Celulose em Destaque
Arauco lança Pedra Fundamental da Ferrovia do Projeto Sucuriú
Fevereiro 2026 – A Arauco celebrou, nesta sexta-feira (6), o lançamento da Pedra Fundamental da Ferrovia do Projeto Sucuriú, em Inocência (MS). O evento reuniu, em um marco histórico para o setor e para a infraestrutura logística do país, executivos da companhia, o prefeito de Inocência, Antonio Ângelo Garcia dos Santos, o Toninho da Cofap, Paulo Hartung, presidente executivo da IBÁ, Guilherme Theo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Senadora Tereza Cristina, Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, Ministro dos Transportes, Renan Filho, além de parceiros como AFRY, Castilho, Comexport, Construcap, EPYA, GBMX, Randon, Rumo e Wabtec.
A adoção do modal ferroviário trará ganhos expressivos para a operação e para o Estado. “Essa shortline representa um marco dentro do novo arcabouço regulatório ferroviário brasileiro. Um modelo moderno, que amplia a capacidade logística do país, fortalece a integração com as malhas nacionais e cria condições reais para novos investimentos privados em infraestrutura”, comenta Carlos Altimiras, presidente da Arauco Brasil. “Quando falamos em conectar, falamos de algo maior do que infraestrutura. Falamos em levar o Brasil, o Mato Grosso do Sul e a cidade de Inocência ao mundo. De transformar um território produtivo em referência global, capaz de inserir a celulose brasileira de forma competitiva nos principais mercados internacionais”, finalizada o executivo.
A nova ferrovia permitirá reduzir até 94% das emissões de CO₂ e eliminar aproximadamente 190 viagens por dia de caminhões das rodovias, fortalecendo a segurança e consolidando um modelo logístico mais sustentável e eficiente.
Com investimento estimado em R$ 2,4 bilhões, o projeto terá 26 locomotivas, 721 vagões e capacidade para transportar até 9.600 toneladas por composição — uma solução moderna, tecnológica e alinhada ao DNA inovador do Projeto Sucuriú. “Hoje, ao lançarmos a Pedra Fundamental dessa linha férrea, mostramos que sonhos bem planejados saem do papel, e quando saem do papel, movem desenvolvimento, sustentabilidade e futuro”, reforça Alberto Pagano, diretor de Logística e Suprimentos da Arauco Celulose Brasil.
O traçado contempla 45 quilômetros de linha férrea, além de 9 quilômetros dentro da fábrica, seguindo paralelamente às rodovias MS-377 e MS-240 até a conexão com a Rumo Malha Norte. A obra deve gerar aproximadamente mil postos de trabalho, e tem previsão de ser concluída ao final de 2027, alinhado ao início das operações da fábrica.
Desenvolvimento integrado
Para Pedro Palma, CEO da Rumo, “a visão de longo prazo da Arauco e a confiança depositada na Rumo com esta conexão ao corredor ferroviário de exportação pelo Porto de Santos contribuem para alavancar a competitividade e a sustentabilidade da cadeia produtiva da celulose. Desta forma, o país reforça seu protagonismo global neste mercado e o estado de Mato Grosso do Sul se consolida com o maior exportador, por meio de uma solução logística eficiente, segura e de baixo carbono”.
Guilherme Theo Sampaio, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), afirma que “projetos bem estruturados e uma regulação bem feita trazem tudo o que o investidor, nacional ou estrangeiro, busca: estabilidade, previsibilidade e segurança jurídica. E isso significa integração multimodal, tornando o Brasil eficiente ‘da porteira para dentro’ e ‘da porteira para fora’. Quem ganha com isso é o Brasil e os brasileiros”.
Na opinião do Ministro dos Transportes, Renan Filho, “a ferrovia significa uma nova rota para o desenvolvimento. É a reintegração do Estado do Mato Grosso do Sul com a malha ferroviária nacional. Hoje é um dia marcante para o Estado, para o país e para a Arauco, e eu tenho muito felicidade de estar aqui”.
Já o governador Eduardo Riedel ressalta que “este é um grande projeto, fruto de um Estado que possui um ambiente de negócios que atrai investimentos privados e que governa com uma visão clara de desenvolvimento e crescimento”. Segundo ele, “o Governo do Estado continuará sendo parceiro de Inocência e da Arauco para viabilizar essa infraestrutura que consolida o Mato Grosso do Sul como protagonista global no setor de florestas plantadas e transforma o imenso potencial da nossa região em oportunidades reais para a população.”
O prefeito Antônio Ângelo, enfatiza a união de esforços entre o setor público e privado como o motor do desenvolvimento regional: “Quero destacar a importância das parcerias que tornaram este projeto possível. O diálogo com a Arauco, com o Governo do Estado, com o Governo Federal e com as demais instituições envolvidas foi fundamental para que este marco se tornasse realidade. Quando há cooperação, os projetos saem do papel. Em breve, veremos locomotivas e vagões cruzando este território, não apenas como símbolo de progresso, mas como parte de uma história que avança com muito trabalho e responsabilidade.”
Celulose em Destaque
Entre sementes e florestas: há 40 anos, viveirista transforma coleta em recuperação da biodiversidade sul-mato-grossense
Há 16 anos no Viveiro Isaac de Oliveira, Nereu Rios transforma sementes nativas do Cerrado em mudas destinadas à recuperação ambiental
Nereu Rios construiu sua trajetória profissional transformando sementes em novas possibilidades de recuperação ambiental. Parte dessa história é vivida no Viveiro Isaac de Oliveira, onde atua há 16 anos em uma iniciativa mantida pela Águas Guariroba e pela Ambiental MS Pantanal, voltada à produção de mudas nativas, à proteção dos recursos hídricos e à recuperação de áreas degradadas em Mato Grosso do Sul.
Todos os anos, esse trabalho começa muito antes de a muda chegar ao campo. Em expedições que podem percorrer cerca de 7 mil quilômetros pelo Brasil, Nereu e sua equipe coletam sementes de espécies nativas que, meses depois, retornam ao território na forma de novas árvores. “Eu digo que plantar árvores é estar agraciado com a natureza”, resume o viveirista.
Parte desse trabalho começa longe do viveiro. O percurso parte de Campo Grande e passa por Goiás, incluindo a região da Chapada dos Veadeiros, além de Tocantins, Bahia e Minas Gerais. No retorno, a equipe cruza Mato Grosso e continua a coleta em Mato Grosso do Sul, passando por áreas como Bonito, Serra da Bodoquena, Miranda e Corumbá.
“Quando chegamos de volta a Mato Grosso do Sul, continuamos a expedição em diferentes regiões do Estado. É um trabalho que começa no Cerrado e chega até áreas de transição com o Pantanal”, explica Nereu.
Da semente à muda
Depois da expedição, começa outro ciclo. As sementes coletadas retornam ao Viveiro Isaac de Oliveira, onde passam pelos processos de seleção, germinação e desenvolvimento até se transformarem em mudas. Em cerca de um ano, muitas delas já estão prontas para deixar o viveiro e seguir para ações de recuperação ambiental em diferentes regiões do Estado.
Para Nereu, acompanhar esse processo também significa perceber, ano após ano, as mudanças na paisagem e as pressões sobre a vegetação nativa. “Nós, enquanto pesquisadores e coletores de sementes, temos visto muito isso. A cada ano, encontramos locais onde passamos coletando e que depois foram atingidos pelo fogo”, relata.
Segundo o viveirista, o período de queimadas muitas vezes coincide com a época de produção de sementes de diversas espécies. Quando o fogo alcança essas áreas, o impacto não se restringe às árvores: compromete também sementes e a capacidade de regeneração natural da vegetação.
Como parte das expedições, a equipe leva entre 120 e 150 mudas, que são plantadas ao longo do percurso como forma de devolver ao território parte do trabalho realizado durante a coleta. “Vamos plantando pelo caminho e contribuindo para a recuperação dos locais por onde passamos”, conta.
Do Cerrado ao Pantanal
Dezesseis dos 40 anos de profissão de Nereu estão ligados ao Viveiro Isaac de Oliveira. Criado em 2010 pela Águas Guariroba, o espaço nasceu com o objetivo de apoiar ações de recuperação ambiental, especialmente em áreas relacionadas às bacias dos córregos Guariroba e Lageado, responsáveis pelo abastecimento de Campo Grande.
Desde 2021, o viveiro passou a ser mantido conjuntamente pela Águas Guariroba e pela Ambiental MS Pantanal, ampliando a destinação de mudas também para municípios do interior de Mato Grosso do Sul.
Hoje, as espécies produzidas apoiam ações de recuperação de matas ciliares, áreas degradadas e ambientes associados ao Cerrado e ao Pantanal.
Nereu estima que o Viveiro Isaac de Oliveira já tenha produzido mais de 800 mil mudas. A capacidade de produção também vem crescendo: passou de cerca de 60 mil mudas por ano para 80 mil em 2025 e, em 2026, já se aproxima de 90 mil mudas anuais.
O espaço ocupa uma área de aproximadamente 14 hectares e, além da produção de mudas, tornou-se também um ambiente arborizado, com presença de frutos e de espécies da fauna local, como araras, tucanos e outras aves.
“Ver as áreas que a gente ajudou a reflorestar florescendo a partir dessas mudas é gratificante. Isso acontece desde as margens do Lageado e do Guariroba até áreas em Bonito e Miranda”, afirma.
Conhecimento que também se multiplica
Ao longo de quatro décadas de profissão, Nereu estima ter participado da produção de mais de 2 milhões de árvores nativas. Mas, para ele, o legado vai além da quantidade de mudas produzidas. O Viveiro Isaac de Oliveira também se tornou espaço de formação e troca de conhecimento.
Ao longo dos anos, profissionais que chegaram ao local para outras atividades aprenderam técnicas de produção, manejo e cuidado com espécies nativas e, posteriormente, passaram a atuar em outros viveiros.
“Tem pessoas que trabalharam aqui, aprenderam a cuidar de árvores e hoje estão em outros viveiros. Nós precisamos ter no Estado pessoas dedicadas a isso, que gostem de fazer esse trabalho. Temos um Brasil inteiro para recuperar”, ressalta.
Para Nereu, produzir mudas, recuperar áreas e formar novos viveiristas fazem parte de um mesmo compromisso com o futuro.
“Quando eu estou no interior, vejo que as mudas do Viveiro Isaac de Oliveira são conhecidas. A gente sabe que elas saíram daqui”, conta.
“Se não tiver árvores, não tem água.” A frase de Nereu sintetiza uma conexão que também atravessa o trabalho da Águas Guariroba e da Ambiental MS Pantanal. De um lado, o saneamento contribui para a proteção da qualidade da água; de outro, a produção e o plantio de mudas ajudam a conservar e recuperar áreas naturais importantes para a proteção dos recursos hídricos. Um ciclo de cuidado que conecta saneamento, água, biodiversidade e futuro.
Celulose em Destaque
Entrega dos primeiros vagões e tritrens marca novo avanço da logística do Projeto Sucuriú
A Arauco começou a receber os primeiros vagões e tritrens que vão compor a infraestrutura logística do Projeto Sucuriú. No total, serão 721 vagões, destinados ao transporte de celulose, e 350 conjuntos tritrem, compostos por cavalo mecânico e implementos florestais, que vão operar na movimentação de madeira das áreas de cultivo até a fábrica, em Inocência (MS). A conclusão da entrega dos tritrens está prevista para janeiro de 2027, e a dos vagões, para novembro do mesmo ano.
O diretor de Logística e Suprimentos da Arauco, Alberto Pagano, explica que a definição pelos modelos dos equipamentos adquiridos e das tecnologias disponibilizadas levou em conta a segurança das pessoas, do meio ambiente e do patrimônio da Companhia, além da estabilidade das operações. “Ao optar por vagões e tritrens modernos e customizados para as necessidades da Arauco, nós asseguramos a previsibilidade da movimentação de cargas e ampliamos o potencial de produtividade e sustentabilidade das operações”, afirma.
Fabricados pela Randon, os vagões possuem sistema de abertura lateral, que permite o carregamento e o descarregamento por ambos os lados, agilizando a operação, além de lonas com tramas de aço antivandalismo e uma tecnologia que bloqueia 100% da umidade da chuva. Cada vagão tem capacidade bruta total de 130 toneladas e carga líquida de 98 toneladas, e mede 23 metros de comprimento, 3,3 metros de largura e 4,28 metros de altura.
Do total adquirido, aproximadamente 55 conjuntos serão incorporados à frota própria da Arauco, enquanto os demais serão cedidos em regime de comodato às empresas parceiras, que serão responsáveis pela disponibilização dos respectivos cavalos mecânicos.
A frota contará ainda com diferentes configurações de suspensão nos implementos, contemplando sistemas de suspensão pneumática e mecânica, o que permitirá avaliar o desempenho de cada tecnologia nas condições operacionais do transporte florestal.
Rodrigo Sugske Garcia, gerente executivo de Logística Florestal da Arauco, ressalta que, além de robustez e grande produtividade, os tritrens foram customizados de acordo para aumentar a segurança dos motoristas e demais usuários da rodovia. “De modo inédito no setor florestal, os caminhões foram adaptados para atender aos requisitos da Arauco de resistência, durabilidade e segurança. E isso é fundamental para o compromisso que temos com o bem-estar das pessoas”, afirma o gerente.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.
Sobre a Arauco Brasil
No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.
As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).
Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.
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