Mato Grosso do Sul
Concessões de Mato Grosso do Sul são destaque em matéria do Valor Econômico
O EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas) e a secretária especial Eliane Detoni são referências nacionais citadas no jornal Valor Econômico, na edição desta terça-feira (13).
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Confira a matéria na íntegra:
Mato Grosso do Sul planeja renovar carteira de concessões
Estudo do governo inclui projetos de estradas, aeroportos, o terminal portuário de Porto Murtinho e parques estaduais

O governo do Mato Grosso do Sul planeja renovar sua carteira de concessões para os próximos anos. Estão em estudo projetos de estradas, aeroportos, um terminal hidroviário e parques estaduais, segundo Eliane Detoni, secretária especial de Parcerias Estratégicas do Estado.
No setor rodoviário, o avanço dos próximos leilões dependerá do resultado das discussões em torno da relicitação da MSVias, concessão da CCR na BR-163, que está em processo de devolução para o governo federal. A proposta inicial para a relicitação do ativo previa sua divisão em dois blocos – um trecho Norte, que agregaria a BR-262, e um trecho Sul, até a divisa com o Paraná, que incorporaria a BR-267.
Porém, o modelo apresentado gerou frustração durante as consultas públicas, devido a seu baixo nível de investimentos proposto, segundo a secretária. Agora, governo federal, Estado e concessionária tentam encontrar uma outra solução para o ativo. A estruturação dos próximos lotes estaduais, portanto, dependerá dessa definição, explica Detoni.
Em paralelo, o governo estadual deverá estudar de 600 a 900 km de outras rodovias estaduais, que poderão compor novos lotes. Os estudos terão início em 2023, mas deverão ser concluídos apenas nos próximos anos.
Ainda no setor logístico, o governo começou a analisar o projeto de uma concessão do Terminal Portuário de Porto Murtinho, nas margens do rio Paraguai. “Estamos na fase de estudo de pré-viabilidade, mas foram feitas sondagens de mercado e tudo indica que há viabilidade. É um terminal pequeno, mas com potencial no sentido de transporte de cargas e de ampliação da oferta para além de grãos”, afirma Detoni.
Além disso, o Estado também avalia um projeto para os aeroportos regionais do Estado. “Estamos em negociação com o governo federal para a licitação de aeródromos regionais. A ideia é a melhoria de modal logístico no Estado, com um plano de desenvolvimento integrado”, diz. Estão em avaliação 20 terminais, que poderão entrar na carteira.
A gestão também planeja fazer concessões de parques estaduais, uma iniciativa que já estava em curso, em parceria com o BNDES. Nos últimos meses, foi também incorporado ao pacote o Bioparque Pantanal, em Campo Grande, que tem o maior aquário de água doce do mundo, segundo o governo.
Detoni afirma que a equipe também poderá articular projetos voltados a resíduos sólidos. “É um tema municipal, mas entendemos que o Estado pode atuar como catalisador das ações junto às cidades, para dar uma destinação adequada aos resíduos”, diz.
Nos últimos anos, o governo do Mato Grosso do Sul realizou uma série de leilões de concessões bem-sucedidos. Em rodovias, foram licitadas a MS-306, em 2019, e um lote formado pela MS-112 e estradas federais, em 2022 – ambos ficaram com o consórcio Way, formado pela GLP, grupo com sede em Cingapura, e construtoras de médio porte. Em saneamento, foi feita uma PPP de esgotamento sanitário, conquistada pela Aegea, firmada em 2021. A lista de projetos realizados inclui ainda uma PPP de energia fotovoltaica e a Infovia Digital, de instalação de fibra óptica.
Reportagem: Taís Hirata — Valor Econômico / São Paulo
Fotografias: Edemir Rodrigues — EPE/MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Em centros de idosos e aldeias, Governo de MS expande acesso ao novo RG para toda a população
Até outubro de 2026, em torno de 90 ações e mutirões resultaram na confecção de 8 mil identidades; novos postos ampliam o acesso à documentação civil.
Claudete de Freitas Soares, 65 anos, passou quase duas décadas usando a mesma carteira de identidade e quando recebeu a nova CIN (Carteira de Identidade Nacional), não foi apenas a fotografia que mudou. O documento passou a trazer a identificação de pessoa com deficiência, uma informação que fez diferença na maneira como é atendida em bancos, estabelecimentos comerciais e outros serviços. “Mesmo eles vendo a gente, às vezes, com a bengala, parece que não chamava a atenção. Eles perguntavam pra gente: ‘Você não enxerga?’”, recordou.
Claudete nasceu com baixa visão e, até os 28 anos, ainda conseguia enxergar parcialmente. A perda visual avançou até se tornar completa. A oportunidade de atualizar a identidade surgiu durante uma ação itinerante do Instituto de Identificação da PCi-MS (Polícia Científica de Mato Grosso do Sul), realizada no ISMAC (Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos), em Campo Grande.

O atendimento faz parte das ações realizadas pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), por meio do Instituto de Identificação da Polícia Científica, para levar a emissão do novo RG a instituições e comunidades, especialmente a pessoas que enfrentam dificuldades para chegar aos postos convencionais.
De janeiro a outubro de 2026, o Instituto realizou cerca de 90 ações itinerantes e mutirões, que resultaram na confecção de aproximadamente 8 mil CINs em Mato Grosso do Sul. Em 2025, foram mais de 130 ações, com a emissão de mais de 10 mil documentos.
O serviço integra uma rede estadual que, entre 11 de janeiro de 2024 e 13 de outubro de 2026, contabilizou 948.309 carteiras no relatório de remessas de documentos, considerando todos os postos de identificação.
Uma identidade, menos documentos
Aos 75 anos, Melita Jacinta Brick ainda utilizava uma identidade emitida em 1998. A fotografia já não correspondia à sua aparência atual quando o mutirão chegou ao CCI Vovó Ziza (Centro de Convivência de Idosos), em Campo Grande, espaço que ela frequenta desde a inauguração, há 18 anos.
Foi no próprio centro que Melita solicitou a nova identidade, depois de quase três décadas com o documento antigo. Para ela, a mudança foi além da atualização da fotografia. “Porque abrange CPF também, fica mais fácil, não precisa estar carregando um monte de documentos”, afirmou.
Melita conta que já utilizou a nova identidade na compra de um imóvel e de um veículo, além de atendimentos de saúde. O documento foi solicitado em um lugar que faz parte de sua rotina, sem a necessidade de procurar um posto de identificação.

Identificação mais perto da população
As ações itinerantes também alcançam comunidades indígenas, rurais, quilombolas e ribeirinhas, além de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Durante os atendimentos, as equipes realizam a conferência documental, a coleta biométrica e as orientações necessárias para a emissão da CIN.
O trabalho é complementado pela ampliação da rede fixa de identificação civil. Em parceria com a SED (Secretaria de Estado de Educação), o serviço chegou ao Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, com a instalação de um posto na Escola Estadual Nova Itamarati. Novas unidades também foram implantadas nas aldeias indígenas Te’yikue, Lagoinha, Jaguapiru e Cachoeirinha, além do distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina, e de estabelecimentos prisionais.
Outra frente de expansão ocorre em parceria com o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), com a oferta de serviços de identificação em estruturas compartilhadas, como as unidades instaladas em Dourados.
Enquanto os mutirões levam equipes a locais específicos em datas programadas, os 106 postos permanentes ampliam as opções regulares de atendimento, aproximando a documentação civil de moradores de diferentes regiões do Estado.
A CIN utiliza o CPF como número único de identificação e permite a inclusão opcional de símbolos indicativos de deficiência, mediante apresentação da documentação exigida. A primeira emissão em papel é gratuita. O RG no modelo antigo continua válido, em regra, até 28 de fevereiro de 2032.
Para Claudete, a renovação da identidade trouxe uma mudança que não aparece nos balanços de documentos confeccionados. Ao apresentar a nova carteira, ela percebe que sua condição é reconhecida sem precisar responder às mesmas perguntas de antes. “Já tratam a gente com mais naturalidade”, concluiu.
Maria Ester Jardim Rossoni, Comunicação PCi-MS
Imagens: Comunicação PCi-MS
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
MS avança com obras de infraestrutura rodoviária e urbana nos 79 municípios
Com obras de infraestrutura rodoviária e urbana em todos os municípios de Mato Grosso do Sul, o estado continua a crescer e atrair investimentos que contribuem na geração de emprego e renda para a população. As melhorias estruturais nas cidades, distritos e estradas que ligam diferentes regiões, mostram o cuidado com todas as áreas.
Em Jardim, o Parque Industrial recebe obras de pavimentação e restauração asfáltica, além de drenagem de águas pluviais em diversas vias. Para os empresários que investem na região, a obra já influencia nos planos de crescimento.
O empresário Ghilveder Maidana emprega oito pessoas em sua oficina mecânica de máquinas pesadas – instalada no Parque Industrial desde 2019 –, mas com as melhorias na Rua Mauro Eduardo Bearare, ele já organiza a expansão física e planeja contratar mais funcionários.
“A questão da falta de drenagem atrapalhava muito. Já aconteceu de chover e invadir a mecânica, ficamos dois dias sem conseguir funcionar. Foi um transtorno muito grande. E agora, com o asfalto vamos ampliar o negócio e oferecer mais vagas de trabalho”, disse Maidana.
O fabricante de reboques, Mamude Martins Callaf, também avalia positivamente a chegada do asfalto em frente a loja dele, na Avenida Deolindo Peixoto, e na região. “É ótimo para os negócios, melhora para todos e contribui para o desenvolvimento”.
No distrito de Prudêncio Thomaz, em Rio Brilhante, a população é diretamente beneficiada pela pavimentação asfáltica e drenagem de diversas ruas. Roseny Barbosa, 52 anos, mora na Avenida Ayres Lima há quatro décadas e pontua os inúmeros benefícios da obra. “Eu vim da área rural ainda criança para viver aqui, me casei, tive filhos e netos, só agora vamos ter o asfalto na nossa rua. Melhora demais o dia a dia da gente, facilita o deslocamento e ajuda a manter tudo em ordem”.
MS ATIVO
Com foco em uma gestão municipalista, que traz resultados e transforma a vida das pessoas, o Governo do Estado realiza obras de infraestrutura urbana em diferentes cidades. Com isso MS se consolida como o 2° estado em qualidade das rodovias, de acordo com o ranking CLP 2026.
Os investimentos na infraestrutura urbana nas 79 cidades do Estado fazem parte do programa MS Ativo, que tem como objetivo favorecer diretamente a população, promovendo obras que possam melhorar a qualidade de vida dos moradores.
O MS Ativo 1 soma R$ 1,5 bilhão em obras finalizadas, em execução e com projetos em análise na Agesul. Já o MS Ativo 2 projeta R$ 995 milhões em investimentos até 2027, garantindo a continuidade das ações de infraestrutura em todas as regiões de MS.
Somados, os investimentos do MS Ativo chegam a R$ 3 bilhões, contemplando os 79 municípios sul-mato-grossenses, em obras de infraestrutura e melhorias, com ações focadas em recapeamento, pavimentação asfáltica, drenagem urbana e obras estruturantes melhorando a mobilidade e qualidade de vida nas cidades.
O programa MS Ativo Municipalismo consolidou-se como uma das principais políticas públicas de investimento do estado, com ganhos expressivos tanto para a gestão municipal quanto para a população em geral.
Paralelamente, há ainda R$ 763 milhões em obras civis — finalizadas, em andamento e planejadas — acompanhadas tecnicamente pela Agesul nas áreas de saúde, segurança pública, esporte, cultura, lazer e cidadania, reafirmando o compromisso do Governo do Estado em promover infraestrutura, qualidade de vida e desenvolvimento equilibrado para toda a população.
Investimentos
Entre 2023 e 2025, o Governo de Mato Grosso do Sul investiu mais de R$ 2 bilhões em infraestrutura rodoviária, sendo R$ 1,5 bilhão em pavimentação de 1.153 quilômetros e R$ 511 milhões em restauração de 517 quilômetros de rodovias estaduais.
Na região do Pantanal, entre 2023 e 2025, foram investidos cerca de R$ 478 milhões na implantação de mais de 500 quilômetros de rodovias em revestimento primário. Essas obras ampliam a circulação, reduzem o isolamento de áreas remotas, fortalecem corredores estratégicos para o combate aos incêndios e impulsionam o fomento da produção, com soluções sustentáveis adequadas ao bioma pantaneiro.
Já entre 2026 até 2027, o Governo de Mato Grosso do Sul planeja um novo ciclo de investimentos robustos em infraestrutura, com R$ 3,1 bilhões previstos para obras rodoviárias — sendo R$ 1,7 bilhão destinados à pavimentação de 394 quilômetros e R$ 1,3 bilhão para a restauração de mais de 1.030 quilômetros de estradas estaduais.
ATENÇÃO: confira aqui o pack imprensa com as imagens de obras nos municípios de Jardim e Rio Brilhante (distrito Prudêncio Thomaz).
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Imagens: Álvaro Rezende, Secom
Fonte: Governo MS
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