Brasil
24 anos sem Ayrton Senna, o maior astro do Brasil nos deixa no dia do trabalhador
Nesse primeiro de maio, completam-se 24 anos da morte de Ayrton Senna. Ele não sobreviveu ao acidente de que foi vítima na curva do Tamburello, no Autódromo italiano de Enzo Ferrari, no Grande Prêmio de San Marino.
Nossas manhãs nunca mais serão as mesmas, um grande momento de muita alegria do povo brasileiro, onde tinha Senna como um grande ídolo, que levava o hino brasileiro nos pódios mundo a fora.
Naquele ano de 1994, o Distrito de Arapuá estava recebendo uma grande obra, o asfalto que ligaria a BR 262 ao Arapuá, e justamente no dia 01 de Maio, o dia do trabalhador, que perdemos um grande campeão, na curva Tamburello, no Autódromo italiano de Enzo Ferrari, assistíamos perplexo o acontecimento do acidente com o Senna, não acreditávamos no que estava acontecendo.
Em pensar que um dia antes, outro acidente havia tirado a vida de outro piloto, já dando o sinal de que algo poderia vir acontecer no dia da prova, e foi exatamente o que aconteceu, perdemos nosso grande ídolo.
Ainda no aeroporto de Cumbica, o caixão de Ayrton desembarcou do avião e foi coberto com a bandeira do Brasil. Já nesse momento sabíamos que estávamos numa cobertura onde o sentimento da perda e a consequente intensidade da dor marcariam imensamente a história do povo.
Desde o pouso do avião que transportou o corpo do campeão até a descida do caixão ao túmulo o silêncio só foi vencido pelo choro de seus admiradores.Tinha-se a impressão que, pela primeira vez, São Paulo parou. Imagine quantos milhões de brasileiro.
O corpo do brasileiro que ficou conhecido como um dos maiores pilotos da história do automobilismo foi conduzido a sua cova no Cemitério do Morumbi, em São Paulo, por outros astros do volante da época. Entre eles, Emerson Fittipaldi, o irmão Wilson e o sobrinho Christian, Alain Prost, Gerhard Berger, Téo Fabi, Damon Hill, Thierry Boutsen e dirigentes de várias escuderias. Além das personalidades famosas havia, sobretudo, pessoas simples, fãs, adultos e crianças.
A Fórmula-Um continua na pista, como novos ídolos. A grande maioria deles confessa a admiração e a inspiração no grande Ayrton. Aliás, pela primeira vez depois da morte de Senna, as pistas não contam com um piloto brasileiro na competição. Logo o Brasil que tantos ases deu ao automobilismo, grandes campeões, como Senna, Emerson Fittipaldi e Nélson Piquet.
O dia 1º de maio marca o fim não apenas de uma era, mas sim, uma historia roteirizada como o primor dos Deuses e a excelência de uma geração, definida pelo o talento, qualidade e competitividade. Assim, se traduz a era Senna..
24 anos, não são 24 dias… o sentimento de nostalgia, a saudade que só cresce a cada dia, só confirma um status, ‘nada pode voltar’, mas a lembrança da lucidez da memória, são como verdadeiros frutos, que ressurgem com toda pompa, cor, alegria.
A história não se apaga se perpetua. Assim são os heróis.. Pessoas capazes de ressuscitar o melhor que temos em cada um de nós, como poder sensitivo, faz do seu legado, o seu coliseu, cheio de boas lembranças e histórias pra contar.
Dia 1º de maio, o país celebra mais 1 ano sem Ayrton Senna, mas com a sensação que a sua obra é eterna e que a morte é apenas um fato.
A sua história, seu legado, será sempre eterno, por que os Deuses, nunca morrem, apenas não competem mais neste plano, como um ato supremo, digno dos grandes heróis; competir do lado de maior de todos, sob a batuta de nosso senhor Jesus Cristo.
O PILOTO
O Brasil sempre teve ótimos representantes no circo da Fórmula 1, e desde os anos 70, nossos pilotos se destacam nesse esporte. Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace, Nelson Piquet, Rubinho Barrichello e até o Felipe Massa… mas nenhum deles tornou nossas manhãs de domingo tão emocionantes quanto Ayrton Senna.
Já na sua primeira temporada na Fórmula 1, em 1984, Ayrton se destacou por ser ousado, mesmo em uma equipe pequena e não tão competitiva, caso da Toleman. Foi nesse mesmo ano que o mundo descobriu o quão à vontade ele se sentia na chuva, fazendo manobras arrojadas e levando o carro ao limite, coisa que nenhum piloto se atrevia a fazer em pista molhada. No Grande Prêmio de Mônaco daquele ano, ele largou em 13º, e só não chegou em primeiro porque a corrida foi interrompida por questões de segurança, já que chovia muito. Se a corrida durasse mais uma única volta, Ayrton teria estado no topo do pódio.
Em 1993, no Grande Prêmio da Europa, em Donington Park, Inglaterra, Senna faria a “melhor volta de todos os tempos em corridas de Fórmula 1”. Taxado de “um circuito sem pontos de ultrapassagem”, acabou perdendo esse rótulo rapidinho, depois que Senna saiu da quinta para a primeira posição, em apenas uma volta, e debaixo de chuva.
Sua carreira na F1 foi brilhante durante 10 anos: foi campeão mundial 3 vezes, bateu o recorde de pole positions e foi o mais jovem piloto a ser tricampeão mundial. Todos esses recordes caíram com o tempo, mas o mundo inteiro concorda que nunca haverá ninguém como ele.
Depois de passar pela Lotus e pela McLaren, Ayrton tentou entrar na equipe Williams, a maior vencedora do início dos anos 90, mas foi impedido por Alain Prost. O francês, primeiro piloto da equipe, tinha uma cláusula em seu contrato que proibia a Williams de contratar Ayrton naquele ano. Em1994, no entanto, nada mais impedia e Ayrton Senna foi contratado pela Williams.
Foi no dia primeiro de maio de 1994, em Ímola, no Grande Prêmio de San Marino, Ayrton se acidentou na fatídica curva Tamburello, onde outros acidentes já haviam acontecido no passado. A versão oficial diz que a barra de direção do carro de Senna quebrou, e ele não conseguiu fazer a curva, chocando-se a 200km/h contra o muro.
Foi levado de helicóptero ao hospital, mas horas depois, ele foi declarado morto, apesar de muita gente achar que ele perdeu a vida ali mesmo, na pista. A comoção foi mundial, e os brasileiros consideram esta uma das maiores tragédias nacionais da história. O cortejo fúnebre levou mais de um milhão de pessoas às ruas e o governo do Brasil declarou luto oficial de 3 dias.
Hoje, 24 anos após a tragédia, o ídolo ainda vive em nós. Ayrton não era só um piloto excepcional, ele era uma pessoa simples, que se importava com o próximo e de um excelente caráter . Ele nunca será esquecido
O INSTITUTO AYRTON SENNA
O Instituto Ayrton Senna como um jardim, floresce em forma de esperança. Crianças e sonhos fazem a perfeita simbiose, que caminham como Senna, na estrada da vida, com a velocidade do crescimento e o legado do ‘herói’, que perpetua a sua espécie, com a vigília espiritual de um verdadeiro ‘pai’, ‘espírito santo’, ‘amém’…
CAMPANHA “MEU EDUCADOR, MEU ÍDOLO”
O Instituto Ayrton Senna lança nesta terça-feira, 1º de maio, uma campanha inédita, que valoriza o papel do educador brasileiro e destaca o trabalho de excelência que a organização tem realizado desde 1994. A instituição, que é o maior legado de Ayrton Senna fora das pistas, já formou 220 mil educadores e beneficiou 22 milhões de crianças e jovens de todas as regiões do país nos últimos 23 anos.
A primeira fase da campanha #MeuEducadorMeuIdolo, criada pela Africa, começa com um vídeo emocionante que reforça os números alcançados pelo Instituto Ayrton Senna ao longo de sua história. Os protagonistas do filme são alunos e professores de escolas parceiras de Itatiba (SP), beneficiados pelas soluções educacionais do Instituto. Juntos, eles cantam o “Tema da Vitória”, música que embalava as vitórias do tricampeão mundial de Fórmula 1, para mostrar que o campeão continua batendo recordes, agora na educação.
“Assim como Ayrton Senna, o educador brasileiro tem que ser considerado um ídolo nacional, afinal, a educação é a chave para um mundo de oportunidades para todos. É nesse sentido que nós trabalhamos há 23 anos, colocando em prática diariamente o maior sonho do Ayrton. Queremos mostrar esse poder da educação na campanha e chamar a atenção da sociedade para que cada vez mais pessoas se engajem nessa causa fundamental ao Brasil”, afirma Bianca Senna, diretora de Branding do Instituto Ayrton Senna.
“Todos sabemos que o educador tem papel fundamental no nosso país, mas o Instituto Ayrton Senna faz disso sua crença principal para realizar este trabalho incrível. Daí, nasceu o insight da nossa campanha: o Instituto que leva o nome do maior ídolo do Brasil mostrando tudo o que realiza para tornar todo educador um ídolo, e convidando todos nós a participar disso”, finaliza Jorge Iervolino, Diretor de Criação da Africa.
Na segunda fase da campanha, prevista para ir ao ar no segundo semestre, um novo filme será lançado com a intenção de valorizar e dar ainda mais protagonismo à imagem do educador.
Além disso, o Instituto Ayrton Senna preparou uma página especial sobre a campanha.
Confira a página especial e saiba mais sobre a atuação do Instituto.
Brasil
Eldorado Brasil reúne mais de 400 mulheres em evento e reforça protagonismo feminino no campo
Três Lagoas, 30 de março de 2026 – A Eldorado Brasil Celulose, referência global em sustentabilidade e eficiência no setor, reuniu mais de 400 mulheres nesta quarta-feira (24), em Três Lagoas, para celebrar a diversidade e a presença feminina no campo. Na quarta edição, o encontro Mulheres em Campo, promove palestras, talk show e, principalmente, a promoção de troca de experiências entre profissionais que desafiam limites e rompem barreiras diariamente nas operações da companhia e no setor florestal de Mato Grosso do Sul.
De desafiar padrões, Milena da Silva Melo, 27 anos, entende bem. Mecânica na Eldorado Brasil Celulose, ela deixou por muito tempo o diploma na gaveta de casa até participar de uma seleção na empresa. “Desde criança eu sempre fui diferente das outras meninas. Enquanto elas brincavam de barbie e boneca, eu já era o tipo de criança que gostava de montar e desmontar brinquedos para ver como era. Adulta, eu fiz o curso técnico de Mecânica Industrial e como eu trabalhava, era casada, tinha minha casa, acabei deixando de lado”, relembra.

Durante uma seleção da Eldorado Brasil Celulose, um dos recrutadores pediu para analisar o currículo de Milena e deu a sugestão para que ela tentasse a vaga de mecânica da Florestal.
“Foi uma oportunidade que surgiu na hora certa, e eu a abracei da melhor forma possível. Quando cheguei ao campo, tive receio de ser deixada de lado por ser mulher em uma área predominantemente masculina, mas fui muito bem recebida pelos colegas, tanto da mecânica quanto pelas lideranças da manutenção. Posso não ter a mesma força física que um homem, mas tenho a minha força e a minha inteligência, que uso a meu favor no dia a dia no campo”, pontua.
Milena integra o quadro de colaboradores da Eldorado desde 2025 e faz parte de um movimento crescente de ampliação da presença feminina nas operações da companhia. No comparativo entre 2023 e 2024, a Eldorado registrou um aumento de 14% no número de mulheres em seu quadro de colaboradores. Na área administrativa, elas já são maioria.
Marilu Ramos, coordenadora de Treinamento Operacional e da equipe Nossa Gente Florestal, destaca a importância da iniciativa. “Estamos na quarta edição das Mulheres em Campo. É um evento pensado com muito carinho, ele é desenhado para ser um dia de celebração, de festa, de valorizar a presença feminina e o trabalho que cada uma delas desempenha”, ressalta.
Engenheira florestal, Marilu também reforça as transformações no setor. “Historicamente, essa é uma área predominantemente masculina, mas, nos últimos anos, o número de mulheres nesse setor tem aumentado, a presença feminina tem crescido — e eu sou um exemplo disso. A diversidade é fundamental para o mercado de trabalho, seja de gênero ou de qualquer outra natureza. Podemos contribuir com nosso jeito, com nosso preciosismo e qualidades”, pontua.
Sobre a Eldorado Brasil Celulose
A Eldorado Brasil Celulose, empresa do Grupo J&F, é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 6 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera o EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A Companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.
Brasil
Pós-Carnaval sem perrengue: o que fazer (e o que não fazer) para melhorar da ressaca
Depois de dias de folia, pouca água e sono bagunçado, é comum a manhã seguinte pesar. Dor de cabeça, enjoo, boca seca, tontura e cansaço intenso são sinais frequentes no pós-Carnaval, e não é exagero: a ressaca tem explicação fisiológica.
“A ressaca alcoólica é definida, sob o aspecto farmacológico e fisiológico, como um conjunto de sinais e sintomas resultantes dos efeitos tóxicos do etanol e de seus metabólitos”, explica Denise Basílio, coordenadora do curso de Farmácia da Estácio. Segundo ela, mesmo quando a concentração de álcool no sangue cai, o organismo segue com alterações metabólicas e inflamatórias.
O principal fator é o acetaldeído, substância formada no fígado durante o metabolismo do álcool. “O etanol é metabolizado principalmente no fígado pela ação da enzima álcool desidrogenase, resultando na formação de acetaldeído, um metabólito altamente reativo e tóxico”, afirma Denise. “Esse composto está amplamente associado a manifestações como náuseas, cefaleia, rubor e mal-estar geral.”
Além disso, o álcool ativa processos inflamatórios. “O consumo provoca a ativação de vias inflamatórias sistêmicas, levando ao aumento de citocinas pró-inflamatórias”, aponta. Isso ajuda a explicar a fadiga, dores no corpo e a sensibilidade maior a luz e som.
Por que a ressaca dá tantos sintomas? – A desidratação é um dos mecanismos principais, já que o álcool aumenta a perda de líquidos e eletrólitos. “Isso aumenta a diurese e provoca a perda de água e eletrólitos”, destaca Denise. Com isso, aparecem sintomas como dor de cabeça, tontura, boca seca e fraqueza.
Já o enjoo e a dor no estômago costumam ser consequência da irritação gástrica. “Estão mais relacionados à irritação da mucosa gástrica e ao aumento da secreção ácida provocados pelo álcool”, explica.
“A sensibilidade à luz e ao som, além da cefaleia pulsátil, também tem relação com alterações no cérebro. ‘Estão associadas à vasodilatação cerebral e à inflamação neurovascular’, acrescenta Denise.
E há ainda um agravante importante: o sono. O álcool diminui a qualidade do sono REM, fase considerada essencial para a recuperação do cérebro, ligada à consolidação da memória e ao descanso mental. “Quando esse ciclo é prejudicado, a pessoa pode acordar mais cansada, irritada e com dificuldade de concentração, mesmo tendo dormido por várias horas”, pontua.
O que melhora – Quando a ressaca já chegou, não existe milagre. “A recuperação da ressaca baseia-se, essencialmente, em medidas de suporte”, orienta Denise.
A principal delas é beber água. “A hidratação adequada, de preferência com água e associada a soluções eletrolíticas, é essencial”, diz. Alimentação leve também contribui, especialmente com carboidratos, e o repouso ajuda o corpo a se recuperar do estresse metabólico.
O que piora – Na tentativa de melhorar rápido, muita gente se automedica e isso pode trazer risco. “O alívio dos sintomas deve ser feito com cautela, evitando a automedicação inadequada”, reforça Denise.
Ela alerta para o paracetamol: “Seu uso após a ingestão de álcool aumenta o risco de hepatotoxicidade, que é quando o órgão sofre dano por estar sobrecarregado ao metabolizar substâncias, como álcool e alguns medicamentos”. Anti-inflamatórios também exigem cuidado, pois podem agravar a irritação gástrica e aumentar riscos renais. Já medicamentos depressores do sistema nervoso central, como benzodiazepínicos, podem ser perigosos quando associados ao álcool.
“A abordagem mais segura consiste em garantir hidratação, alimentação adequada, um ambiente tranquilo e descanso”, afirma Denise. “O uso de medicamentos deve ser reservado apenas para quando for estritamente necessário e sob orientação.”
Além disso, ela alerta que alguns sinais indicam necessidade de avaliação médica. “Vômitos persistentes, confusão mental, dor abdominal intensa, sonolência excessiva, convulsões ou icterícia não são sinais de uma ressaca comum.”
Como prevenir – Para evitar a ressaca, Denise reforça que medidas simples funcionam melhor. “Evitar o consumo em jejum, alternar bebida alcoólica com água, alimentar-se adequadamente e respeitar os limites individuais são medidas embasadas em evidências”, orienta.
Ela também chama atenção para práticas comuns que podem aumentar riscos. “O uso preventivo de medicamentos e a combinação de álcool com bebidas energéticas carecem de fundamentação científica e podem piorar os danos à saúde”, conclui.
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