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Gradeamento de áreas verdes de Três Lagoas gera economia e otimiza ciclo de manutenção
Isso evita ateamento de fogo, presença de animais peçonhentos, além de ampliar o período entre as manutenções do mesmo local
Desde o início desse ano a Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio (SEMEA), adotou o gradeamento ao invés da roçada mecanizada nas áreas verdes não qualificadas, no sentido de prolongar o período entre uma manutenção e outra, algo que gera economia para o Município, além de evitar o ateamento de fogo em áreas públicas.
Atualmente, segundo dados da SEMEA, Três Lagoas conta com mais de 80 hectares de áreas verdes não qualificadas, ou seja, locais sem destinação definida e que necessitam de reparos constantes para evitar o crescimento da vegetação que pode atrair animais peçonhentos e ainda colocar em risco a segurança da população.
Por conta disso, a SEMEA vem adotando o gradeamento dessas áreas, sendo que até esse ano tinha-se o hábito de apenas realizar a roçada mecanizada “Com o gradeamento conseguimos um intervalo de 130 a 150 dias sem necessidade de reparos; com a roçada mecanizada a próxima manutenção teria que ser feita em 60 dias após a anterior, ou seja, isso gera economia para a Cidade, haja vista que diminui o número de vezes que um equipamento tem que ser deslocado para realizar essa ação”, explica o secretário da pasta, Celso Yamaguti.
Outro ponto positivo do gradeamento é que, diferente da roçada que deixa vegetação morta no local, essa revira a terra e, com isso, a vegetação é encoberta evitando assim que animais peçonhentos se abriguem nesses locais. “Mesmo com o tombamento da terra, as árvores nativas da região estão sendo mantidas, pois poderão ser utilizadas em destinações futuras dessas áreas, como praças e outras estruturas que venham a dar uma função para esses locais”, comenta Celso.
Além dessa ação de tombamento em áreas públicas não ocupadas, a SEMEA tem realizado diversos reparos e melhorias na Cidade, como a poda de árvores que atrapalham o tráfego de veículos mais altos pelas vias municipais, tanto da área urbana, quanto da zona rural; plantio de árvores e plantas ornamentais que têm embelezado os canteiros centrais e praças públicas.
“O intuito, com o tempo, é ampliar o número de árvores plantadas em toda a Cidade, além ainda de dar maior eficiência na manutenção dessas áreas verdes, pois elas são fundamentais para embelezar a Cidade e ainda colaborar com uma temperatura média mais amena e um ar mais limpo, pois são as árvores e plantas as responsáveis por filtrar os gases tóxicos do ar”, finaliza Celso.
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Verruck acredita que processo de licitação da Malha Oeste deve ficar para 2027
Considerada estratégica para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, a Malha Oeste teve o processo de licitação interrompido. É que o Tribunal de Contas da União (TCU) pediu novas atualizações de dados e quando receber as informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) terá 75 dias para analisar. “Isso praticamente elimina a possibilidade de que a licitação ocorra ainda em 2026”, analisa o economista e doutor em Desenvolvimento Jaime Verruck.
Ele reforça que a Malha Oeste — ferrovia que liga Corumbá a Mairinque (SP) — é histórica para Mato Grosso do Sul e fundamental para a logística e o desenvolvimento. “Nós sabemos o quanto hoje temos a necessidade da retomada da Malha Oeste, sobretudo do ponto de vista da logística e dos investimentos”, pontua Verruck.
Contexto — Para Mato Grosso do Sul, a retomada pode representar o fortalecimento da competitividade do estado. “Para Mato Grosso do Sul, essa discussão se trata de uma oportunidade estratégica para fortalecer a competitividade e consolidar sua posição como um dos principais corredores de exportação do país”, ressalta Verruck, que atualmente é pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.
Ele lembra que a nova concessão prevê cerca de 1.625 km de ferrovia entre Corumbá (MS) e Mairinque (SP), além da possibilidade futura de recuperação do ramal entre Campo Grande e Ponta Porã. Também estão previstos aporte federal de R$3,6 bilhões para recuperação dos trechos mais degradados.
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ONS determina redução da vazão da UHE Porto Primavera para preservar reservatórios
A CESP (Companhia Energética de São Paulo) iniciou, nesta segunda-feira (20), uma nova redução gradual da vazão da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta (Porto Primavera), localizada na divisa entre os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo. A medida atende à determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a vazão mínima defluente será reduzida, de forma gradual e controlada, dos 4.600 m³/s atuais para 3.900 m³/s, visando assegurar a manutenção dos níveis de armazenamento dos reservatórios da região.
A iniciativa faz parte da estratégia do ONS para preservação dos reservatórios de todo o país diante do cenário de instabilidade climática, com previsão de chuvas abaixo da média em algumas regiões do país. “A CESP atua em total alinhamento com as determinações do ONS, adotando todas as medidas operacionais necessárias para contribuir com a gestão integrada dos reservatórios. Esse planejamento é essencial para assegurar a disponibilidade dos recursos hídricos e a segurança do sistema elétrico nacional nos próximos meses, quando a estiagem pode se intensificar em algumas regiões do país”, explica Paulo Rodrigues Souza, gerente do Centro de Operações da companhia.
Monitoramento ambiental
A operação de redução de vazão contará com ações de monitoramento ambiental e proteção da fauna aquática, previstas no Plano de Trabalho para Conservação da Biodiversidade da companhia e aprovadas pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). As atividades incluem o acompanhamento da qualidade da água, da fauna aquática e do comportamento dos peixes por equipes especializadas, além do uso de drones para inspeções em áreas de difícil acesso e equipamentos destinados à coleta de informações em campo e, se necessário, ao resgate de fauna.
“O monitoramento ambiental é uma etapa essencial durante as alterações operacionais de uma usina hidrelétrica. As equipes da CESP permanecem em campo acompanhando a qualidade da água e o comportamento dos peixes para identificar possíveis mudanças nas condições do rio e orientar medidas preventivas para a proteção da biodiversidade”, destaca Odemberg Veronez, gerente de Sustentabilidade da companhia.
Canal de atendimento
A comunidade pode esclarecer dúvidas ou registrar ocorrências por meio do canal Diálogo Aberto, pelo WhatsApp (11) 93032-6699, disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
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