Mulher / Fashion
Adeus cabeceiras de cama nos quartos: substitua o encosto por essa tendência que dá um toque único ao ambiente
Nos últimos anos, as tendências de design de interiores têm adotado uma proposta mais minimalista. A premissa do menos virou uma palavra de ordem na hora de planejar a decoração dos ambientes, principalmente para espaços pequenos. Por isso, alguns móveis ou elementos que antes eram indispensáveis, hoje em dia já não parecem tão essenciais assim. É o caso das tradicionais cabeceiras que aos poucos estão sendo substituídas por murais artísticos.
Além de liberar espaço, trocar as cabeceiras por murais pode trazer um toque moderno e criativo ao ambiente. Essa tendência de decoração também é uma forma de expressar personalidade e estilo de quem dorme naquele quarto, seja com pintura, fotos, papel parede ou outras manifestações artísticas.
Vantagens de escolher murais artísticos para decorar a parede da cama
Decorar o quarto com murais artísticos traz uma série de vantagens para o ambiente, tanto em questão de funcionalidade, quanto estética. Por isso, se você curtiu a ideia de adotar essa tendência no seu quarto, a gente separou alguns motivos para aposentar de vez a sua cabeceira.
Oferece mais espaço e funcionalidade: cabeceiras podem ocupar muito espaço, principalmente se o seu quarto for pequeno. Já os murais são uma forma de aproveitar a parede sem sobrecarregar o ambiente.
Facilidade de manutenção: murais são mais fáceis de limpar e manter do que cabeceiras de tecido ou materiais mais delicados. Um mural pintado ou de papel de parede, por exemplo, pode ser mais simples de renovar e personalizar ao longo do tempo.
Criar ambientes personalizados: murais são uma ótima escolha de decoração para quem gosta de expressar seus gostos e personalidades nos ambientes. A escolha do tema, das cores e do estilo fica completamente sob o controle do morador, que por sua vez pode criar um cenário único para o quarto.
Deixa o quarto bonito e mais acolhedor: substituir a cabeceira por um mural permite que o quarto tenha um toque artístico e criativo. Pode ser uma ótima oportunidade para quem quer inovar ou adicionar um tema específico que se encaixe com a decoração.
Como escolher o mural perfeito para a decoração do quarto
Na hora de escolher como decorar sua parede da cama, leve sempre em consideração seus gostos pessoais. Afinal, aquele espaço precisa ser sobre você. Também é importante entender o estilo do quarto. Se o espaço tem uma proposta mais minimalista, o ideal é apostar em um mural simples, com cores neutras ou formas geométricas. Agora, se você gosta de cores e decoração mais artística e alto-astral, escolha um mural vibrante e com temas divertidos.
Além da pintura, você pode escolher murais com diferentes elementos, como adesivos, papel de parede, fotos, quadros, painéis ou até azulejos. Cada material causa um efeito diferente no ambiente, que pode criar um efeito interessante no quarto. Por exemplo, murais de madeira ou azulejos podem trazer um toque rústico ou industrial.
Embora murais possam ser uma excelente maneira de destacar o ambiente, é bom lembrar que a decoração precisa manter um equilíbrio. Evite adicionar muitos elementos visuais no quarto, como vários objetos decorativos ou móveis grandes. O ideal é que a parede com o mural seja o ponto focal do ambiente, mas sem sobrecarregar o espaço.
Por MSN
Mulher / Fashion
O corpo fala: 4 sinais que indicam se a mulher está interessada em você
A comunicação vai muito além das palavras. Expressões faciais, postura e pequenos movimentos do corpo podem transmitir emoções, conforto e até indicar interesse durante uma interação. Embora nenhum gesto isolado seja capaz de confirmar o que alguém está sentindo, observar o conjunto dos sinais pode ajudar a compreender melhor a dinâmica de uma conversa.
Segundo Mari Vabo, bióloga, pesquisadora do comportamento humano e autora do livro Best-Seller: O Guia do Instinto Primitivo, a linguagem corporal oferece pistas importantes sobre o nível de conforto e envolvimento entre duas pessoas.
“Biologicamente falando, o nosso corpo reage de forma automática a diferentes emoções. Quando existe interesse ou atração, algumas respostas fisiológicas podem surgir naturalmente, mas elas sempre devem ser interpretadas dentro do contexto e nunca como uma regra absoluta”, explica.
A especialista destaca quatro comportamentos que costumam aparecer durante interações em que há interesse.
- Movimentos frequentes nos lábios
Passar a língua nos lábios ou umedecê-los repetidamente pode estar relacionado a alterações fisiológicas provocadas pela excitação emocional. “Situações que despertam interesse podem aumentar a liberação de adrenalina, deixando a boca mais seca e levando a pessoa a hidratar os lábios involuntariamente”, afirma Mari Vabo.
- Pupilas dilatadas
Outro sinal bastante estudado pela ciência é a dilatação das pupilas. Segundo a pesquisadora, essa resposta pode ocorrer quando alguém está diante de algo ou de alguém que desperta interesse, desde que fatores como iluminação também sejam considerados.
“As pupilas podem se dilatar por diversos motivos, incluindo a atração. É uma resposta involuntária do organismo, mas não deve ser analisada isoladamente”, ressalta.
- Inclinação do corpo durante a conversa
A postura também comunica. Quando uma pessoa inclina naturalmente o tronco em direção ao interlocutor, isso pode indicar atenção, abertura e interesse na interação.
“Costumamos nos aproximar fisicamente daquilo que nos desperta curiosidade ou prazer. Da mesma forma, uma postura mais fechada, como permanecer o tempo todo de braços cruzados, pode demonstrar resistência ou necessidade de manter certa distância”, explica.
- A direção dos pés também comunica
Pouca gente percebe, mas os pés também fazem parte da comunicação não verbal. De acordo com Mari, quando eles permanecem apontados para o interlocutor, isso pode indicar conforto e disposição para permanecer na conversa.
“Já quando os pés ficam constantemente voltados para outra direção, principalmente para uma saída, isso pode indicar que a pessoa deseja encerrar a interação. É um detalhe sutil, mas bastante observado nos estudos sobre linguagem corporal.”
Nenhum sinal deve ser interpretado sozinho
Apesar dessas pistas, Mari reforça que a linguagem corporal não funciona como uma fórmula para identificar o interesse romântico de alguém.
“O comportamento humano é complexo. Um único gesto nunca confirma sentimentos ou intenções. O ideal é observar o contexto, a repetição dos comportamentos e, principalmente, respeitar a comunicação verbal e os limites da outra pessoa. A linguagem corporal complementa a conversa, mas não substitui o diálogo”, conclui.
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Órfãos do Feminicídio: uma triste evidência da violência contra as famílias
O feminicídio, assassinato de uma mulher pela simples questão de gênero, é, por si só, uma situação de extrema violência. No entanto, alguns dos impactos desse crime não são tão evidentes ou imediatamente percebidos. Trata-se dos filhos que perderam suas mães ou responsáveis legais: os órfãos do feminicídio.
No Brasil, eles representam uma trágica consequência de um problema estrutural e urgente. Pesquisas recentes demonstram uma escalada recorde na violência. Segundo o “Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025”, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios (Lesfem/UEL), o país registrou 2.149 assassinatos de mulheres por razão de gênero no ano passado, o que representa uma média de quase seis mortes por dia. Este número, que supera os dados oficiais, revela a dimensão da subnotificação e do problema.
Estima-se que essa violência deixe um rastro devastador, gerando em média quatro novos órfãos por dia no país, como apontou um levantamento do Lesfem no primeiro semestre de 2025. Muitas dessas crianças enfrentam não apenas a perda irreparável de suas mães, mas também a ausência do pai, que frequentemente é o autor do crime e acaba preso ou comete suicídio, configurando um duplo abandono.
A identificação dos autores dos crimes em 2025 retrata uma realidade ainda mais devastadora, concentrada no círculo íntimo da vítima. A análise dos casos mostra que o agressor é: o parceiro íntimo em 46,28% dos casos, e o ex-parceiro íntimo em 33,15% dos casos. Somados, esses homens são responsáveis por quase 80% dos feminicídios, reforçando que o lar, que deveria ser um local de segurança, é onde a maioria das mulheres é assassinada.
Essa violência tem características de intimidade com a vítima. Assim, esses órfãos perdem a mãe e veem o pai ser encaminhado ao sistema prisional, ficando sob os cuidados de avós ou outros familiares, que muitas vezes não possuem recursos financeiros ou apoio psicológico adequados. Quando não há familiares capazes de assumir essa responsabilidade, as crianças são encaminhadas para abrigos públicos, onde convivem com outras vítimas de diferentes formas de violência.
As consequências psicológicas são graves. Estudos indicam que essas crianças podem desenvolver transtornos como estresse pós-traumático, além de dificuldades emocionais e comportamentais que afetam seu desenvolvimento. Ademais, o luto complexo e as carências f inanceiras agravam ainda mais a situação dessas famílias.
Embora o Brasil tenha avançado com a Lei nº 14.717/2023, que instituiu uma pensão especial para órfãos de feminicídio, o suporte ainda é limitado. O benefício, equivalente a um salário mínimo, é destinado a famílias com renda per capita inferior a ¼ do salário-mínimo, mas enfrenta desafios de implementação, como subnotificação de casos e falta de infraestrutura para atendimento às famílias em regiões remotas.
Políticas públicas adicionais são essenciais para oferecer acolhimento e suporte a esses órfãos, incluindo assistência psicológica especializada, transferência de renda para os responsáveis e acesso facilitado à educação.
As vulnerabilidades desses órfãos são agravadas pela falta de estrutura nos abrigos públicos, pela violência institucional nesses estabelecimentos e pelo descompromisso do Poder Público em acompanhar essas crianças e adolescentes de forma especializada. Privados dos laços familiares em virtude da violência e sem políticas públicas efetivas, eles ficam ainda mais expostos à falta de perspectivas de vida.
É fundamental que o Estado adote providências mais eficazes no acompanhamento dessas vítimas indiretas do feminicídio no Brasil. Infelizmente, os números não indicam uma redução desse tipo de violência; pelo contrário, há um crescimento preocupante. É urgente que medidas concretas sejam tomadas para romper esse ciclo de sofrimento e abandono.
* Aline Casado, advogada e professora de Direito na UniCesumar de Maringá.
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