Mato Grosso do Sul
Chapa Aurora reúne mulheres jornalistas para fortalecer o Sindjor-MS e ampliar a participação da categoria
Um grupo formado exclusivamente por mulheres jornalistas disputa a direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS) com a proposta de fortalecer a entidade e aproximá-la da categoria. Encabeçada pela jornalista Suelen Morales, a chapa Aurora – Vozes do Jornalismo defende uma gestão baseada no diálogo, na transparência e na participação coletiva.
Segundo a candidata à presidência, a criação da chapa surgiu da necessidade de construir um sindicato mais presente diante dos desafios enfrentados diariamente pelos profissionais da imprensa.
“Somos jornalistas, mães, estudantes, cuidadoras e, muitas vezes, precisamos conciliar mais de um trabalho para garantir o sustento. Essa realidade acaba afastando muitos profissionais da vida sindical. A Chapa Aurora nasce da união de mulheres que conhecem esses desafios e acreditam que é possível construir um sindicato mais forte, representativo e próximo da categoria”, afirma Suelen.
Embora seja formada apenas por mulheres, a chapa destaca que sua atuação será voltada a todos os jornalistas de Mato Grosso do Sul. O objetivo é ampliar a participação da categoria, fortalecer a defesa dos direitos profissionais e recuperar o protagonismo do Sindjor-MS.
A diretoria executiva da chapa é formada por Suelen Morales, candidata à presidência; Mariana Castelar, à vice-presidência; Marta de Jesus, à Diretoria-Geral; Rayani Santa Cruz, à Diretoria de Finanças; Gabriela Couto, à Diretoria de Comunicação; e Karolyne Peralta, à Diretoria de Eventos.
Como suplentes da diretoria, integram a Aurora as jornalistas Elcilene Holsback, Paula Maciulevicius, Evelise Couto e Natália Moraes.
O Conselho Fiscal tem como integrantes efetivas Zana Zaidan, Rosália Aparecida da Silva e Jacqueline Lopes, além de Mônica Ferreira e Ana Cláudia Salomão como suplentes.
Também fazem parte da chapa, na Comissão de Ética, as jornalistas Katarini Miguel, Tainá Jara, Maristela Brunetto, Ana Carolina Vasques e Thaís Pimenta.
Entre as prioridades do plano de gestão estão a reorganização administrativa do sindicato, a modernização dos canais de comunicação, a atualização do estatuto, a ampliação do número de filiados e a implantação de uma prestação de contas periódica.
A proposta prevê ainda maior aproximação com os profissionais, por meio de visitas às redações e do diálogo com jornalistas do interior, assessores de imprensa, freelancers e estudantes de Jornalismo. A chapa também pretende criar novos convênios e promover ações de capacitação, seminários, oficinas e eventos voltados à valorização e ao fortalecimento da profissão.
Eleição
A eleição do Sindjor-MS será realizada no dia 15 de agosto, das 8h às 18h, na sede do sindicato, em Campo Grande. A votação também contará com uma urna volante, que percorrerá empresas jornalísticas.
A Chapa Aurora é a única inscrita no pleito. Mesmo com chapa única, a eleição somente será validada com a participação de 50% mais um dos filiados aptos a votar.
Poderão participar da votação os associados filiados há mais de três meses e que estejam em dia com as contribuições sindicais. O mandato da diretoria eleita será de agosto de 2026 a agosto de 2029.
Para saber as propostas e conhecer as participantes da chapa, acesse instagram.com/chapaaurorasindjorms.
Mato Grosso do Sul
Naviraí e Eldorado avançam nas obras de esgotamento sanitário em Mato Grosso do Sul
Naviraí e Eldorado encerraram o primeiro semestre de 2026 com avanços importantes nas obras de expansão do esgotamento sanitário.
Somente em junho, Naviraí implantou oito quilômetros de redes coletoras de esgoto e executou 585 ligações domiciliares, número que deve beneficiar cerca de 1.755 moradores. No acumulado, a cidade somou 21 quilômetros de redes implantadas e mais de 1,8 mil ligações domiciliares até o final de julho.
Em Eldorado, as obras seguem em diferentes frentes. Com os serviços concluídos até julho, o município já soma mais de 28 quilômetros de redes coletoras implantadas e mais de 1,2 mil ligações domiciliares executadas.
Além da expansão da rede, também avançam as obras estruturantes, com a implantação de estações elevatórias de esgoto, emissário e tubulações, estruturas essenciais para transportar o esgoto coletado e garantir a operação integrada do sistema no município.
As estações elevatórias são utilizadas para bombear o esgoto em pontos nos quais o transporte por gravidade não é suficiente. Já o emissário conduz o material coletado até as demais unidades do sistema, incluindo as estruturas responsáveis pelo tratamento
Atualmente, Naviraí possui 68% de cobertura de esgotamento sanitário e Eldorado, 36%. Com o avanço das obras, os dois municípios ampliam a infraestrutura disponível e avançam em direção às metas de universalização.
As intervenções fazem parte do plano de investimentos da Ambiental MS Pantanal para 2026. A concessionária atua nos serviços de coleta, transporte e tratamento de esgoto em 68 municípios do interior de Mato Grosso do Sul e prevê alcançar as metas contratuais de universalização até 2031.
O prazo estabelecido no contrato antecede em dois anos a meta nacional de 2033 prevista pelo Novo Marco Legal do Saneamento Básico.
“Os avanços em Naviraí e Eldorado mostram que estamos ampliando a infraestrutura e preparando os sistemas para atender mais pessoas. Cada rede, ligação e estrutura implantada representa mais saúde, qualidade de vida e proteção ambiental para a população”, destaca Clayton Bezerra, diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal.
Sobre a Ambiental MS Pantanal
A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo líder no setor privado de saneamento básico no Brasil, presente em 892 cidades de 15 estados brasileiros, atuando de norte a sul do país. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa opera os serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios, por meio de Parceria Público-Privada (PPP) firmada com o Governo do Estado e a Sanesul.
Mato Grosso do Sul
Fiems leva demandas da indústria aos ministros da Fazenda e dos Transportes em encontro empresarial
O presidente da Fiems, Sérgio Longen, apresentou uma pauta estratégica de reivindicações do setor produtivo industrial ao Governo Federal, voltada ao fortalecimento da competitividade da indústria brasileira. As demandas foram levadas aos ministros Dario Durigan (Fazenda) e George Santoro (Transportes), durante encontro empresarial realizado nesta quinta-feira (30/07), em Campo Grande.
O evento reuniu na Casa da Indústria empresários, lideranças sindicais, parlamentares e autoridades para debater a Reforma Tributária e o futuro da economia.
Ao promover o encontro com representantes do Governo Federal, a Fiems reforçou seu protagonismo nas discussões sobre a reforma tributária em Mato Grosso do Sul e os rumos da economia nacional.
Longen destacou a importância do diálogo direto entre a iniciativa privada e o poder público para a construção de soluções que contribuam para o desenvolvimento econômico e industrial do País.
“Entendo que não é fácil, mas precisamos encarar os problemas que temos e, de uma maneira bem transparente, debater e trazer as demandas”, afirmou o presidente da Fiems.
Segurança jurídica é prioridade para investidores
No campo tributário, Longen defendeu maior segurança jurídica para as empresas durante o período de transição da reforma tributária, especialmente em relação aos incentivos fiscais concedidos pelos estados.
Segundo ele, questionamentos e cobranças envolvendo benefícios já concedidos têm gerado insegurança entre investidores, judicialização e impactos financeiros para empresas instaladas em Mato Grosso do Sul e em outras unidades da federação.
“A segurança jurídica é condição fundamental para a manutenção dos investimentos e para a atração de novos empreendimentos. O setor produtivo precisa de previsibilidade para continuar gerando empregos e desenvolvimento”, ressaltou.
Ao abordar o tema, o presidente do Comitê Gestor do IBS (CGIBS) e do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Flávio César de Oliveira, destacou que a implementação da reforma tributária tem sido conduzida de forma conjunta entre estados, municípios e Governo Federal, com foco na construção de um ambiente mais previsível para empresas e investidores.
Segundo ele, o novo modelo tributário representa uma oportunidade histórica para reduzir a complexidade do sistema e ampliar a segurança jurídica no País. “Temos construído uma reforma tributária a quatro mãos. Estados, municípios e Governo Federal estão trabalhando juntos para implementar um modelo mais transparente, mais simples e mais justo. Tenho a certeza de que teremos um dos melhores sistemas tributários do mundo”, afirmou.
Falta de mão de obra preocupa indústria
Longen também chamou atenção para um dos principais desafios enfrentados atualmente pelo setor industrial: a escassez de trabalhadores qualificados.
Conforme apresentado pela Fiems, a indústria sul-mato-grossense possui atualmente mais de 25 mil vagas abertas, enquanto empresas de todo o País enfrentam dificuldades para preencher postos de trabalho. O presidente da Fiems defendeu maior integração entre programas sociais, qualificação profissional e empregabilidade.
Segundo Longen, o Senai tem ampliado a oferta gratuita de cursos de capacitação, mas ainda encontra dificuldades para aproximar potenciais trabalhadores das oportunidades disponíveis no mercado.
Logística eficiente e menos burocracia estão entre prioridades da indústria
Entre as principais demandas apresentadas pela Fiems esteve a preocupação com o aumento dos custos logísticos enfrentados pelas empresas. Longen argumentou que medidas regulatórias relacionadas ao transporte de cargas têm provocado elevação dos custos do frete e impactado diretamente a competitividade da indústria nacional.
Outro tema levado ao ministro dos Transportes foi a necessidade de garantir que a Rota Bioceânica opere com eficiência logística e aduaneira após sua entrada em funcionamento. Segundo o presidente da Fiems, além da infraestrutura física, será fundamental assegurar processos alfandegários mais ágeis para evitar que a burocracia comprometa o potencial econômico do corredor internacional.
“A Rota Bioceânica representa uma oportunidade histórica para Mato Grosso do Sul. Precisamos que toda a operação esteja preparada para que essa nova alternativa logística cumpra plenamente seu papel de integração comercial”, afirmou Longen.
Indústria pede programa de modernização produtiva
Outra reivindicação apresentada ao ministro da Fazenda foi a criação de mecanismos de financiamento voltados à renovação do parque industrial brasileiro.
Longen defendeu a construção de um programa nacional de modernização da indústria, nos moldes de iniciativas que permitiram, ao longo dos anos, a modernização de setores como o agronegócio e o transporte.
“A produtividade industrial precisa avançar. Nossa indústria necessita de condições adequadas para investir em tecnologia, inovação e modernização, garantindo competitividade diante de um mercado cada vez mais globalizado”, destacou.
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