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Em Arapuá: 15 casos de suspeitas e 2 confirmados com Dengue

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Nesta manhã (27), fomos conversar com a equipe de saúde do Distrito, para saber o que realmente está acontecendo, o porquê de tantos moradores doentes.

Conforme informações do Enfermeiro Sérgio Henrique Silva Lima e de Idalina Candido, vários pacientes estão chegando na unidade de saúde, com os sintomas de Dengue.

Sérgio Henrique nos explicou, que quando o paciente tem os sintomas, a cada 3 dias é feito o exame hemograma e após 7 dias é feito o exame Sorologia, que a partir deste último que consegue descobrir se o paciente tem dengue ou não.

Conversamos com Dr. Rodrigo Gatto, que também explicou que só consegue saber se o paciente está com dengue, quando o mesmo faz o exame Sorologia. E que os sintomas da dengue com uma virose são bem parecidos: diarreia, vômito, dor de cabeça e dor no corpo, e quando o paciente retornar após 3 dias do último exame, todo desidratado, ai é feito o exame sorologia, e se for negativo é virose. “Confirmados temos 2 casos da Nelci e Natan, mas suspeita de dengue são mais de 15 pessoas no Distrito”, nos disse.

Cuidados a ser tomados para evitar o mosquito Aedes Aegypti: Descartar o lixo em locais adequados, garrafas vazias armazenadas com a boca pra baixo, manter bem tampados tonéis e barris d’água, areia nos vasos de plantas, trocar água de bebedouro de animais, limpar bandeja de ar-condicionado, lacrar caixa d’água, remover sujeito de calhas e guardas pneus em locais cobertos.

DENGUE: QUADRO CLÍNICO, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

A identificação precoce dos casos de dengue é de importância crucial para o controle das epidemias. O vírus da dengue causa um espectro variado de doenças que inclui desde formas inaparentes ou subclínicas, até quadros de hemorragia que podem levar ao choque e ao óbito.

A apresentação clínica da dengue pode ser dividida em três grupos principais:

1) Dengue clássica

Nos adultos

A primeira manifestação é a febre, geralmente alta (39° a 40°), de início abrupto, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas juntas, atrás dos olhos e exantema (vermelhidão no corpo), que pode ser acompanhado de prurido.

Num período de 3 a 7 dias, a temperatura começa a cair e os sintomas geralmente regridem, mas pode persistir um quadro de astenia durante algumas semanas.

Nas crianças
Geralmente se inicia com febre alta acompanhada de sintomas inespecíficos: apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos e diarréia. O exantema pode estar presente ou não.

Nos menores de 2 anos, as dores podem manifestar-se por choro intermitente, irritabilidade, apatia e recusa de líquidos, o que pode agravar a desidratação.

Nota: É exatamente no final do período febril que eventualmente surgem manifestações hemorrágicas: sangramento nasal, gengival, vaginal, rompimento dos vasos superficiais da pele (petéquias e hematomas), além de outros. Em casos mais raros, podem ocorrer sangramentos profusos no aparelho digestivo e nas vias urinárias.
Nas crianças, também as formas graves se manifestam depois do terceiro dia, quando a febre começa a ceder. Nos menores de 5 anos, o início da doença pode ser frustro, passar despercebido, e o quadro grave instalar-se como primeira manifestação reconhecível.

2) Febre hemorrágica da dengue (FHD)

As manifestações iniciais são as mesmas da forma clássica, até que ocorra remissão da febre, entre o terceiro e o sétimo dia, quando aparecem as manifestações hemorrágicas (espontâneas ou provocadas), o hemograma mostra que as plaquetas caem para menos de 100 mil/milímetro cúbico) e a pressão arterial pode baixar.

3) Dengue com complicações

É todo caso que não se enquadra nas duas formas anteriores, dado o potencial de risco evidenciado por uma das seguintes complicações: alterações neurológicas, sintomas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva, derrame pleural, hemograma com glóbulos brancos abaixo de 1.000 e/ou plaquetas abaixo de 50 mil.

As manifestações neurológicas incluem: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Geralmente, surgem no final do período febril ou na convalescença.

Os seguintes sinais de alerta indicam a possibilidade de quadros graves:

* Dores abdominais fortes e contínuas;

*Vômitos persistentes;

* Tonturas ao levantar (hipotensão postural);

* Diferença entre as pressões máxima e mínima menor do que 2 cm Hg (por exemplo: 9 por 7,5 ou 10 por 8,5);

* Fígado e baço dolorosos;Vômitos hemorrágicos ou presença de sangue nas fezes;

* Extremidades das mãos e dos pés frias e azuladas;

* Pulso rápido e fino;

* Agitação e/ou letargia;

* Diminuição do volume urinário;

* Diminuição súbita da temperatura do corpo;

* Desconforto respiratório;

A dengue é uma doença dinâmica que pode evoluir rapidamente de uma forma para outra. Assim, num quadro de dengue clássica, em dois ou três dias podem surgir sangramentos e sinais de alerta sugestivos de maior gravidade.

Por essa razão, o Ministério da Saúde recomenda que os pacientes ambulatoriais retornem ao Posto de Atendimento para reestadiamento. Recomenda, ainda, que depois da primeira consulta os médicos preencham o “Cartão de Identificação do Paciente com Dengue”.

Nesse cartão devem constar: identificação, unidade de atendimento, data de início dos sintomas, medição da pressão arterial, prova do laço*. Alguns dados do exame de sangue (hemograma), sorologia para dengue (resultado do exame de sangue específico para a dengue), orientação sobre os sinais de alerta, na presença dos quais o paciente deverá retornar com urgência, e o local de referência para atendimento dos casos graves na região.

Nota: Desde o início de setembro de 2010, por determinação do Ministério da Saúde, casos suspeitos de dengue 4 são de comunicação compulsória às autoridades sanitárias no prazo de 24 horas. O objetivo é evitar a dispersão do sorotipo 4 do vírus que, recentemente, foi identificado em estados do norte do Brasil, depois de muitos anos sem registro de nenhum caso de contaminação.

Prova do laço

A prova do laço é importante porque avalia a fragilidade capilar e pode refletir a queda do número de plaquetas. Está indicada em todos os casos com suspeita de dengue e pode ser a única manifestação hemorrágica nos quadros mais complicados da doença.

Procedimento:

1) Desenhar com uma esferográfica um quadrado de 2,5 cm de lado no antebraço do paciente;

2) Verificar a PA;

3) Calcular o valor médio entre a máxima e a mínima ( se a PA for 12 por 8, a média será 10);

4) Insuflar novamente o manguito até o valor médio (no caso, até 10) e mantê-lo insuflado por 5 minutos (em crianças, 3 minutos) ou até o aparecimento de pequenos pontos de sangramento sob a pele (petéquias);

5) Contar o número de petéquias no interior do quadrado;

6) A prova será positiva se surgirem mais do que 20 petéquias no adulto ou 10 nas crianças.

Diagnóstico

Suspeitar de dengue em todo caso de doença febril aguda com duração máxima de 7 dias, acompanhada de dois dos seguintes sintomas, associados ou não a hemorragias:

* Dor de cabeça;

* Dor atrás dos olhos;

* Dores musculares;

* Dores nas juntas;

* Prostração;

* Vermelhidão no corpo.

Além desses sintomas, o paciente deve ter estado nos últimos 15 dias em área com casos de dengue ou em que existam mosquitos Aedes aegypti.

O diagnóstico é essencial para avaliar a gravidade do caso e orientar o tratamento. De acordo com a gravidade, os casos costumam ser divididos em três grupos:

1) Grupo A

Compreende os casos com as seguintes características:

* Febre por até 7 dias, acompanhada de pelo menos dois sinais e sintomas inespecíficos: dor de cabeça, prostração, dor atrás dos olhos, nos músculos, nas juntas e exantema, associados à presença em área em que existam casos de dengue;

*Ausência de hemorragias: espontâneas e prova do laço negativa;

*Ausência de sinais de alerta

2) Exames laboratoriais

O exame para confirmar o diagnóstico de dengue dever ser pedidos de acordo com a situação epidemiológica:

* Em períodos não epidêmicos, solicitá-los em todos os casos suspeitos;

* Em períodos epidêmicos, solicitá-los de acordo com a orientação da Vigilância Epidemiológica;

* Solicitá-los sempre nas mulheres grávidas, para diferenciar dengue de rubéola.

3) Hemograma

Deve ser pedido obrigatoriamente nos casos de gestantes, pessoas 65 anos, portadores de hipertensão, diabetes, doença pulmonar crônica, renal crônica, cardiovascular ou do aparelho digestivo.

Tratamento

Não existe tratamento específico para combater o vírus. Sua função é combater a desidratação e aliviar os sintomas.

1) Hidratação oral

No primeiro dia: Administrar por via oral 80 mL/kg de peso corpóreo (um adulto de 70 kg deve receber: 80mL x 70mL = 5.600 mL ou 5,6 litros). Atenção: 1/3 desse volume deve ser de soro caseiro (preparado com uma colher de chá de sal e uma de sopa de açúcar dissolvidas em 1 L de água fervida ou filtrada). Os 2/3 restantes podem ser de água, sucos de frutas, chás ou água de coco (recomendada).

Do segundo dia em diante até a febre desaparecer: Administrar por via oral: 60 mL/kg de peso (um adulto de 70 kg deve receber: 60 x 70 = 4.200 mL ou 4,2 L).

Em crianças oferecer: 50mL/kg a 60 mL/kg de peso de soro caseiro a cada 4 ou 6 horas. Se houver vômito ou diarréia, esse volume deve ser aumentado. Não há restrição para o aleitamento.

2) Sintomático

Para combater a febre alta e as dores.

  1. Dipirona: É o analgésico/antipirético de escolha. Nas crianças usar 1 gota/kg de peso de 6/6 horas. Nos adultos, 20 a 40 gotas ou 1 comprimido de 500 mg de 6/6 horas.
  2. Paracetamol: Em crianças 1 gota/kg de peso de 6/6 horas. Em adultos 1 comprimido de 500 ou 750 mg de 6/6 horas. Respeitar as doses máximas porque o Paracetamol em doses mais altas tem toxicidade hepática.

Notas importantes:

* Antiinflamatórios estão contraindicados por causa do potencial hemorrágico;

* Jamais usar antitérmicos que contenham o ácido acetilsalecílico (AAS, Aspirina, Melhoral, etc): podem causar sangramentos;

* Não comer alimentos que eliminem pigmentos avermelhados na urina e nas fezes (beterraba, açaí, etc.) que possam ser confundidos com sangramento.

Para combater os vômitos e o prurido:

* Metoclopramida (Plasil e outros) e Dimenidriminato (Dramin e outros) podem ser usados 3 a 4 vezes/dia;

* O prurido, que pode ser incômodo, dura de 3 a 4 dias. Pode ser tratado com banhos frios e compressas com gelo. Nos casos mais rebeldes administrar antialérgicos comuns.

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Arapuá

Em Arapuá | Ponte da Japonesa é substituída por linhas de tubos para garantir mais segurança à população

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A Prefeitura de Três Lagoas, por meio do Departamento de Obras da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Trânsito (SEINTRA), em conjunto com o Departamento de Manutenção do Distrito de Arapuá e da zona rural, realizou a substituição da antiga ponte de madeira sobre o córrego Arapuá, conhecida como Ponte da Japonesa.

A estrutura é fundamental para o acesso ao Distrito de Arapuá/MS e também às comunidades Piaba, Limoeiro e região da Ponte do Rio Verde.

Os trabalhos foram executados sob a coordenação do encarregado Marco Antonio Dantas, atendendo a uma demanda considerada urgente pelos moradores da região. Segundo informações repassadas pelas equipes responsáveis, a antiga ponte de madeira apresentava constantes problemas e necessitava de frequentes manutenções, comprometendo a segurança de motoristas e produtores rurais que utilizam o trecho diariamente.

Durante as obras, a passagem permaneceu interditada por 13 dias para a retirada completa da antiga estrutura e implantação do novo sistema de drenagem e travessia.

No local, foram instaladas duas linhas de tubos de 1.000 milímetros, proporcionando mais segurança, durabilidade e melhores condições de tráfego, principalmente em períodos de chuva.

Após a conclusão dos serviços, a Ponte da Japonesa já foi liberada para o trânsito de veículos e, conforme a equipe responsável, o trecho se encontra em perfeitas condições de uso, com o fluxo normalizado para moradores, produtores rurais e demais usuários da estrada.

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Arapuá

LUTO NO ESPORTE | Morre Valdemir Machado Leonel, o “Lona”, ex-jogador do Arapuá, aos 53 anos

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Três Lagoas (MS) — Faleceu em Três Lagoas, aos 53 anos, Valdemir Machado Leonel, conhecido carinhosamente como “Lona”, ex-jogador do Arapuá. A notícia causou forte comoção entre familiares, amigos e a comunidade esportiva da região.

Valdemir foi encontrado sem vida no último sábado, 2 de maio, em sua residência localizada no Condomínio Novo Oeste. De acordo com informações, a causa da morte foi cirrose hepática.

A despedida foi marcada por grande comoção. O sepultamento ocorreu no Cemitério Santo Antônio, em Três Lagoas. Ele deixa seis filhos.

TRAJETÓRIA NO ESPORTE E NA COMUNIDADE 

Muito conhecido no Distrito de Arapuá, Valdemir construiu uma história marcada pelo trabalho e pela paixão pelo futebol. Atuou em fazendas da região, como Água Limpa, Rodeio e Lobo, e nos finais de semana se dedicava ao esporte, defendendo equipes locais.

Foi no time do Arapuá que “Lona” deixou seu maior legado. Vestindo a camisa da SERA (Sociedade Esportiva Recreativa Arapuá), atuava como volante — posição em que ficou conhecido como o “xerife” do time. Com a camisa número 20, seu número preferido, destacou-se como um dos jogadores mais firmes e respeitados que passaram pela equipe.

Valdemir integrou o time por vários anos e também participou da equipe de veteranos. Sua última aparição em campo foi em julho de 2023, durante o jogo de inauguração da iluminação de LED do Campo Municipal José Rodrigues, no Distrito de Arapuá, em uma partida entre veteranos.

HOMENAGENS E DESPEDIDA

Nas redes sociais, amigos, familiares e ex-companheiros de equipe prestam homenagens, relembrando momentos vividos e destacando o legado deixado por “Lona” dentro e fora de campo.

Moradores do Distrito de Arapuá também manifestaram gratidão pela dedicação de Valdemir ao futebol local:

“Só temos a agradecer por todos esses anos de dedicação ao nosso time. Vá com Deus, nosso irmão Valdemir.”

Neste momento de dor, amigos e familiares se unem em solidariedade, desejando força e conforto a todos que conviviam com Valdemir Machado Leonel.

MENSAGEM

É difícil encontrar palavras diante de uma perda tão sentida. Valdemir Machado Leonel, o querido “Lona”, parte deixando não apenas saudades, mas um legado de amizade, companheirismo e amor pelo futebol que jamais será esquecido.

Que Deus o receba de braços abertos e conceda descanso eterno. Que conforte o coração de todos os familiares, amigos e daqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele, transformando a dor da despedida em lembranças eternas de momentos vividos com alegria.

“Lona” seguirá vivo na memória de cada jogo, de cada história compartilhada e em cada coração que teve sua vida marcada por sua presença.

Nossos mais sinceros sentimentos.

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