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Campo Grande

Maurício Meirelles apresenta “Surto Coletivo” no Mato Grosso do Sul neste sábado (23)

Fenômeno da comédia nacional chega à capital sul-mato-grossense com espetáculo interativo que tem lotado teatros pelo Brasil

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Um dos principais nomes da comédia brasileira, Maurício Meirelles desembarca pela primeira vez em Campo Grande (MS) com o espetáculo “Surto Coletivo” neste sábado, 23 de maio, às 21h, no Teatro Dom Bosco. Fenômeno de público por onde passa, o show chega à capital sul-mato-grossense cercado de expectativa para a estreia do projeto na cidade. Os ingressos estão disponíveis no site do artista.

Um dos principais nomes da comédia brasileira, Maurício vem rodando o país com um espetáculo que rompe com o formato tradicional do stand-up e transforma o público em parte essencial da apresentação. Misturando humor, improviso, tecnologia e interações em tempo real, “Surto Coletivo” se consolidou como um dos projetos mais inovadores da cena nacional.

A experiência começa antes mesmo de o show iniciar. Ao chegar ao teatro, a plateia responde a um questionário que serve como ponto de partida para as interações conduzidas por Maurício ao vivo. Com uma tecnologia criada especialmente para o espetáculo, histórias, opiniões e situações compartilhadas pelo público se tornam matéria-prima para piadas, provocações e momentos imprevisíveis ao longo da apresentação.

Conhecido por sua rapidez no improviso e pela capacidade de transformar situações cotidianas em humor afiado, Maurício Meirelles segue expandindo os limites da comédia com um espetáculo que une entretenimento, inovação e participação ativa do público.

Serviço — Campo Grande (MS) | “Surto Coletivo” – Maurício Meirelles

Data: 23 de maio de 2026 (sábado)

Horário: 21h

Local: Teatro Dom Bosco

Endereço: Av. Mato Grosso, 225, Centro, Campo Grande – MS – 79002-230

Ingressos: Link

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Campo Grande

Muros de Campo Grande se tornam cartões-postais em projeto com arte urbana e participação comunitária 

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Muros de diferentes bairros de Campo Grande vão ganhar novas cores, histórias e significados a partir do olhar de quem vive a cidade todos os dias. Essa é a proposta do Mural Postal Campão, projeto que une graffiti, participação comunitária e memória afetiva para criar quatro murais colaborativos na Capital.

Durante as ações, moradores, crianças e adolescentes serão convidados a participar de uma vivência de criação coletiva, com oficina e prática de pintura utilizando tinta spray e stencil. A proposta é que a comunidade participe ativamente da construção dos murais, que terão imagens e referências ligadas à cultura regional e ao cotidiano campo-grandense.

As obras serão finalizadas pelo artista visual, muralista e arte-educador Fabio Quill, autor de quadrinhos nascido na periferia de São Paulo e radicado em Campo Grande desde 2018. Com trajetória que transita entre literatura, histórias em quadrinhos e arte urbana, Quill assina obras como Amálgama e A Casa Baís, ambas indicadas ao prêmio HQMix, além de atuar como editor em projetos literários e coletivos.

“A ideia é que as pessoas se reconheçam no mural. O graffiti tem essa força de ocupar a cidade, conversar com quem passa e transformar o espaço em memória. Quando a comunidade participa da pintura, a obra deixa de ser apenas uma intervenção artística e passa a carregar também a história de quem vive naquele lugar”, afirma Fabio Quill.

Depois de concluídos, os quatro murais serão fotografados e transformados em cartões-postais, que serão distribuídos gratuitamente em Campo Grande. Cada postal terá, no verso, dois QR codes: um com informações sobre pontos turísticos e culturais da Cidade Morena e outro com a audiodescrição da arte, ampliando a acessibilidade do projeto.

A circulação dos postais é uma das formas de ampliar o alcance das obras. A imagem criada no bairro poderá circular pela própria cidade e também ser enviada para amigos e familiares em outros lugares, levando consigo referências culturais, afetivas e visuais de Campo Grande.

Arte que nasce do território

O projeto Mural Postal Campão foi viabilizado pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Fundação Municipal de Cultura, com incentivo do FMIC 2024, e parte da ideia de que a cidade também é construída pelas experiências, memórias e expressões de quem mora nela. Ao levar a arte urbana para diferentes regiões e envolver diretamente os moradores no processo criativo, o projeto busca fortalecer o senso de pertencimento e mostrar que a arte pode ser vivida, compartilhada e protagonizada pela comunidade.

Nos muros, nas ruas e, depois, nos cartões-postais, as obras passam a representar uma forma de participação social. A cidade deixa de ser apenas cenário e se torna suporte, inspiração e personagem da criação artística.

As duas primeiras ações já têm data e local definidos. A primeira será realizada no dia 30 de maio, a partir das 9h, na Associação do Bairro Zé Pereira, localizada na Rua Coronel Zelito Alves Ribeiro, nº 324, no Jardim Zé Pereira. A segunda acontece no dia 10 de junho, também a partir das 9h, na Escola Municipal Abel Freire de Aragão, na Rua Ana Luisa de Souza, nº 1.201, no Bairro Santa Branca. Os demais pontos que receberão o projeto serão divulgados em breve pelo Instagram @muralpostal.

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Campo Grande

Casa Amarela celebra os 126 anos de Lídia Baís com exposição inédita de catálogo histórico

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Entre memória, arte e experiência sensível, a Casa Amarela realiza, na quarta-feira (22), em Campo Grande, a abertura do projeto “Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos”. A iniciativa marca os 126 anos de nascimento de Lídia Baís e integra a programação nacional que, neste ano, propõe o tema “Museus unindo um mundo dividido”.

A exposição segue aberta até o dia 23 de maio, com uma programação ampliada que transforma a Semana Nacional dos Museus em um verdadeiro mês de atividades na Casa Amarela, que fica situada na Rua dos Ferroviários, 118 – região central da Capital.

O grande destaque é a apresentação pública na quarta-feira (22), às 18h, do catálogo original da única exposição realizada por Lídia Baís em vida — um documento raro, sem data precisa, mas que se estima ter sido produzido entre as décadas de 1930 e 1935. “Trata-se de uma peça histórica, que nunca havia sido exibida dessa forma. Ela revela não apenas a produção artística da pintora, mas também registros da cena cultural e das relações que atravessavam aquele período”, destaca a idealizadora do projeto, Tatiana De Conto.

“O público encontra não apenas estética de Lídia, encontra a história viva de Campo Grande em espelho — um espaço de reconhecimento interno e de conexão com aquilo que ainda busca nome”, complementa Tatiana, que é também arteterapeuta e uma das gestoras da Casa Amarela, ao lado do artista Guido Drummond.

Lídia Baís: uma artista à frente de seu tempo

A programação que inicia na quarta-feira, 22 de abril, marca o nascimento de Lídia Baís, que completaria 126 anos. A abertura às 18h, com a exposição do catálogo histórico e o sarau “Unindo Mundos”, também celebra o Dia do Arteterapeuta. Esse último conta com  a parceria da Associação de Arteterapia do Estado de Mato Grosso do Sul (AATEMS).

“Nosso intuito é seguir por um mês com atividades que aprofundam o contato com o universo de Lídia. Tivemos a proposta ousada de estender a Semana dos Museus para um mês inteiro de programação, porque entendemos que uma semana seria muito pouco para trabalhar a vida da artista”, afirma Guido Drummond.

Ao longo de maio, nos dias 6,13 e 22, a programação inclui oficinas de arteterapia ministradas por Tatiana De Conto, baseadas em seu livro “Lídia Baís, uma mulher à frente de seu tempo”, lançado em 2023.

“A arteterapia utiliza processos criativos como forma de escuta e elaboração emocional. Nas oficinas, trabalhamos a partir da vida e da obra de Lídia para acessar questões internas, memória e identidade. São experiências que convidam à criação e ao encontro consigo e com o outro”, explica Tatiana.

As oficinas propõem experiências de criação a partir da escrita, da costura e da assemblagem — técnica artística que reúne diferentes materiais e objetos recicláveis— como caminhos de expressão e elaboração simbólica.
Toda a programação dialoga com a Semana Nacional dos Museus, realizada oficialmente em todo o Brasil entre os dias 18 e 24 de maio, mas que, na Casa Amarela, ganha uma dimensão ampliada.

“Antecipamos o início das atividades para abril e estendemos a Semana dos Museus – de 22 de abril a 23 de maio – porque entendemos que uma semana seria pouco para trabalhar a potência da obra de Lídia e a importância dessa data”, justifica Guido.

A iniciativa reforça ainda o papel da Casa Amarela como museu de território e arte urbana — um espaço que vai além da estrutura física e se conecta com as memórias e vivências da comunidade. Desde 2017, o local se tornou Museu de Arte Urbana (MUAU) e atua na valorização da arte e das narrativas que constroem a identidade cultural da Capital. A programação da Semana dos Museus está disponível pelo Instagram @casa.amarela.muau e as inscrições das oficinas pelo telefone (67) 9 9189-7034 – Whatsapp.

Serviço


Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos


Casa Amarela – Rua dos Ferroviários, 118 – região central de Campo Grande (MS)

22 de abril (quarta-feira)
* Abertura da exposição – Catálogo de obras de Lídia Baís (18h)
* Sarau “Unindo Mundos” – Dia do Arteterapeuta

6, 13 e 20 de maio (quartas-feiras)
* Oficina arteterapêutica “Tempos do feminino – pontes em Lídia Baís”

23 de maio (sábado)
* Exibição de documentários – Projeto Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário

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