Mato Grosso do Sul
Concessões de Mato Grosso do Sul são destaque em matéria do Valor Econômico
O EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas) e a secretária especial Eliane Detoni são referências nacionais citadas no jornal Valor Econômico, na edição desta terça-feira (13).
Valor Econômico é um jornal de economia, finanças e negócios do Brasil. Consolidado há 23 anos como importante veículo de imprensa, foi criado da parceira entre os grupos Folha e Globo. Com publicações de segunda a sexta-feira e tiragem de 58 mil exemplares o jornal também está disponível na versão on-line.
Confira a matéria na íntegra:
Mato Grosso do Sul planeja renovar carteira de concessões
Estudo do governo inclui projetos de estradas, aeroportos, o terminal portuário de Porto Murtinho e parques estaduais

O governo do Mato Grosso do Sul planeja renovar sua carteira de concessões para os próximos anos. Estão em estudo projetos de estradas, aeroportos, um terminal hidroviário e parques estaduais, segundo Eliane Detoni, secretária especial de Parcerias Estratégicas do Estado.
No setor rodoviário, o avanço dos próximos leilões dependerá do resultado das discussões em torno da relicitação da MSVias, concessão da CCR na BR-163, que está em processo de devolução para o governo federal. A proposta inicial para a relicitação do ativo previa sua divisão em dois blocos – um trecho Norte, que agregaria a BR-262, e um trecho Sul, até a divisa com o Paraná, que incorporaria a BR-267.
Porém, o modelo apresentado gerou frustração durante as consultas públicas, devido a seu baixo nível de investimentos proposto, segundo a secretária. Agora, governo federal, Estado e concessionária tentam encontrar uma outra solução para o ativo. A estruturação dos próximos lotes estaduais, portanto, dependerá dessa definição, explica Detoni.
Em paralelo, o governo estadual deverá estudar de 600 a 900 km de outras rodovias estaduais, que poderão compor novos lotes. Os estudos terão início em 2023, mas deverão ser concluídos apenas nos próximos anos.
Ainda no setor logístico, o governo começou a analisar o projeto de uma concessão do Terminal Portuário de Porto Murtinho, nas margens do rio Paraguai. “Estamos na fase de estudo de pré-viabilidade, mas foram feitas sondagens de mercado e tudo indica que há viabilidade. É um terminal pequeno, mas com potencial no sentido de transporte de cargas e de ampliação da oferta para além de grãos”, afirma Detoni.
Além disso, o Estado também avalia um projeto para os aeroportos regionais do Estado. “Estamos em negociação com o governo federal para a licitação de aeródromos regionais. A ideia é a melhoria de modal logístico no Estado, com um plano de desenvolvimento integrado”, diz. Estão em avaliação 20 terminais, que poderão entrar na carteira.
A gestão também planeja fazer concessões de parques estaduais, uma iniciativa que já estava em curso, em parceria com o BNDES. Nos últimos meses, foi também incorporado ao pacote o Bioparque Pantanal, em Campo Grande, que tem o maior aquário de água doce do mundo, segundo o governo.
Detoni afirma que a equipe também poderá articular projetos voltados a resíduos sólidos. “É um tema municipal, mas entendemos que o Estado pode atuar como catalisador das ações junto às cidades, para dar uma destinação adequada aos resíduos”, diz.
Nos últimos anos, o governo do Mato Grosso do Sul realizou uma série de leilões de concessões bem-sucedidos. Em rodovias, foram licitadas a MS-306, em 2019, e um lote formado pela MS-112 e estradas federais, em 2022 – ambos ficaram com o consórcio Way, formado pela GLP, grupo com sede em Cingapura, e construtoras de médio porte. Em saneamento, foi feita uma PPP de esgotamento sanitário, conquistada pela Aegea, firmada em 2021. A lista de projetos realizados inclui ainda uma PPP de energia fotovoltaica e a Infovia Digital, de instalação de fibra óptica.
Reportagem: Taís Hirata — Valor Econômico / São Paulo
Fotografias: Edemir Rodrigues — EPE/MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Boletim Epidemiológico: MS registra 9.686 casos confirmados de chikungunya
Mato Grosso do Sul registrou 12.803 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 9.686 foram confirmados. Os dados constam no Boletim Epidemiológico referente à 28ª semana epidemiológica, publicado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) na quinta-feira (23).
Até o momento, foram confirmados 28 óbitos por chikungunya nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque. Um óbito permanece em investigação. O boletim também registra 114 casos confirmados da doença em gestantes.
Dengue
Em relação à dengue, o Estado contabiliza 4.718 casos prováveis, sendo 1.815 confirmados. Não há óbitos confirmados pela doença em 2026, e dois permanecem em investigação.
Nos últimos 14 dias, Praíso das Águas, Santa Rita do Pardo, Jaraguari, Fátima do Sul, Angélica, Dois Irmãos do Buriti, Paranhos, Nioaque, Chapadão do Sul, Sidrolândia, Itaquiraí, Ladário, Três Lagoas, Jardim, Caarapó e Campo Grande registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.
Vacinação contra a dengue
Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e registra 223.322 doses aplicadas. Desse total, 201.349 foram administradas na população-alvo.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
Orientação à população
Em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação. A população também deve eliminar recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti.
Confira os boletins:
Comunicação SES
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Dia do Motorista: número de habilitados cresce 19% em 10 anos e revela perfil diversificado dos condutores em MS
Em alusão ao Dia do Motorista, comemorado amanhã, 25 de julho, os dados do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) revelam uma evolução constante no número de condutores habilitados, que passou de 1,14 milhão de condutores em junho de 2016 para mais de 1,36 milhão em junho de 2026, representando um salto de 19% em uma década.
Atualmente, os homens continuam sendo a maioria no trânsito sul-mato-grossense, somando 847.307 habilitados, o que equivale a 62% do total, enquanto as mulheres somam 521.141 condutoras, representando 38%. No entanto, a presença feminina ao volante tem mostrado uma trajetória de crescimento constante, subindo de 40,9% para 43,5% no período analisado.
Outro ponto que ganha destaque é o papel essencial dos motoristas profissionais. Dos mais de 1,3 milhão de habilitados, 220.150 possuem a observação de Exerce Atividade Remunerada na carteira. É um grupo expressivo formado por caminhoneiros, taxistas, motoristas de aplicativo e condutores de transporte de carga e passageiros, que dependem diretamente da direção para movimentar a economia e garantir o sustento de suas famílias.
As estatísticas do Detran-MS mostram ainda que o perfil do condutor no Estado está mudando. A busca por habilitação cresceu de forma mais acelerada nos municípios do interior, com alta de 38,2%, do que na capital, que registrou 22,5%. A capital concentra 32,3% dos condutores do estado, enquanto o interior detém 67,7% das habilitações.
Ao mesmo tempo, os motoristas com 55 anos ou mais já representam 17,8% do total, e a tecnologia se consolidou de vez na rotina da população, com 87% de adesão à CNH Digital.
Comunicação Detran-MS
Fonte: Governo MS
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