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Campo Grande

Brasileiro e queniana vencem a categoria elite da Corrida do Pantanal 2024

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O brasileiro Wendell Jerônimo Souza e a queniana Viola Jelagat venceram a categoria elite da prova dos 15 km da Corrida do Pantanal 2024. O evento, realizado neste domingo (22/09), reuniu 25 mil pessoas para as corridas de 8 e 15 km, além da caminhada de 5 km, nos altos da avenida Afonso Pena, em Campo Grande.

Entre as mulheres, teve emoção nos metros finais. As quenianas Viola Jelagat e Naum Jepchirchir deram todo o gás para cruzar a linha de chegada em primeiro lugar. Viola venceu na base da superação.

“Agradeço a Deus pelo resultado, à organização em Campo Grande e ao meu treinador Eduardo Nascimento. Estou feliz pela prova de hoje. Eu não estava esperando a vitória, agora vou comemorar. Minha adversária estava muito forte durante a prova, mas eu me mantive com a mente focada em fazer uma chegada forte”.

Entre os homens, a primeira parte da prova foi liderada pelo queniano Wilson Mutua, mas o cuiabano Wendell imprimiu um ritmo forte na parte final do percurso para ultrapassar o rival. A chegada foi em grande estilo, dando estrelinha sobre a linha de chegada.

“O nível técnico hoje foi muito alto, o atleta do Quênia liderou a prova o tempo todo, mas tive força mental, não desisti e venci essa prova. Aos poucos fui diminuindo a distância do líder, de 150 para 50 metros, faltando uns 5 quilômetros. Então tive duas estratégias, ou ficar atrás dele ou vencer. Encostei, saí e passei reto. Foi aí que coloquei o ritmo mais forte”.

Corrida do Pantanal foi um sucesso, diz Sérgio Longen

Ao falar sobre a Corrida do Pantanal, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, demonstrou satisfação com a realização da terceira edição.

Estou muito feliz. É uma corrida que deu certo e foi um sucesso. São 25 mil pessoas mobilizadas. Envolve pessoas de Mato Grosso do Sul, de outros estados e até de outros países. Para nós, do Sistema Indústria, é uma satisfação muito grande realizar um evento como esse, em um ambiente de alegria e onde até o clima ajudou. No ano que vem, se der tudo certo, esperamos reunir 30 mil pessoas.

O diretor-geral da Rede Matogrossense de Comunicação, Nicomedes Silva Filho, destacou que a Corrida do Pantanal já fez história em Campo Grande.

“Sempre digo que esse evento deixou de pertencer aos parceiros e passou a ser um evento de todo Mato Grosso do Sul. É um evento que marca a criação do Estado e traz como tema principal o nosso Pantanal, como a fonte inspiradora para todos os atletas que participam da prova. O momento é único, especial. É de festa e alegria”.

O atleta do Sesi e padrinho da Corrida do Pantanal, Yeltsin Jacques, falou do sentimento de orgulho em participar do evento.

“É bonito reunir o pessoal para se divertir praticando esporte, cuidando da saúde e tendo qualidade de vida. Muita gente aqui hoje está fazendo sua primeira corrida. Então, para mim, essa é a essência da Corrida do Pantanal. Essa prova é um presente para Mato Grosso do Sul e o Brasil. Parabéns à Fiems e a toda a organização”.

Categoria PcD

A cearense Maria de Fátima Fonseca Chaves Almeida venceu a prova de 15 km.

“Fiquei apaixonada pela organização, pela prova, por tudo. É tão importante saber que a gente pode fazer com segurança aquilo que planeja no treino. Infelizmente não tive tempo de conhecer Campo Grande, mas prometo que no ano que vem estarei de volta e vou chegar uns dias antes para visitar a cidade”.

O paulista Leonardo Melo sagrou-se campeão entre os homens na prova dos 15 km.

Estou muito grato por estar aqui de novo. A prova foi sensacional e o preço foi pago. Estamos aí para disputar no nível do alto rendimento e mostrar que fizemos bem feito o que treinamos.

Categoria industriário

Torneiro mecânico de uma indústria em Umuarama (PR), Márcio Calgara chegou em primeiro lugar na sua categoria, disputando os 15 km

“O evento é muito bem organizado e bem falado. Hoje pude constatar isso. É ótima a ideia de ter uma categoria só para industriários, porque não temos condição de competir com quem é da elite”.

Confira os vencedores da Corrida do Pantanal 2024:

Elite masculino – 15 km

1º – Wendell Jerônimo Souza – 46m39

2º – Walace Evangelista Caldos – 47m28

3º – Glenison Gilbert de Carvalho – 49m21

4º – Maurinaldo dos Santos – 49m25

5º – Ronan Moraes da Silva – 50m19

Elite feminino – 15 km

1º – Viola Jelagat – 54m03

2º – Naum Jepchirchir – 54m04

3º – Felismina Vendohali – 55m24

4º – Kleidiane Barbosa Jardim – 55m36

5º – Sueli Pereira Silva – 58m29

Indústria masculino – 15 km

1º – Marcio Calgara – 57m06

2º – Washington Jerônimo Souza – 57m38

3º – Ederson Rodrigo de Jesus Amorim – 58m49

Indústria feminino – 15 km

1º – Clarice Clair Lang – 1h14m53

2º – Janivan Lima da Silva – 1h19m16

3º – Andreza Rafaella Carneiro da Silva – 1h21m01

Geral masculino – 8 km

1º – Wanderson Alves da Silva – 1h02m59

2º – Caio Fabricius Souza Pompeu – 1h03m46

3º – Claudemir Gomes da Silva – 1h04m01

4º – Claudinei Rodrigues de Camargo – 1h04m14

5º – Jardel Ribeiro – 1h04m19

Geral feminino – 8 km

1º – Evelin Lima Eich Ribeiro – 1h09m20

2º – Simone Gonçalves da Silva Kupfer – 1h10m35

3º – Vitória Santos Peres – 1h11m27

4º – Natália Gonzalez Gomes – 1h12m20

5º – Eliane Gomes – 1h12m46

Indústria masculino – 8 km

1º – Erismar de Ávila Almeida – 1h04m25

2º – João Algusto Neves – 1h04m50

3º – Oderney Coffacci – 1h07m31

Indústria feminino – 8 km

1º – Neide Helyna Bezerra da Silva – 1h17m24

2º – Alda Regina Neves da Cunha Moura – 1h19m42

3º – Crislaine Mayara Bandeira – 1h28m41

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Campo Grande

Casa Amarela celebra os 126 anos de Lídia Baís com exposição inédita de catálogo histórico

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Entre memória, arte e experiência sensível, a Casa Amarela realiza, na quarta-feira (22), em Campo Grande, a abertura do projeto “Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos”. A iniciativa marca os 126 anos de nascimento de Lídia Baís e integra a programação nacional que, neste ano, propõe o tema “Museus unindo um mundo dividido”.

A exposição segue aberta até o dia 23 de maio, com uma programação ampliada que transforma a Semana Nacional dos Museus em um verdadeiro mês de atividades na Casa Amarela, que fica situada na Rua dos Ferroviários, 118 – região central da Capital.

O grande destaque é a apresentação pública na quarta-feira (22), às 18h, do catálogo original da única exposição realizada por Lídia Baís em vida — um documento raro, sem data precisa, mas que se estima ter sido produzido entre as décadas de 1930 e 1935. “Trata-se de uma peça histórica, que nunca havia sido exibida dessa forma. Ela revela não apenas a produção artística da pintora, mas também registros da cena cultural e das relações que atravessavam aquele período”, destaca a idealizadora do projeto, Tatiana De Conto.

“O público encontra não apenas estética de Lídia, encontra a história viva de Campo Grande em espelho — um espaço de reconhecimento interno e de conexão com aquilo que ainda busca nome”, complementa Tatiana, que é também arteterapeuta e uma das gestoras da Casa Amarela, ao lado do artista Guido Drummond.

Lídia Baís: uma artista à frente de seu tempo

A programação que inicia na quarta-feira, 22 de abril, marca o nascimento de Lídia Baís, que completaria 126 anos. A abertura às 18h, com a exposição do catálogo histórico e o sarau “Unindo Mundos”, também celebra o Dia do Arteterapeuta. Esse último conta com  a parceria da Associação de Arteterapia do Estado de Mato Grosso do Sul (AATEMS).

“Nosso intuito é seguir por um mês com atividades que aprofundam o contato com o universo de Lídia. Tivemos a proposta ousada de estender a Semana dos Museus para um mês inteiro de programação, porque entendemos que uma semana seria muito pouco para trabalhar a vida da artista”, afirma Guido Drummond.

Ao longo de maio, nos dias 6,13 e 22, a programação inclui oficinas de arteterapia ministradas por Tatiana De Conto, baseadas em seu livro “Lídia Baís, uma mulher à frente de seu tempo”, lançado em 2023.

“A arteterapia utiliza processos criativos como forma de escuta e elaboração emocional. Nas oficinas, trabalhamos a partir da vida e da obra de Lídia para acessar questões internas, memória e identidade. São experiências que convidam à criação e ao encontro consigo e com o outro”, explica Tatiana.

As oficinas propõem experiências de criação a partir da escrita, da costura e da assemblagem — técnica artística que reúne diferentes materiais e objetos recicláveis— como caminhos de expressão e elaboração simbólica.
Toda a programação dialoga com a Semana Nacional dos Museus, realizada oficialmente em todo o Brasil entre os dias 18 e 24 de maio, mas que, na Casa Amarela, ganha uma dimensão ampliada.

“Antecipamos o início das atividades para abril e estendemos a Semana dos Museus – de 22 de abril a 23 de maio – porque entendemos que uma semana seria pouco para trabalhar a potência da obra de Lídia e a importância dessa data”, justifica Guido.

A iniciativa reforça ainda o papel da Casa Amarela como museu de território e arte urbana — um espaço que vai além da estrutura física e se conecta com as memórias e vivências da comunidade. Desde 2017, o local se tornou Museu de Arte Urbana (MUAU) e atua na valorização da arte e das narrativas que constroem a identidade cultural da Capital. A programação da Semana dos Museus está disponível pelo Instagram @casa.amarela.muau e as inscrições das oficinas pelo telefone (67) 9 9189-7034 – Whatsapp.

Serviço


Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos


Casa Amarela – Rua dos Ferroviários, 118 – região central de Campo Grande (MS)

22 de abril (quarta-feira)
* Abertura da exposição – Catálogo de obras de Lídia Baís (18h)
* Sarau “Unindo Mundos” – Dia do Arteterapeuta

6, 13 e 20 de maio (quartas-feiras)
* Oficina arteterapêutica “Tempos do feminino – pontes em Lídia Baís”

23 de maio (sábado)
* Exibição de documentários – Projeto Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário

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Campo Grande

Festival da Juventude 2026 reúne milhares de pessoas e consolida protagonismo jovem na cultura sul-mato-grossense

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Fotos: Vaca Azul

Durante três dias, o Festival da Juventude 2026 reuniu 27.505 pessoas, entre público presencial e virtual, consolidando-se como um dos principais eventos culturais voltados à juventude no estado. Entre os dias 26 e 28 de março, o campus da UFMS em Campo Grande/MS a foi atravessado por múltiplas linguagens — literatura, teatro, dança, cinema, música, circo, tecnologia e cultura urbana — em uma programação gratuita que colocou a juventude no centro da criação artística.

Mais do que números, o festival revelou a potência de uma geração que escreve, performa, filma, debate e ocupa espaços com suas próprias narrativas.

A programação reuniu artistas e nomes de destaque nacional e regional, como Ney Matogrosso, que recebeu o título de Doutor Honoris Causa durante a abertura oficial e participou de uma palestra-show histórica; Chico Chico, que encerrou o festival com o show “Let It Burn – Deixa Arder”; Maria Homem e Geni Nuñez, que trouxeram reflexões sobre juventude, subjetividade e contemporaneidade; além de artistas como Karla Coronel, MC Anarandá, MC Miliano, Serena MC, Orquestra Indígena, Samba do Caramelo, Grupo Sobrevento, Teatro Imaginário Maracangalha, Circo do Mato, Jackeline Mourão, Cia Pisando Alto e outros.

Juventude em movimento, criação e escuta

O festival também se afirmou como espaço de formação e pensamento crítico, com oficinas conduzidas por nomes como Shirley Cruz, Joel Pizzini, Monique Malcher e Vinicius Barbosa, além de mesas de debate, rodas de conversa e o Fórum da Juventude, que reuniu jovens para contribuir na construção de políticas públicas.

Proposto pela Subsecretaria de Políticas Públicas para Juventude dentro da programação do festival, o Fórum se consolidou como um espaço de escuta ampliada e participação ativa, reunindo diferentes juventudes em um mesmo território de diálogo.

Para o subsecretário de Políticas Públicas para Juventude de MS, Jessé Fragoso da Cruz, realizar o Fórum dentro do Festival da Juventude potencializou o encontro e a participação.

“A importância é justamente reunir essas juventudes em um grande evento. Tínhamos representatividades indígenas, quilombolas, periféricas, entre outras, em um mesmo espaço. Não só para o fórum, mas também para celebrar o que estava acontecendo no festival. Isso cria um ambiente de pertencimento, onde os jovens se sentem à vontade para falar, problematizar e participar”.

Segundo ele, as discussões revelaram a diversidade de realidades que compõem a juventude sul-mato-grossense, trazendo demandas que vão desde questões estruturais até temas emergentes.

“Assim como existem vários Brasis dentro do Brasil, existem várias juventudes dentro da juventude sul-mato-grossense. Surgiram propostas importantes sobre empregabilidade, educação e qualificação profissional, mas também com muita força temas como saúde mental, que é um desafio atual, além de meio ambiente, sustentabilidade, cultura e participação social”.

Jessé também destaca que o Fórum tem impacto direto na construção de políticas públicas no estado. “Essas contribuições impactam de forma crucial a atualização do Plano Estadual da Juventude. É a partir dessas escutas, realizadas nas diferentes regiões e culminando no festival, que conseguimos construir um plano que não nasce do gabinete, mas daquilo que os jovens realmente apontam como prioridade. É um impacto direto na formação e execução das políticas públicas”.

Alcance ampliado e presença digital

Além do público presente nos espaços da UFMS, o Festival da Juventude também alcançou milhares de pessoas por meio das transmissões online. Somente a cerimônia do título de Doutor Honoris Causa e a apresentação de Ney Matogrosso reuniu cerca de 4 mil espectadores ao vivo no canal da TV UFMS no YouTube.

Ao considerar o público total por atividade, incluindo concursos, espetáculos, oficinas, debates, transmissões e votações, o festival chegou a 27.505 pessoas, demonstrando sua capacidade de mobilização tanto presencial quanto digital.

Um território que permanece

Mais do que um evento pontual, o Festival da Juventude 2026 deixa como legado um território simbólico onde a juventude é autora, protagonista e agente de transformação. Ao ocupar a universidade com arte, pensamento e criação, o festival reafirma que a cultura é também um espaço de formação, de pertencimento e de construção coletiva de futuro.

O Festival da Juventude foi uma realização do Instituto Curumins em parceria com a UFMS e com o Ministério da Cultura, que efetiva convênio por meio de emenda destacada pelo deputado federal Vander Loubet, além do apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura Lei Rouanet, Fundo Nacional de Cultura e Governo do Brasil. Tem o apoio da Secretaria de Estado da Cidadania, Subsecretaria da Juventude, Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Secretaria de Estado da Educação, Fundação de Cultura, Educativa MS, Governo de MS, senadora Soraya Thronicke, deputada federal Camila Jara e Águas Guariroba.

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