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Mato Grosso do Sul

Com foco em salvar vidas, Governo de MS reúne municípios em encontro pioneiro sobre trânsito

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Evento consolida o estado de Mato Grosso do Sul como referência nacional na gestão integrada do trânsito

Com o objetivo de salvar vidas, ampliar o conhecimento técnico e fortalecer a atuação dos gestores municipais, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul realizou, nesta terça-feira (25), a solenidade de abertura do I Encontro Estadual sobre Legislação, Educação para o Trânsito e Procedimentos Recursais – 2025.

O evento, promovido pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran-MS), reúne autoridades, especialistas em segurança viária e representantes dos 79 municípios sul-mato-grossenses, no auditório do SEST/SENAT, em Campo Grande.

Representando o governador Eduardo Riedel, o vice-governador Barbosinha destacou o caráter pioneiro de Mato Grosso do Sul, primeiro e único estado do Brasil com todos os municípios integrados ao Sistema Nacional de Trânsito.

“Esse convênio com os 79 municípios é um exemplo de gestão responsável e de atuação preventiva. O trânsito, quando bem administrado, salva vidas. E cada ação educativa ou de fiscalização eficaz é um passo a menos rumo à dor de uma família”, afirmou.

Barbosinha ainda reforçou que o trânsito é uma área estratégica para o desenvolvimento das cidades. “Ao prepararmos nossos gestores e operadores, ao promovermos a educação para o trânsito, reduzimos internações, acidentes e mortes. É um trabalho que exige capacitação, comprometimento e visão de futuro”, completou.

A presidente do Cetran-MS, Regina Maria Duarte, ressaltou que o encontro busca promover a integração entre os novos gestores municipais, muitos deles recém-empossados. “Nosso desafio é levar conhecimento, segurança jurídica e confiança aos municípios, além de mostrar para o Brasil o exemplo de Mato Grosso do Sul como o único estado com 100% de adesão ao sistema nacional. Precisamos valorizar essa conquista e garantir que ela se traduza em benefícios reais à população”, explicou.

Já o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, reforçou o papel do Órgão na estruturação do trânsito municipal. “Esse evento é mais uma ação que conecta os municípios, possibilita troca de experiências e amplia o debate sobre investimentos, fiscalização, educação e sinalização. É mérito de todo um tempo comprometido em levar segurança até o cidadão, em qualquer parte do estado”, disse.

O secretário de Justiça e Segurança Pública, Carlos Videira, fez um resgate histórico da política de descentralização do trânsito. “Levamos o Cetran para dentro da Assomasul com um objetivo claro: desmistificar a visão equivocada de que o trânsito é apenas multa. Conseguimos mudar essa mentalidade, mostrando que uma boa sinalização, além de organizar a cidade, demonstra o cuidado do gestor com a vida das pessoas”, afirmou.

Videira também destacou os investimentos em segurança pública. “No ano passado, destinamos R$ 26,6 milhões aos municípios, aplicando recursos gerados localmente em melhorias concretas como viaturas, sinalização, equipamentos e fardamentos. Essa política de retorno fortalece o pacto federativo e aproxima Estado e municípios na construção de uma sociedade mais segura”, completou.

Com o tema “Fortalecendo o Trânsito dos Municípios Sul-Mato-Grossenses”, o evento segue até o dia 27 de março, com uma programação repleta de palestras técnicas, discutindo sobre a legislação de trânsito e oficinas voltadas à capacitação dos gestores. Um espaço de troca, aprendizado e união em torno de um bem maior: a vida.

A solenidade de abertura também contornou a presença de autoridades de destaque nacional no setor de trânsito, reforçando a relevância do encontro: o vice-presidente do Conselho Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul, coronel PM Wagner Ferreira da Silva; a diretora do Departamento de Segurança no Trânsito da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), Maria Alice do Nascimento Souza; o presidente do Instituto Brasileiro de Direito no Trânsito, Dr. Danilo Oliveira Costa; e o presidente do Cetran do Estado de São Paulo, Francisco Pierotti Arantes.

A participação dessas lideranças fortaleceu o caráter técnico do evento e ampliou o diálogo entre os entes federativos, promovendo a construção conjunta de soluções para um trânsito mais seguro e eficiente em todo o país.

“O trânsito é uma das maiores expressões da vida em sociedade, e quando o poder público se reúne para debater, capacitar e construir soluções conjuntas, estamos, na verdade, cuidando das pessoas. Esse encontro simboliza o compromisso do nosso governo com cada cidadão sul-mato-grossense — seja nas cidades, nas estradas ou no campo”, finalizou Barbosinha.

Lucas Cavalheiro, Comunicação Vice-governadoria
Fotos: João Garrigó/Vice-governadoria

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Ressonância no Hospital Regional de Dourados reduz viagens e anos de espera por diagnóstico no SUS

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Tecnologia na rede pública amplia o acesso a exames de alta complexidade para pacientes de 34 municípios do Cone Sul

A viagem de Adelina Sales começou quando a maioria das casas ainda dormia. Moradora da zona rural, ela levantou à meia-noite e saiu de casa por volta das três da manhã para conseguir chegar ao Hospital Regional de Dourados quase às sete. O cansaço da estrada se somava a uma espera bem mais longa: havia cerca de quatro anos que ela aguardava a realização de uma ressonância magnética pelo Sistema Único de Saúde.

Em tratamento por causa de artrose no joelho, Adelina já havia passado por consultas, encaminhamentos e até feito um exame anterior fora de Mato Grosso do Sul. Ainda assim, seguia à espera de uma nova avaliação que pudesse ajudar na continuidade do tratamento. A chamada para realizar o exame no HRD representou, para ela, mais do que a marcação de um procedimento. Foi a interrupção de uma espera que atravessou anos.

“Levantamos meia-noite para poder estar aqui. Saímos de casa às três da manhã e chegamos quase às sete. Foi cansativo, mas graças a Deus deu tudo certo”, contou. “A gente mora na roça e ficava esperando, esperando, e nunca saía. Agora saiu, graças a Deus.”

A instalação do primeiro aparelho de ressonância magnética da rede pública no Hospital Regional de Dourados começou a alterar a rotina de pacientes como Adelina, especialmente moradores de cidades do interior, distritos e comunidades rurais. O equipamento entrou em funcionamento no dia 27 de abril e passou a atender a macrorregião do Cone Sul, formada por 34 municípios. Com capacidade estimada para cerca de 500 exames por mês, o serviço diminui a necessidade de deslocamentos para outros centros e aproxima exames de alta complexidade de pacientes que dependem exclusivamente da rede pública.

No caso de Adelina, a mudança não se resume à distância percorrida. O atendimento recebido também ficou marcado em sua memória. Acostumada à vida no sítio, ela relata que nem sempre se sentiu acolhida nos serviços de saúde por ser moradora da zona rural. No Hospital Regional, segundo ela, a experiência foi diferente.

“Tem lugar que parece que a gente é tratada diferente porque é da roça”, desabafou. “Cheguei e já vieram pegar meus documentos, me encaminharam rápido, os médicos atenderam muito bem. Fui muito bem tratada.”

A história de Luciene de Medeiros, moradora de Itaporã, também ajuda a dimensionar o peso da espera por exames especializados no interior. Ela convive com bursite e rompimento dos tendões dos ombros e aguardava uma ressonância magnética desde 2019. O pedido de cirurgia veio em 2023, mas o exame seguia como etapa necessária para a continuidade do tratamento.

“Esse exame que vim fazer hoje já estava esperando há mais de dois anos”, afirmou.

Para quem depende do SUS, a demora em um exame pode significar dor prolongada, dificuldade de trabalhar, perda de mobilidade e adiamento de decisões médicas. A ressonância magnética é fundamental em diferentes áreas, especialmente na ortopedia, por permitir uma avaliação detalhada de articulações, músculos, tendões, ligamentos, coluna e outras estruturas do corpo. Sem o exame, muitos pacientes permanecem em uma espécie de corredor de espera entre a suspeita clínica e a definição do tratamento.

Luciene avalia que a chegada do equipamento ao Hospital Regional pode encurtar esse caminho para outras pessoas que enfrentam o mesmo percurso. “Se depender de pagar, muita gente nunca consegue fazer. Então isso aqui faz diferença demais para a população”, disse. Ela também destacou a estrutura da unidade e o atendimento recebido. “Já é a terceira vez que venho aqui e continuo achando maravilhoso. A estrutura é muito boa e os aparelhos ajudam bastante.”

O aparelho instalado no Hospital Regional de Dourados recebeu investimento de R$ 7,5 milhões da Secretaria de Estado de Saúde. A incorporação do serviço amplia a capacidade diagnóstica da rede pública na região e atende a uma demanda antiga de pacientes que, até então, precisavam esperar por vagas em outras localidades ou enfrentar viagens longas para realizar o exame.

Para o médico João Hoffmann, profissional da unidade, a ressonância magnética tem impacto direto em especialidades que dependem do exame para definir diagnósticos e condutas. Segundo ele, o novo serviço fortalece a ortopedia de alta complexidade, com atendimentos voltados a problemas de coluna, ombro, joelho e lesões ligamentares, além de auxiliar em cirurgias do aparelho digestivo e em outros métodos diagnósticos necessários dentro da rede.

“A ressonância vem para somar à ortopedia de alta complexidade, com atendimentos voltados para coluna, ombro, joelho e lesões ligamentares, além de auxiliar em cirurgias do aparelho digestivo e outros métodos diagnósticos necessários dentro da rede”, explicou.

Na prática, a presença do equipamento em Dourados altera uma etapa decisiva do cuidado em saúde: o tempo entre a dor, a suspeita médica e a confirmação do diagnóstico. Para pacientes do interior, esse intervalo costuma ser atravessado por deslocamentos, custos indiretos, perda de dias de trabalho e dependência de transporte. Quando o exame passa a ser oferecido mais perto, a tecnologia deixa de ser apenas um recurso hospitalar e se transforma em acesso concreto.

Para Adelina, depois de anos esperando, o significado é simples e direto. A ressonância não elimina sozinha a doença nem encerra o tratamento, mas abre uma porta que permaneceu fechada por tempo demais. Entre a madrugada na estrada e a chegada ao hospital, o exame representou uma chance de seguir adiante com mais clareza sobre o próprio corpo e com a sensação de que, desta vez, a espera encontrou resposta.

Juliana França, Comunicação HRD

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

UEMS abre inscrições para novo curso superior de Licenciatura em Computação

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A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) está com processo seletivo aberto para o seu mais novo curso de graduação: Licenciatura em Computação. A oportunidade é totalmente gratuita, presencial e com aulas no período noturno. O curso é viabilizado pelo programa Prilei (Programa Institucional de Fomento e Indução da Inovação da Formação Inicial e Continuada de Professores com ênfase na Educação Integral), uma iniciativa do Ministério da Educação amparada pela Política Nacional de Educação Digital.

A oferta ocorre por meio de uma rede de cooperação técnica que une a UFMS (instituição matriz), a UEMS e a UEM. Estão sendo ofertadas 160 vagas no total, distribuídas igualmente (40 vagas para cada localidade) para atender a interiorização do ensino superior:

  • Amambai: 40 vagas;
  • Campo Grande: 40 vagas;
  • Dourados: 40 vagas;
  • Ivinhema: 40 vagas.

O curso terá aulas noturnas de segunda a sexta-feira, com atividades pontuais aos sábado, e tem duração de oito semestre. A carga horária é de 3.240 horas, sendo 330 horas de atividades de extensão. Haverão ainda estágios com práticas obrigatórias integradas com as redes municipais de ensino, englobando a Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II, e Ensino Médio.

Quem pode se inscrever?

O processo seletivo (Edital nº 091/2026 – PROE/UEMS) adota critérios inclusivos e é voltado para os seguintes perfis:

  • Profissionais da Educação: professores e servidores de escolas públicas (auxiliares, assistentes, secretários, técnicos, etc.) que atuam na Educação Básica e não possuem nível superior.
  • Participantes do ENEM: candidatos sem curso superior que tenham alcançado bom desempenho no ENEM nas edições realizadas entre os anos de 2016 e 2025.
  • Concluintes do Ensino Médio: candidatos que já finalizaram o Ensino Médio, cuja seleção utilizará a nota do Histórico Escolar.

Atente-se para: ao se candidatar, o estudante deve enviar um Termo de Compromisso se comprometendo a realizar 1 (um) ano de residência docente na rede pública de ensino receberá uma bolsa financeira por isso e a não desistir da vaga.

Inscrições e cronograma

O período vai até 6 de julho. As inscrições são online e devem ser realizadas pelo site candidato.uems.br. Documentos devem ser enviados com toda a documentação necessária e o termo de compromisso preenchido devem ser encaminhados para o e-mail [email protected]. O início das aulas está agendado para o dia 27 de julho (2º semestre letivo de 2026).

A estrutura curricular do curso foi desenhada para conectar a computação à realidade escolar contemporânea, capacitando o futuro educador em áreas de grande demanda tecnológica:

  • Inteligência Artificial (IA) aplicada ao contexto pedagógico;
  • Pensamento Computacional e lógica desde a educação básica;
  • Robótica Educacional e Cultura Maker integradas ao currículo;
  • Gamification (uso de jogos digitais como estratégia de ensino);
  • Metodologias Ativas e Tecnologias Digitais.

Para acesso completo ao edital, clique aqui. A página do programa está em PROE/DIND. Dúvidas e informações suplementares podem ser obtidas com a Divisão de Ingresso Discente pelo telefone (67) 3902-2516 ou pelo e-mail [email protected].

Comunicação UEMS
Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo

Fonte: Governo MS

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