi abandonado pela multidão que tinha sido alimentada com pães e peixes quando Ele começou a pregar o que não desejavam ouvir e foi zombado no momento da crucificação também pelos pobres da época.

“Diante do Cristo que é divino e humano, ninguém é justo”, destaca Oliveira. “Pobres e ricos serão condenados caso não se convertam ao Jesus crucificado e ressurreto para perdoar pecados”.

O pastor ainda acrescenta: “Não houve Evangelho na Sapucaí. Houve sincretismo, houve sensualidade, houve blasfêmia e caricatura do Messias. Quem acha que Jesus estava no desfile da Mangueira e se diz cristão está precisando rever se está vivenciando seu cristianismo com as lentes da canonicidade ou das ideologias deste século”.

Oliveira, que também tem especialização em Ciência Política, esclarece que discursos ideológicos que usam a imagem de Jesus são “auto-engano” e só pioram a “condição de cegueira espiritual do pecador”.

“Jesus não pertence a nenhuma ideologia. Ele não está em sambódromos, assim como não está em slogans de governo. Os cristãos no Brasil precisam dar um basta na ideologização da fé. As ideologias passarão. O Senhor e a Sua Palavra jamais passarão”, afirma.

Por fim, o pastor diz que não compete aos cristãos adotar nenhuma visão ideológica, mas sim vivenciar os princípios das Escrituras.

“Misturar Jesus com elementos de esquerda ou da direita só vai custar caro para a Igreja, no futuro. Isso não é salgar, é deixar insosso achando que salgou. Que a Luz de Cristo resplandeça em cada cristão e o torne peregrino rumo à Cidade Celestial, e não sambista rumo a linha de chegada da Sapucaí”, finaliza.

Por Guiame

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CNBB lança campanha da fraternidade com tema ‘Fraternidade e Vida’

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A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lançou, nesta quarta-feira, dia 26 de fevereiro, a campanha da fraternidade de 2020, com o tema “Fraternidade e Vida: dom e compromisso”. No ano passado, o foco foram as políticas públicas.

A cerimônia ocorreu na sede da CNBB, no Setor de Embaixadas Sul. Santa Dulce dos Pobres e o Papa Francisco foram apresentados como exemplos de bons samaritanos – referência a uma parábola da Bíblia.

Segundo o texto-base da campanha, o objetivo é “conscientizar, à luz da palavra de Deus, para o sentido da vida como dom e compromisso”. Já com o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” – extraído de um versículo bíblico – a campanha quer incentivar as “relações de mútuo cuidado entre as pessoas, na família, na comunidade, na sociedade e no planeta”.

Criada em 1962, a campanha da fraternidade é apresentada todo ano na quarta-feira de cinzas, quando tem início a Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa.

Homenagem

Irmã Dulce, canonizada no dia 13 de outubro do ano passado, será homenageada na Campanha da Fraternidade de 2020 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ela é a primeira mulher nascida no Brasil a se tornar santa.

No centro do cartaz de divulgação da campanha da fraternidade, a santa brasileira aparece junto com crianças e idosos, nas ruas do centro histórico de Salvador.

Objetivos específicos

Além do objetivo geral, a campanha da fraternidade de 2020 apresenta os seguintes objetivos específicos:

Apresentar o sentido de vida proposto por Jesus nos Evangelhos;

Propor a compaixão, a ternura e o cuidado como exigências fundamentais da vida para relações sociais mais humanas;

Fortalecer a cultura do encontro, da fraternidade e a revolução do cuidado como caminhos de superação da indiferença e da violência;

Promover e defender a vida, desde a fecundação até o seu fim natural, rumo à plenitude;

Despertar as famílias para a beleza do amor que gera continuamente vida nova;

Preparar os cristãos e as comunidades para anunciar, com o testemunho e as ações de mútuo cuidado, a vida plena do Reino de Deus;

Criar espaços nas comunidades para que, pelo batismo, pela crisma e pela eucaristia, todos percebam, na fraternidade, a vida como Dom e Compromisso;

Despertar os jovens para o dom e a beleza da vida, motivando-lhes o engajamento em ações de cuidado mútuo, especialmente de outros jovens em situação de sofrimento e desesperança;

Valorizar, divulgar e fortalecer as inúmeras iniciativas já existentes em favor da vida;

Cuidar do planeta, nossa Casa Comum, comprometendo-se com a ecologia integral.

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A virtude da temperança

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Não haverá Paz duradoura enquanto prevalecerem privilégios injustificáveis, que desonram a condição humana, pela ausência de Solidariedade, que deve iluminar homens e povos. Escreveu Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865): “A paz obtida com a ponta de uma espada não passa de uma simples trégua”. Por isso, nestes milênios de “civilização”, milhões morreram sob a chacina das armas, da fome e da doença. (…)

Jesus sempre pregou e viveu a Fraternidade Ecumênica. Como realmente acreditamos no Divino Chefe, temos de batalhar pelo que apresentou como solução para os tormentos que ainda afligem as nações. A temperança é virtude indispensável nesta peleja. Entretanto, diante dos desafios, não confundamos pacifismo com debilidade de caráter.

Bem a propósito, estas palavras da autora Eleanor L. Doan (1914-2010): “Qualquer pusilânime pode louvar a Cristo, todavia é preciso ânimo forte para segui-Lo”. Não podemos também nos esquecer dos exemplos dos cristãos primitivos, mas, sim, neles buscar a vivência que precisa ser repetida neste mundo, qual seja, a da Paz: “Da multidão dos que creram, era um o coração e a alma. (…) E assim, perseguidos por todos os meios, passaram a viver em comunidade, não havendo necessitados entre eles, porque todos se socorriam, cada qual com o que possuía” (Atos dos Apóstolos de Jesus, 4:32 a 34).

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

ServiçoReflexões da Alma (Paiva Netto), 240 páginas. À venda nas principais livrarias ou pela www.amazon.com.br

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