Economia
Especialista mostra como avaliar um empreendimento imobiliário na hora de investir
Na intenção de refletir sobre o mercado imobiliário, a SBS Empreendimentos iniciou uma série de entrevistas com alguns dos maiores nomes do mercado imobiliário do Brasil para analisar as transformações do setor. Outro motivo é ajudar quem quer investir no setor a entender o cenário atual e quais pontos considerar para garantir uma rentabilidade expressiva na carteira.
Segundo a executiva Phaena Spengler, a empresa entende ser de extrema importância a responsabilidade de desenvolver o mercado imobiliário em Mato Grosso do Sul. “Faremos isso apenas se tivermos este tempo para refletir e entender o que está sendo feito e o que podemos fazer para fomentar nosso crescimento e para isso precisamos envolver todos: empresas, fornecedores, corretores, clientes. Uma cadeia ativa é que nos faz mais competentes”, diz Phaena.
A primeira conversa desta série aborda as particularidades que tornam um imóvel rentável sob a visão do engenheiro civil, Alcides Gonçalves, sócio/diretor da FASTDI Desenvolvimento Imobiliário. Gonçalves tem mais de 40 anos de experiência como gestor e consultor na área de Edifícios, Incorporação Imobiliária e Urbanismo e atua no desenvolvimento de produto imobiliário que atende diferentes públicos. “Eu me especializei em construir edifícios onde as pessoas possam viver, e viver bem. O lado humano é que torna um empreendimento um bom produto e para isso existem muitas variáveis”, afirma.
Durante a live, no último dia 8, Gonçalves citou o VISTA, empreendimento da SBS em Campo Grande, como um modelo de investimento imobiliário por conta de suas inúmeras soluções que o imóvel apresenta para o morador. Além de uma ótima localização, estrutura, gestão de condomínio, espaços de lazer e multiuso e o fácil acesso a serviços essenciais, o diretor da FASTDI pontuou ainda que o VISTA apresenta um conceito novo na maneira de morar e que esses elementos únicos agregaram valor ao imóvel.
A entrevista está disponível no Facebook https://www.facebook.com/sbsempreendimentosms e também pelo Instagram @sbsempreendimentos.ms. As entrevistas serão exibidas todas as quintas de abril, sendo a próxima, dia 15, com o sócio da Nova House Imobiliárias, João Rodi que falará sobre a atuação de imobiliárias especialistas em gestão de carteira e como elas auxiliam o investidor para lucrar com aluguel de temporada.
Dia 22 de abril, será a vez de refletir sobre o panorama dos imóveis para investimento no Brasil e em Mato Grosso do Sul com o sócio da Brain Inteligência Imobiliária, Fábio Tadeu e a última quinta do mês, 29 de abril, o convidado é Diogo Merlone, sócio da Merlone Imóveis sobre a valorização dos imóveis vendidos na planta em Campo Grande. Todas as entrevistas serão às 18 horas.
Os vídeos ficarão liberados por tempo limitado. Caso não consiga assistir até a data final, envie uma mensagem no WhatsApp para 67.99649-9658 e cadastre-se para receber esse e outros conteúdos exclusivos do mercado imobiliário local e nacional.
SOBRE O VISTA
O empreendimento fica na rua Franklin Roosevelt, esquina com a rua 15 de Novembro, no Jardim dos Estados, uma torre única com 71 apartamentos de um e dois dormitórios de 41 e 60 metros quadrados e dois duplex de 91 metros quadrados, em quinze pavimentos, três subsolos para garagem com estrutura para car whash a seco, tomadas para carros elétricos, bicicletário, espaço para cuidados com pets e diversos outros diferenciais para facilitar a rotina diária
SOBRE A EMPRESA
A SBS Empreendimentos nasceu em Campo Grande (MS), em 1996. É uma empresa familiar comandada pelo engenheiro civil, Celso Spengler. Tem forte atuação também na região Norte do Brasil, com um portfólio de mais de 250 mil metros quadrados em área construída, forte investimento em tecnologia, sustentabilidade e qualidade com certificação nível A do PBQPH. Confira mais em nosso site www.vistaempreendimento.com.br.
Economia
Entenda o que muda na conta de luz com a chegada do Mercado Livre de Energia a partir de 2027
Especialista da UniCesumar explica que mudança trará liberdade de escolha do fornecedor e separação de tarifas na fatura, mas exige atenção a cláusulas contratuais e taxas fixas que permanecem
A regulamentação da Lei nº 15.269 trará uma transformação estrutural no setor elétrico brasileiro ao permitir que consumidores conectados em baixa tensão escolham a empresa que fornecerá sua energia elétrica. Pelo cronograma oficial, pequenos comércios e empresas industriais poderão negociar a compra de energia em até 24 meses após a vigência do dispositivo (novembro de 2027). Já os consumidores residenciais passarão a ter acesso ao modelo em até 36 meses (novembro de 2028).
A principal mudança é o fim da compra compulsória de energia da concessionária regional. O modelo passa a funcionar de forma semelhante ao setor de telecomunicações: a infraestrutura física de fios e postes continua sendo um monopólio regulado da distribuidora local, enquanto a venda comercial do insumo passa a ser aberta à concorrência entre comercializadores.
“A abertura separa progressivamente a infraestrutura física de distribuição, que continua sendo um monopólio regulado, da comercialização da energia, que passa a ser concorrencial. É uma mudança fundamentalmente comercial e contratual. A eletricidade continuará chegando pela mesma rede da concessionária local, que responde pela conexão e manutenção do serviço”, diz Roberto Uebel, economista e professor de Geografia da EAD UniCesumar.
Como funcionará na prática
Para migrar ao mercado livre, o consumidor não precisará realizar obras ou trocar a fiação elétrica de seu imóvel. A distribuidora de sua cidade continuará responsável técnica e operacionalmente pela entrega física do serviço, manutenção da rede e atendimento a interrupções de fornecimento. “Com a migração, a fatura de energia passará a deixar explícita a divisão de custos. O consumidor pagará um valor fixo regulado pela Aneel à distribuidora local pelo uso da rede física, o chamado ‘fio’, enquanto o valor da energia propriamente dita passa a ser um componente negociável diretamente com a comercializadora varejista”, explica Uebel
A contratação por pequenas empresas e residências será intermediada principalmente por comercializadoras varejistas, que representam o cliente final e administram as obrigações operacionais perante a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Custos, riscos e o que avaliar antes de assinar
Como o consumidor continuará pagando pelos custos do uso da rede, transmissões e encargos setoriais obrigatórios, apenas a parcela correspondente à energia bruta é sujeita à negociação comercial. “A abertura de mercado não significa automaticamente redução de preços. O resultado dependerá do grau de concorrência, da regulamentação e da capacidade de comparação das ofertas. Como apenas parte da conta se torna efetivamente negociável, uma redução expressiva no preço da energia não corresponde necessariamente à mesma redução percentual na conta final”, alerta o professor da UniCesumar.
Para minimizar os riscos, o economista ressalta que o consumidor deve analisar criteriosamente as cláusulas contratuais antes da assinatura. A avaliação precisa considerar o preço efetivo do kilowatt-hora (kWh), prazos de vigência, índices e periodicidade de reajustes, limites para oscilação de consumo, regras de renovação automática, multas por rescisão antecipada, além de eventuais taxas de gestão e garantias financeiras exigidas. “O consumidor pode aceitar ofertas aparentemente baratas no primeiro mês, mas sujeitas a indexadores desfavoráveis, taxas administrativas ocultas ou multas elevadas em caso de rescisão. A concorrência precisa vir acompanhada de transparência, criação de preços de referência e fiscalização rigorosa”.
Transição setorial e fiscalização
A migração de consumidores do mercado regulado para o livre pode gerar custos de transição associados à sobre contratação involuntária das distribuidoras regionais. A legislação determina que esses custos residuais de transição sejam rateados proporcionalmente entre os consumidores de ambos os mercados (livre e regulado), evitando que o impacto recaia exclusivamente sobre quem permanecer na distribuidora.
“A fiscalização das operações será integrada: a Aneel atuará na regulação setorial e sanções administrativas aos agentes; a CCEE responderá pelo monitoramento operacional e liquidação financeira do mercado; e os órgãos de defesa do consumidor (Procons e Senacon) atuarão na coibição de abusos contratuais e práticas comerciais enganosas”, conclui Roberto Uebel.
Sobre a UniCesumar
Com mais de 35 anos no mercado educacional e desde 2022 como uma das marcas integradas ao grupo Vitru Educação, a UniCesumar conta com uma comunidade de cerca de 500 mil alunos. Atualmente, possui uma robusta estrutura de Educação a Distância (EAD), com mais de 1,3 mil polos espalhados por todas as regiões do país, além de três unidades internacionais, localizadas em Dubai (Emirados Árabes) e Genebra (Suíça). No ensino presencial, destaca-se o curso de Medicina, oferecido nos campi de Maringá (PR) e Corumbá (MS), juntamente a outros três campi, localizados em Curitiba, Londrina e Ponta Grossa (PR). Como um dos dez maiores grupos educacionais privados do Brasil, a UniCesumar oferece portfólio diversificado, com 350 cursos, abrangendo graduação, pós-graduação, técnicos, profissionalizantes, mestrado e doutorado. Sua missão é promover o acesso à educação de qualidade e contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional de seus alunos, preparando-os para os desafios do mercado de trabalho.
Economia
Presidente do Concen-MS participa de reunião na ANEEL sobre regras que afetam a tarifa de energia
Representantes de associações e entidades de defesa dos consumidores de energia elétrica participaram nesta quinta-feira (25), em Brasília, de uma reunião promovida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para discutir propostas de aperfeiçoamento da metodologia do Fator X, componente utilizado nos processos de reajuste e revisão tarifária das distribuidoras de energia elétrica. A iniciativa faz parte das discussões preparatórias para uma futura consulta pública sobre o tema.
Entre os participantes esteve a presidente do Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa Mato Grosso do Sul (Concen-MS) e também do Conselho Nacional de Consumidores de Energia Elétrica (Conacen), Rosimeire Costa, que representou os consumidores nas discussões sobre os impactos da metodologia tarifária e a necessidade de ampliar os mecanismos de participação social nas decisões regulatórias.
O Fator X é um dos componentes considerados pela ANEEL nos reajustes tarifários e tem como objetivo compartilhar com os consumidores os ganhos de produtividade obtidos pelas distribuidoras ao longo dos ciclos tarifários. Atualmente, o mecanismo também incorpora indicadores relacionados à qualidade do serviço prestado e à satisfação dos consumidores.
Durante a reunião, Rosimeire Costa destacou a importância de que as futuras alterações continuem fortalecendo o papel do consumidor dentro do modelo regulatório brasileiro.
“É fundamental que os indicadores utilizados pela ANEEL reflitam cada vez mais a experiência real do consumidor. A qualidade do fornecimento, a eficiência dos serviços prestados e a percepção dos usuários precisam estar no centro das discussões tarifárias”, afirmou.
A dirigente também ressaltou que os conselhos de consumidores acompanham de forma permanente os processos tarifários em todo o país e têm papel estratégico na tradução dos temas regulatórios para a sociedade.
O encontro foi conduzido por técnicos da agência reguladora e integra uma série de discussões com os diferentes segmentos envolvidos no setor elétrico. Segundo a ANEEL, o objetivo é aprimorar a metodologia do Fator X para que os ganhos de eficiência das distribuidoras sejam compartilhados com os consumidores de forma mais equilibrada e transparente. Uma consulta pública deverá ser aberta nos próximos meses para receber contribuições da sociedade, distribuidoras, especialistas e entidades representativas.
A discussão ocorre em um momento em que a agência vem ampliando o peso dos indicadores de satisfação do consumidor na composição das tarifas. Em janeiro deste ano, a ANEEL aprovou mudanças que reforçam a influência da avaliação dos consumidores sobre a receita das distribuidoras, por meio de indicadores como o Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor (IASC) e mecanismos relacionados ao atendimento das demandas registradas pelos usuários.
Para Rosimeire Costa, a participação das entidades de consumidores nesse processo é essencial para garantir que as mudanças regulatórias resultem em benefícios concretos para a população.
“Nosso papel é assegurar que as decisões regulatórias considerem não apenas os aspectos técnicos e econômicos do setor, mas também os impactos diretos na vida dos consumidores que pagam suas contas de energia todos os meses”, concluiu.
Foto: Divulgação / ANEEL
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