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Mato Grosso do Sul prepara rede de saúde para cenários de El Niño

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Capacitações nas nove regiões de saúde, simulados e integração das áreas de vigilância estão entre as ações previstas para antecipar respostas a eventos climáticos extremos

Mato Grosso do Sul inicia nesta quinta-feira (20) uma série de capacitações voltadas à preparação dos serviços de saúde para possíveis impactos relacionados ao El Niño e a eventos climáticos extremos. As atividades abordam situações como ondas de calor, estiagens, queimadas, chuvas intensas e possíveis alterações no comportamento de doenças respiratórias e arboviroses.

A programação prevê atividades nas nove regiões de saúde, integração entre áreas da saúde e revisão dos planos de contingência existentes, considerando diferentes cenários e a realidade dos 79 municípios.

Capacitação chega às nove regiões de saúde

As primeiras atividades começam nesta quinta-feira (20), pela Região Centro, reunindo municípios próximos a Campo Grande. Na sequência, haverá uma capacitação específica para profissionais da Capital, considerando o número de trabalhadores, e depois as atividades avançam para as demais regiões, como a Região Norte, com referência em Coxim, e a Região Centro-Sul.

Também está prevista, em 31 de agosto, uma capacitação específica para profissionais que atuam com populações vulneráveis, incluindo indígenas, quilombolas e população ribeirinha. A atividade será realizada no auditório do Conselho Estadual de Saúde e terá participação de diferentes áreas, como Vigilância, Atenção Primária, gestores hospitalares e gestores municipais.

A programação inclui ainda webinários para profissionais de saúde, com informações sobre como alterações climáticas podem repercutir na rotina das unidades e modificar a demanda por atendimento.

Treinamento simula situações reais

Além do conteúdo teórico, as equipes participarão de simulados de mesa. Serão apresentados cenários hipotéticos baseados em situações que podem ocorrer durante eventos climáticos extremos, para que os profissionais avaliem a evolução dos casos e definam como reorganizar a assistência.

Um dos exemplos trabalhados envolve o aumento de pacientes com problemas respiratórios durante um período de queimadas. Conforme o cenário evolui, a equipe recebe novos desafios, como a chegada de pacientes com sintomas de dengue ou chikungunya, aumento da demanda e necessidade de remanejamento de profissionais ou transferência de pacientes.

A metodologia considera as diferenças de estrutura entre os municípios e permite que os próprios profissionais avaliem alternativas para ampliar a capacidade de resposta diante de situações de maior demanda.

Manual vai orientar profissionais

Outra frente é a elaboração de um material semelhante a uma apostila, com orientações de manejo clínico relacionadas aos impactos de eventos climáticos e desastres. O conteúdo será direcionado a médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

O material deverá abordar situações como ondas de calor, secas, queimadas e outros cenários capazes de aumentar a demanda por determinados atendimentos. A proposta é auxiliar os profissionais na identificação de alterações no perfil dos pacientes e na relação desses eventos com o contexto ambiental.

As atividades também terão participação da Defesa Civil, que apresentará aos profissionais de saúde o papel do órgão e a forma como os alertas devem ser interpretados pelas equipes.

Vigilância terá atenção ampliada

A Vigilância Epidemiológica também será incluída nas capacitações, com orientações sobre os fluxos de notificação de agravos relacionados às condições climáticas, incluindo situações associadas ao aumento de temperatura e às queimadas.

A identificação precoce de alterações no cenário epidemiológico permite acompanhar a evolução dos eventos e avaliar, quando necessário, mudanças na organização dos serviços de saúde.

Chuva também exige atenção

A preparação considera ainda a relação entre estiagem, chuvas e proliferação do Aedes aegypti. Durante períodos secos, ovos do mosquito podem permanecer em recipientes e voltar ao ciclo de desenvolvimento quando entram em contato com água.

A orientação vale para objetos como tampinhas, copos, latas, vasos, pratos de plantas e calhas. O cuidado deve ser mantido mesmo quando não há água aparente.

A dinâmica climática também pode produzir diferentes problemas simultaneamente. Um período de seca e queimadas, por exemplo, pode aumentar a procura por atendimento devido a problemas respiratórios, enquanto uma chuva posterior pode criar condições para a proliferação do mosquito.

Preparação integra diferentes áreas

A construção do plano envolve diferentes setores da saúde, que participam da elaboração dos conteúdos, capacitações e estratégias de resposta. A Atenção Primária, Vigilância, Rede de Urgência e Emergência, Vigilância Hospitalar, Saúde Única e Saúde Indígena estão entre as áreas envolvidas.

O Ministério da Saúde encaminhou alerta aos estados e municípios sobre a possibilidade de aumento na transmissão de arboviroses, especialmente dengue e chikungunya, em razão das alterações climáticas associadas ao El Niño. Projeções do InfoDengue/Fiocruz estimam cerca de 1,7 milhão de casos de dengue no Brasil em 2027. As projeções são estimativas e podem ser atualizadas conforme novos dados sejam incorporados aos modelos.

Em Mato Grosso do Sul, o cenário epidemiológico das arboviroses em 2026 requer atenção contínua. Até a Semana Epidemiológica 31, o Estado registrou 4.551 casos prováveis de dengue e 1.933 casos confirmados. Apesar da redução em relação aos anos anteriores, ainda há municípios classificados com média e alta incidência, indicando que a transmissão ocorre de forma heterogênea no território estadual.

Para chikungunya, a situação exige atenção ainda maior. Até 11 de agosto, foram registrados 12.520 casos prováveis, 9.961 casos confirmados e 30 óbitos confirmados. A incidência estadual chegou a 454,2 casos por 100 mil habitantes.

Diante desse cenário e das possíveis alterações nos padrões de temperatura e precipitação associadas ao El Niño, permanece necessária a manutenção da vigilância epidemiológica, do controle vetorial e das ações de prevenção, mesmo com a redução da ocorrência de casos em determinados períodos e regiões.

População deve manter os cuidados

A eliminação dos criadouros continua sendo uma das principais medidas para prevenir dengue, chikungunya e Zika. A orientação é realizar inspeções frequentes em casas, quintais e locais de trabalho, inclusive durante períodos secos.

Entre os principais cuidados estão:

• manter caixas-d’água, tonéis, barris e outros reservatórios totalmente tampados;

• retirar água acumulada de vasos, garrafas, pneus, calhas, ralos e recipientes descartáveis;

• limpar bebedouros de animais e esfregar as paredes dos recipientes;

• acondicionar corretamente o lixo e descartar objetos que possam acumular água;

• colaborar com os agentes de saúde e de combate às endemias;

• utilizar repelentes, telas e roupas que protejam braços e pernas, especialmente em áreas de transmissão.

Febre alta, dor de cabeça, dor no corpo ou nas articulações, dor atrás dos olhos, mal-estar e manchas vermelhas na pele podem indicar dengue. Na chikungunya, destacam-se a febre e as dores intensas, acompanhadas ou não de inchaço nas articulações.

Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar uma UBS (Unidade Básica de Saúde) ou outro serviço de saúde para avaliação e evitar a automedicação.

Comunicação SES

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

Em Amambai, comunicação em guarani facilita acesso de indígenas aos serviços da Polícia Científica

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Indígena e moradora de aldeia, Marlene Ortiz auxilia na comunicação durante exames médico-legais, emissão de documentos e orientação a famílias

Nem toda pessoa que chega à Polícia Científica de Amambai consegue explicar em português o que precisa ou compreender as orientações recebidas. É nessas situações que Marlene Ortiz ajuda a estabelecer o diálogo. Indígena, pedagoga, técnica de enfermagem e falante de guarani, ela nasceu, cresceu e continua vivendo em uma aldeia do município.

Desde 2024, Marlene atua na URPI (Unidade Regional de Perícia e Identificação) de Amambai, por meio de parceria com a prefeitura. Seu trabalho inclui apoio em atendimentos médico-legais, orientações relacionadas a exames de DNA, identificação civil e situações em que familiares procuram informações após a morte de um parente.

“Quando chegam aqui e encontram uma pessoa indígena, elas confiam mais. Conversam, tiram dúvidas e falam comigo. Eu ajudo nos exames e também no atendimento do RG, porque muitos indígenas têm dificuldade quando chegam ao serviço”, contou.

Segundo o Censo 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Amambai tem 9.988 habitantes indígenas, o equivalente a 25,4% da população. É o terceiro maior contingente indígena entre os municípios de Mato Grosso do Sul.

Desde 2024, o município também reconhece o Guarani Kaiowá como língua cooficial, conforme a Lei Municipal nº 2.905. Na unidade da Polícia Científica, o idioma faz parte de uma comunicação que funciona nos dois sentidos: indígenas procuram Marlene para entender os procedimentos, enquanto servidores recorrem a ela para esclarecer informações transmitidas em guarani. Em algumas situações, seu auxílio também foi necessário para compreender mensagens apresentadas à equipe durante os atendimentos realizados fora da unidade.

Acolhimento

Com crianças, Marlene aprendeu que nem sempre o primeiro contato começa com perguntas. Em uma das situações que recorda, uma criança não queria interagir durante o atendimento. Ela se sentou ao seu lado, pegou papel e lápis e começou a desenhar uma gatinha. A criança respondeu fazendo seu próprio desenho e, depois, conseguiu seguir para o exame. “Quando a criança chega muito irritada, ela brinca e vai se acalmando. Depois dá para chamar para fazer o exame”, disse a indígena

Antes de atuar na Polícia Científica, Marlene já trabalhava com crianças, mulheres, gestantes e idosos na comunidade indígena. Essa experiência, somada à formação em Pedagogia e Enfermagem, contribui para a maneira como recebe pessoas em situações de medo, insegurança ou sofrimento.

Nos atendimentos relacionados à violência, sua atuação se concentra na comunicação e no acolhimento. Os exames e demais procedimentos destinados à produção da prova técnico-científica permanecem sob responsabilidade dos profissionais competentes da Polícia Científica.

O apoio em guarani também ocorre no Núcleo Regional de Identificação, onde indígenas procuram atendimento para solicitar a CIN (Carteira de Identidade Nacional). Marlene auxilia na compreensão das orientações e no esclarecimento de dúvidas sobre o serviço.

Em momentos de luto, esse contato assume outra dimensão. Quando famílias chegam à unidade após a morte de um parente, ela ajuda a transmitir informações sobre os procedimentos, respeitando as atribuições dos profissionais responsáveis. “Se o meu povo indígena chega, já me procura. Talvez eu não esteja aqui, mas me chamam para conversar”, disse Marlene.

Além de Amambai, a unidade atende demandas de Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas e Tacuru, municípios do Cone Sul de Mato Grosso do Sul. “Eu vejo que muitas pessoas têm dificuldade. Me colocaram aqui para ajudar a minha comunidade, mas também ajudo qualquer pessoa que precise. Eu gosto de ajudar. Se precisar, estou aqui”, afirmou a indígena.

Maria Ester Jardim Rossoni – Comunicação PCi-MS

Fonte: Governo MS

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Mato Grosso do Sul

MS completa 49 anos com mais oportunidades, mobilidade social e futuro promissor para as novas gerações

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Mato Grosso do Sul completa 49 anos sendo o estado com maior possibilidade de ascensão social do Brasil. Isto significa que os jovens vislumbram um futuro com mais oportunidades que seus pais e seus filhos terão condições melhores do que as que eles tiveram. Esse cenário promissor é resultado de um ambiente de desenvolvimento, pleno emprego e investimentos públicos e privados, que geram postos de trabalho e melhores rendimentos.

A liderança do Estado em mobilidade social transforma essas oportunidades em mudanças concretas na vida das pessoas. Com um ambiente de negócios favorável, melhoram-se as condições de vida e ampliam-se as perspectivas positivas para as próximas gerações.

Para alcançar esse patamar, o governador Eduardo Riedel apostou em grandes investimentos públicos na educação, com a modernização das escolas e a ampliação da qualificação profissional dos estudantes do ensino médio. A estratégia também inclui programas de capacitação para preparar os trabalhadores para conquistarem melhores empregos. É um modelo de desenvolvimento que busca incluir as pessoas e ampliar as oportunidades.

Governador Eduardo Riedel durante lançamento do programa MS Qualifica (Foto: Saul Schramm/Secom-MS)

“O Estado teve grandes conquistas nos últimos anos, mas a que melhor simboliza esse cenário positivo é sermos líderes em mobilidade social do Brasil. Isso significa que, hoje, o cidadão tem uma vida melhor que a de seu pai e que, no futuro, seu filho terá ainda mais oportunidades. Para chegarmos a esse resultado, houve muito trabalho coletivo, empenho, dedicação e a construção de um ambiente de prosperidade. Melhorar a vida das pessoas é o nosso principal objetivo”, afirmou o governador.

Além da mobilidade social, o Estado se destaca em outros indicadores nacionais. Mato Grosso do Sul registra crescimento quatro vezes superior à média nacional, tem a segunda menor taxa de desemprego do país e recebeu, nos últimos anos, R$ 81 bilhões em investimentos privados, impulsionando a economia regional.

O Estado deixou de ser predominantemente exportador de matérias-primas, para se tornar referência nacional na industrialização do agronegócio e na atração de investimentos. Também se destaca pelo desenvolvimento de novas cadeias produtivas, como bioenergia, celulose e citricultura, que encontraram em Mato Grosso do Sul um ambiente favorável para crescer.

Crescimento que chega às pessoas

Não basta crescer se as oportunidades e as transformações não chegarem à população. A prosperidade precisa caminhar junto com a inclusão e o apoio a quem mais precisa. Com esse objetivo, a gestão estadual estruturou programas e ações para incentivar o desenvolvimento pessoal e profissional de quem busca um futuro melhor.

Ariadne Mariana Rocha tinha o sonho de se tornar médica. Ela sabia que alcançaria esse objetivo com dedicação e muito estudo. Sem condições de pagar um curso preparatório para o vestibular, pediu à família que lhe permitisse dedicar-se exclusivamente aos livros, sem precisar trabalhar naquele período.

Estudantes do programa MS Supera durante evento (Foto: Leomar Alves Rosa/Sead)

Com muito empenho e determinação, conseguiu ser aprovada no curso de Medicina da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). O sonho começava a se tornar realidade. No entanto, surgiu outro desafio: o curso exigia dedicação integral, e ela precisava arcar com despesas de alimentação, livros, deslocamento para os estágios e outros custos relacionados à formação.

Foi nesse momento que o programa estadual “MS Supera” ofereceu o apoio de que precisava. Após ser selecionada, Ariadne passou a contar com um benefício mensal equivalente a um salário mínimo para ajudar a custear as despesas. A iniciativa concede auxílio financeiro a estudantes de baixa renda matriculados em cursos de educação profissional ou em cursos universitários de instituições públicas e privadas, com o objetivo de estimular a permanência nos estudos.

“O programa entrou na minha vida não apenas como uma ajuda financeira, mas como um motivo a mais para continuar a faculdade. Quando o estudante está menos ansioso e menos preocupado com os gastos, consegue estudar melhor e, depois, tornar-se um profissional melhor. É um grande investimento do Estado, inteligente e humano. Ele oferece oportunidade e dignidade para continuarmos nossos estudos”, relatou a estudante.

Ariadne deu esse depoimento emocionado no final do ano passado, durante um evento com estudantes do MS Supera, realizado no auditório da Escola Superior da Defensoria Pública, em Campo Grande. Na ocasião, demonstrou gratidão pelo apoio recebido. Atualmente, ela está no sétimo semestre de Medicina.

Condições para vencer

Uma história semelhante é a da estudante Emily Teixeira, também aprovada em Medicina na UFMS. Para conquistar essa vaga, ela destaca a importância do ensino e do aprendizado recebidos na Escola Estadual Emygdio Campos Widal. Depois de muita dedicação e estudo, fez questão de compartilhar a conquista com professores e colegas.

“Aproveitei bastante a escola, principalmente no 3° ano. Aprendi muito com os bons professores e participava de tudo o que podia. Aproveitava ao máximo o que a escola tinha a me oferecer. Quando chegava em casa, continuava estudando. Lembro de todas as aulas e de tudo o que aprendi aqui. Além do aprendizado, sempre me senti acolhida pela escola. Os profissionais demonstravam o quanto se importavam comigo”, revelou.

O governador destaca que a educação é a principal ferramenta para o desenvolvimento do Estado. Embora as grandes oportunidades estejam surgindo, a população precisa estar preparada e qualificada para atender às demandas (mercado de trabalho) e aproveitar esse cenário positivo.

Estudante da Rede Estadual, Emily Teixeira passou para Medicina na UFMS (Foto: Bruno Rezende/Secom-MS)

Por essa razão, 55% dos alunos do ensino médio da Rede Estadual estão matriculados em cursos profissionalizantes, com o objetivo de concluir a educação básica já com uma profissão e ampliar as possibilidades de ingresso no mercado de trabalho.

São 50 mil estudantes matriculados na Educação Profissional, cuja oferta foi universalizada nos 79 municípios do Estado. O crescimento também aparece na expansão das turmas atendidas, que passaram de 1,1 mil para mais de 1,7 mil entre 2025 e 2026.

Para modernizar as unidades de ensino, uma escola estadual foi reformada ou construída a cada seis dias. Os investimentos em obras nas unidades somaram R$ 1,2 bilhão. Ao todo, 240 escolas já receberam intervenções durante a atual gestão, o equivalente a cerca de 70% da rede física estadual.

“Mato Grosso do Sul tem muitas conquistas nos últimos anos e um futuro que já está sendo construído, com geração de empregos, crescimento econômico e novas oportunidades. Temos muito a fazer, mas sabemos que estamos no rumo certo, transformando a vida das pessoas”, afirmou Riedel.

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Foto da capa: Álvaro Rezende/Secom-MS

Fonte: Governo MS

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