Campo Grande
Governo de Mato Grosso do Sul libera R$ 9 milhões em convênios para Campo Grande
O Governo do Estado, através da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul), liberou R$ 9 milhões para a Prefeitura de Campo Grande nesta terça-feira (14). O recurso será utilizado em ações de infraestrutura urbana, como pavimentação, recapeamento e drenagem, e também na obra de revitalização da área pública da antiga rodoviária da cidade.
Conforme a Gerência de Finanças e Contabilidade da Agesul, o dinheiro deve ser creditado na conta da prefeitura na próxima quinta-feira (16), após compensação bancária. Os R$ 9 milhões se referem aos pagamentos das segundas parcelas de sete convênios firmados entre o Estado e o município nos meses de setembro e outubro deste ano.
“Quitando mais uma parcela dos convênios, o governador Eduardo Riedel acelera a execução dessas obras que são importantes para toda a população de Campo Grande. Asfalto com drenagem representa qualidade de vida para as pessoas”, destacou o secretário Helio Peluffo, da Seilog (Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística).
Os recursos estaduais estão financiando obras nos jardins Nashiville, Noroeste e Centenário. Também são contemplados os bairros Portal Caiobá e North Park, além da Avenida Duque de Caxias, no trecho que vai do Indubrasil ao aeroporto. A obra de revitalização da área pública da antiga rodoviária também é atendida pelos convênios.
Ao todo, as obras previstas nos sete convênios somam R$ 162,5 milhões – recursos federais, estaduais e municipais. As contrapartidas do governo estadual chegam a R$ 53,6 milhões. Confira os detalhes dos projetos a seguir:
Fundo de Vale do Córrego Imbirussu
Com R$ 84,6 milhões, a obra consiste na pavimentação das vias Avenida 7, Rua 83, Rua 84, Rua 79, Avenida 3 e Avenida Wilson Paes de Barros. Ao todo, serão 8.101 metros de drenagem, 7.484 metros de pavimentação e 4.607 metros de ciclovia.
Recuperação de malha viária – Etapa 2
Obra de R$ 7,4 milhões para recapeamento em trechos das seguintes vias: Rua Bom Sucesso (Anhanduizinho); ruas Fátima do Sul e Península (Lagoa); e ruas João Pedro de Souza e 15 de Novembro (Centro). Ao todo, serão 4.225,89 metros de vias recapeadas.
Bairros Jardim Nashiville, Portal Caiobá e North Park
Pavimentação e drenagem em 24 vias, com investimento de R$ 16,3 milhões. No Nashiville são 752,36 metros de drenagem e 3.433,44 metros de pavimento em 12 ruas: Adhemar Sobral, Cassemiro Soria, Chames Pare, Florestan Fernandes, Ronald de Carvalho, Hipólito Cassiano Gavelan, Francisco Otaviano, José Maria de Souza, Maria Chizarim, Osmar de Andrade, Hideo Akamine e Paulo Soares Valentin.
No Portal Caiobá são 222 metros de drenagem e 1.729,45 metros de pavimentação asfáltica em duas ruas: Diógenes Ignácio de Souza e Poente.
Já no North Park são 848,48 metros de drenagem e 2.353,06 metros de pavimento em 10 ruas: Ushuaia, Quito, La Paz, Abrolhos, Mar del Plata, Bahia Blanca, Punta Arena, Caracas, Atacama e San Juan.
Jardim Noroeste
A obra de pavimentação e serviços complementares de drenagem, acessibilidade e sinalização tem investimento de R$ 10,9 milhões e será feita na Rua Urupês, com 4.117,36 metros de drenagem e 1.678,72 metros de pavimentação, além de uma bacia de amortecimento para microdrenagem.
Avenida Duque de Caxias
Obra de R$ 18,7 milhões para requalificação do pavimento, drenagem e sinalização viária da Avenida Duque de Caxias, entre a rotatória do Indubrasil e o acesso ao aeroporto, no trecho de quem chega na cidade. São 9,2 mil metros de via.
Jardim Centenário
Com R$ 5,3 milhões, a obra consiste na pavimentação, drenagem, acessibilidade e sinalização de 12 ruas e travessas: Ruas Morro do Chapéu, Barra da Corda, Ribeirão das Neves, Granada, Seis de Outubro, Itabirito, Xanxerê, Baliza e Caxiuanã; e Travessas Serra Dourados, Pinheirão e Olímpico. São 1.345 metros de drenagem e 4.335 metros de pavimentação asfáltica.
Antiga rodoviária de Campo Grande
Obra de R$ 16,5 milhões para revitalização de 11.902 m² de área pública total do prédio que recebe o nome de Terminal Rodoviário Eduardo Laburu. As ações de reforma estão divididas entre a antiga rodoviária, a área onde funcionava o terminal de ônibus do transporte coletivo e o quadrilátero de calçadas das ruas Joaquim Nabuco, Dom Aquino, Vasconcelos Fernandes e Barão do Rio Branco.
O prédio da Rua Joaquim Nabuco, onde funcionavam as plataformas de embarque e desembarque (térreo) e onde eram vendidos os tíquetes para viagens (piso superior) será revitalizado.
O local onde funcionava o terminal do transporte coletivo, na Rua Vasconcelos Fernandes, será totalmente demolido para dar lugar a um estacionamento com 69 vagas.
Já as calçadas do quadrilátero das ruas Joaquim Nabuco, Dom Aquino, Vasconcelos Fernandes e Barão do Rio Branco terão acessibilidade e paisagismo.
Bruno Chaves, Comunicação Seilog
Foto: Chico Ribeiro/Arquivo
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Governo do Estado investe mais de R$ 118,2 milhões em obras de infraestrutura urbana em Campo Grande
Fonte: Governo MS
Campo Grande
Casa Amarela celebra os 126 anos de Lídia Baís com exposição inédita de catálogo histórico
Entre memória, arte e experiência sensível, a Casa Amarela realiza, na quarta-feira (22), em Campo Grande, a abertura do projeto “Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos”. A iniciativa marca os 126 anos de nascimento de Lídia Baís e integra a programação nacional que, neste ano, propõe o tema “Museus unindo um mundo dividido”.
A exposição segue aberta até o dia 23 de maio, com uma programação ampliada que transforma a Semana Nacional dos Museus em um verdadeiro mês de atividades na Casa Amarela, que fica situada na Rua dos Ferroviários, 118 – região central da Capital.
O grande destaque é a apresentação pública na quarta-feira (22), às 18h, do catálogo original da única exposição realizada por Lídia Baís em vida — um documento raro, sem data precisa, mas que se estima ter sido produzido entre as décadas de 1930 e 1935. “Trata-se de uma peça histórica, que nunca havia sido exibida dessa forma. Ela revela não apenas a produção artística da pintora, mas também registros da cena cultural e das relações que atravessavam aquele período”, destaca a idealizadora do projeto, Tatiana De Conto.
“O público encontra não apenas estética de Lídia, encontra a história viva de Campo Grande em espelho — um espaço de reconhecimento interno e de conexão com aquilo que ainda busca nome”, complementa Tatiana, que é também arteterapeuta e uma das gestoras da Casa Amarela, ao lado do artista Guido Drummond.
Lídia Baís: uma artista à frente de seu tempo
A programação que inicia na quarta-feira, 22 de abril, marca o nascimento de Lídia Baís, que completaria 126 anos. A abertura às 18h, com a exposição do catálogo histórico e o sarau “Unindo Mundos”, também celebra o Dia do Arteterapeuta. Esse último conta com a parceria da Associação de Arteterapia do Estado de Mato Grosso do Sul (AATEMS).
“Nosso intuito é seguir por um mês com atividades que aprofundam o contato com o universo de Lídia. Tivemos a proposta ousada de estender a Semana dos Museus para um mês inteiro de programação, porque entendemos que uma semana seria muito pouco para trabalhar a vida da artista”, afirma Guido Drummond.
Ao longo de maio, nos dias 6,13 e 22, a programação inclui oficinas de arteterapia ministradas por Tatiana De Conto, baseadas em seu livro “Lídia Baís, uma mulher à frente de seu tempo”, lançado em 2023.
“A arteterapia utiliza processos criativos como forma de escuta e elaboração emocional. Nas oficinas, trabalhamos a partir da vida e da obra de Lídia para acessar questões internas, memória e identidade. São experiências que convidam à criação e ao encontro consigo e com o outro”, explica Tatiana.
As oficinas propõem experiências de criação a partir da escrita, da costura e da assemblagem — técnica artística que reúne diferentes materiais e objetos recicláveis— como caminhos de expressão e elaboração simbólica.
Toda a programação dialoga com a Semana Nacional dos Museus, realizada oficialmente em todo o Brasil entre os dias 18 e 24 de maio, mas que, na Casa Amarela, ganha uma dimensão ampliada.
“Antecipamos o início das atividades para abril e estendemos a Semana dos Museus – de 22 de abril a 23 de maio – porque entendemos que uma semana seria pouco para trabalhar a potência da obra de Lídia e a importância dessa data”, justifica Guido.
A iniciativa reforça ainda o papel da Casa Amarela como museu de território e arte urbana — um espaço que vai além da estrutura física e se conecta com as memórias e vivências da comunidade. Desde 2017, o local se tornou Museu de Arte Urbana (MUAU) e atua na valorização da arte e das narrativas que constroem a identidade cultural da Capital. A programação da Semana dos Museus está disponível pelo Instagram @casa.amarela.muau e as inscrições das oficinas pelo telefone (67) 9 9189-7034 – Whatsapp.
Serviço

Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos
Casa Amarela – Rua dos Ferroviários, 118 – região central de Campo Grande (MS)
22 de abril (quarta-feira)
* Abertura da exposição – Catálogo de obras de Lídia Baís (18h)
* Sarau “Unindo Mundos” – Dia do Arteterapeuta
6, 13 e 20 de maio (quartas-feiras)
* Oficina arteterapêutica “Tempos do feminino – pontes em Lídia Baís”
23 de maio (sábado)
* Exibição de documentários – Projeto Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário
Campo Grande
Festival da Juventude 2026 reúne milhares de pessoas e consolida protagonismo jovem na cultura sul-mato-grossense
Durante três dias, o Festival da Juventude 2026 reuniu 27.505 pessoas, entre público presencial e virtual, consolidando-se como um dos principais eventos culturais voltados à juventude no estado. Entre os dias 26 e 28 de março, o campus da UFMS em Campo Grande/MS a foi atravessado por múltiplas linguagens — literatura, teatro, dança, cinema, música, circo, tecnologia e cultura urbana — em uma programação gratuita que colocou a juventude no centro da criação artística.
Mais do que números, o festival revelou a potência de uma geração que escreve, performa, filma, debate e ocupa espaços com suas próprias narrativas.
A programação reuniu artistas e nomes de destaque nacional e regional, como Ney Matogrosso, que recebeu o título de Doutor Honoris Causa durante a abertura oficial e participou de uma palestra-show histórica; Chico Chico, que encerrou o festival com o show “Let It Burn – Deixa Arder”; Maria Homem e Geni Nuñez, que trouxeram reflexões sobre juventude, subjetividade e contemporaneidade; além de artistas como Karla Coronel, MC Anarandá, MC Miliano, Serena MC, Orquestra Indígena, Samba do Caramelo, Grupo Sobrevento, Teatro Imaginário Maracangalha, Circo do Mato, Jackeline Mourão, Cia Pisando Alto e outros.

Juventude em movimento, criação e escuta
O festival também se afirmou como espaço de formação e pensamento crítico, com oficinas conduzidas por nomes como Shirley Cruz, Joel Pizzini, Monique Malcher e Vinicius Barbosa, além de mesas de debate, rodas de conversa e o Fórum da Juventude, que reuniu jovens para contribuir na construção de políticas públicas.
Proposto pela Subsecretaria de Políticas Públicas para Juventude dentro da programação do festival, o Fórum se consolidou como um espaço de escuta ampliada e participação ativa, reunindo diferentes juventudes em um mesmo território de diálogo.
Para o subsecretário de Políticas Públicas para Juventude de MS, Jessé Fragoso da Cruz, realizar o Fórum dentro do Festival da Juventude potencializou o encontro e a participação.
“A importância é justamente reunir essas juventudes em um grande evento. Tínhamos representatividades indígenas, quilombolas, periféricas, entre outras, em um mesmo espaço. Não só para o fórum, mas também para celebrar o que estava acontecendo no festival. Isso cria um ambiente de pertencimento, onde os jovens se sentem à vontade para falar, problematizar e participar”.
Segundo ele, as discussões revelaram a diversidade de realidades que compõem a juventude sul-mato-grossense, trazendo demandas que vão desde questões estruturais até temas emergentes.
“Assim como existem vários Brasis dentro do Brasil, existem várias juventudes dentro da juventude sul-mato-grossense. Surgiram propostas importantes sobre empregabilidade, educação e qualificação profissional, mas também com muita força temas como saúde mental, que é um desafio atual, além de meio ambiente, sustentabilidade, cultura e participação social”.
Jessé também destaca que o Fórum tem impacto direto na construção de políticas públicas no estado. “Essas contribuições impactam de forma crucial a atualização do Plano Estadual da Juventude. É a partir dessas escutas, realizadas nas diferentes regiões e culminando no festival, que conseguimos construir um plano que não nasce do gabinete, mas daquilo que os jovens realmente apontam como prioridade. É um impacto direto na formação e execução das políticas públicas”.
Alcance ampliado e presença digital
Além do público presente nos espaços da UFMS, o Festival da Juventude também alcançou milhares de pessoas por meio das transmissões online. Somente a cerimônia do título de Doutor Honoris Causa e a apresentação de Ney Matogrosso reuniu cerca de 4 mil espectadores ao vivo no canal da TV UFMS no YouTube.
Ao considerar o público total por atividade, incluindo concursos, espetáculos, oficinas, debates, transmissões e votações, o festival chegou a 27.505 pessoas, demonstrando sua capacidade de mobilização tanto presencial quanto digital.
Um território que permanece
Mais do que um evento pontual, o Festival da Juventude 2026 deixa como legado um território simbólico onde a juventude é autora, protagonista e agente de transformação. Ao ocupar a universidade com arte, pensamento e criação, o festival reafirma que a cultura é também um espaço de formação, de pertencimento e de construção coletiva de futuro.
O Festival da Juventude foi uma realização do Instituto Curumins em parceria com a UFMS e com o Ministério da Cultura, que efetiva convênio por meio de emenda destacada pelo deputado federal Vander Loubet, além do apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura Lei Rouanet, Fundo Nacional de Cultura e Governo do Brasil. Tem o apoio da Secretaria de Estado da Cidadania, Subsecretaria da Juventude, Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Secretaria de Estado da Educação, Fundação de Cultura, Educativa MS, Governo de MS, senadora Soraya Thronicke, deputada federal Camila Jara e Águas Guariroba.
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