Celulose em Destaque
Entre sementes e florestas: há 40 anos, viveirista transforma coleta em recuperação da biodiversidade sul-mato-grossense
Há 16 anos no Viveiro Isaac de Oliveira, Nereu Rios transforma sementes nativas do Cerrado em mudas destinadas à recuperação ambiental
Nereu Rios construiu sua trajetória profissional transformando sementes em novas possibilidades de recuperação ambiental. Parte dessa história é vivida no Viveiro Isaac de Oliveira, onde atua há 16 anos em uma iniciativa mantida pela Águas Guariroba e pela Ambiental MS Pantanal, voltada à produção de mudas nativas, à proteção dos recursos hídricos e à recuperação de áreas degradadas em Mato Grosso do Sul.
Todos os anos, esse trabalho começa muito antes de a muda chegar ao campo. Em expedições que podem percorrer cerca de 7 mil quilômetros pelo Brasil, Nereu e sua equipe coletam sementes de espécies nativas que, meses depois, retornam ao território na forma de novas árvores. “Eu digo que plantar árvores é estar agraciado com a natureza”, resume o viveirista.
Parte desse trabalho começa longe do viveiro. O percurso parte de Campo Grande e passa por Goiás, incluindo a região da Chapada dos Veadeiros, além de Tocantins, Bahia e Minas Gerais. No retorno, a equipe cruza Mato Grosso e continua a coleta em Mato Grosso do Sul, passando por áreas como Bonito, Serra da Bodoquena, Miranda e Corumbá.
“Quando chegamos de volta a Mato Grosso do Sul, continuamos a expedição em diferentes regiões do Estado. É um trabalho que começa no Cerrado e chega até áreas de transição com o Pantanal”, explica Nereu.
Da semente à muda
Depois da expedição, começa outro ciclo. As sementes coletadas retornam ao Viveiro Isaac de Oliveira, onde passam pelos processos de seleção, germinação e desenvolvimento até se transformarem em mudas. Em cerca de um ano, muitas delas já estão prontas para deixar o viveiro e seguir para ações de recuperação ambiental em diferentes regiões do Estado.
Para Nereu, acompanhar esse processo também significa perceber, ano após ano, as mudanças na paisagem e as pressões sobre a vegetação nativa. “Nós, enquanto pesquisadores e coletores de sementes, temos visto muito isso. A cada ano, encontramos locais onde passamos coletando e que depois foram atingidos pelo fogo”, relata.
Segundo o viveirista, o período de queimadas muitas vezes coincide com a época de produção de sementes de diversas espécies. Quando o fogo alcança essas áreas, o impacto não se restringe às árvores: compromete também sementes e a capacidade de regeneração natural da vegetação.
Como parte das expedições, a equipe leva entre 120 e 150 mudas, que são plantadas ao longo do percurso como forma de devolver ao território parte do trabalho realizado durante a coleta. “Vamos plantando pelo caminho e contribuindo para a recuperação dos locais por onde passamos”, conta.
Do Cerrado ao Pantanal
Dezesseis dos 40 anos de profissão de Nereu estão ligados ao Viveiro Isaac de Oliveira. Criado em 2010 pela Águas Guariroba, o espaço nasceu com o objetivo de apoiar ações de recuperação ambiental, especialmente em áreas relacionadas às bacias dos córregos Guariroba e Lageado, responsáveis pelo abastecimento de Campo Grande.
Desde 2021, o viveiro passou a ser mantido conjuntamente pela Águas Guariroba e pela Ambiental MS Pantanal, ampliando a destinação de mudas também para municípios do interior de Mato Grosso do Sul.
Hoje, as espécies produzidas apoiam ações de recuperação de matas ciliares, áreas degradadas e ambientes associados ao Cerrado e ao Pantanal.
Nereu estima que o Viveiro Isaac de Oliveira já tenha produzido mais de 800 mil mudas. A capacidade de produção também vem crescendo: passou de cerca de 60 mil mudas por ano para 80 mil em 2025 e, em 2026, já se aproxima de 90 mil mudas anuais.
O espaço ocupa uma área de aproximadamente 14 hectares e, além da produção de mudas, tornou-se também um ambiente arborizado, com presença de frutos e de espécies da fauna local, como araras, tucanos e outras aves.
“Ver as áreas que a gente ajudou a reflorestar florescendo a partir dessas mudas é gratificante. Isso acontece desde as margens do Lageado e do Guariroba até áreas em Bonito e Miranda”, afirma.
Conhecimento que também se multiplica
Ao longo de quatro décadas de profissão, Nereu estima ter participado da produção de mais de 2 milhões de árvores nativas. Mas, para ele, o legado vai além da quantidade de mudas produzidas. O Viveiro Isaac de Oliveira também se tornou espaço de formação e troca de conhecimento.
Ao longo dos anos, profissionais que chegaram ao local para outras atividades aprenderam técnicas de produção, manejo e cuidado com espécies nativas e, posteriormente, passaram a atuar em outros viveiros.
“Tem pessoas que trabalharam aqui, aprenderam a cuidar de árvores e hoje estão em outros viveiros. Nós precisamos ter no Estado pessoas dedicadas a isso, que gostem de fazer esse trabalho. Temos um Brasil inteiro para recuperar”, ressalta.
Para Nereu, produzir mudas, recuperar áreas e formar novos viveiristas fazem parte de um mesmo compromisso com o futuro.
“Quando eu estou no interior, vejo que as mudas do Viveiro Isaac de Oliveira são conhecidas. A gente sabe que elas saíram daqui”, conta.
“Se não tiver árvores, não tem água.” A frase de Nereu sintetiza uma conexão que também atravessa o trabalho da Águas Guariroba e da Ambiental MS Pantanal. De um lado, o saneamento contribui para a proteção da qualidade da água; de outro, a produção e o plantio de mudas ajudam a conservar e recuperar áreas naturais importantes para a proteção dos recursos hídricos. Um ciclo de cuidado que conecta saneamento, água, biodiversidade e futuro.
Celulose em Destaque
Entrega dos primeiros vagões e tritrens marca novo avanço da logística do Projeto Sucuriú
A Arauco começou a receber os primeiros vagões e tritrens que vão compor a infraestrutura logística do Projeto Sucuriú. No total, serão 721 vagões, destinados ao transporte de celulose, e 350 conjuntos tritrem, compostos por cavalo mecânico e implementos florestais, que vão operar na movimentação de madeira das áreas de cultivo até a fábrica, em Inocência (MS). A conclusão da entrega dos tritrens está prevista para janeiro de 2027, e a dos vagões, para novembro do mesmo ano.
O diretor de Logística e Suprimentos da Arauco, Alberto Pagano, explica que a definição pelos modelos dos equipamentos adquiridos e das tecnologias disponibilizadas levou em conta a segurança das pessoas, do meio ambiente e do patrimônio da Companhia, além da estabilidade das operações. “Ao optar por vagões e tritrens modernos e customizados para as necessidades da Arauco, nós asseguramos a previsibilidade da movimentação de cargas e ampliamos o potencial de produtividade e sustentabilidade das operações”, afirma.
Fabricados pela Randon, os vagões possuem sistema de abertura lateral, que permite o carregamento e o descarregamento por ambos os lados, agilizando a operação, além de lonas com tramas de aço antivandalismo e uma tecnologia que bloqueia 100% da umidade da chuva. Cada vagão tem capacidade bruta total de 130 toneladas e carga líquida de 98 toneladas, e mede 23 metros de comprimento, 3,3 metros de largura e 4,28 metros de altura.
Do total adquirido, aproximadamente 55 conjuntos serão incorporados à frota própria da Arauco, enquanto os demais serão cedidos em regime de comodato às empresas parceiras, que serão responsáveis pela disponibilização dos respectivos cavalos mecânicos.
A frota contará ainda com diferentes configurações de suspensão nos implementos, contemplando sistemas de suspensão pneumática e mecânica, o que permitirá avaliar o desempenho de cada tecnologia nas condições operacionais do transporte florestal.
Rodrigo Sugske Garcia, gerente executivo de Logística Florestal da Arauco, ressalta que, além de robustez e grande produtividade, os tritrens foram customizados de acordo para aumentar a segurança dos motoristas e demais usuários da rodovia. “De modo inédito no setor florestal, os caminhões foram adaptados para atender aos requisitos da Arauco de resistência, durabilidade e segurança. E isso é fundamental para o compromisso que temos com o bem-estar das pessoas”, afirma o gerente.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.
Sobre a Arauco Brasil
No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.
As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).
Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.
Celulose em Destaque
Arauco leva capacitação gratuita de motoristas para Campo Grande (MS)
Iniciativa qualifica condutores das categorias B, C e D para o setor florestal; inscrições presenciais ocorrem de 27 a 29 de agosto no Sest Senat
A Arauco expande as ações de qualificação profissional em Mato Grosso do Sul e abre as inscrições para o processo seletivo do seu Programa de Formação de Motoristas em Campo Grande (MS). A iniciativa oferece capacitação 100% gratuita para homens e mulheres com CNH nas categorias B e C que buscam a mudança para a categoria D, assim como para profissionais que já têm a CNH D e desejam realizar o treinamento de aperfeiçoamento para o mercado florestal.
Nesta fase do programa, a meta é qualificar 200 motoristas na região, que serão selecionados por meio de processo seletivo, dando sequência ao programa Escola de Motoristas Arauco MOb+, que já certificou 96 profissionais, entre eles 37 mulheres.
Desenvolvido por meio de parceria entre a Arauco e o Sest Senat, o programa tem carga horária de 107 horas, abordando tópicos essenciais como Código de Trânsito Brasileiro, segurança viária e ética no trânsito. Além de todo o suporte de aprendizado, os concluintes recebem uma bolsa-bônus no valor de um salário mínimo no final do programa. Para concorrer a uma das oportunidades, é necessário ter pelo menos 21 anos de idade e, no mínimo, dois anos de habilitação.
A gerente de Gestão de Pessoas da Arauco, Morela Alfonzo, enfatiza o compromisso da empresa com a inclusão e o desenvolvimento de talentos no estado. “A chegada do programa a Campo Grande reforça nossa estratégia de qualificar a mão de obra local para acompanhar o ritmo de crescimento do setor florestal e da infraestrutura logística na região. Tivemos uma adesão expressiva de mulheres nas turmas anteriores e queremos continuar incentivando a equidade de gênero e a transformação profissional”, afirma.
Para Rodrigo Sugske, gerente executivo de Logística Florestal da Arauco, Mato Grosso do Sul vive uma expansão importante do setor florestal, o que também amplia a necessidade de profissionais qualificados. “Nossa expectativa é que essa formação abra novas oportunidades e prepare motoristas para uma operação que exige cada vez mais segurança, eficiência e responsabilidade”, afirma.
Como participar
As inscrições podem ser feitas online, por meio do link disponível na bio do Instagram @projetosucuriu, ou presencialmente na sede do Sest Senat Campo Grande. Para o atendimento presencial, os candidatos devem comparecer ao local nos horários definidos para a distribuição de senhas, que acontecem em diferentes turnos ao longo do dia (manhã, tarde e início da noite).
No momento do atendimento, é obrigatório apresentar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e um comprovante de residência atualizado, além de ter disponibilidade para participar das etapas do processo seletivo durante o período.
Serviço
Inscrições – Programa de Formação de Motoristas Arauco
- Online: link na bio do Instagram @projetosucuriu
- Presencial: Sest Senat Campo Grande
- Endereço: Raul Pires Barbosa, 1784, Chácara Cachoeira – Campo Grande (MS)
- Datas: 27, 28 e 29 de agosto de 2026
Horários para entrega de senhas (presencial):
- 27/08 (quinta-feira): das 08h30 às 09h, das 12h30 às 13h e das 18h às 18h30;
- 28/08 (sexta-feira): das 08h30 às 09h, as 12h30 às 13h e das 18h às 18h30;
- 29/08 (sábado): das 08h30 às 09h.
Sobre o Projeto Sucuriú
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.
Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.
Sobre a Arauco Brasil
No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.
As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).
Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.
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