Agronegócios
Capim-elefante para bovinocultura de leite foi tema de bate-papo on-line
Bate-papo on-line realizado essa semana pela Embrapa Agropecuária Oeste, em parceria com Agraer e Prefeitura Municipal de Itaquiraí, apresentou alguns resultados das ações conduzidas com a BRS Capiaçu
A silagem ou o picado verde do capim-elefante BRS Capiaçu é uma importante estratégia de manejo que está sendo utilizada por agricultores familiares, durante o período de inverno, para alimentar o rebanho leiteiro no Sul de Mato Grosso do Sul.
Os resultados iniciais das ações de transferência de tecnologia foram o tema central da live, realizada no dia 7 de dezembro, segunda-feira, com técnicos da Agraer e da Prefeitura de Itaquiraí e com a pesquisadora da Embrapa Agropecuária Oeste, Marciana Retore.
Em Ivinhema foram apresentados os resultados do trabalho conduzido por Arizoly Mendes junto aos produtores familiares. O pesquisador e coordenador do Centro de Pesquisa e Capacitação (Cepaer), da Agraer, de Campo Grande, Vitor Corrêa de Oliveira, também participou do evento, trazendo informações sobre a produção de silagem do capim-elefante. Em Itaquiraí, os resultados obtidos por meio do projeto Top 10 foram apresentados por Márcio Mansani.
A live se encontra disponível no Canal do Youtube da Embrapa (https://youtu.be/NIEApTVs7ug). Os produtores interessados em adquirir mudas de capim-elefante BRS Capiaçu podem entrar em contato com viveiristas credenciados pela Embrapa. Confira no link (https://bit.ly/3pshR3N) o viverista mais próximo de sua região.
Essa solução tecnológica está sendo utilizada para enfrentar um dos maiores desafios da produção leiteira no Centro-Oeste, que é a pouca oferta de alimentos nutritivos para o gado durante o inverno. “No período de maio a setembro, em que a pastagem tem seu crescimento reduzido e geralmente perde qualidade devido às baixas temperaturas, o desempenho dos animais é prejudicado, porque não conseguem atender suas necessidades de nutrientes para mantença e produção”, explica Marciana.
Ela acrescenta ainda que é comum observar, nessa época do ano, capins superpastejados, o que é uma situação indesejada e preocupante para os pecuaristas.
Capim-elefante – A BRS Capiaçu é uma cultivar de capim-elefante desenvolvida pela Embrapa Gado de Leite, resultado de 15 anos de pesquisa. O fornecimento de silagem da BRS Capiaçu para o rebanho tem auxiliado os agricultores familiares da região no período de pouca oferta de alimento, mantendo estável a produção de leite. Marciana explica que a cultivar tem capacidade de produzir até 30% mais matéria seca por hectare em um ano do que outras cultivares do gênero.
Marciana destaca ainda que “a BRS Capiaçu é uma cultivar perene, tornando o custo de produção da silagem muito mais viável do que a de milho”. Outro ponto positivo destacado pela pesquisadora é que a cultivar pode ser fornecida picada verde no cocho.
Saiba mais – A BRS Capiaçu tem ainda um APP com muitas informações. Você pode baixar aqui (https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.embrapa.capiacu)
Alguns depoimentos de produtores de Mato Grosso do Sul que utilizam a BRS Capiaçu podem ser assistidos no Youtube. Confira:
- Relato do produtor Marcelo Adriano Costa: https://youtu.be/lOTfcA11_fY
- Relato de Aldoino Amancio Bloemer e Graciela Campos de Oliveira: https://youtu.be/onyppfTc7sg
- Relato do agricultor familiar, Haroldo Moraes de Oliveira: https://youtu.be/iUT-R89UuLM
Tem ainda outros vídeos interessantes sobre o assunto. Confira:
- BRS Capiaçu: cultivar de capim-elefante de alto rendimento para produção de silagem – https://bit.ly/2VJtdCw
- Curso de silagem sobre BRS Capiaçu – https://youtu.be/SopgES6nZ-U
- Como medir a matéria seca (MS%) em forragem utilizando forno de micro-ondas – https://bit.ly/3qsVBap
Christiane Congro Comas (MTb 00825/9/SC)
Embrapa Agropecuária Oeste
Agronegócios
Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro
Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.
Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.
A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.
Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.
O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.
Fonte: Pensar Agro
Agronegócios
Agro atinge PIB recorde de R$ 279 bilhões e 24% da economia estadual
O agronegócio de Minas Gerais consolidou em 2025 o seu maior Produto Interno Bruto (PIB) desde o início da série histórica, em 2010. Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), realizado em parceria com o Sistema Faemg e a Fundação João Pinheiro (FJP), o valor do setor atingiu R$ 279 bilhões. O montante representa um avanço nominal de R$ 42 bilhões em relação ao ano anterior.
Com esse desempenho, o agronegócio mineiro passa a representar 24% de toda a economia do Estado. A performance é atribuída à resiliência da cadeia produtiva frente a desafios climáticos e à capacidade de diversificação da matriz agrícola e pecuária.
Dados técnicos apontam que o resultado foi impulsionado tanto pelo ganho de escala na produção de grãos, como soja e milho, quanto pela manutenção da liderança estadual na cafeicultura e na pecuária leiteira e de corte. O setor agropecuário mineiro demonstra, segundo os institutos, um efeito multiplicador que movimenta desde a indústria de insumos e máquinas até o setor de serviços e logística regional.
O recorde reflete o fortalecimento da posição de Minas Gerais como protagonista no cenário nacional. A representatividade de quase um quarto do PIB estadual sublinha a importância da competitividade do campo para o desenvolvimento econômico local, garantindo não apenas a balança comercial, mas a geração de emprego e renda em centenas de municípios mineiros que têm na atividade rural o seu principal motor de crescimento.
Fonte: Pensar Agro
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