Celulose em Destaque
Voith Paper fortalece parceria com Klabin em projeto no Paraná
Contrato na Unidade de Ortigueira inclui manutenção em equipamentos críticos, com foco na otimização da produção.
A Voith Paper, parceira estratégica de grandes indústrias do setor de papel e celulose, firmou um novo contrato com a Klabin. O negócio realizado em Ortigueira, no Paraná, reforça a relação de longa data entre as empresas e amplia as perspectivas para colaborações futuras.
O projeto consistiu na manutenção de 84 agitadores de tanque e pulpers, fundamentais para o processo de armazenagem e mistura de fibras. Os agitadores desempenham um papel essencial no processo de fabricação de papel, mantendo a homogeneização dos aditivos e da suspensão de fibras. Ao longo de 10 dias de trabalho intenso, cerca de 40 profissionais da Voith atuaram na planta, durante uma parada geral da unidade.
As paradas gerais são cruciais para a manutenção de equipamentos que demandam inspeção rigorosa, como caldeiras e digestores, regulamentados pela NR-13. Esses componentes são essenciais para a produção de fibras, e a parada simultânea de todo o maquinário é necessária para garantir o máximo de eficiência e confiabilidade dos processos.
A escolha da Voith Paper para liderar o projeto se deu pelo histórico positivo da empresa em outras unidades da Klabin, como a Unidade Monte Alegre, em Telêmaco Borba, no Paraná, além da capacidade de mobilizar uma equipe especializada e cumprir prazos rigorosos.
A manutenção realizada pela Voith trouxe benefícios significativos para a Klabin. A confiabilidade dos equipamentos foi restaurada, o que contribuiu diretamente para a estabilidade e eficiência da produção. O cumprimento rigoroso do cronograma foi outro ponto positivo, com a Voith executando todas as atividades dentro dos prazos acordados, reforçando seu compromisso com a excelência.
Além disso, a Voith elaborou um documento detalhado, orientando a Klabin sobre as melhores práticas de manutenção e sugerindo melhorias para maximizar a eficiência dos processos no futuro. A conclusão bem-sucedida deste projeto não apenas reforça a relação entre as empresas, mas também abre novas oportunidades para a continuidade da parceria, que já vinha sendo construída em projetos anteriores, como os realizados na Unidade Monte Alegre.
“A Voith Paper reafirma seu compromisso com a excelência na prestação de serviços e com o desenvolvimento contínuo de soluções para o setor de papel e celulose, contribuindo diretamente para o sucesso de seus clientes. O projeto realizado é uma comprovação da confiabilidade e qualidade dos serviços da Voith”, afirma Elivaldo Silva, Chefe da Unidade de Negócios – Serviços e Peças de Reposição na América do Sul da Voith Paper.
Sobre a Klabin
Maior produtora e exportadora de papéis para embalagens e de soluções sustentáveis em embalagens de papel do Brasil, a Klabin desponta como empresa inovadora, única do País a oferecer ao mercado uma solução em celuloses de fibra curta, fibra longa e fluff, além de ser líder nos mercados de embalagens de papelão ondulado, sacos industriais e papel-cartão. Fundada em 1899, possui 23 unidades industriais no Brasil e uma na Argentina, responsáveis por uma capacidade produtiva anual de 4,6 milhões de toneladas de celulose de mercado e papéis.
Somente no Paraná, investiu mais de R$ 36 bilhões nos últimos 10 anos, e gera mais de 12 mil empregos (diretos e indiretos), em mais de 25 municípios próximos das operações da Companhia, principalmente, na região dos Campos Gerais. A empresa é pioneira na adoção do manejo florestal em forma de mosaico, que consiste na formação de florestas plantadas entremeadas a matas nativas preservadas, formando corredores ecológicos que auxiliam na manutenção da biodiversidade. A área florestal da Companhia no estado compreende o total de 433 mil hectares, sendo 176 mil de mata nativa. A Klabin também mantém um Parque Ecológico, na Fazenda Monte Alegre, em Telêmaco Borba, para fins de pesquisa e conservação, atuando no acolhimento e reabilitação de animais silvestres vítimas de acidentes ou maus-tratos, auxiliando o trabalho de órgãos ambientais. Além de contribuir para a preservação da flora e fauna da região, inclusive de espécies ameaçadas de extinção.
Toda a gestão da empresa está orientada para o Desenvolvimento Sustentável. Na região dos Campos Gerais a Klabin desenvolve boa parte dos seus programas socioambientais, com destaque para o Semeando Educação, “Matas Sociais – Planejando Propriedades Sustentáveis”, Matas Legais, Programa de Resíduos Sólidos, Programa Klabin Caiubi, Força Verde Mirim e Protetores Ambientais.
A Klabin integra, desde 2014, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da B3, e em 2020 passou a integrar o Índice Dow Jones de Sustentabilidade, com participação na carteira Global. Também é signatária do Pacto Global da ONU e do Pacto Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, buscando fornecedores e parceiros de negócio que sigam os mesmos valores de ética, transparência e respeito aos princípios de sustentabilidade.
Sobre o Grupo Voith
O Grupo Voith é uma empresa de tecnologia com atuação global. Com seu amplo portfólio de sistemas, produtos, serviços e aplicações digitais, a Voith estabelece padrões nos mercados de energia, papel, matérias-primas, e transporte e automotivo. Fundada em 1867, a empresa atualmente tem cerca de 22.000 colaboradores, gera € 5,5 bilhões em vendas e opera filiais em mais de 60 países no mundo inteiro, o que a coloca entre as grandes empresas familiares da Europa.
A Divisão do Grupo Voith Paper integra o Grupo Voith. Como fornecedora completa para o setor papeleiro, oferece a mais ampla gama de tecnologias, serviços e produtos ao mercado, fornecendo aos fabricantes de papel soluções holísticas a partir de uma única fonte. O fluxo contínuo de inovações da empresa possibilita uma produção que conserva recursos e ajuda os clientes a minimizar sua pegada de carbono. Com os produtos de automação e as soluções de digitalização líderes de mercado do portfólio Papermaking 4.0, a Voith oferece aos seus clientes tecnologias digitais de ponta para aumentar a disponibilidade e eficiência de fábricas em todas as etapas do processo produtivo.
Celulose em Destaque
Megafábrica da Arauco avança e coloca região de Três Lagoas em novo patamar industrial
Mato Grosso do Sul está prestes a ganhar mais um empreendimento de proporções gigantescas. O Projeto Sucuriú, da Arauco, avança em Inocência-MS e chama atenção não apenas pelo investimento bilionário e pelo tamanho da futura fábrica, mas também pela estrutura logística planejada para sustentar a operação.
Com investimento estimado em aproximadamente R$ 25 bilhões, o empreendimento é considerado o maior investimento da história da companhia e reforça a transformação econômica do leste de Mato Grosso do Sul, região que já tem Três Lagoas como um dos principais polos mundiais da indústria de celulose.
A futura unidade terá capacidade projetada para produzir cerca de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano.
Potência industrial terá estrutura ferroviária própria
Um dos pontos que demonstram a dimensão do empreendimento é a logística. O projeto prevê infraestrutura ferroviária própria para conectar a fábrica à Malha Norte, criando uma ligação estratégica para o escoamento da gigantesca produção.
A partir dessa conexão, a celulose poderá seguir pela malha ferroviária em direção ao Porto de Santos (SP), uma das principais portas brasileiras para o mercado internacional.
Em um empreendimento capaz de produzir milhões de toneladas anualmente, depender exclusivamente de caminhões representaria uma operação rodoviária gigantesca. A ferrovia amplia a capacidade logística, melhora a eficiência do transporte em grandes volumes e fortalece a competitividade da unidade.
Uma fábrica do tamanho da nova realidade de MS
Os números ajudam a dimensionar a potência do Projeto Sucuriú: são aproximadamente R$ 25 bilhões em investimentos e capacidade anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose, além de toda uma cadeia envolvendo florestas plantadas, fornecedores, transporte, serviços, tecnologia e mão de obra.
A previsão é de que a operação industrial seja iniciada no fim de 2027
O empreendimento também evidencia como o eixo formado por Três Lagoas, Inocência e municípios vizinhos vem ganhando importância no mapa industrial brasileiro, principalmente no setor de árvores cultivadas, celulose e logística.
Com a chegada de investimentos dessa magnitude, os impactos ultrapassam os limites de Inocência. Três Lagoas, por sua localização e estrutura regional, também tende a sentir reflexos na prestação de serviços, comércio, qualificação profissional, transporte e cadeia de fornecedores.
O Projeto Sucuriú não representa apenas a construção de mais uma fábrica. Uma indústria de R$ 25 bilhões, capaz de produzir milhões de toneladas e contar com conexão ferroviária dedicada ao escoamento de sua produção, mostra a escala da transformação econômica em curso nesta região de Mato Grosso do Sul.
Fonte: Marco Campos / TL Notícias
Celulose em Destaque
Caminhos da Celulose inicia recuperação de 870 km de rodovias em seis frentes de serviço
Intervenções são realizadas nas BR-262 e 267 e nas MS-040, MS-338 e MS-395, com serviços de recuperação do pavimento
A Caminhos da Celulose iniciou as obras de recuperação do pavimento em 870 quilômetros de rodovias sob sua responsabilidade em Mato Grosso do Sul. Ao todo, seis frentes de serviço atuam simultaneamente em trechos das BR-262, BR-267 e das rodovias MS-040, MS-338 e MS-395.
Os serviços incluem fresagem e recomposição do pavimento, aplicação de micropavimento e tapa-buracos. Para a execução dos trabalhos, os quilômetros da concessão foram divididos entre seis empresas contratadas, responsáveis pela recuperação dos respectivos trechos de atuação.
A execução é acompanhada por empresas especializadas em supervisão e gerenciamento, com ensaios tecnológicos e laboratórios especializados em pavimentação. As soluções adotadas serão definidas conforme as características de cada trecho, com acompanhamento técnico e controle de qualidade durante todas as etapas.
“A recuperação do pavimento é uma das etapas fundamentais para elevar a qualidade da infraestrutura rodoviária. Cada intervenção é planejada a partir das características do trecho e acompanhada tecnicamente para garantir que os serviços atendam aos padrões estabelecidos pela concessão”, afirma o presidente da concessionária Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno.
Obras avançam em cinco rodovias da concessão
As intervenções começaram no dia 31 de julho e são realizadas em pontos específicos das cinco rodovias que integram a concessão. A estratégia permite que diferentes frentes trabalhem simultaneamente, ampliando a capacidade de execução dos serviços e dando continuidade ao cronograma de recuperação da malha.
A recuperação do pavimento contribuirá para reduzir irregularidades na pista, melhorar a qualidade de rolamento e proporcionar mais conforto, segurança e previsibilidade aos usuários, além de contribuir para a durabilidade da estrutura rodoviária.
Atenção redobrada nos trechos em obras
Durante a execução dos serviços, os motoristas poderão encontrar operações de Siga e Pare, desvios ou interdições temporárias, conforme a necessidade de cada frente de trabalho. O gerenciamento do tráfego será realizado com sinalização e dispositivos operacionais adequados para garantir a segurança de usuários e trabalhadores.
A concessionária orienta os motoristas a respeitarem a sinalização, os limites de velocidade e as orientações das equipes que atuam nas rodovias. Também é recomendado manter distância segura do veículo à frente, evitar ultrapassagens em locais sinalizados e planejar a viagem com antecedência.
13 bases vão ampliar estrutura de atendimento aos usuários
Paralelamente às obras de recuperação do pavimento, a Caminhos da Celulose avança na implantação de 13 Serviços de Atendimento ao Usuário (SAU) ao longo da concessão. As unidades serão distribuídas pela BR-262, BR-267, MS-040 e MS-338 e funcionarão 24 horas por dia, sete dias por semana, como pontos de apoio aos motoristas e bases das equipes operacionais.
As unidades contarão com sanitários masculino e feminino, fraldário, área de descanso, água potável, estacionamento, totens de atendimento e dois pontos de recarga para veículos elétricos. As estruturas também abrigarão ambulâncias, guinchos leves e pesados, caminhões-pipa, caminhões boiadeiros, viaturas de inspeção de tráfego e demais equipamentos utilizados no atendimento às ocorrências.
Integradas ao Centro de Controle Operacional (CCO), as bases contribuirão para reduzir o tempo de resposta em acidentes, panes mecânicas, animais na pista, obstruções e outras ocorrências, ampliando a capacidade de atendimento ao longo dos 870 quilômetros concedidos.
“As estruturas de atendimento ao usuário fazem parte de uma transformação mais ampla da concessão. A recuperação das rodovias, aliada à implantação das bases operacionais, permitirá oferecer mais segurança, conforto e agilidade no atendimento aos usuários”, ressalta De Donno.
As obras avançam em diferentes frentes, incluindo serviços de terraplenagem, compactação de solo e preparação das áreas que receberão as estruturas. Entre os locais em execução estão as unidades da MS-040, em Santa Rita do Pardo, e da MS-338.
A previsão é concluir a construção das 13 unidades até o fim de 2027. Já a operação dos serviços aos usuários terá início em outubro deste ano, com a disponibilização de atendimento pré-hospitalar, inspeção de tráfego, remoção de veículos, atendimento mecânico e demais serviços previstos no contrato de concessão.
Sobre a Caminhos da Celulose
A Caminhos da Celulose é a concessionária responsável pela administração da Rota da Celulose, que abrange aproximadamente 870 quilômetros de rodovias nas regiões central e leste de Mato Grosso do Sul, incluindo trechos das MS-040, MS-338, MS-395 e das federais BR-262 e BR-267. A companhia atua com foco em segurança viária, eficiência operacional e modernização da infraestrutura, promovendo melhorias contínuas para usuários e para a logística regional.
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