Mato Grosso do Sul
SES e HRMS participam de Simpósio de Cuidados Paliativos em Campo Grande
A SES (Secretaria de Estado de Saúde) e o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) marcaram presença na abertura do 1º Simpósio de Cuidados Paliativos do HCAA (Hospital de Câncer de Campo Grande – Alfredo Abrão) realizado na segunda-feira (4), em Campo Grande. O evento é promovido pelo HCAA, em parceria com a Faculdade Novoeste.
Dentre os palestrantes, a Dra. Fabiana Aguiar Vera Cruz Moreno, Supervisora do Programa de Residência Médica em Clínica Médica do HRMS, levará sua expertise ao simpósio. Dra. Fabiana enfatiza a importância do evento como um marco na integração das diversas instituições que oferecem Cuidados Paliativos na região. Ela ressalta a necessidade de troca de experiências, educação continuada dos profissionais e esclarecimento da sociedade sobre um tema ainda permeado por tabus e preconceitos.
“Eu vou falar sobre Trabalho em Equipe, tema fundamental, já que não se faz Cuidados Paliativos sem uma equipe multiprofissional alinhada, coesa e com o cuidado centrado no paciente. Estou muito feliz em representar o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e levar a experiência do treinamento como facilitadora do programa QELCA (Quality End of Life Care for All), um programa internacional de cuidados de qualidade de fim de vida, pelo St. Christopher Hospice e Instituto Premier, em que profissionais da equipe multiprofissional, que atuam na enfermaria de Clínica Médica, estão desenvolvendo habilidades e competências para prestar esta assistência”, disse.
Também do HRMS, a fisioterapeuta Flávia Souza Maia, é mais uma das palestrantes do evento e apresentará o tema “Reabilitação em Cuidados Paliativos”, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
“A mensagem que eu quero deixar com a palestra é sobre a importância de ter o paciente ativo e participativo no seu processo. E que isso seja de forma funcional, dando mais qualidade de vida para o paciente e família. Eu entendo que esse Simpósio vai ser muito importante para o cenário dos Cuidados Paliativos no estado, já que é uma área em que os profissionais precisam tomar conhecimento da importância para que esses pacientes sejam atendidos em sua totalidade”, afirmou.
Além das contribuições do HRMS, a enfermeira Micheli Borsoi, representando a SES, encerrará o evento apresentando um panorama da Rede de Cuidados Paliativos em Mato Grosso do Sul e a perspectiva para os próximos anos, principalmente com a publicação da Política Nacional de Cuidados Paliativos.
“Esse simpósio é uma oportunidade de atualização para profissionais de saúde. Os temas estão muito interessantes, oportunidade de debater uma diversidade de assuntos sobre cuidados paliativos. A SES apoia e valida essas iniciativas”, afirmou.
O que são Cuidados Paliativos?
Os Cuidados Paliativos são uma abordagem especializada diante de doenças ameaçadoras da vida, que visa prevenir e aliviar o sofrimento, identificar e tratar sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais. Quando uma doença progride para um estágio avançado ou terminal, os Cuidados Paliativos entram em cena para garantir qualidade de vida, conforto e suporte tanto para o paciente quanto para sua família.
Os princípios dos Cuidados Paliativos oncológicos incluem o alívio da dor e de outros sintomas estressantes, a integração dos aspectos psicológicos, sociais e espirituais ao cuidado clínico, o suporte à família e ao paciente para viverem ativamente até o fim, e o uso de uma abordagem interdisciplinar para atender às necessidades do paciente e sua família.
O evento
O Simpósio tem o objetivo de promover conhecimento e disseminar a cultura na área de Cuidados Paliativos, proporcionar discussões científicas e divulgar a abordagem multidisciplinar característica do assunto, contando com a presença de profissionais de referência em Campo Grande, com formação e experiência prática em suas respectivas áreas e notável saber.
O simpósio segue com sua programação até esta terça-feira (5) no auditório do Hotel Metropolitan e as inscrições já estão esgotadas.
Joilson Francelino, Comunicação Funsau/HRMS
Foto: ASCOM/HCAA
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
Ressonância no Hospital Regional de Dourados reduz viagens e anos de espera por diagnóstico no SUS
Tecnologia na rede pública amplia o acesso a exames de alta complexidade para pacientes de 34 municípios do Cone Sul
A viagem de Adelina Sales começou quando a maioria das casas ainda dormia. Moradora da zona rural, ela levantou à meia-noite e saiu de casa por volta das três da manhã para conseguir chegar ao Hospital Regional de Dourados quase às sete. O cansaço da estrada se somava a uma espera bem mais longa: havia cerca de quatro anos que ela aguardava a realização de uma ressonância magnética pelo Sistema Único de Saúde.
Em tratamento por causa de artrose no joelho, Adelina já havia passado por consultas, encaminhamentos e até feito um exame anterior fora de Mato Grosso do Sul. Ainda assim, seguia à espera de uma nova avaliação que pudesse ajudar na continuidade do tratamento. A chamada para realizar o exame no HRD representou, para ela, mais do que a marcação de um procedimento. Foi a interrupção de uma espera que atravessou anos.
“Levantamos meia-noite para poder estar aqui. Saímos de casa às três da manhã e chegamos quase às sete. Foi cansativo, mas graças a Deus deu tudo certo”, contou. “A gente mora na roça e ficava esperando, esperando, e nunca saía. Agora saiu, graças a Deus.”
A instalação do primeiro aparelho de ressonância magnética da rede pública no Hospital Regional de Dourados começou a alterar a rotina de pacientes como Adelina, especialmente moradores de cidades do interior, distritos e comunidades rurais. O equipamento entrou em funcionamento no dia 27 de abril e passou a atender a macrorregião do Cone Sul, formada por 34 municípios. Com capacidade estimada para cerca de 500 exames por mês, o serviço diminui a necessidade de deslocamentos para outros centros e aproxima exames de alta complexidade de pacientes que dependem exclusivamente da rede pública.
No caso de Adelina, a mudança não se resume à distância percorrida. O atendimento recebido também ficou marcado em sua memória. Acostumada à vida no sítio, ela relata que nem sempre se sentiu acolhida nos serviços de saúde por ser moradora da zona rural. No Hospital Regional, segundo ela, a experiência foi diferente.
“Tem lugar que parece que a gente é tratada diferente porque é da roça”, desabafou. “Cheguei e já vieram pegar meus documentos, me encaminharam rápido, os médicos atenderam muito bem. Fui muito bem tratada.”
A história de Luciene de Medeiros, moradora de Itaporã, também ajuda a dimensionar o peso da espera por exames especializados no interior. Ela convive com bursite e rompimento dos tendões dos ombros e aguardava uma ressonância magnética desde 2019. O pedido de cirurgia veio em 2023, mas o exame seguia como etapa necessária para a continuidade do tratamento.
“Esse exame que vim fazer hoje já estava esperando há mais de dois anos”, afirmou.
Para quem depende do SUS, a demora em um exame pode significar dor prolongada, dificuldade de trabalhar, perda de mobilidade e adiamento de decisões médicas. A ressonância magnética é fundamental em diferentes áreas, especialmente na ortopedia, por permitir uma avaliação detalhada de articulações, músculos, tendões, ligamentos, coluna e outras estruturas do corpo. Sem o exame, muitos pacientes permanecem em uma espécie de corredor de espera entre a suspeita clínica e a definição do tratamento.
Luciene avalia que a chegada do equipamento ao Hospital Regional pode encurtar esse caminho para outras pessoas que enfrentam o mesmo percurso. “Se depender de pagar, muita gente nunca consegue fazer. Então isso aqui faz diferença demais para a população”, disse. Ela também destacou a estrutura da unidade e o atendimento recebido. “Já é a terceira vez que venho aqui e continuo achando maravilhoso. A estrutura é muito boa e os aparelhos ajudam bastante.”
O aparelho instalado no Hospital Regional de Dourados recebeu investimento de R$ 7,5 milhões da Secretaria de Estado de Saúde. A incorporação do serviço amplia a capacidade diagnóstica da rede pública na região e atende a uma demanda antiga de pacientes que, até então, precisavam esperar por vagas em outras localidades ou enfrentar viagens longas para realizar o exame.
Para o médico João Hoffmann, profissional da unidade, a ressonância magnética tem impacto direto em especialidades que dependem do exame para definir diagnósticos e condutas. Segundo ele, o novo serviço fortalece a ortopedia de alta complexidade, com atendimentos voltados a problemas de coluna, ombro, joelho e lesões ligamentares, além de auxiliar em cirurgias do aparelho digestivo e em outros métodos diagnósticos necessários dentro da rede.
“A ressonância vem para somar à ortopedia de alta complexidade, com atendimentos voltados para coluna, ombro, joelho e lesões ligamentares, além de auxiliar em cirurgias do aparelho digestivo e outros métodos diagnósticos necessários dentro da rede”, explicou.
Na prática, a presença do equipamento em Dourados altera uma etapa decisiva do cuidado em saúde: o tempo entre a dor, a suspeita médica e a confirmação do diagnóstico. Para pacientes do interior, esse intervalo costuma ser atravessado por deslocamentos, custos indiretos, perda de dias de trabalho e dependência de transporte. Quando o exame passa a ser oferecido mais perto, a tecnologia deixa de ser apenas um recurso hospitalar e se transforma em acesso concreto.
Para Adelina, depois de anos esperando, o significado é simples e direto. A ressonância não elimina sozinha a doença nem encerra o tratamento, mas abre uma porta que permaneceu fechada por tempo demais. Entre a madrugada na estrada e a chegada ao hospital, o exame representou uma chance de seguir adiante com mais clareza sobre o próprio corpo e com a sensação de que, desta vez, a espera encontrou resposta.
Juliana França, Comunicação HRD
Fonte: Governo MS
Mato Grosso do Sul
UEMS abre inscrições para novo curso superior de Licenciatura em Computação
A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) está com processo seletivo aberto para o seu mais novo curso de graduação: Licenciatura em Computação. A oportunidade é totalmente gratuita, presencial e com aulas no período noturno. O curso é viabilizado pelo programa Prilei (Programa Institucional de Fomento e Indução da Inovação da Formação Inicial e Continuada de Professores com ênfase na Educação Integral), uma iniciativa do Ministério da Educação amparada pela Política Nacional de Educação Digital.
A oferta ocorre por meio de uma rede de cooperação técnica que une a UFMS (instituição matriz), a UEMS e a UEM. Estão sendo ofertadas 160 vagas no total, distribuídas igualmente (40 vagas para cada localidade) para atender a interiorização do ensino superior:
- Amambai: 40 vagas;
- Campo Grande: 40 vagas;
- Dourados: 40 vagas;
- Ivinhema: 40 vagas.
O curso terá aulas noturnas de segunda a sexta-feira, com atividades pontuais aos sábado, e tem duração de oito semestre. A carga horária é de 3.240 horas, sendo 330 horas de atividades de extensão. Haverão ainda estágios com práticas obrigatórias integradas com as redes municipais de ensino, englobando a Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II, e Ensino Médio.
Quem pode se inscrever?
O processo seletivo (Edital nº 091/2026 – PROE/UEMS) adota critérios inclusivos e é voltado para os seguintes perfis:
- Profissionais da Educação: professores e servidores de escolas públicas (auxiliares, assistentes, secretários, técnicos, etc.) que atuam na Educação Básica e não possuem nível superior.
- Participantes do ENEM: candidatos sem curso superior que tenham alcançado bom desempenho no ENEM nas edições realizadas entre os anos de 2016 e 2025.
- Concluintes do Ensino Médio: candidatos que já finalizaram o Ensino Médio, cuja seleção utilizará a nota do Histórico Escolar.
Atente-se para: ao se candidatar, o estudante deve enviar um Termo de Compromisso se comprometendo a realizar 1 (um) ano de residência docente na rede pública de ensino receberá uma bolsa financeira por isso e a não desistir da vaga.
Inscrições e cronograma
O período vai até 6 de julho. As inscrições são online e devem ser realizadas pelo site candidato.uems.br. Documentos devem ser enviados com toda a documentação necessária e o termo de compromisso preenchido devem ser encaminhados para o e-mail [email protected]
A estrutura curricular do curso foi desenhada para conectar a computação à realidade escolar contemporânea, capacitando o futuro educador em áreas de grande demanda tecnológica:
- Inteligência Artificial (IA) aplicada ao contexto pedagógico;
- Pensamento Computacional e lógica desde a educação básica;
- Robótica Educacional e Cultura Maker integradas ao currículo;
- Gamification (uso de jogos digitais como estratégia de ensino);
- Metodologias Ativas e Tecnologias Digitais.
Para acesso completo ao edital, clique aqui. A página do programa está em PROE/DIND. Dúvidas e informações suplementares podem ser obtidas com a Divisão de Ingresso Discente pelo telefone (67) 3902-2516 ou pelo e-mail [email protected].
Comunicação UEMS
Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo
Fonte: Governo MS
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