Política
Fuga de indústrias ao Paraguai expõe urgência de reformas, diz Reinaldo
O Brasil enfrenta um êxodo silencioso de investidores. Enquanto Mato Grosso do Sul dá exemplo de crescimento econômico, atraindo empresas e indústrias desde a gestão de Reinaldo Azambuja, o cenário nacional preocupa: mais de 223 indústrias brasileiras já operam no Paraguai sob o regime da Lei de Maquila, representando 69% do total de 332 indústrias estrangeiras registradas no país vizinho — segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai. A Argentina também tem recebido investidores brasileiros.
O alerta é do ex-governador e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, que participou no sábado da Convenção Nacional do PL, que lançou o nome do senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República. “A Convenção deu a largada para a mudança. É preciso virar a página da história do Brasil e construir um novo capítulo, com trabalho, responsabilidade e compromisso com o futuro. Flávio Bolsonaro representa esse projeto de renovação que muitos brasileiros desejam ver crescer. Juntos, seguimos em frente por um Brasil mais forte, próspero e unido”, afirmou.
Dados do Sebrae indicam que o fechamento de empresas cresceu 15,8%, totalizando 741 mil CNPJs encerrados — sendo 75% MEIs, 18% microempresas. O volume de encerramentos formais superou os níveis observados em anos anteriores, com destaque para os setores de comércio, serviços e indústria, que lideram tanto as aberturas quanto os fechamentos.
Enquanto isso, países vizinhos, especialmente o Paraguai se consolidam como destino de centenas de empresas brasileiras. A Lei de Maquila, criada em 1997, permite que indústrias instaladas no Paraguai importem insumos sem pagar impostos e exportem com tributação de apenas 1% sobre o valor agregado. O resultado é uma cadeia produtiva com custos que o Brasil não consegue igualar.
O Paraguai cresceu 6,6% em 2025, contra 2,3% do Brasil. Para 2026, a expectativa é de crescimento de 4,2% para o país vizinho, enquanto as projeções brasileiras seguem modestas. O Brasil já figura entre os 10 piores países do mundo para investidores, segundo o Global Tax Competitiveness Index.
Nos últimos anos, os tributos federais aumentaram e, junto com eles, a insegurança jurídica e os problemas de segurança pública se agravaram — fatores determinantes para que centenas de empresas mudassem para países vizinhos. O Paraguai cobra 10% de imposto sobre a renda das pessoas jurídicas e 10% de IVA, contra 34% de carga tributária corporativa no Brasil, onde a carga total sobre consumo se aproxima de 40% do PIB.
“Milhares de empresas do comércio, serviços e indústria fecharam definitivamente suas portas por não suportarem as pesadas cargas tributárias e a insegurança de investir no Brasil. O governo precisa agir para impedir essa debandada, que coloca a nação em risco economicamente, ameaçando o emprego e a renda das famílias”, alerta Reinaldo.
Ele também destacou a importância do Senado na tomada de decisões em favor de um Brasil melhor. “Ali, no Senado, será o palco da tomada de medidas capazes de proporcionar políticas de bem-estar para as famílias, tanto na área de emprego e renda, como na saúde, educação e infraestrutura.”
Política
Em Ponta Porã, Hashioka reforça parceria com lideranças e compromisso com o desenvolvimento do município
Em mais uma agenda de visitas aos municípios sul-mato-grossenses, o deputado estadual Roberto Hashioka (Republicanos) esteve em Ponta Porã, na tarde desta quarta-feira, 29, para cumprir uma série de reuniões voltadas ao fortalecimento da parceria com as lideranças locais e ao alinhamento de ações em favor do desenvolvimento do município e da melhoria da qualidade de vida da população.
A primeira agenda foi na Câmara Municipal, onde o parlamentar foi recebido pelo vereador Marcelino Nunes (PP). Em seguida, Hashioka reuniu-se com o prefeito Eduardo Campos (PSDB), na Prefeitura de Ponta Porã. Nos dois encontros, foram debatidas demandas prioritárias do município e formas de ampliar a atuação conjunta entre o mandato parlamentar e o poder público local, buscando investimentos e soluções para atender às necessidades da população.
Com perfil municipalista, Hashioka tem percorrido os quatro cantos de Mato Grosso do Sul para estreitar o diálogo com prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias e representantes de diversos segmentos. As visitas permitem ao deputado acompanhar de perto a realidade de cada município, ouvir reivindicações e construir, em parceria com as administrações locais, iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional.
Em Ponta Porã, esse compromisso também se traduz em investimentos destinados à saúde pública. Durante o atual mandato, o deputado assegurou R$ 300 mil em emendas parlamentares para o município, recursos destinados ao custeio de ações e serviços de saúde na atenção especializada. Desse total, R$ 100 mil foram liberados em 2024 e outros R$ 200 mil em 2026, fortalecendo o atendimento prestado à população ponta-poranense.
Para Hashioka, a aproximação permanente com os municípios é essencial para que o mandato permaneça conectado às necessidades da população. “Nosso compromisso é ouvir as lideranças locais, compreender as demandas de cada região e trabalhar em parceria para buscar soluções que promovam mais qualidade de vida e desenvolvimento para os sul-mato-grossenses”, destacou o parlamentar.
Política
Verruck acredita que processo de licitação da Malha Oeste deve ficar para 2027
Considerada estratégica para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, a Malha Oeste teve o processo de licitação interrompido. É que o Tribunal de Contas da União (TCU) pediu novas atualizações de dados e quando receber as informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) terá 75 dias para analisar. “Isso praticamente elimina a possibilidade de que a licitação ocorra ainda em 2026”, analisa o economista e doutor em Desenvolvimento Jaime Verruck.
Ele reforça que a Malha Oeste — ferrovia que liga Corumbá a Mairinque (SP) — é histórica para Mato Grosso do Sul e fundamental para a logística e o desenvolvimento. “Nós sabemos o quanto hoje temos a necessidade da retomada da Malha Oeste, sobretudo do ponto de vista da logística e dos investimentos”, pontua Verruck.
Contexto — Para Mato Grosso do Sul, a retomada pode representar o fortalecimento da competitividade do estado. “Para Mato Grosso do Sul, essa discussão se trata de uma oportunidade estratégica para fortalecer a competitividade e consolidar sua posição como um dos principais corredores de exportação do país”, ressalta Verruck, que atualmente é pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.
Ele lembra que a nova concessão prevê cerca de 1.625 km de ferrovia entre Corumbá (MS) e Mairinque (SP), além da possibilidade futura de recuperação do ramal entre Campo Grande e Ponta Porã. Também estão previstos aporte federal de R$3,6 bilhões para recuperação dos trechos mais degradados.
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